Texto sobre Água
Eu sou água pelo solo a fluir a seu sombrio, pérfido e fino piso os olhares se acariciavam o tempo nosso entendimento
Nem pétalas se moviam sem nosso consentimento mesmo a gota de orvalho a deslizar pela folha permaneceu suspensa no ar aos uivos dos ventos...
Sublimarei cada palavra na euforia sentindo as mesmas vibrações escrevendo as minhas poesias
Escuto a voz da tristeza na melancolia dedilhando meu nome nas águas e jogada aos ventos a dor se desfaz no vazio
neutro os sonhos se desfaz sozinhos e sobre as nuvens vão desvaecendo
Nas correntes de ar você se perde pesamentos controla algo no estrito da sua lama não posso segurar
Salto para observar queria poder contar alguém mas o tempo me castiga e sempre afasta você de mim
A luz dão escolhas individuais mesmo a morte estando no caminho somos responsáveis pelos nossos atos
Posso negocia mais corro o risco de não se eterno
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
Reaplique o Protetor Solar Sempre que Suar Excessivamente ou Após Contato com Água
Proteger a pele dos raios solares não se resume a uma única aplicação. Suor intenso, mergulhos ou até mesmo o passar das horas podem reduzir a eficácia do protetor solar. Por isso, é fundamental reaplicá-lo para manter a proteção ao longo do dia.
Cuidar da pele é uma prática contínua que previne o envelhecimento precoce, manchas e doenças como o câncer de pele. Faça do reaplicamento do protetor solar um hábito, especialmente em atividades ao ar livre!
"GOSTARIA DE SER O ULTIMO.
Hoje anseio ser o último. O derradeiro pingos de água que percorre teu corpo, escorrendo vagarosamente por todas as tuas curvas desejo ser o último batom do dia, para habitar teus lábios.
Ambiciono ser aquela toalha que cuidadosamente desliza por tuas curvas ao te enxugares. Hoje anseio ser também tuas mãos, que acariciam tua pele ao aplicares desodorante, deixando um toque suave em cada centímetro do teu corpo.
Hoje adoraria ser teu travesseiro, onde pousas a cabeça ao dormires. Hoje pretendo ser o último pensamento antes de adormeceres.
DOR DE CABEÇA D´ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitos ficam perdidos no coração do tempo que perderam. Presos na palma da mão do destino que julgam ter na mão. Não admitem, gritam vantagens, mas os dentes de alho da boca da noite mordem suas línguas de fogo e as apagam na própria saliva.
Quem vai além da própria ilusão perde as asas do vento. Por isso não escapa do olho do furacão e já não tem habilidade para montar na costa do sol. Gasta inteiramente seus dedos de prosa e só consegue acumular dores de cabeça d´água.
Um dia todos nós olhamos face a face da terra, quanta vida jogamos fora regando a planta do pé ou tomando banho de carne de sol. Sorte nossa, quando não é tarde demais. Quando constatamos que a unha de fome do mundo ainda não devorou as esperanças.
TUDO É ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Água que lava
e abriga larva
que vira inseto...
Água que falta
e também medra.
Enche os riachos,
invade as casas
e fura pedra...
Água que afoga,
também afaga
e fertiliza...
Água pesada
que adia o jogo.
Supre a baía,
gera energia,
pois água é fogo.
"LATA D'ÁGUA NA CABEÇA, LÁ FOI MARIA
Demétrio Sena - Magé
Quando Maria Lata D'água, ex-passista da Portela, com passagem por outras escolas de samba voltou ao Brasil com seu esposo Charles, com o qual se casou na Suiça, o Paulo Redator e eu, que redigia seu jornal, fomos os primeiros a entrevistá-la. Eles vieram morar no Município de Magé. Em um sítio bucólico de Bongaba, no sexto distrito. Charles era um membro de família real na Suiça, que se apaixonou por Maria, quando a viu sambar graciosamente com uma lata de vinte litros d'água na cabeça (foi assim que Maria se tornou Maria Lata D'água) e ambos não demoraram a se tornar um casal que viveu junto até que a morte (o esposo morreu primeiro) os separou.
Maria foi tema de homenagens no mundo do samba (lata d'água na cabeça, lá vai Maria...) e foi inspiração para muitas passistas que vieram depois dela. Quando voltou da Suiça, já na meia idade, foi grande a correria de jornais que a procuraram para matérias que despertaram muito interesse. Maria e Charles receberam o Paulo e a mim com sorrisos, café, bolo e uma entrevista muito alegre, na qual expressava sua gratidão à vida. Ela passou a frequentar a Igreja Católica de Piabetá e, quando Charles faleceu, entregou seus bens a entidades, foi viver em um convento e passou a participar das programações da Rádio Católica Canção Nova, em São Paulo.
Não escavei detalhes de sua morte ontem, da qual eu soube logo depois de falar dela para o Arnaldo Rippel, um amigo de Petrópolis, que acabara de fazer um poema em homenagem à escola de samba Portela. Sei que morreu aos noventa anos. Tive com ela e o Charles uma curta e doce amizade. Nunca mais a vi, senão em matérias pontuais do meio católico. Ficam boas lembranças de uma artista e ser humano incomuns, não pela fama, e sim, pela sensibilidade, o coração sempre aberto e uma grande simpatia.
... ... ...
#respeiteautorias É lei
JESUS
O sopro divino, suave como uma brisa, infunde a vida. Da água cristalina, nasce o vinho sagrado; da crucificação angustiante, emerge o perdão sublime; e do sepulcro silencioso, resplandece a gloriosa ressurreição. Este amor revelado, como uma luz radiante no horizonte, nos convida a acolher a nossa eterna salvação.
O caminhar e a água
.
Há quem prefira catuaba a vinho
Outros ficam no copo d'água
Ou até vão pro "cházinho "
Mas quando a noite acaba
De dois um só caminho
Vai acordar com sorriso no rosto
Ou então se sentindo sem ninho
A ressaca vai de cada gosto
resta ter consigo um pouco de carinho
.
Pra se sentir mais disposto
Levanta e molha o rosto
Vontade de bater perna é grande
mas o medo de bater as botas é maior
Me impediram que eu ande
Mas sei que é importante
ser alguém que respeita ao redor
Mesmo que eu pareça só
Não tem necessidade alguma me colocar numa pior
.
Tento sorrir em cada instante
Bem como Wilde declama humilde
A vida é muito importante
para ser levada a sério
Pegando esta constante
E seguindo o mesmo critério,
chega mais um militante
que dessa cultura assim desfruta
Foi chamado Disraeli
A vida é muito curta
para ser pequena
.
Com reforço de Torelly
em sua visão serena
O que se leva da vida
É a vida que se leva
Então, faça tudo com medida
Por que se faltar comida...
...é a fome se eleva
Mas com Gullar me farto
Sei que dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Mesmo que o pão seja caro
E a liberdade, pequena
.
.
"No fim, sou só um poço de poesias.
Onde se afogou todas as minhas alegrias.
Água amarga, da mais profunda das cacimbas.
Pode ser que, minha felicidade, seja só uma criação minha.
De todas as que já criei, a mais bela das fantasias.
A mais intensa das emoções, infelizmente, não pode ser escrita.
A solidão, torna-me as palavras vazias.
A paixão é uma faca de dois gumes, que têm uma lâmina fria.
Lâmina que fere, e as vezes, nem mesmo o tempo, é capaz de curar as feridas.
Eu tentei ser sua companhia, sua felicidade, sua alegria.
Mas você afogou em mim, todo o amor que, gritava ao mundo que sentia.
O amor que me prometia.
Eu entendo o porquê dessa covardia.
Você descobriu que, no fim, sou só um poço de poesias..."
Sou como a água, que se molda aos caminhos difíceis, contorna os obstáculos e segue sempre em frente, sem nunca perder sua essência. Minha força está na suavidade, que esculpe até mesmo as pedras mais duras, e na persistência, que nunca desiste de encontrar o mar. Mesmo diante das tempestades, permaneço fiel à minha natureza. Às vezes sou calmaria, refletindo o céu em minha superfície; outras, sou correnteza, impetuosa e determinada. Carrego em mim o poder de transformar, de purificar e de renascer, mostrando que, assim como a água, há força na fluidez e grandeza na simplicidade.
Sou paciente, pois sei que o tempo é meu aliado. Não importa quanto tempo leve, continuarei meu curso. E, ao longo do caminho, deixarei minha marca — nas margens, nas pedras e nos corações daqueles que cruzarem meu trajeto. Mesmo quando barrada, não me desespero. Se um muro se ergue à minha frente, encontro um jeito de passar por cima, por baixo ou ao redor, sempre avançando, porque é da minha natureza não desistir.
Mas também sou imprevisível. Posso ser uma chuva mansa que nutre a terra ou uma torrente avassaladora que limpa o caminho. Sou mudança constante, adaptando-me a cada situação, mas sem jamais perder minha essência. Assim como a água assume diferentes formas — líquida, sólida ou vapor —, também aprendi a me transformar para sobreviver. Há dias em que me congelo, guardando forças para o momento certo de fluir novamente. Há outros em que me evaporo, alcançando alturas inimagináveis antes de voltar à terra em um ciclo contínuo de renovação.
Em meu interior, carrego memórias. Cada gota de mim traz histórias de onde estive, do que superei, e das vidas que toquei. Sou o reflexo de minhas jornadas, cada curva, cada queda, cada calmaria. Ao mesmo tempo, sou esperança. Assim como os rios encontram o mar, acredito que cada esforço, cada sacrifício, me levará ao destino que almejo.
Há momentos em que a água é tão transparente que revela tudo, e assim também sou. Não temo mostrar minha verdade, porque é nela que reside minha força. Mas também sei ser misteriosa, profunda e reservada como o oceano, guardando segredos em minhas profundezas que poucos podem alcançar.
Minha força não é apenas resistência, mas também flexibilidade. É a capacidade de ceder quando necessário, de me adaptar sem quebrar. Quando me lançam pedras, faço delas parte do meu leito. Quando enfrentam minha força, mostro que não é o poder bruto que vence, mas a persistência.
Sou como a água, que acolhe e nutre, mas também exige respeito. Não permito ser contida ou subestimada. Assim como uma correnteza pode parecer tranquila, mas guarda força suficiente para mover montanhas, também guardo em mim a capacidade de enfrentar o que vier, por mais desafiador que pareça.
E, assim, sigo. Sou o rio que encontra o mar, sou a chuva que fertiliza a terra, sou o gelo que preserva a vida, sou o vapor que sobe às alturas. Não importa a forma que assumo, permaneço fiel à minha essência: moldável, resiliente, forte. Sou como a água — simples em minha natureza, mas infinita em possibilidades.
Nosso Amor...
Suave como o vento
Quando dispersa a água
Forte como a pedra
Que simplesmente o detém
você é dança..Eu música
Você a esculpir em mim desejos
Como a água na pedra
Desenhando seus segredos
Sou taça onde o vento bebe
Quando gritos sufocados cantam...
Eu feito água murmurando ...
Estasiado o silêncio se cala
Um é outro ...Sem nós nenhum
sem esse amor ...Tudo passa
se desvanecem...
Água ...Vento e Pedra.
Música: lado de dentro.
Entrou na minha vida, ressuscitou o demônio,
Dizendo que era água viva, destruiu meu sonho.
Foi mais que exorcista, trouxe outros fenômenos,
Um jogo de sombras, onde tudo é veneno.
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.
Teus olhos eram chamas, me queimavam por dentro,
Fui preso nas correntes do teu sentimento.
Mas agora sou forte, não sou mais refém,
Vou escrever minha história, o final é só meu bem.
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.
Ponte
E se o demônio voltar, eu não vou temer,
Minhas feridas curadas, eu vou renascer.
Com cada passo firme, eu deixo pra trás,
A sombra que tentou me prender em seu laço.
Refrão
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.
Na primavera apreciar a beleza da flor, no verão o frescor da água, o outono cada fruta e seu sabor. E no inverno? O calor de alguém e seu amor.
A vida tem suas fases, cada momento único de ser, todo instante tem seu milagre, importa-nos pois viver.
Nem sempre é mar de rosas, ou brisa suave a soprar, por vezes calamidades, furacões e tremores, mas precisamos ser resilientes, e cuidar bem de nossos amores.
[Verso] A cada manhã, vamos agradecer, pela água e o pão que nos mantém de pé.
E no decorrer do dia, sempre reconhecer, e cuidar de nossa fé.
[Refrão] E aí meu irmão, já agradeceu ao Pai celestial?
Gratidão é o que não nos pode faltar. São tantas coisas que do alto nos vêm, sejamos portanto, gratos também. Porque essa vida é um instante, e breve vamos além.
[Verso] A cada manhã, vamos perdoar, as ofensas e o mal que nos fizeram passar.
E no decorrer do dia, sempre reconhecer, que precisamos aprender, como devemos amar.
[Refrão] E aí meu irmão, já agradeceu ao Pai celestial?
Gratidão é o que não nos pode faltar. São tantas coisas que do alto nos vêm, sejamos portanto, gratos também. Porque essa vida é um instante, e breve vamos além.
Você já imaginou a magia de ouvir a água da chuva caindo no telhado, o suave canto dos pássaros ao amanhecer, ou o sussurro do vento nas árvores? Esses sons, que muitas vezes passam despercebidos, são dádivas que conectam nosso coração ao mundo ao nosso redor. O poder de ouvir vai além do som; ele nos permite sentir a vida, captar emoções, e entender o que palavras não conseguem expressar.
Mas e aqueles que não podem ouvir? Para eles, os sentidos se expandem, e a comunicação ganha novas formas, como a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que é um verdadeiro ato de amor e inclusão. Através dela, o sentir se transforma em gestos, o ouvir se traduz em expressões, e a conversa acontece em um nível profundo, onde as mãos falam e os olhos ouvem.
A importância de sentir, ouvir, e se comunicar em LIBRAS nos ensina que a verdadeira conexão vai além dos sentidos tradicionais. Ela está na vontade de entender, de partilhar, e de se fazer presente na vida do outro, seja por meio dos sons, dos gestos ou dos olhares. Que possamos valorizar cada uma dessas formas de comunicação e lembrar que, no fundo, o mais importante é o laço que criamos com quem amamos.
É fácil apagar uma vela com o vento, mas é difícil acendê-la com o sopro.
É fácil acalmar a água de uma tigela, o difícil é pacificar um oceano inteiro.
É fácil ver as estrelas no céu, mas o difícil é poder alcançá-las.
É fácil sentir o calor do sol, mas o difícil é tocá-lo por inteiro.
Pedra profana
Fiz-me a água doce
Fiz-me a brisa mais suave
Fiz-me a temperatura mais amena
Fiz-me a pessoa mais serena
e de nada adiantou.
Hoje sou pedra
Sou muro, onde habitam lamúrias
Das gentes que não aproveitaram da brandura
Que tanto ofertei.
Hoje sou pedra antiga, muda e cega
Onde muita gente se debruça
Cada um com a sua inútil razão.
Ouço o que gritam em silêncio
Vindo de corações ocos
Capazes de cair no buraco negro
Do universo em constante mutação.
Mas sou muralha consistente
E agora só guardo
No meu silêncio profundo
Os sentimentos imundos do mundo.
Para mim:
Todo Cláudio tem que ser Antônio
Grande poeta anônimo.
Todo Zé um novo horizonte
Água que brota da fonte.
Toda Eliza rainha Beth
Perturbou é pivete.
Toda espiritualidade, Margarete
Vida dura, interprete.
Todo Xande um grande achado
Amor espelhado.
Toda Iza tem que ter ira
Na pele das crias, casimira.
Todo Luiz, Luizinho
Deus quem leva pra outro ninho.
Toda Maria uma filosofia
Refutem a poesia.
Italiana
Maria, una donna bella
vai a cozinha, pega a panela
acende o fogo, ferve a água
avisa ao moço, vai ter tortellini
para o almoço
e fala com as mão, gesticula os braços
quase alça voo pela janela,
mesa posta e Maria, tagarela, tagarela
mostra a padella
é o tortellini? Indaga o moço
pappardelle com mozzarella.
Um homem apaixonado
Retendo agua da chuva posso me molhar#11;
Beijando seus lábios posso me apaixonar #11;
Na minha prese eu te pedi a Deus #11;
Ele mandou eu te conquista #11;
Eu vi aqui te falar #11;
Tenho um sentimento guardado #11;
nao da pra segura#11;
Almenta cada dia a vontade de te amar.
Relógio na parede#11;
Não serve de enfeite#11;
Na minha visão #11;
Um homem apaixonado#11;
Sem a mulher do lado#11;
Dói demais o coração,#11;
É a única saída#11;
Vem de vez pra minha vida#11;
Esquece a farra e a bebedeira#11;
Fica Comigo #11;na paz#11;
Vou te amar #11;de mais.
E agente se ama#11;
E o Love na cama#11;Intenço prazer#11;
Alimenta o sentimento#11;
eu já pertenço#11;A ti#11;
Porque todo tempo
eu quero fica #11;Te Beijando sem Pará.
Compositor Antonio Luis
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