Texto Pontos Autor Luis Fernando Verissimo

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O ARCO-ÍRIS DAS ORIGENS

Viemos de pontos distintos,
de lugares onde o vento conta histórias antigas,
de caminhos que não se cruzavam,
mas que, de algum modo, se reconheceram.

Viemos de experiências diferentes,
tecidos por mãos invisíveis
que bordaram nossas dores,
nossos medos,
nossos começos e recomeços.

Cada um de nós carrega um mundo inteiro:
há quem traga um sol rompendo madrugadas,
há quem traga uma lua conversando com cicatrizes,
há quem caminhe em silêncio
enquanto por dentro troveja.

Crescemos ouvindo o chamado do medo:
“não faça”,
“não seja”,
“não apareça demais”.
Como se viver fosse caber em caixas pequenas,
como se o julgamento fosse guardião da ordem,
como se a beleza só existisse
quando todos escolhem a mesma forma de florescer.

Aprendemos, cedo demais,
que o olhar do outro pesa.
Pesa nos cabelos que decidimos deixar livres,
na cor que nos veste,
na fala que nos escapa,
na lágrima que não escondemos.
E, sem notar, nos tornamos carrascos de nós mesmos
e do mundo ao redor.

Mas algo muda quando a consciência desperta.
Quando entendemos que a vida não é régua,
que existência não é molde,
que ninguém foi criado para repetir o mesmo desenho.

Algo muda quando abrimos espaço para o outro,
quando silenciamos o impulso de julgar,
quando percebemos que não somos
os guardiões da verdade.
Somos, no máximo,
aprendizes da convivência.

Viemos de geografias afetivas distantes,
mas é da distância que nasce a ponte,
e da ponte nasce o encontro.

E no encontro,
somos mais.

Somos luzes acesas em direções diversas,
mas que, quando colocadas lado a lado,
revelam um arco-íris que jamais surgiria sozinho.
Cada tom vem de uma história,
cada brilho vem de uma luta,
cada sombra vem de um passado
que também merece ser lembrado.

E é assim que entendemos,
finalmente,
que nenhuma vida se sustenta só.
Que completude é obra coletiva.
Que a beleza maior do mundo
é justamente não sermos iguais.

Somos pluralidade viva,
cores que dançam,
vozes que se entrelaçam,
alma que reconhece alma.

E quando deixamos o julgamento cair ao chão,
quando estendemos a mão sem exigir moldes,
quando acolhemos o diverso
sem temer sua força,
uma luz maior nasce
uma luz feita de todas as partes,
de todas as dores,
de todas as conquistas.

Essa luz nos lembra
que existir é multiplicar,
que amar é permitir,
que respeitar é honrar a diferença.

Viemos de pontos distintos, sim,
mas caminhamos para o mesmo horizonte:
um mundo onde cada pessoa
pode ser exatamente o que nasceu para ser.

E nesse horizonte,
feito de múltiplas estrelas,
ninguém brilha sozinho
todos nós iluminamos juntos.
Eli Odara Theodoro

Imensurável amar


O amor é muito mais
que conjecturas e
teorias adornadas
por pontos de
interrogação
ou exclamação...


Amor é o suspiro,
o soluço, o sorriso e
as lágrimas,
hoje e amanhã - é vida...


O amor é mistério,
e precisamente por isso,
basta senti-lo e honrá-lo,
nada mais, nada menos;
o preto no branco.


Jorge B Silva

Um instante e...




Basta um instante para tudo mudar,


A crise foi interna, os pontos foram extensos,


As paredes foram levantadas rapidamente, o teto não existia, pois o principal a ser visto durante a noite brilhava sem interrupção,


O sol bate forte no deserto e bateu tão forte aquele dia que a areia virou vidro e dele se fez um espelho que iluminou o cenário reproduzindo várias miragens e em todas elas tinha uma rosa vermelha perdida aos ventos e ao tempo, em todas elas eu vi você,


No fechar e abrir dos olhos a respiração do sonhador se revela mostrando a realidade e o imaginário no seu limite,


Um raio, um cometa e um instante tem suas semelhanças, mas não são iguais,


Num instante sou rei, no outro posso ser apenas um duende na corrida atrás do pote de ouro logo ali no pé do arco-íris,


O amor tem raízes e ele não nasce do vazio, assim como não vira pó à toa.

Lisboa


Reflexos da vida


O paralelo o simétrico
Sāo pontos destintos.
Em linhas de duas realidade destintas.
O inverso é dois factos diferentes.
Ambos tem as suas realidades!
Na procura do ponto de partida...
Numa curva em ascençăo,
encontra-se o equilibrio.
Onde para factores identicos,
Também há certezas e incertezas
Na realidade nada é absoluto.
Há uma neblina ofosca, entre o vector do ponto da origem
Ao ponto do final.
Só se tem a realidade do ponto de partida
Ontem foi, hoje é e amanhā será.
Onde está a razāo da existencia hoje?
O que nos enfluenciou?
Quais as forças que nos movem?
Entre a sustentaçāo e o atrito corre o fluir do viver.
No plainar e no magntismo de energias positivas e negativas
Entre dualidades ambigulas.
Todo pode ser o que criamos.
E nesse desejo vem a vontade de entreligar:
as duas energias para criar maior harmonia numa sintonia e neutra.
Neste cosmos existimos
Como elementos complexos
Representando o nosso eu
Dotado da sua individualidade, e colectiva a capacidade de agir.

O monge que queria ver Cristo.
livro: Pontos e Contos
Irmão X.

Conta-nos Longfellow a história de um monge que passou muitos anos, rogando uma visão do Cristo. Certa manhã, quando orava, viu Jesus ao seu lado e caiu de joelhos, em jubilosa adoração.

No mesmo instante o sino do convento derramou-se em significativas badaladas. Era a hora de socorrer os doentes e aflitos, à porta da casa e, naquele momento, o trabalho lhe pertencia. O clérigo relutou, mas, com imenso esforço, levantou-se e foi cumprir as obrigações que Lhe competiam.

Serviu pacientemente ao povo, no grande portão do mosteiro, não obstante amargurado por haver interrompido a indefinível contemplação. Voltando, porém, à cela, após o dever cumprido, oh maravilha! Chorando e rindo de alegria, observou que o Senhor o aguardava no cubículo e, ajoelhando-se, de novo, no êxtase que o possuía, ouviu o Mestre que Lhe disse, bondoso:
“ - Se houvesses permanecido aqui, eu teria fugido.”

Assim, de nossa parte, dentro do ministério que hoje nos cabe, não nos é lícito desertar da luta e sim cooperar, dentro dela, para a vitória do Sumo Bem.

⁠Na escola da vida, amigo, nós aprendemos juntos,
Em cada desafio, compartilhamos nossos pontos.
Nos corredores da amizade, a alegria é constante,
E juntos enfrentamos cada desafio, a cada instante.

Nas aulas da amizade, aprendemos a confiar,
A apoiar um ao outro, em qualquer lugar.
Nas provas da vida, somos parceiros leais,
Na escola da amizade, aprendemos demais.

Amigo na escola, companheiro de jornada,
Nas risadas e nos momentos de madrugada.
Na sala de aula ou no recreio a brincar,
A amizade verdadeira sempre vai perdurar.

Na escola da vida, com você a caminhar,
Aprendemos juntos a crescer e a sonhar.
Amigo, na escola ou fora dela, sempre estarei,
Pois contigo, a vida é mais fácil de enfrentar.

Pontos principais de Eclesiastes 4:5-6:


O Risco da Preguiça (v. 5): A ociosidade é vista como uma forma de autodestruição, onde a falta de esforço leva à ruína.


O Valor do Equilíbrio (v. 6): Sugere que viver com menos, porém com tranquilidade e paz de espírito, é superior a acumular riquezas através de trabalho exaustivo e "correr atrás do vento" (futilidade).


Crítica à Competição: O contexto anterior (4:4) aponta que muito esforço nasce da inveja e da competição, resultando em insatisfação.


O texto aconselha moderação, valorizando o descanso e o contentamento em detrimento da ganância e da aflição de espírito, contrapondo o preguiçoso ao trabalhador obcecado. Texto do Google.

Bons profissionais, fazem toda a diferença. Hoje, fui tirar meus pontos da cirurgia. Não senti nenhuma dor, o enfermeiro me distraiu conversando, contando histórias. Colocou um suporte para meus pés, não senti nenhuma dor, estava aflita e com os olhos fechados. Quando percebi ele já havia retirado sem eu perceber, já há alguns segundos. Caímos na risada, eu minha cunhada e ele.




Todo mundo havia relatado nos relatos que li, que quando foram foi retirar os pontos de hérnias, falaram que dói muito.


Acho que depende do profissional.

[18/3/2026 15:37] Alinny de Mello: Acabaram de me levar no postinho pra tirar os pontos
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Agora é total repouso
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Pra sarar novamente
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Daqui há 3 meses
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Vou estar legal
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Se Deus permitir
[18/3 15:37] Alinny de Mello: 🙏😊
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Espero que você esteja bem, te amo muito

Esta é a vida singela, que passa devagar com seus pontos rápidos, que desenvolve tons meigos... Aí você apareceu, aquele crepúsculo mostrou o tempo exato, que marcou tudo aquilo o que representou. Mas ao decorrer, você desapareceu como o vento leva um dente de leão depois de soprado.
Não digo que foi ruim sua ausência, quando isso acontece é porquê a sua lareira não suporta o fogo do amor, ardente. Assim aconteceu, quando menos esperei, onde menos queria, e hoje desenvolvi potenciais, ao certo tudo aquilo o que você deixou para trás me fez crescer, hoje sou grande demais pra você!

Inserida por BritoGeisa

Um dos grandes pontos de discórdia entre mim e minha ex esposa é o seguinte: eu vivo cada dia como se fosse o ultimo. Só faço o que me da prazer. Só me entrego ao que me faz feliz. Até perguntei a ela uma vez: “oque você faria se descobrisse que tem somente um ano de vida?” Ela ficou muito encabulada e disse que mudaria tudo na sua vida. E eu lhe respondi que não mudaria nada na minha.
As pessoas hoje em dia não conseguem se realizar em nada e o estresse toma conta de suas vidas a ponto de ser impossível obter alguns momentos de felicidade.
Mas a partir de quando mudei minha vida dessa maneira?
Depois que descobri que não viveria muito tempo, por um problema renal muito grave. Decidi que se eu me curasse viveria a vida de forma diferente. E a partir de então tenho buscado isso. Não foi fácil no começo, mas hoje vivo assim: como se eu fosse morrer a qualquer momento.
Tenho vivido muito bem. Sei que sou tido como irresponsável até mesmo pela minha própria ex.
Mas viver assim me deixa em paz. E tenho tido sempre o necessário pra sobreviver. Não tenho nada em abundancia, mas tenho tido tudo o necessário para a vida.
Minha ex não suportava essa ideia. Ela corre atrás ainda de dinheiro desenfreadamente a ponto de não mais se divertir enquanto vive. Vive o tempo todo preocupada com contas, com desejos de ter, com o futuro. O futuro a Deus pertence já disseram. E é justo pensar dessa maneira. Pois o futuro depende do presente. Se o presente é uma busca desenfreada por dinheiro, nunca vai cessar e nunca permitirá que seja feliz e realizado no futuro, pois o presente (no futuro) continuara sendo a busca por dinheiro.
Não quero com isso deixar a visão errônea de que sou um vagabundo ou conformado com a situação, mas coloco em primeiro lugar tudo o que gosto de fazer e de realizar. E através dessa ideia consigo suprir as necessidades da minha família, sempre fazendo algo prazeroso.
Continuo com a mesma premissa: só faço o que me dá prazer.
O trabalho para mim não é trabalho é lazer e prazer, e ainda me pagam por isso. Adoro cantar, tocar, adoro vender. E sou tão fiel a essa cosmovisão que quando não tenho prazer em vender, não o faço. Vivo de uma forma que não sou escravo do dinheiro e nem do trabalho. E mesmo assim sempre faço alguma coisa. Sempre estou realizando algo. Sempre inventando algo novo para fazer e vivendo a vida com prazer e obtendo dela o necessário para viver.
Não me importa o que vão dizer. Se sou tomado como vagabundo, ou qualquer outro adjetivo inadequado para me qualificar.
Na verdade, as pessoas no fundo tem inveja de não terem coragem de viver assim. Por isso me criticam. Enquanto isso, vou vivendo a vida como se tivesse ganhado na loteria e fosse morrer em breve. Aproveito cada segundo da vida. Leio muito, ouço musica, canto, toco, escrevo e sempre me vem a mão o necessário para viver.
Minha mulher me abandonou. Não suportou viver comigo nesses termos. Está sempre de mau humor, estressada como trabalho, nunca ganha o suficiente, então trabalha mais e o circulo vicioso se completa.
Tenho a vida tranquila que pedi a Deus. É claro que sofro, mas meu modo de viver é tal que quando chegar ao fim da vida poderei dizer o que escreveu Pablo Neruda: “Confesso que vivi”.
Se eu morresse hoje estaria realizado.
É claro que tenho planos.
Sempre penso, planejo e executo cada plano. Viver assim não quer dizer que vivo irresponsavelmente. Não. Planejo, trabalho, estudo, leio, mas como se fosse o ultimo ano de vida.
Tenho prazer em tudo que faço. Tenho prazer em ler, em estudar, em trabalhar, em criar, em cantar, em vender, em tocar, de maneira que isso de modo algum para mim soa como trabalho. Mas sim prazer. Já disse um filosofo: “ escolha algo que você tenha prazer em fazer e não precisará trabalhar um dia sequer na sua vida”. E é uma grande verdade. É assim comigo. Mas minha ex não suportou viver assim comigo. Minhas filhas me entendem. Estão sempre ao meu lado.
O dia a dia não pode ser algo pesado. A vida não pode ser algo pesado e sem prazer. Pelo contrario. Estude o que te dá prazer. Faça o que te dá prazer. E seja feliz.
Minha filha, a primogênita, estuda Direito e toda vez quando volta da aula diz que ama Direito que se realiza estudando Direito, que ama Direito. Ela está no caminho certo. Se tem que estudar que seja algo que de prazer. Se tem que trabalhar que seja em algo que de prazer. Afinal a vida é essa.
A sabedoria da vida está em descobrir como viver, estudar, trabalhar, crescer e tudo fazer com prazer, com gosto.
Não quero deixar a ideia que sou hedonista, não o sou. Mas há que se encontrar na vida, no dia a dia, em tudo, prazer, gosto, realização.
As pessoas são covardes. E por serem covardes me rotulam de irresponsável, hedonista, ou preguiçoso ou sabe-se lá Deus mais o que.
A verdade é que desperto a inveja alheia vivendo dessa maneira. Mas isso não se apega em mim de forma alguma. Aprendi a viver assim, como se fosse partir a qualquer momento. E os covardes me julgam e me condenam, enquanto em seus corações o desejo de ser igual a mim os faz incapazes de serem felizes, e de realizarem seus sonhos e viverem de forma “irresponsável” como eu.
Tenho prazer em pequenas coisas, como abraçar minhas filhas e beija-las. Em acariciar meus bulldogs, em escovar meu rotweiller, em ler um dia inteiro se assim eu o quiser. Ou tocar e cantar profissionalmente por horas a fio. E ainda no final receber o pagamento. Nossa! Isso é demais!
Não me importa o que os outros pensam. Essa é uma decisão que tomei anos atrás e que aprendi a viver e que incorporei de tal forma em minha vida que é automático o meu viver assim dessa maneira.

Inserida por FabricioCanalis

Vou contando os pingos.
Pontos sem tanto nexo, mas resumindo o meu desconexo enredo.
Ácido ferindo a face.
Momento de opacidade absoluta.
Nó que emudece o suspiro.
Não posso anunciar o que não é relatável... mas, relampejando os meus sussurros, exponho a migalha de hora que atormenta outros pingos que descem ferindo a face.

Let me count the drops.
Points without much connection, but to summarize my rambling plot.
Face injuring acid.
Moment of absolute opacity.
Node that mutes the sigh.
I can not announce what is not reportable ... but flashing my whispers, expose the bit of time that plagues other drops that fall injuring the face.

Inserida por BALSAMELO

Ainda quero dedilhar um mundo inteiro com pontos, virgulas e reticências...
Quero dedilhar romances enlaçados e complicados com encontros e desencontros, mais encontros eu confesso. Rs!
Quero dedilhar sentimentos tão humanos... com cada engano que o coração permitir.
Acredite, a única coisa que não quero dedilhar é Você!
Você, eu quero tal qual os traços reais. Imperfeitinha como apenas a própria perfeição poderia dedilhar.

Inserida por ViniOpoeta

Sou uma pessoa complicada, cheia de poréns, vírgulas, e tristemente também alguns pontos finais.
Tenho a péssima mania, dita como personalidade de mostrar meu lado obscuro antes de mostrar o colorido, como é muito comum entre os demais seres humanos, dotados de senso comum de que é muito mais lindo entregar as rosas ao invés dos espinhos. Pois é, mostro sempre os espinhos e acho que a rosa é premio por ter me suportado durante todo o percurso, se me merece, se me compreendeu, lhe entrego o mais puro dos prêmios, meu carinho, meu lado meigo, meu sorriso de confiança.

Inserida por IzaGrau

Falar a verdade, é algo que tem seus pontos positivos mais pode machucar..
Você perguntou se eu ainda amava.. Como eu poderia negar?
Meus sentimentos são unicos, certos, não volto atras depois que falo que estou sentindo..pra mim esse é o certo.
Mas jamais confirmei, amar menos o meu presente, do que o meu passado incerto.
To feliz com vc e o que passou.. passou!
Só tenta entender... quero meu presente e o meu futuro com voce!

Inserida por RayaneC

Vamos esclarecer alguns pontos, se eu não deixei de sair, mas me privei dos privilégios da carne não foi por uma pessoa e sim por mim, pois meus critérios e conceitos assim quiseram, se isso está sendo reciproco ou não, se esse relacionamento dará certo ou não, EU preciso saber, mais ninguém, as partes envolvidas "ou seja, eu e ele" sabemos das consequências, se ele apoia e faz o mesmo é problema dele. O resto é problema meu, não pretendo explicar novamente de maneira tão delicada.
obrigada.

Inserida por camilabill

Sei do meu fardo, minhas feras, meus pecados, meus pontos fracos.
Minha humanidade se delata réu confesso, improviso uma desculpa,
Mas, não convenço. Eu não escapo.
Basta um olhar...
Um riso assim de canto de lábios,
Ah! Sua boca...

Um conflito de emoções
Eva do meu Paraíso
Nesse momento de tentação explícita,
Luto e me detenho... Um sobrevivente no Saara.
Minha alma em chamas!

Então, olho novamente para a boca que me chama
Amor: vamos para cama?
E adivinha...
Amanhã serão umas cem Aves Marias

Márcia Morelli
06/10/2009

Inserida por marciamorelli

Não, eu não abandonei ninguém...

Não, eu não faço conta de pontos por partes de ninguém. Se estou só. não é uma preferência ou opção, muito menos substituição como muitos pensam. É acaso? Seja lá o plano de vida universal que desdenha, debulha a minha volta. Forças positivas ou não, eu (insignificante que sou) não posso mudar seu trilhar. Apenas e só apenas seguir o caminho. O Caminho mais medíocre que em matéria trilhamos para aprender. A vida.

Inserida por decadasdilacerado

Reticentes

-Dois pontos, travessão,
Mas o silêncio era completo.

-Dois pontos, travessão
Apenas uma reticências

Se todos os magos, cartomantes
Se todos os profetas e gênios
Pudessem ouvir aquela profunda
Pausa…
Não saberiam o que passava
Naqueles pequenos olhos

Só Deus poderia dar pistas
Mas, Ele também não quis
Guardou o profundo silêncio
Sigiloso daqueles olhos

Daqueles que eram profundos
Serenos… Moles… Lentos… Meigos…

….
Escondiam um universo inteiro!
Deixavam-nos navegar em dúvidas
Com medos, receios…
Mas…


Antes aquelas pausas profundas
Que uma boca torta que fala besteiras

Antes um segredo bem guardado
Que palavras lisonjeiras

Antes a morte da voz caduca
Do que a vida da criança boba
Loquaz, matraqueira

Antes a paz dos profundos
Silêncios e reticências.

Inserida por loren_vencce

Funções

Navegantes estagnados,
em movimento constante
Uniformemente variados,
em pontos equidistantes

Inconscientemente posicionadas,
as aspas em seus semblantes
Intrinsecamente caracterizados, pela ambiguidade incessante

Indefinidas as preposições,
em proporções edificantes
Visíveis desilusões, para o
invisível das sensações! Sentimentos ludibriantes...

Inserida por AlvaroAzevedo