Texto para um Bebe
Minha vida parte 1
Ah mais ou menos 04 anos eu mudei de um estado para outro, e chegando nesse estado que atualmente estou, conheci novas pessoas, que mais tarde eu chamaria de amigos, alguns eu simpatizei de cara outros o tempo se encarregou de fazê-lo. Tinha acabado de completar 20 anos e como muitos jovens de minha idade estava descobrindo algumas coisas. Era uma jovem cheia de traumas, alguns medos e uma mala carregada de decepções a cerca da vida, com ênfase em decepções e desilusões amorosas embora tivesse em minha vida como namorado um jovem de 21 anos que aparentemente eu gostava bastante. Mas aqui estava eu, do lado de cá da Bahia e ele do outro lado, lado bem distante. Embora fosse uma jovem cheia de traumas e insegura, poderia me auto-avaliar como alguém cheia de muita garra, cheia de sonhos e planos no coração, alguém que embora já tivesse tentado desistir da vida, agora ansiava por uma vida melhor e está do lado de cá era um recomeço, também poderia me avaliar como alguém alegre, risonha e que contagiava quem cercava... Mas uma jovem fechada no que diz respeito a si mesma, sempre gostava de ouvir os outros mas com uma grande incapacidade de falar de si. Com o tempo aprendeu a falar de si pro namorado, falar do seu estado de espírito de acordo com os dias, mas não sobre o que realmente achava da vida e assim caminhava, dia após dia com a mala carregada de peso morto, mágoas passadas, medo, insegurança, revolta, e no fundo a decisão de não querer e nem acreditar que existe amor verdadeiro, ou que podia até existir mas com outras pessoas, e que o meu namoro iria terminar, em alguns dias, quem sabe até o namorado cansar, arrumar outra ou sei lá que desgraça poderia acontecer, mas sem dúvida iria acontecer em algum momento! Mas a vida parecia seguir seu curso normal, até pensar e planejar casamento, planta de csa, lugar que iam morar e tudo mais, mas no íntimo a certeza que isso jamais iria acontecer! É que já tinha se decepcionado tanto que planejou nunca se casar, nem ter filhos, se preocupar apenas em ser alguém na vida rsrs, mas as coisas mudaram tanto e agora estava ela vivendo uma vida "feliz" Com um dos carinhas mas cobiçados da cidade, uhul tudo que as meninas queriam eu tinha, uau, isso era o máximo! É os outros achavam e até eu que isso era legal, que eu era privilegiada pela vida que tinha. Mas ninguém sabia dos dilemas que ela enfrentava dentro do peito, é mas a vida seguia seu curso normal.
Parte 4
Sim solteira, era melhor não tava dando certo achei que um tempo seria perfeito pra organizar as ideias, comecei pensar, no que as amigas diziam e examinar meu coração, joguei limpo comigo e tentei descobrir que tava acontecendo na minha cabeça complicada, será que lá no fundo tinha um coração com sinal de que tava com alguma queda por esse amigo? Ah não podia ser nada demais além de loucura de minha cabeça. Até que um dia ele tomou inciativa de falar algo que nem devia, me pediu um beijo e eu dei, foi um beijo, longo, demorado e ali a ficha caiu, eu tava erascada eu estava gostando de meu melhor amigo, eu estava num beco sem saída. E mesmo sabendo que tava gostando sim e muiiiito eu me recusei aceitar isso, e numa tentativa de esquecer que tinha algo rolando, eu fiz uma bobagem, falei que estava namorando, que tinha voltado com meu ex namorado, e coloquei na cabeça que foi um momento de carência, rum doce ilusão eu bem sabia que estava apaixonada, pq senão nunca o teria beijado, de forma alguma. Nos desentendemos uns dias, não qeria mais vê-lo e nem saber de nada determinada a não gostar mais dele nem nada, mas como? Vendo-o todo dia? Era uma tortura, eu via e lembrava do beijo, do momento, eu pensava nele, eu sonhava com ele, eu estava apaixonada. Mas gostava do meu namorado porém não era justo, então decidir terminar, decisão mais dura da minha vida, ficar sem os dois era mais certo embora eu fosse sofrer absurdamente como sofrir. Vivir dias negros e sorrindo para os outros, mas aqui dentro meu peito sangrava, mas eu aguentava. Enfim muitas coisas aconteceram nossa amizade voltou o que era antes, com mais força, que antes, muitas águas rolaram, ele conheceu outras meninas enquanto eu ainda namorava, depois separou, mas eu aqui aceitando a situação que escolhir, o tempo passou e eu sofrir calada. Aí um dia nós estávamos solteiros e inventamos de namorar a maior idiotice de nossas vidas, hoje é motivo de graça, mas na época foi de choro o pouco tempo que ficamos juntos me fizeram ver as coisas como eram de fato, era um péssimo momento pra namorar. Mas de uma coisa eu tive certeza, eu o amava, como nunca, amei ninguém, nunca! Talvez eu não ame mais nesta intensidade a ninguém, eu aprendi o que é vc amar em silêncio, perdoar em silêncio, lutar em silêncio, eu cresci de um jeito ao longo de nossos anos de amizade, parceria amizade eu sofrir mudanças ininternas que só eu sei, eu fui muito magoada com tantas loucuras que fizemos de nossa vida juntos, colocamos em risco uma amizade que era linda, e que eu sentia muita falta, vi ele ficando com outras garotas, vi meu mundo então perdendo as cores, vi meninas se apaixonando por ele, vi ele dando ousadia e vi em seus olhos interesse por outras meninas, e nossa meuuuu mundo caiu, eu passei noites chorando, sim noites, dias sem fome, indisposta e mal, por todos esses motivos e por outros mais, eu fiquei mal, quis lutar, quis insistir pra que pelo menos nossa amizade fosse salva, mas não foi tão simples ela ficou fortemente abalada.
"Não"
Olha amor!
Eu não vou…
… aceitar ouvir um não.
Um não me toque.
Um não distante.
Um não inconsequente.
Olha amor!
Por favor…
... não diga não.
Um não…
… não sei.
Um não…
… talvez.
Um não qualquer.
Por favor amor!
Me diga um não.
Não consigo ficar distante.
Não consigo me ausentar.
Não consigo ficar longe.
Não!
Longe de você não.
Admilson
27/10/2019
As Sete Aberrações
I - A Anunciante
Era apenas um sonho.
Ela entrou como se portas não estivessem em seu caminho. Desfilava lentamente, exalando seu perfume de flores mórbidas e crisântemos.
"É apenas um sonho" - me convenci.
Seus olhos não passavam de ausência, cavidades densas e profundas como os mais fundos abismos já vistos por qualquer humano. Vestes de um negro tão profundo quanto tal, cobriam o corpo abaixo do crânio de animal, cujos longos chifres enrolavam-se para trás.
Ela sentou-se aos pés de minha cama, quando percebi que estávamos em meio a uma floresta, banhada de luar.
Em tom de zombaria com meus próprios devaneios, proporcionados por um ápice de criatividade que há muito não testemunhava, abordei a mórbida e ainda elegante criatura:
"Agradeço a visita em tão oportuno momento, peculiar senhoria" - balbuciei.
Ainda voltada a mim, como se seus negros, redondos vazios encarassem o fundo de minha alma, respondeu às minhas palavras, em um tom de voz quase feminino, em uma língua que quase entendia, de forma que quase acreditava ser real:
"Agradecestes a visita dos demônios, criança, quando os anjos finalmente o abandonam"
A fragrância da morte, exalada do hálito do ser inanimado, invadia minhas narinas enquanto possuía e manipulava minha calmaria, transformando em tensão, e desapropriando o devaneio a mim proporcionado.
Senti como se esse fosse o fim. Ao fundo, quatro badalares alastraram seus sons, tomando conta da floresta enquanto a lua começava a transbordar ainda mais seu reflexo.
"Agradeças mais uma vez, ou melhor, seis vezes, até que nos encontremos de novo. Os anjos o abandonam e nós, viemos ao seu auxílio, acalentá-lo. Ou não. De qualquer forma, ainda saberás que existem, pois podes não ver luz, mas sombras são provas de que ela está em algum lugar"
A criatura levantou-se e partiu, desaparecendo na escuridão. Lágrimas de desespero transbordaram meus olhos, quando finalmente sentei-me, acordado, mergulhado em dúvidas e solidão.
"Era só um sonho" - Desejei, enquanto fechava os olhos mais uma vez, com todas as minhas forças. - "Foi só um sonho" - implorei, mas era tarde demais. Todos os sete, já faziam seu caminho até mim.
As Sete Aberrações
VII - A Mãe
Estou sentado na cama de um hospital. Minha cabeça está enfaixada e em meu pulso direito, há uma agulha, anexa à mangueira que traz um soro às minhas veias. À minha esquerda, minha mãe está sentada, sem falar uma palavra sequer, apenas me encara. Presa à parede em minha frente, uma televisão exibe a programação tediosa de domingo. Ao mesmo tempo em que encaro a tela, não assisto, meus olhos estão completamente sem foco, sem brilho.
O sufocante branco fechado ao meu redor parece manter-me preso à ilusão que a aberração da noite passada causara.
Em uma mudança de imagens da tv, pude ver meu reflexo na tela. Sorri ao estranhar minha própria aparência e, enquanto as vozes de uma plateia de talk show gargalhavam histericamente, decidi quebrar o silêncio daquele quarto quase vazio, subitamente:
"Mãe" - Eu chamei. Ela me encarou surpresa - "Eu estou parecendo uma aberração, não estou?" Comecei a rir, enquanto algumas lágrimas percorriam o rosto mais magro e pálido do que outrora.
"Como você pode fazer piadas desta situação? Será que você não entende que é culpa sua que tenha chegado a esse ponto? Nós queríamos cuidar de você! Nós queríamos fazer isso tudo passar!"
"Quem não entende é você" - Respondi, calmamente - "Não faz ideia da dor que passei, todas as sete vezes, e nada adiantou"
"E por isso você vai desistir? Como você pode fazer isso conosco?" Ela começou a chorar, pendendo seu rosto para frente e cobrindo-o com as palmas das mãos.
Envolvi em meus braços a figura daquela mãe que, outrora tão firme, inabalável, agora mostrava sua sensibilidade e tristeza.
"Eu também te amo" - Respondo.
A noite chega e com ela, meu pai. Ele entra no quarto e abraça minha mãe, que logo após, aperta minhas duas mãos, beija minha testa e dá as costas. O homem de barbas curtas e acinzentadas senta-se ao meu lado um pouco mais tímido que minha mãe e segura minha mão esquerda.
"Como está essa força, garoto?" Pergunta. Obviamente sabe minhas condições, mas seu perfil, calmo e descontraído sempre fala mais alto.
"Estão igual ao meu cabelo" - Brinquei.
"Mas..." - Ele ergue um pouco as faixas em minha cabeça. Seus olhos castanhos se estreitam para encarar o outro lado das bandagens - "É, acho que não precisamos fingir que está tudo bem" - Termina, demonstrando frustração ao falhar em sua piada.
Dou risada enquanto o encaro e ele me acompanha. Não demorou muito, aqueles risos foram banhados em nossas lágrimas.
"Eu tenho que confessar... Estou com medo" - Pela primeira vez, ouvi aquelas palavras. Pela primeira vez, soube o que meu pai estava sentindo e, pela primeira vez, vi meu grande protetor, amedrontado.
"Eu também estou, pai" - Apertei a mão dele um pouco mais firme, enquanto seu sorriso sumia completamente, dando lugar aos soluços de choro - "Imagino que seja difícil, que doa me ver assim, mas, você precisa ser forte. Quando isso acabar, você será o único com quem a mãe poderá contar. Por favor, prometa que será forte, por ela"
Ele acenou afirmativamente com a cabeça e me abraçou, como nunca havia abraçado antes.
Minha família perdeu muito pela esperança de me curar. Tudo em vão. Agora, estava sendo difícil de aceitar a derrota, apesar de toda a gratidão que sentia por eles e toda a vontade de continuar lutando, o fim era iminente.
Pouco depois, minha vista começou a se turvar. Senti frio. Assisti o vulto embaralhado de meu pai se levantar, perguntando às enfermeiras que entraram o que estava acontecendo, de forma desesperada, quando tudo finalmente tornou-se escuridão.
Tudo o que pude ouvir, ou sequer sentir, foram três toques contínuos de sinos, como os das catedrais. Logo em seguida, vi algo em minha frente, o que deduzi ser a última das aberrações.
Seu corpo era simplesmente uma capa negra e flutuante, ressaltando dois olhos brancos e profundos dentro da touca. Nas extremidades das mangas daquela capa, mãos negras e esqueléticas se faziam visíveis. Em sua mão esquerda, trazia uma grande foice.
"Olá" - Tentei dialogar. Esperei algum tempo, em vão, não recebi qualquer resposta - "Acho que sei o motivo de estar aqui"
"Ela anuncia minha vinda com as fragrâncias de crisântemo, para que um dia possa ver as cores do jardim. Não permitiria que partiste só, então abri caminho até ti, mas, eu... Sinto muito..." - Respondeu finalmente a criatura
"O que? Sério? Você não é a Morte? É seu trabalho!"
"Sabes quem sou?" - Ele pareceu confuso. Apesar de sua aparência nada convidativa, sua voz e sua forma de falar eram suaves, quase doces. - "Não me agrada que as coisas aconteçam dessa forma. Queria ser capaz de evitar-me a vir àqueles como você, que mesmo tão jovens, tornam-se sábios e aclamáveis. Bem-aventurado seria o mundo, se os viventes presenciassem tudo aquilo que já vistes"
"Tu sabes de toda a dor que já senti. Conheces cada momento, dos triviais aos fundamentais, os quais presenciei. Por isso, hoje estás aqui. Morte, tu não vens como uma aberração ou uma inimiga, eu bem a conheço, pois tu és o descanso eterno, que agora sei, dentro de mim, que sou merecedor. Assim como a acolho alegremente, espero que me aceite, sob seus mantos, de bom grado" - Agora, tudo estava feito.
A Morte surpreendeu-se ao ouvir meus dizeres. Já sentia-me muito menos carnal do que sempre fora. Apesar de não poder ver a face daquele que estava à minha frente, senti certa emoção calorosa vinda de seus olhos, então sorri.
Ele estendeu sua mão direita em minha direção. Instintivamente, fiz o mesmo, ou tentei. Algo estava me segurando. Quando olhei para trás, várias pessoas estavam ali. Amigos de longa data e alguns que há muito não via, familiares que não eram tão próximos e alguns que nunca me abandonavam, até mesmos conhecidos, aos quais apenas dizia "Oi" ou "tchau". Todos eles seguravam meus braços.
Encarei aquela que estava mais próxima. Aquela pessoa, segurando com força em meu pulso esquerdo.
"Não vá, não ainda. Por favor! Eu sequer consegui me despedir!"
Vê-la chorar foi o mais doloroso dos sentimentos que tive até hoje. Logo após suas palavras, todos começaram a fazer o mesmo.
"Volte!" - Diziam - "Não desista!"; "Nós estamos aqui" - Os gritos eram incessantes
"Eram eles que ainda precisavam de mim, não é?"
"Esta é tua última e mais difícil provação" - Respondeu-me a Morte.
Olhei para todos aqueles que estavam ali, aquelas gotas de luz em uma imensidão feita de trevas. E, com um sorriso e um último aceno de cabeça, disse: "Obrigado" e "Adeus". Quase todas aquelas luzes acenaram de volta, enquanto reconhecia meu pai no meio da multidão, abraçando minha mãe com força, transformaram-se todos em flores variadas, cheias de cor, vívidas, a não ser por uma pessoa. Sua mão ainda segurava meu pulso, enquanto seu rosto inclinado ainda lamentava nosso adeus.
Coloquei minha mão sob seu queixo e o ergui, encarando profundamente seus olhos.
"Todos temos nossas próprias vidas para seguir, com ou sem outras pessoas, mas, sei que minha vida foi tão bela quanto poderia ser, porque você estava lá. Não quero que lembre de mim com arrependimentos ou mágoas, quero que saiba que, mesmo no último momento de minha vida, você foi a mais forte luz, que teimou em brilhar no meu coração sem pulso. Agradeço por sempre ter estado comigo. Obrigado. Eu te amo"
Aquela luz, ao me abraçar, finalmente cedeu. Em minhas mãos, tudo que sobrou fora uma rosa vermelha. Os badalares dos sinos começaram mais uma vez, mas, não pararam em seu quarto toque. Ao fundo, pude ouvir uma melodia que conhecia de algum lugar. As flores que
haviam caído ao chão começaram a se multiplicar em um extenso jardim. A imensidão negra deu seu lugar a um céu azul repleto de nuvens brancas e estrelas.
Atrás de mim, a Morte removeu de sua cabeça o manto, que, outrora negro, tornara-se azul. A imagem de uma bela mulher se fez presente sob as luzes dos céus e daquele manto. Aos seus pés, todos aqueles que já haviam partido estavam presentes. Aos meus lados, todas as sete criaturas que conheci anteriormente ajoelharam-se perante a ela. Aproximei-me e fiz o mesmo gesto.
"Você conseguiu. Seja bem-vindo" - Disse ela.
"Assim como vós, ponho-me sob o manto da noite, onde hei de descansar, brilhando como estrela, com todas as outras luzes que me aceitam em seu meio. Obrigado por receber-nos." respondi, em uníssono, com A Anunciante, O Espelho, A Máscara, O Mundo, A Esperança e O Tempo, despedindo-me de tais aberrações.
Estendi minha mão direita, entregando a ela, oito rosas vermelhas.
Minha irmã acordou assustada com esse sonho, sentou-se em sua cama e enfim, entendeu: "Suas orações foram entregues a tempo".
Minha cor preferida
Um dia me disseram:
- Me diz uma coisa que eu ainda não sei?
Eu pensei bastante e respondi
- A minha cor preferida é azul.
A pessoa me olhou com desvalor e disse:
- Não... Sério, me diz alguma coisa que eu ainda não sei.
Como se minha resposta fosse algo sem importância.
Azul sempre foi a minha cor preferida.
Mesmo quando todas as outras garotas gostavam de rosa, mesmo quando eu preferia uma roupa azul a uma "cor de menina". Eu cresci e mesmo passando por tantas e tantas situações na vida que fazem parte do crescimento emocional, que obviamente nos fazem mudar muito, minha opinião nunca mudou em relação a isso, minha cor preferida é Azul. Isso traz um pedaço de mim e da minha história, é importante.
Então eu olhei no fundo dos olhos dessa pessoa e respondi de forma diferente a mesma questão.
- Você não é profundo, se as águas do oceano só batem nos seus joelhos.
Apenas não seja raso.
...
Tempo de não ter mais tempo!
Existirá um tempo que não terás muito tempo pra decidir algo na sua vida. Assim como existirá o tempo que não terás mais tempo suficiente para decidir isto ou aquilo. Tempo que não poderás mais errar. Terás que acertar de primeira. Fazer escolhas rápidas mirando no centro do alvo. Existirá um tempo que você não terá mais tempo. Não espere muito. O relógio do tempo é cruel. Ele está batendo rápido. Está indo embora. Tic Tac
Jeitinho
Arquitetei um jeito não
muito comum, de te ter
junto, que a mim parece
certo.
Conversei com os anjos,
e eles a mim disseram:
- Vive-a com todo amor,
e com certeza a sentirás
por perto.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências.
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Um pai para saber o valor de filho é muito fácil pois quando o seu filho nascer já desperta dom da proteção
mais o filho para saber o valor de um pai só saberá quando se torna um
pois ser pai e ama incondicionalmente é renúncia seus próprios desejos e sonhos para poder da realizar os sonhos dos seu filho❤️
nas trevas
ando com se fosse um deles,
represento a noite,
enfureço o dia
no regaço a harmonia,
desfruto do sentido
acrônico bem ser,
se foi em outras auroras
fruto do seu ventre,
bem com filho do luar,
sentado sobre uma rocha reflito
a questão do existir,
se logo vejo que é mero capricho,
entre nuvens reflito sob sol ardente,
um pouco de água me faz delirar
nas sombra seres pujantes
na linha do horizonte um marco de desejo,
para o qual o paradoxo se da por perfeito,
sendo sonso madrugada,
singular o desejo,
frutos dos temperes do destino,
repleto de fogo de uma paixão...
aflorada sob os céus...
Seu Próprio Olhar
Em um Olhar se encontra tudo.
Em um Olhar se cabe um mundo.
Tudo que o silencio mostra,
Tudo que o barulho esconde,
Tudo que a vida traz,
Tudo que a morte faz,
Estão escritos no olhar,
No olhar que nada ver
Que está cansado de perder
Perdendo assim até o medo
O próprio medo de Morrer.
SERTANEJA
Uma saudade que aperta
No peito de um sertanejo
De uma paixão que desperta
Sonhos de amor e desejo.
Meu amor eu daria tudo
Faria o lar tua igreja
Eu daria a vida e o mundo
Pelo teu amor, sertaneja.
Tu cabocla sertaneja,
Mesmo o sol ardendo o chão
Entre espinhos tu florejas
És a flor do meu sertão.
E nesses meus tristes versos
Na tristeza do meu canto
Sertaneja te confesso
Todo o meu amor e meu encanto.
Canto triste de quem chora
De saudade, solidão
De um amor que se foi embora
E levou meu coração.
Louca
E
ERA
UM NEGÓCIO TODO DOIDO
ESTAR AO LADO
DAQUELA MOÇA...
ela ria com os olhos
e olhava com a boca...
o que tinha de realista,
tinha de barroca...
às vezes, barro... às vezes, oca...
um tanto fria,
quando queria,
mas um vulcão,
quando sem roupa...
uma desmesura
sua desnatureza
me beijou a boca
sobre sua mesa...
fico aos teus pés,
porque és doida...
+1 bju, por favor!
Mas hoje Ele põe um ponto final
E acaba de uma vez com esse lamento
Essa angústia no teu peito que te faz ficar assim
Ponto final em tudo aquilo que te faz sofrer
Ponto final em tudo aquilo que te faz chorar
Ponto final nessa tristeza que ocupava o teu coração
Ponto final nessa porta que se fechou
Ponto final na consequência que ficou
Em tudo isso Ele põe ponto final e acabou
Para depois da tempestade
Para um novo amor chegar
Para que entrem os insetos
Para aqui dentro desembolorar
Para ver melhor a lua
Para a rua poder entrar
Para assistir ao beijo na esquina
Para a menina tomar um ar
Para quem curte o sol
Para quem quer se soltar
Para que as plantas todas
Aos poucos possam se aproximar
Eu quero quebrar as paredes
Nós vamos quebrar
Gabriel
A sua chegada era leve
Era lenta
Eram os passos de um anjo, assim como o teu nome
Revelador
Teus olhos e o teu sorriso, meu bem, contagiavam..
Tuas ideias, teus ideais, tuas metáforas, tuas palavras, o teu silêncio...
Eram de se guardar, e vão guardar
O olhar de lobo gravado a pele é o mesmo que está na mente
Sei que tu já não sente, mas e eu?
Até os raios de sol lembram os teus cabelos
Porque você é luz
E se o pôr do sol chegou
Sinto dizer que não pra mim
Porque você está aqui, gravado, em cada espaço desse lugar.
É comum repetirmos a frase que só aprendemos com os erros. É uma realidade triste, porque errar é um jeito caro de aprender, é péssimo, gera retrabalho, incertezas, frustrações... Ninguém gosta de errar, tudo que fazemos dentro ou fora da zona de conforto fazemos na intenção de acertar, o erro é o desvio no meio do caminho, o resultado involuntário que necessitará de esforço extra para ser corrigido... Empresa nenhuma sobrevive com os funcionários errando constantemente, a balança de vida e lema de toda empresa é acertar mais e errar menos!
Insta: @elidajeronimo
ERA PARA SER APENAS UM MOMENTO, MAS ERA COMO UM VÍCIO
Era como um vício, te chamar para jantar, viajar sem parar, sem pensar no que poderia rolar ou não rolar; considerávamos apenas como mais um momento para ser viver, um momento para se eternizar e você me dizia “para que tirar fotografias, vem para cá e vamos se amar”; foi assim que resolvi parar de registrar e dar mais importância para os momentos que eu poderia te amar.
Se você era o meu vício, eu já não sabia como ficar com sem você; todas as noites que você me estendia as mãos nos momentos mais escuros e repletos de caos, era um alivio.
Eu sabia que tinha encontrado uma grande amiga, além de uma grade companheira. Eu sabia que não era apenas uma paixão, era algo um pouco mais indescritível e intenso do que se considerava amor dentro daquela realidade; você do meu lado tirava todo sentimento negativo e qualquer tipo de dor que eu pudesse ter; você tinha se tornado o meu maior desejo, a minha melhor companhia.
Era um vício, olhar nos seus olhos era como apreciar bem de perto a joia mais preciosa dos céus, poder te sentir era como estar envolvido em um amor puro e verdadeiro, mas dizíamos para nós mesmo que era tudo apenas por diversão e que casamento era apenas mais uma grande alucinação, não enxergávamos uma necessidade real para assinarmos um pedaço de papel, espiritualmente já estávamos conectados.
Ela se tornou parte de tudo o que eu era, então tomei a decisão de convida-la para conhecer um novo mundo; no começo foi bem difícil explicar como eram possíveis as variações e as realidades, muitas informações que antes que eram manipulas, agora estavam livres e de fácil acesso, o conhecimento estava descrito em apenas um código.
Ela gostou, meu coração nunca esteve tão agradecido como se encontrava naquele momento; agora eu tinha alguém para confiar e entregar o código, já foram tantas modificações agora sim eu poderia dar um tempo.
Era como um vício, nossas prioridades e interesses eram totalmente o oposto do que todos em nossa volta desejavam e fazia de tudo para conseguir; valorizávamos a liberdade, a honestidade, o amor, a vida, a cultura, a união dos povos, a paz, a igualdade , o amor pelo próximo, o povo e isso acabou nos levamos a decisões e a alguns lugares que nunca imaginaríamos.
A realidade era um código, então reconstruimos a realidade e criamos mais uma vez um novo multiverso.
Resende, 31 de Outubro de 2019
A UM AMOR PERDIDO (soneto)
Quando a primeira vez se perde o amor
Que do leito acordou, ali gemendo e só
Dentro do peito a tristeza se faz em nó
E desabrocha a flor de lágrima e suor
A vida sente os olhos mareados, forrobodó
Sobe-lhe um amargo, e o primeiro ardor
Do queixume, do pesar, de um pecador
Tal a rosa, de perfume e espinhos, dá dó
Então a alma se traveste de desventura
Numa torpeza de paixão e de mágoa
Onde o sonhador é bravo sem bravura
Assim neste pranto em verso de bágua
Teu cheiro é açoite sem doce candura
E tua lembrança nos arde em frágua...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/10/2019, 23’47”
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Cresci sabendo que um dia o amor de muitos se esfriaria , enquanto o planeta Aquecia.... eu só NÃO imaginei que essa época eu alcançaria , e NEM na pele sentiria os "amigos" se afastando.
Mas cá estou eu, vendo pessoas que só estão comigo nos momentos de alegria, me deixando só nos momentos de tristeza e dor .... Eu que tanto abarquei dores alheias ...... Mas
Deixei de me importar com esses hipócritas .
AFINAL EU TENHO FÉ EM UM DEUS GRANDE PODEROSO MAGNÍFICO SENHOR DE TUDO QUE TUDO PODE .... QUE SEMPRE ESTÁ AO MEU LADO .... SÓ ISSO ME BASTA NO MOMENTO..... ESTAR JUNTO DAQUELES QUE ME AMAM DE VERDADE,...... .
EU AINDA ACREDITO EM UM MUNDO MELHOR EM ALGUM LUGAR DO UNIVERSO,... ENTÃO VOU ESCREVENDO MEUS VERSOS E SEGUINDO O CAMINHO DA VIDA NA LUTA POR UM SONHO REAL..... PLANTANDO FLOR , SEMEANDO AMOR, AGUARDANDO DE MEU DEUS O JUÍZO FINAL
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