Texto para um Amor te Esquecer
Quando "ameaçamos" fazer mudanças, todo um aparato emocional entra em alerta para evitá-la e assim manter tudo como está. Quanto maior a mudança, maior a resistência e como afirmou Kant, o indivíduo só é realmente livre se faz aquilo que é preciso e que fatalmente NÃO é o que quer.
Muitos especialistas falam que quem sabe de tudo um pouco na verdade não sabe nada; Eu discordo eu acredito que se as pessoas se propusecem a conhecer de tudo um pouco, elas teriam uma visão diferente, elas perceberiam que saber de tudo um pouco na verdade é não ser totalmente ignorante em nada.
Em um piscar de olhos, teletransporto-me para um mundo lúdico e cor-de-rosa. As nuvens dançam em tons suaves, e os raios de sol acariciam minha pele. As flores exalam fragrâncias mágicas, e os riachos sussurram segredos antigos. Aqui, o tempo se estica como um arco-íris, e as preocupações desvanecem como fumaça. É essencial, às vezes, perder-me nesse refúgio de sonhos, onde a imaginação floresce e a esperança se renova.
"No esforço para entender a realidade, somos um homem que tenta compreender o mecanismo de um relógio fechado. Ele vê o mostrador e os ponteiros, escuta o tique-taque, mas não tem como abrir a caixa. Sendo habilidoso pode, pode observar o mecanismo responsável pelo que ele observa, mas nunca estará seguro de que sua explicação é a unica possível."
De repente, bateu uma sensação de que hoje é um dia especial. Não por hoje ser hoje, nem por hoje ser mais um dia. Hoje é O Dia. O momento presente, aquele que não te oferece nada, mas que espera que você o oferte algo bom. Inúmeros sentimentos, todos espalhados sobre a mesa. Difícil decisão sobre qual desses presentes escolher e oferecer. Fiz um embrulho bonito, com laço verde mata, de cetim. Embalagem azul brilhante, feito céu. Dentro coloquei a fé, que ocupou quase todo o espaço. Ao redor, coube algumas sementes: sorrisos, amores, esperanças, verdades, gentilezas. E rezei baixinho, só pra Deus ouvir. Tudo feito, entreguei o presente ao meu Presente. E por incrível que pareça, tive a sensação de que uma criança no mundo sorriu.
Gosto dos clicks que a vida faz. Em um click você finalmente percebe o que é duradouro e o que é passageiro, o que é com ternura e o que é aventura. É no click que você entende quando está se levando uma vida que te tira a paz. Aprendi que mover céu e terra para alguém é lindo, mas a gente tem que se respeitar. Se lembrar dos nossos valores, princípios, e o essencial: nossos sonhos. Por isso parei de remar contra a maré em mim mesmo. Quem sempre sonhou com a completude, não espera e nem suporta metades. Porque quando você reconhece o seu valor, definitivamente, não é qualquer pouco que te satisfaz.
Quem sabe esse tempo de espera não seja apenas um teste ou uma provação necessária para que eu perca meus medos infantis de ver um amor partir. Ou ficar. Aprender. Semear. Se amar. É nesse tempo sem alguém do lado que entendo que é preciso saber ser feliz sozinho. Porque quem não é feliz consigo mesmo, não é capaz de ser feliz ao lado de outra pessoa. Afinal, felicidade vem de dentro, não do outro.
Passei o dia inteiro sem lamentar sua ausência, e confesso que não vivia um dia tão longo desde os meus oito, dez anos. Olhava as horas fingindo que era apenas um ato rotineiro de alguém que tem tantos compromissos, tantos pensamentos, tantos sentimentos, que esqueci de me alimentar, sabe. Não, não foi culpa sua. Não, não quero pena. Foi só um dia um pouco sombrio, mas mantenha a tranquilidade, eu sei que o sol volta amanhã. Me acostumei tanto com a sua presença até criar uma convicção absurda de que você sempre andava comigo, mesmo distante, que eu havia me esquecido de como era saborear meus momentos sem um ponto exato de tentativa de um alcance, meio patético, admito, e que denominei amor. Está sendo bom essa distância, entende? Porque com ela aprendo a me virar, nem que seja pros lados, tentando encontrar vestígios seus. Você sabe, abandonar um livro, ou abrir mão de uma história, nunca foi meu forte. Mas a gente tem que reaprender a viver no mundo real, não era isso que você me dizia? Temos que aprender a 'fincar os pés no chão', mas acho que levei tão a sério que quis ser árvore, criar raiz, ter um lugar fixo ao seu lado. Nossa, como eu quis e sonhei com tudo o que vivemos, foi tudo tão intenso! Aí me desfaço, e me transformo numa árvore frágil e breve, tipo aquelas recém plantadas na porta da escola, e que os moleques não deixam criar vida, crescer, dar frutos. Mas estou bem, acredite. Você pode ter me ensinado a amar, mas também me ensinou a morrer, e eu só sei agradecer por isso. Porque morrer em vida, por dias, meses ou anos, requer sabedoria. Requer silêncio. Requer vontade. Requer elegância, charme, carisma, delicadezas. Escolhi uma morte discreta, confesso, mas de tão discreta que foi, escolhi a vida. Escolhi seguir em frente, voltar, viver outras histórias e deixar pra morrer outro dia. Você nunca mereceu meu fim, mas o meu melhor. Vivemos o melhor. Vai passar, talvez seremos amigos um dia e riremos de muita, muita coisa mesmo. Vou seguir meu caminho agora antes que o dia termine, meio torto, meio bobo, meio perneta. Ah, e aquele 'se cuida' tá de pé, viu? Tão de pé que agora faço algo que ninguém soube fazer: cuidar de mim... Assim como cuidei de você.
Quando a gente dá-se um tempo para "colocar a cabeça no lugar", logo vem uma ideia brilhante: a de sempre recriar. Viver dias iguais de formas iguais é o que diminui a vontade de ser, crescer, ser feliz. A gente começa a perceber que felicidade é mais simples do que imaginamos: basta estar ao lado de pessoas que nos amam e nos respeitam, reforçando laços e renovando as brincadeiras, o papo, os móveis, o carinho, a forma de demonstrar amor. Gratidão, hoje, é a única palavra que eu consiga definir os meus dias. E que eles sejam cada vez melhores, Amém.
Não tão rápido, nem tão fácil, muito menos prático como abandonar uma leitura nem um pouco interessante. Amor envolve mil e uma dores, quando não vivido até o fim. Até o último suspiro por um sentimento. Até esvaziar a última gota de sangue dos pulsos - metaforicamente, por favor. Até a mudança das nossas atenções. Se soubéssemos das bolas de neve em que entraríamos, não teríamos aceitado nem um mísero 'oi'. Mas, infinitamente, tá na hora de sair do papel de vítima. Parar de alimentar os pensamentos que nos tornam megalodramáticos, melancólicos, viciados em abstinência de endorfina. E mudar, nem que seja por um minuto, a música de fossa. Que a gente vive em um mundo de expectativas é lógico, embora a todo tempo esqueçamos. Não que gostemos de sofrer, cá pra nós, mas um bocado de sofrimento é como pimenta, diferentemente aproveitada pelos baianos ou pelos japoneses. Cada um sabe como tem que ser temperado, mas aquele velho clichê de que ninguém nasce sabendo é a mais besta verdade que já ouvi. Precisamos sofrer o ardume dos sentimentos pra só assim considerarmos valedor de pena ou não. E não admitamos que sofrer é natural, porque não é, não mais, não neste nosso zeitgeist. O espírito do momento é o prazer instantâneo, é suportar pouca dor, ou querem abrir mão da eficácia dos medicamentos? Eu quero! E não, não curto sofrimento, nem tampouco aquele provindo das palavras. Mas suporto. Sou resiliente. E creio que todos sejam. Quer uma dica? Elabore seus sentimentos. Suas vontades. Seus planos, suas perdas, seus sonhos, isso mesmo, no pronome possessivo "seu/meu". Elabore não, Reelabore, reinaure-se, renasça. E o "como?" é a frase mais mágica que encontrei em uma quinta-feira nublada de novembro. Não vou dizer que a vida é uma só. Que o tempo passa. Que morreremos. Não mais. Não direi que você é aquilo que você come, que você faz, e não o que você acredita. Precisamos de pouco, sabe... Um pouco que a cada dia se torne mais. Mais paciência ao ouvir. Mais amor ao falar. Mais coragem ao persistir, e ao desistir só aquela coragem que sobrar. Porque sou da geração que persiste porque quer, e depois não precisa culpar ninguém por isso. E que persiste no fácil e ignora o difícil. Essa ideia de que tudo que vem com facilidade se vai com facilidade não me contaminou. E a melhor que consegui produzir foi a de que tudo vai ser diferente se a gente quiser. Se a gente se esforçar. Se a gente acreditar. E o mais essencial, verdadeiro, óbvio, correto, e sei lá mais o que: se a gente fizer. Se a gente se levantar. Se a gente agir. Às vezes, a gente precisa sonhar pra descansar da vida. Mas se a gente não viver e deixar os sonhos descansarem, acho difícil sair do lugar onde tudo dói... até o amor.
Uma corrente do pensamento o conservadorismo. Uma filosofia que tem um caráter orgânico e natural da sociedade. Uma política, cujos valores se devem apreender e preservar pela consagração da História e da experiência, resultado da essência humana em contato com Belo da arte e da filosofia moral.
A vida é um eterna luta. Chegar em primeiro lugar é a primeira conquista de qualquer ser humano. A vitória nos é inerente! Do que você tem medo? Já vencemos 200 milhões no desafio da vida. Chegamos em primeiro lugar! Então, o que não te tirou da corrida, te fortaleceu. Vá e vença! Se não der, sairás ganhador de qualquer jeito. E desta vez, de experiência para continuar lutando. Por que, o que não nos mata, nos fortalece. Pronto, falei!
Creio que, pela direção que as escritas ocidental e oriental tomam, um dia encontrar-se-ão. Junto com ambas as Civilizações. Para nós nos olharmos por alguns segundos com um ar de curiosidade e reconhecimento tardio. Apertarmos as mãos. E vivermos todos numa Paz Duradoura. Ad infinitum. Oxalá.
"Cada escolha é um elo na corrente do tempo, uma bifurcação que nos conduz por caminhos distintos. Ao dar um passo à frente, abraçamos o novo, mas, nesse movimento, também deixamos para trás lugares familiares, confortos conhecidos e versões antigas de nós mesmos. É a dança constante entre o que escolhemos ganhar e o que optamos perder."
"Enfrentar os monstros que residem no íntimo de nossa alma é uma jornada corajosa, um confronto necessário para forjar o herói que está adormecido dentro de cada um de nós. Esses monstros, sombras que habitam nossos pensamentos e emoções, são parte intrínseca da complexidade humana."
Vivemos sob a sombra de uma vida que nunca chega a começar, perseguindo um ainda não que se desloca infinitamente. A sensação de estar atrasado não é fruto da escassez de tempo, mas da impossibilidade de habitar o presente, sequestrado pelo fantasma das possibilidades não realizadas. A gente vive com a impressão de que está sempre correndo atrás de algo que sequer começou direito. Um atraso crônico para uma vida que nunca nos foi entregue por completo, apenas esboçada, nunca habitada. O sujeito contemporâneo não sofre por falta de liberdade, mas por seu excesso, uma liberdade que se transformou em obrigação de otimizar, experimentar, abraçar infinitos eus potenciais. O problema não é a quantidade de opções, mas a crença de que precisamos experimentar todas elas para ser felizes. Essa exigência nos fragmenta. Cada possibilidade que se abre exige um eu que se adapte, que performe, que justifique. Estamos esgotados não pela escassez, mas pela abundância. A ilusão da autonomia absoluta esconde uma verdade mais cruel: escolher não é sobre ganhar, mas sobre perder. Cada decisão é um luto pelas vidas alternativas que não serão vividas. Escolher não é decidir o que se quer, é aceitar o que se vai deixar para trás. É reconhecer que cada caminho traçado é um adeus silencioso às paisagens não percorridas. Mas estamos nos tornando incapazes de dizer esse adeus. Temos medo de fechar portas. Só que quem vive tentando manter tudo aberto, não entra de verdade em lugar nenhum. A multiplicidade de opções não nos liberta; nos paralisa. O menu infinito não amplia a existência, mas a esvazia. Por trás do fetiche pela experimentação total, há um pavor mudo ao compromisso, à irreversibilidade da escolha. Tem algo em nós que desejaria não decidir, como se a não-escolha nos protegesse da dor do arrependimento. Mas isso vai nos matando aos poucos, com uma overdose silenciosa de tudo. Porque, no fim, o excesso não nutre; entorpece. O neoliberalismo nos vendeu a ficção de que podemos (e devemos) ter tudo, mas a realidade é que a felicidade só emerge quando aceitamos os limites, quando nos permitimos ser finitos. Essa sociedade produz não vencedores, mas perdedores glorificados, indivíduos que interpretam a hesitação como sabedoria e a acumulação de possibilidades como libertação. Mas estamos criando, na verdade, uma geração de perdedores, de pessoas para quem a vida é uma porta fechada. Não por falta de chaves, mas por excesso de entradas possíveis. A overdose de opções é um sintoma da miséria espiritual de nossa época. O arroz com feijão do cotidiano, o ordinário, o repetitivo, nos apavora porque exige entrega, exige que paremos de correr atrás do próximo estímulo. Feche o outro cardápio. É só outra versão do mesmo prato, apresentado com verniz gourmet. No fundo, é a vida pedindo presença. Mas estamos ausentes, de nós, dos outros, do mundo. Quem insiste em manter todas as portas abertas condena-se a ser eterno espectador de si mesmo, um turista da própria existência. Uma vida cheia de possibilidades, mas sem entrega, acaba rasa. A verdadeira liberdade não está em ter infinitos caminhos, mas em caminhar por um deles, e pagar o preço. No fim, quem vence não é quem tem mais opções, mas quem consegue escolher... e bancar essa escolha.
O véu da ilusão não é uma prisão, mas um ângulo: uma dobra da luz sobre si mesma. Quando a consciência ascende pela espiral da Árvore, o mundo transmuta — o que antes era pedra, revela-se símbolo; o que era sombra, torna-se mapa. Os mundos não se empilham no espaço, mas se entrelaçam em camadas do ser. Cada mutação vibratória no núcleo do Eu reverbera pelas fibras do universo como um acorde no silêncio. Onde irrompe a Luz, projeta-se também o contraste que a delineia. E aquilo que recusa a emanação torna-se recipiente trancado — resistência é fome disfarçada. A alma que se afoga na noite, não é órfã da luz, mas cega de si mesma.
Hoje refletindo sobre o pouco que vivemos e o muito que deixamos de viver, apenas um sentimento invade meu coração: o de uma bonita saudade, ou uma saudade bonita, tanto faz. Esse tipo de saudade trás em si a sensação de tudo o que foi belo, inesquecível, mas foi, passou, ficou. Agora tudo isso está no território das lembranças e sinto meu coração livre dos laços que um dia pensei intrínsecos ao meu ser.
Um dia já fui feliz tive prazer em acorda tinha você ao meu lado tudo era mais bonito. você sempre era a rosa mais linda do meu jardim hoje o cravo de tristeza chora por perde a rosa que tanto amou e quando sentir saudades do cravo que tanto te ama não espere não sinta vergonha venha para os braços do cravo que de saudades chora
Um dia, quando nos beijávamos ela nos interrompe e olhando nos olhos, me indaga: Essa morena, que você tanto toca sou eu? E eu ligeiramente respondo: Não!!!! Ela desvia e então eu retomo. Ainda com olhar de reprovação, eu respondo: Não é só você, são as inúmeras que vc me ensinou a amar ,na sua essência...
