Texto para um Amor te Esquecer
Eu segui.
Entre fragmentos de promessas partidas,
carregando nas costas
um eco que ainda respondia à tua voz.
Não há volta para quem atravessa entre mundos partidos.
Entre pedaços do que nunca soubemos ser,
eu ainda carrego tua ausência —
não nos braços,
mas na própria travessia.
Eu não era mais inteiro.
Nem queria ser.
Há um lugar onde o tempo se fragmenta.
As margens do que fomos se despedaçam,
e, ainda assim,
remar parece inevitável.
Sem você
Quantos pensamentos cabem em um segundo de silêncio?
Quantas lágrimas molharam meu rosto num dia longe de você?
Por que a distância nos aproxima tanto?
São tantas questões nesse quarto vazio,
Tanto sentimento nessa cama...
Sem você, sou metade, dividido por um terço, multiplicado por zero.
Sou uma palavra sem sílaba, sem vogal, sem conjunção verbal.
Sou vácuo em uma atmosfera,
Sou letra sem tinta, sou dia sem sol, sou mar sem água.
Sem você, sorrir é tão sem graça...
Sem você, o dia não passa,minutos são anos, horas séculos.
Falta muito para quarta-feira?
Queria que fosse hoje, queria que fosse agora.
É pedir muito você aqui?
Vem!
Em teus braços, encontrei meu lar,
Um refúgio doce onde posso sonhar.
Teu olhar, um farol que ilumina a estrada,
Guiando meu coração, em cada jornada.
Teus sorrisos são como a luz do sol,
Aquece minha alma, faz meu ser tão farol.
Nos teus lábios, descubro o sabor da paixão,
Cada beijo é um verso na nossa canção.
Tua presença é melodia que embala meu ser,
Um doce encanto que não canso de querer.
Nos momentos simples, na rotina do dia,
Amo cada instante, essa nossa sintonia.
Juntos dançamos sob a luz da lua,
Celebrando o amor que nunca se atua.
Em cada desafio, ao teu lado eu vou,
Pois contigo aprendi o que é amar de verdade, oh!
Prometo cuidar do nosso laço sagrado,
Ser teu apoio e sempre estar ao teu lado.
Que o amor floresça em cada amanhecer,
E juntos possamos sempre crescer.
Então aqui estou, com meu coração aberto,
Para te dizer que és tudo o que mais quero.
Neste poema sincero, deixo minha verdade:
Te amo eternamente, com toda intensidade.
O Coração Silencioso de Virgem
Ela é de Virgem —
fria à primeira vista,
um pouco dura, um tanto crua,
mas guarda um fogo sutil
que poucos sabem decifrar.
Não teme dizer o que pensa,
sua verdade é linha reta,
analítica, sonhadora,
com os pés fincados na terra
e os olhos mirando estrelas.
Ela sabe o que quer
e move montanhas pra conquistar.
Não se entrega de bandeja,
é desconfiada —
e no fundo, quer confiar.
Tem ciúmes bobos,
um sorriso tímido,
e olhos que gritam histórias
que quase ninguém entende.
Suporta o mundo quando ama,
mas se você virar um “tanto faz”,
não espere segunda chance.
Ela sofre calada,
não implora, não volta.
Romântica?
Talvez. Em pequena dose.
Mas se você souber tocar sua alma,
ela será poesia viva,
cheia de encanto e entrega.
Atenção:
ela muda, desafia, testa,
cobra o que cobra de si mesma.
É tímida no amor,
vá devagar.
Mais que palavras,
ela entende gestos.
Se ela disser “eu te amo” —
acredite.
Ela está dizendo a verdade.
Não a sufoque de perguntas,
não tente decifrá-la com pressa.
Você pode ser o melhor do mundo,
mas se passar despercebido,
não há volta.
Ela não ama pela metade.
Ou sente tudo, ou nada.
Ame-a ou deixe-a.
Mas se escolher amá-la,
prepare-se:
conquistar essa mulher
é um desafio sagrado.
As Infâncias de Almeirim
(Um retrato poético das crianças que aqui vivem)
Toda criança que habita este chão,
carrega em si a cultura e a tradição,
de um povo que vive entre matas e rios,
com os pés na floresta e o coração nos desafios.
Filhos de agricultores, de mãos calejadas,
brincam com a natureza, celebram a alvorada.
Colhem frutos direto do pé, em festa com o dia,
vão à capela agradecer com fé e alegria.
Ah, crianças do rio, filhos de pescadores,
que navegam de barco em cantos e amores,
vão ao curral ver a boiada passar,
tomam leite da vaca, sem pressa de amar.
Brincam à luz da lamparina, numa noite qualquer,
vivem a infância simples, de um jeito tão sincero e tão belo de ser.
Vão à escola pelo caminho da ponte,
sobem na canoa e seguem adiante.
E há também as crianças da cidade,
em meio ao fuzuê, sons e ansiedade,
entre carros e motos, no ritmo apressado,
são crianças vibrantes no mundo conectado.
Entram no ônibus com seus cadernos e sonhos,
e ao contarem histórias entre risos risonhos,
descobrem que são felizes do jeito que são —
brincando na rua, na praça, com bola ou pião.
Há crianças amadas, cuidadas com ternura,
acolhidas nos braços de uma doce estrutura.
Mas há também as que vivem ao acaso,
sem teto, sem toque, sem carinho ou abraço.
Crianças que clamam por cuidado e atenção,
por amor, proteção e um pouco de pão.
Crianças que brilham como o sol da manhã,
que são o futuro, são alma, esperança e amanhã.
São elas, sim, o tesouro da cidade,
patrimônio terno, riqueza de verdade.
Almeirim pulsa em cada olhar e sorriso —
nas infâncias diversas, mora o paraíso.
O Caçador por Natureza
Quão profundas riquezas que só um homem pode conquistar,
Quão profundos poderes que só um homem pode alcançar.
O homem é caçador por natureza —
por isso perde o seu valor,
pois quem dá valor é aquele que caça,
e o que caça dá valor apenas à conquista,
e nunca a outro caçador.
Mulheres e crianças. Dinheiro e poder.
A conquista que o caçador deseja.
A disputa, por si só, entre caçadores,
faz com que a conquista tenha maior valor —
como um leilão.
O real desafio não é fazer uma boa caçada e conquistar.
O real desafio é manter a conquista.
O homem que aprende a amar a mesma mulher,
e educa sabiamente as crianças,
esse é um verdadeiro vencedor.
Mas o homem que teme um forte,
já perdeu por aquilo que não teme.
Bem-aventurado o homem que se junta ao seu inimigo forte,
para juntos derrotarem os fracos.
Pois os covardes são capazes de cometer absurdos,
por não terem capacidade de caça.
Se ele não caça uma boa mulher, ele a abusa.
Se ele não caça riquezas, ele as rouba.
Enquanto homens de poder vão crescendo e caindo em disputa,
o covarde sonda.
Roubando de pouco em pouco,
sem que ninguém perceba.
Mate o covarde.
Mais um dia começa
Mais uma tarde se vai
E a noite vem
Sinto o vento bater
No meu rosto ao
Abrir a janela
E ouço os cantos dos
passarinhos se recolhendo
Como seria bom
Ter uma nova realidade
Pq de todas que tenho
Ainda falta você
Amo minha solitude
E sei que me amo e
Sou feliz, não sou
Carente
Mas sei que falta
Um pedaço e ele
Pode ser você
Sendo um homem comum,
Discordo normalmente de algumas ideias.
Reflito diariamente sobre Deus, sobre a existência ou não desse ser.
Vivendo em uma rotina cotidiana, vivo minha vida sem destaque ou marca.
Viajando pelo mundo, visito os mesmos lugares que todos vão.
Como sou uma boa pessoa, brigo pelos mesmos políticos que todos.
Sempre sendo pouco romântico, me apaixono pelas mesmas garotas que todos.
Para manter minha sanidade, me iludo com cada uma delas.
Contendo meus pensamentos líricos, não chego a conclusão alguma;
não me destaco. Este texto,
como uma dissertação rebuscada e complexa,
permanece como no começo: invisível perante a multidão.
Finalizo com um simples "tchau".
Por um momento de distração, fui roubado
E o que foi levado nunca me foi devolvido.
Supliquei, implorei em vão pelo seu retorno.
Ofereci toda a minha riqueza como resgate,
Mas a resposta foi negada
Sem explicação ou piedade.
Diante da recusa, tentei substituir a falta,
Buscar algo que preenchesse o vazio.
Mas nada se encaixava,
Nada compensava.
Ferido, fingi presentear-te com o que foi levado,
Como se fosse um ato de doação.
Mas mesmo à distância,
Ouço os batimentos acelerados
Desse coração perdido e vendido há anos.
Restam apenas memórias difusas
Desse roubo irreparável,
Dessa ausência que insiste em permanecer."
Amizade Com Compromisso
A vida sem amizade,
é uma ponte sem passagem;
A vida sem amigos,
é um passaporte sem destinos;
A vida sem parceiro,
é um rumo sem beco.
A amizade é mais que vital,
é de todo princípio essencial;
A amizade é um luxo para poucos,
é mais valiosa que o próprio ouro;
A amizade é um forte compromisso,
é uma assinatura e não um rabisco.
A vida sem amizade é pó,
A vida sem amizade é só;
A vida sem amizade é dor,
A vida com amizade, tem amor;
A vida com amizade, tem vida,
A vida com amizade, é muito mais bonita.
(08/04/25 - O.A.C)
orgulho
eu acordei
e me deparei com tal situação
e me deitei de novo
um novo homem!
sussurrei a Deus.
que meus dias contados
todos, deveriam ser ao seu lado
mas ainda assim acordei irritado
"que palhaçada é essa acordar sem seu bom dia"
exclamei orgulhoso.
exclamando esses versos
sussurrando rimas
enquanto olho pra você
cheio de orgulho
que como o poeta ocioso que sou
sigo te amando
pacientemente
como um paciente com câncer.
esperando a morte
amando tudo, amando você
odiando tal mundo injusto
em meio a sorte.
No silêncio da noite, ouço o teu nome,
Um sussurro suave que o vento me traz.
Teus olhos, estrelas que brilham e somem,
Refletem a luz do amor que se faz.
Teus abraços são laços que prendem minha alma,
Um porto seguro em meio à tempestade.
Em cada toque, uma dança, uma calma,
Desperta em mim a mais pura felicidade.
Te amo nas manhãs com o sol a nascer,
No aroma do café e no calor do lar.
Em cada detalhe, em cada amanhecer,
Teu amor é poesia que não cessa de amar.
E mesmo quando a vida nos desafia,
E as sombras tentam nos separar,
Teu sorriso é a luz que me guia,
É o farol que nunca deixa de brilhar.
Juntos escrevemos nossa história,
Com versos de amor e toques de dor.
Cada capítulo é uma nova vitória,
Pois te amar é o meu maior valor.
Então aqui estou, com meu coração aberto,
Para te dizer o que nunca é demais:
Você é meu sonho, meu amor mais certo,
E para sempre serei teu, em todas as pazes.
"Entre Ausências e Correntezas"
Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.
O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.
Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.
Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.
E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.
*Um minuto de reflexão*
Aquele que semeia com consciência tranquila não teme a colheita. Tudo se acomoda a seu tempo, pois a ordem natural das coisas é regida não apenas pela justiça dos homens — da qual, por vezes, alguns escapam — mas, sobretudo, pela Justiça Divina, essa infalível e implacável. Tenha a mais absoluta certeza: a conta, cedo ou tarde, chega.
Assim, recomendo prudência em suas atitudes. Não se esqueça de que caminhamos sobre uma linha tênue: ora vivos, ora mortos; ora livres, ora encarcerados. E, em última instância, ninguém poderá aliviar o peso do seu fardo, senão a sua própria consciência.
H.A.A
URBANIDADE
Nós, humanos, nos desenvolvemos em um contexto multicultural em que temos identidade, normas, crenças, regras, padrões, valores diferenciados e neste processo há intercâmbio entre pessoas.
Partindo deste princípio, o indivíduo como sujeito de ação e hereditário desse pacote se socializa em grupo: família, escola e os meios de comunicação.
E neste formato construímos o nosso eu, a partir do contexto social e cultural, porque educação é doméstica.
Então, não escute a voz do vento e assim:
Bebeste demais? Alcoólatra.
Comeste demais? Obeso.
Compraste demais? Velhaco.
Fica com algo do outro? Usurpador.
Não use o garfo de cinco unhas para subtrair, apontar…
É … vou deixar o eufemismo para lá...
Não mate, não roube, não desrespeite pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos, amigos, professores, vizinhos...
Quem não cumpre normas é marginal e,
Assim caminhamos….
A nossa essência materna, paterna e/ou de quem ama debalde apela para o milagre da consciência de você não possuir um coração peludo, mas invocamos ao céu: sê um cidadão valente que respeite e , sobretudo, ame sem moderação.
"O Que Diz o Olhar"
Mais bonito que ouvir promessas no ar,
é ver um “eu te amo” no brilho do olhar,
silencioso, inteiro, sem precisar som,
um amor que se mostra no gesto e no tom.
Não há verso que diga com tanta verdade
quanto olhos que brilham em pura vontade.
É neles que o tempo decide parar,
é neles que a alma começa a morar.
Quando me chama de “amor” baixinho,
não preciso de juras, nem de caminho.
Basta o teu jeito, tão simples, tão leve,
teus olhos dizendo o que o coração escreve.
E nesse silêncio que entre nós se entende,
descubro que amar não é o que se aprende.
É um dom que se sente, que nasce, que vibra,
que a boca se cala, mas o olhar celebra.
Palavras se perdem no sopro do vento,
mas o olhar carrega o mais puro sentimento.
E eu, que já amei com ouvido e razão,
hoje me rendo ao que pulsa em visão.
Porque quando teus olhos encontram os meus,
é ali que descubro os segredos de Deus.
Um “eu te amo” mudo, sincero, sem dor…
É no teu olhar que aprendi o amor.
Santidade não é um conceito místico reservado para os que vivem em status religioso.
É um chamado constante, prático, real.
É sobre como tratamos os outros, como lidamos com nossos pensamentos, o que fazemos com nosso tempo, com nossos olhos, nossas palavras.
Ser santo é ser separado — não isolado, mas consagrado.
É viver no mundo sem adotar sua forma de viver.
Santidade não é ausência de falhas, mas decisão contínua de andar com Deus, ser moldado por Ele e viver de forma diferente por causa d’Ele.
(1 Pedro 1:16)
🕊️ A Paz de Quem Não Precisa Provar
“Estar certo é sentir a leveza de um coração que não precisa provar nada. É alinhar pensamentos, palavras e ações com uma verdade que não fere. A verdadeira certeza não grita — ela silencia e acalma. Não se mede pela vitória externa, mas pela paz que floresce por dentro. Quem está em paz com o próprio coração já encontrou a resposta mais profunda.”
"Perfume que Ficou"
A rosa que me deste um dia secou,
mas seu perfume ficou na lembrança.
O tempo passou, mas nunca levou
a doçura guardada na esperança.
O vento ainda sopra o teu nome,
nas tardes vestidas de saudade.
E o meu coração, calado, consome
os ecos de amor na eternidade.
A flor se foi, mas restou teu carinho,
em cada silêncio que me acaricia.
Teu riso é abrigo no meu caminho.
E mesmo sem toque, sem companhia,
a alma, em segredo, segue sozinha,
levando teu cheiro por toda a vida.
Quando uma cobrança ou crítica...
Quando um reconhecimento ou elogio...
Tiverem o mesmo significado para você.
Ao mesmo tempo, com o mesmo peso ou a mesma importância...
Nesse dia, você entenderá o que significa felicidade.
Esse breve momento de sucesso sincero que poucos podem perceber. É exclusivamente seu.
É quando a gratidão não pode ser friamente pensada, e sim, naturalmente praticada como a naturalidade necessária de respirar.
