Texto para um Amor te Esquecer

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⁠Um salão etéreo, cercado por luz dourada e uma leve névoa. Um antigo relógio de bolso flutua no ar, marcando a hora exata em que o tempo se curva para a sabedoria. A mesa redonda está formada. Napoleon Hill ergue a mão e inicia o ritual da Reunião Invisível. Joemar Rios entra em estado de sonho lúcido, e diante dele, surge o Padre Sertillanges, com olhar sereno e voz que parece entoar salmos em cada sílaba.

NAPOLEON HILL

(Com firmeza e entusiasmo)

— Está completo o círculo. A reunião dos homens de espírito está convocada. O sexto sentido agora está desperto. Joemar, hoje quem te falará será o mestre da sabedoria intelectual — o Padre Sertillanges.

PADRE SERTILLANGES

(Sorri, com semblante calmo e olhar que atravessa as camadas do tempo)
— Joemar, meu filho... a verdadeira beleza de um homem não está em seus músculos nem no brilho da pele que o espelho capta, mas na luminosidade da mente que busca a verdade.
O intelecto é o templo onde habita a centelha do Divino.

JOEMAR RIOS

(Com olhos semicerrados, sentindo o pulsar do sonho lúcido como se fosse realidade)
— Padre... e como o homem há de cultivar essa beleza invisível, essa que poucos veem e tantos desprezam?

PADRE SERTILLANGES

— Com silêncio e estudo, com paixão e propósito. Quando um homem dedica seu tempo à reflexão, ao aprimoramento da alma e do saber, ele constrói pontes para o invisível.
A beleza intelectual é a única que resiste à morte.

NAPOLEON HILL

— E é essa beleza que seduz os grandes líderes e move impérios. O sexto sentido não responde à aparência, mas à vibração mental do gênio criador.

JOEMAR RIOS

— Então a verdadeira sedução de um homem está no que ele pensa, no que cria e no que transforma?

PADRE SERTILLANGES

(Colocando a mão sobre o ombro de Joemar)
— Sim, meu filho. O homem que cultiva a mente torna-se farol em meio à escuridão.
Mais forte que a espada, mais belo que o ouro, é o espírito que compreende.

JOEMAR RIOS

— E como saberei se estou no caminho certo?

NAPOLEON HILL

— Quando sentires o fogo da inspiração sem saber de onde vem... Quando tua alma pedir silêncio para ouvir a voz do alto... Quando tua mente buscar não o aplauso, mas o sentido... então saberás.
O sexto sentido não mente: ele guia os iniciados.

PADRE SERTILLANGES

— Continua tua jornada, Joemar. Alimenta tua intelectualidade com fé, coragem e disciplina. Pois a beleza do homem sábio ilumina gerações.
Onde a razão habita, a verdade se revela.

JOEMAR RIOS

(Acordando do sonho com os olhos marejados e o coração em chamas)
— Que a minha mente seja meu altar, e o pensamento, minha oração...

Inserida por joemarro

⁠🎭 Teatro Espiritual: "A Luz do Intelecto"

Um salão etéreo suspenso entre o céu e o subconsciente. Vitrais flutuam no espaço, derramando luzes coloridas que dançam como pensamentos livres. Ao centro, uma mesa redonda flutuante, símbolo da comunhão das mentes despertas. Um antigo relógio de bolso flutua, marcando a hora da sabedoria. O som ambiente mistura harpas e coros celestiais.


PADRE SERTILLANGES – O sábio espiritual, voz da consciência superior.

JOEMAR RIOS – O Iniciado, sedento pela sabedoria, em busca da essência oculta da beleza.

NAPOLEON HILL – O convocador, aquele que desperta o sexto sentido e guia a reunião invisível.

[Luzes baixas. O palco está envolto numa névoa tênue. Ouve-se o tique-taque lento de um relógio. A mesa redonda começa a girar lentamente no ar.]

NAPOLEON HILL (erguendo a mão, com voz grave e clara):
— Irmãos da eternidade... Desperto agora o sexto sentido! A reunião invisível está formada! A mente de Joemar Rios foi aberta... e nesta noite, ele ouvirá o que a carne não ousa escutar.

[Um feixe de luz azul toca Joemar, que caminha lentamente, de olhos semicerrados, em estado de sonho lúcido.]

JOEMAR RIOS (sussurrando, como quem fala de dentro de um sonho):
— Onde estou...? O tempo parou... Sinto como se minha alma estivesse diante de algo imenso... inexplicável...

[Um suave som de órgão toca. Surge, com vestes claras e semblante sereno, o Padre Sertillanges.]

PADRE SERTILLANGES (com voz firme e doce):
— Estás no templo da verdade, filho. Um lugar que não se encontra no mundo dos homens, mas no íntimo de todo aquele que ousa pensar.
— Vim te dizer uma verdade esquecida: a beleza de um homem está na luz de sua mente.

JOEMAR RIOS (com espanto e reverência):
— Mas, Padre... tantos procuram a beleza na forma, na pele, no corpo... e vivem famintos de aprovação. Como enxergar o invisível?

PADRE SERTILLANGES (caminhando lentamente ao redor da mesa flutuante):
— O mundo vê com olhos que morrem. Deus vê com o intelecto.
— A beleza que salva não é a que encanta os olhos, mas a que transforma o mundo através do pensamento.
— Quando um homem mergulha no estudo, na contemplação, na criação do bem... ele se torna belo diante do universo.

NAPOLEON HILL (com voz inspiradora, aproximando-se de Joemar):
— E é essa beleza, Joemar, que move os líderes, os inventores, os visionários!
— O sexto sentido não é magia... é o sopro divino que sopra sobre a mente disciplinada!

JOEMAR RIOS (ajoelhando-se, tocado por uma epifania):
— Então... é no intelecto que reside a verdadeira força, o verdadeiro brilho, a sedução sagrada?

PADRE SERTILLANGES (colocando a mão sobre sua cabeça):
— Sim.
— Onde a mente se ergue, o espírito floresce.
— Mais poderoso que o ouro, mais duradouro que a juventude, é o homem que pensa com profundidade e age com consciência.

[A mesa para de girar. Um brilho dourado começa a preencher o palco. A névoa se dissipa.]

NAPOLEON HILL
— Volta agora ao mundo dos homens, Joemar. Leva contigo esta verdade.
— Ensina-os que a beleza do homem está em sua mente desperta — pois só a luz do conhecimento liberta o espírito do engano.

[As luzes vão diminuindo lentamente. O relógio para. O som final é um coração pulsando sabedoria.]

Inserida por joemarro

⁠Esperança

Queria ter um poder,
De toda maldade destruir,
Todo coração amolecer,
E toda alma fazer florir.

Se até no muro nasce flor,
E na flor pousa o beija-flor,
Então, nessa imensidão,
Não pode faltar amor.

Queria ter o poder
De todo coração curar,
Como o girassol busca o sol,
E a escuridão não deixar entrar.

Poder, eu não tenho,
Mas faço meus poemas:
Um pouco de paz
Em meio aos problemas.
Autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 20/04/2025 às 15:00 h

Inserida por AndreaDomingues

Amar alguém de verdade é muito mais do que dizer “eu te amo”. É um ato silencioso que vive nos detalhes, nos gestos, na escuta atenta. Amar é ter a sensibilidade de perceber quando o outro está bem ou mal, mesmo que ele diga “tá tudo certo”. É ter a presença emocional suficiente pra ouvir o que não foi dito, pra acolher com o coração antes de responder com palavras.

Escutar ativamente é um dos maiores presentes que podemos oferecer a quem amamos. É estar inteiro na conversa, não apenas esperando a vez de falar. É se importar com o que o outro sente, com o que vive e carrega dentro de si. Muitas vezes, quem a gente ama não precisa de conselhos, precisa só de um silêncio que compreende, de um olhar que abraça, de um ouvido que acolhe sem julgar.

Amar é cuidar do mundo interno do outro como se fosse um jardim frágil: respeitando o tempo de cada flor, entendendo que há espinhos, e que às vezes o que parece desinteresse é só cansaço ou dor. O amor mora na empatia, na escuta sensível e na disposição diária de escolher o outro, não pra consertar, mas pra caminhar junto.

Se você ama alguém, ouça com o coração. Porque às vezes, o maior “eu te amo” que se pode dizer… é apenas estar ali, verdadeiramente presente.

Inserida por Moena

⁠"Onde a Esperança Ressuscita"

Há um instante no ano em que o tempo parece se ajoelhar.
As ruas se enchem de flores, as casas, de símbolos; os corações… de memórias.
É a Páscoa chegando — não como data, mas como travessia.

Porque a Páscoa, para os que sentem com profundidade, não é uma celebração externa.
É um chamado silencioso.
É quando a alma se vê diante do espelho da cruz e, entre feridas e silêncios, decide renascer.

É preciso morrer um pouco para compreender.
Morrer para o orgulho, para a vaidade, para os gritos mudos que nos prendem às dores de sempre.
E então...
no mais íntimo breu da alma, acende-se uma luz:
pequena, quase imperceptível — mas viva.

A pedra do túmulo é removida todos os dias em que escolhemos perdoar,
em que deixamos o passado descansar,
em que olhamos para o alto e sussurramos:
"Estou aqui, ainda frágil... mas disposto a recomeçar."

A magia da Páscoa não está nos rituais,
mas no mistério que pulsa dentro de nós:
essa capacidade divina de florescer onde parecia haver fim.
Esse milagre cotidiano de transformar dor em compaixão,
ausência em fé,
morte em vida.

Páscoa é isso:
um renascimento contínuo.
Uma esperança tecida em silêncio.
Um Cristo que não está mais no túmulo...
mas habita o coração de quem se permite, a cada dia,
ser terra fértil para o Amor.

Inserida por rosangela_montano

⁠Aprenda com os Mestres e Torne-se um Também

Bill Gates disse que, quando era jovem, lia biografias de grandes líderes e sonhava em ser como eles. Ele queria entender como pensavam, como viviam e o que os tornava tão especiais.

Warren Buffett fez o mesmo com seu mentor Benjamin Graham. Estudou seus princípios, sua visão, e depois criou seu próprio estilo.

O livro Roube como um Artista reforça essa ideia: os grandes se inspiram em outros grandes — e transformam essa inspiração em algo único.

Inserida por Frasesdodia134

⁠Vencer
O mais importante hoje é agradecer, eu avistei um pai com sua filha esperando o ônibus, olhei pra ele e ele estava com os olhos fixos no horizonte. Me veio a frase : " EU CREIO NA SUA VITÓRIA!" seus trajes estavam sujos, mas sua postura era de um vencedor! Isso me fez rolar algumas lágrimas, orei por eles e logo senti paz.
Deus nos mostra seuPropósito,só basta dar lugar.

Inserida por jefferson_monteiro

⁠Houve tantos momentos na minha vida em que pensei em desistir
E ir para um lugar longe de tudo e de todos
E viver lá só observando o tempo nos dias que se despedem ao pôr do sol
E na noite que chega com a lua e as estrelas
E ver a vida na calma da alma e sentir que não preciso mais desistir...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠CARTA DE UM HOMEM INVISÍVEL

Eu acordo todo dia cedo.
Mesmo cansado, mesmo sem ânimo, eu levanto.
Porque tem conta pra pagar, tem boca pra alimentar, tem dignidade que eu não quero perder — mesmo que o mundo tente me arrancar ela à força.

Trabalho duro.
Engulo sapo de chefe, de patrão, de cliente.
Sou cobrado como máquina, pago como lixo.
E no fim do mês, mal consigo comprar uma roupa pra mim. Nem um carro pra chamar de meu.

Enquanto isso…
Vejo político que roubou, mentiu, destruiu famílias… sendo aplaudido.
Vejo gente falsa, interesseira, mentirosa — crescendo, rindo, viajando.
E eu aqui… tentando ser honesto.
Tentando ser bom.

Só que ninguém vê.
Ninguém reconhece.
Quando você é homem, sente demais, sofre calado…
te chamam de fraco.
Mas fraco é quem finge ser forte pra esconder o vazio.

A verdade é que eu cansei.
Cansei de ser invisível.
Cansei de confiar em quem me esconde a verdade.
Até da minha própria mãe…
Eu esperei apoio, e recebi silêncio.

Esse mundo tá todo do avesso.
O certo virou piada.
O errado virou exemplo.

Mas sabe o que mais me dói?
É ainda acreditar.
Ainda ter dentro de mim um fio de esperança…
de que alguém enxergue quem eu sou por dentro.
De que amar de verdade ainda valha a pena.
De que ser bom… não seja burrice.

Talvez eu só precise de um abraço.
Talvez eu só precise de paz.
Mas no fundo, o que eu queria mesmo…
era ser visto. De verdade.
Por alguém que não jogue fora tudo que eu carrego aqui dentro.

Assinado,
um homem que sente demais,
mas que aprendeu a não desistir —
nem quando o mundo tenta calar seu grito.

Inserida por bruno_simas_soares_1


Mesmo longe, você tem meu coração.
Com você eu quero um futuro, não apenas um momento
E se eu pudesse, casaria com você amanhã mesmo.
A vida acertou em cheio quando trouxe você para a minha vida e tem sido você, desde o dia em que eu te conheci.
É tão ruim ficar longe de você.
" EUTEAMO "assim sem vírgula, sem espaço e sem ponto final.

Inserida por Danielcosta

⁠Aos sábados e domingos, sua casa
Deve ser um templo de conforto e busca de afetividade familiar
Não aceite visitas de parentes, não promova churrascos
E, se for festejar e confraternizar, faça somente com sua esposa e seus filhos
Não saia para bares nem para o futebol
Dedique o único tempo que você tem à sua família
Amigos vêm e vão
Família com o tempo se dispersa
No fim, você terá somente a sua família e, se for presente, os terá pra sempre.

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Felicidade
O que alguém imaginou
Que a felicidade era a ideia de um sorriso de compensação num abraço num beijo apaixonado
Em querer voar sem asas só no poder da imaginação que a felicidade é uma artista criativa inventa tudo só para transformar tudo o que existe em momentos bons
Felicidade é quando estamos tão ocupados sorrindo que não temos tempo para a tristeza
E que só nos arrependemos quando lembramos que o tempo acaba um dia
Por isso perdemos tempo em tristeza e angústia
E deixamos a melhor parte da vida
Felicidade é a busca de sonhos e planos
Não importa a partida ou a chegada, a felicidade está no percurso
Imagine só como seria a vida sem felicidade.

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠O Avulso de Si Mesmo

Há um tipo de exílio que não se faz com fronteiras, mas com espelhos, um tipo de desenraizamento que não ocorre no espaço, mas na alma. O avulso de si mesmo é aquele que, embora habite seu corpo, não mora em sua identidade. Vive como quem assiste à própria vida pela fresta de uma janela, incapaz de cruzar o umbral entre o que é e o que poderia ser.

Neste ser que se desenlaça de si, há um silêncio antigo, como o das bibliotecas abandonadas, onde as palavras não encontram leitores e os significados jazem órfãos de intenção. O avulso de si não é apenas o desajustado, é o desencontrado, não com o mundo, mas com o próprio eixo interno. Sua existência é um poema sem sujeito, uma frase que começa, mas não sabe como se conjugar.

Talvez o avulso seja o herdeiro contemporâneo de Narciso, não mais encantado com a própria imagem, mas cindido por ela. Não se afoga no reflexo, mas naufraga na ausência de reflexo autêntico. Vê-se no espelho e não se reconhece, porque entre o rosto e a essência há agora um abismo escavado por expectativas alheias, performances sociais, simulacros de felicidade.

Ser avulso de si é carregar uma espécie de anemia ontológica. Os dias passam, mas não se enraízam. As decisões são tomadas, mas não se pertencem. Tudo é transitório, inclusive o próprio eu. Vive-se, mas não se habita o verbo viver.

A filosofia existencial nos advertiu que o homem é um projeto, e não uma substância. Sartre nos sussurra que estamos condenados à liberdade, e que o eu não é dado, mas tecido. No entanto, o avulso não é o que não teceu o eu, é o que, ao tecê-lo, perdeu o fio.

Nietzsche falava do eterno retorno como prova da afirmação da vida, mas o avulso de si não suportaria o eterno retorno, pois retornar ao que nunca foi plenamente vivido seria um suplício maior que a morte.

Ser avulso de si é, em última instância, ser órfão do próprio nome. Não no sentido nominal, mas ontológico. Um nome que não reverbera, que não ecoa dentro. Um nome escrito na capa de um livro cuja história nunca foi escrita.

Talvez, no fundo, todo avulso sonhe com a reintegração, com o instante raro em que o pensamento coincide com o gesto, a emoção com o olhar, o silêncio com o significado. Um instante em que o tempo deixa de ser sucessão e torna-se presença.

Enquanto isso não ocorre, resta-lhe o vago, o quase, o entre. Resta-lhe a condição poética e trágica de ser um inquilino do próprio abismo, um ser que caminha por dentro de si como quem atravessa ruínas à procura de uma porta que ainda não foi construída.

E no fundo, talvez, o avulso de si mesmo seja o mais humano dos humanos, pois carrega em si não a resposta, mas a pergunta intacta, e há mais verdade na pergunta que sangra do que na resposta que estanca.

Filósofo Nilo Deyson Monteiro

⁠Cuidado com o seu silêncio, ele pode ser um benefício ou um malefício, ficar calado pode evitar problemas, mas, pode alimentar o mal e ajudar a alimentar injustiças e a impunidade. Use o seu silêncio com sabedoria, fique em silêncio quando necessário, mas, proteste na hora certa contra o mal, contra as injustiças e extremismos. O seu silêncio pode ser ouro ou pode ser um perigo e uma porta aberta para o mal festejar.

Márcio de Medeiros
21/04/2025

Inserida por marciodemedeiros

⁠Manter o foco não é fácil. Mesmo que estudar já tenha virado um vício, tem dias em que a preguiça bate forte. Ainda assim, um dia sem ao menos uma leitura não é um dia normal. Para mim, um dia só está completo com pelo menos 30 minutos de estudo.
"Pra que estudar tanto? Não tem medo de ficar doido?" — essa é uma pergunta que ouço com frequência. Mas não, não tenho medo de enlouquecer… até porque, já sou louco. Louco por conhecimento!

Inserida por joao_santos_25

⁠Resenha Crítica: O Banquete, de Platão
Por João Moura Júnior

O Banquete, de Platão, é um dos diálogos mais conhecidos da filosofia ocidental. A trama se passa em uma espécie de reunião festiva, onde sete personagens se revezam em discursos sobre o Amor (Eros). Entre eles estão Fédro, o primeiro a falar; Pausânias, que distingue entre dois tipos de amor; Erixímaco, que tenta dar um tom médico e universal à força do amor; Aristófanes, que apresenta um mito cômico sobre as “almas gêmeas”; Agatón, que entrega um elogio poético; e, finalmente, Sócrates, que, como de costume, desconstrói as falas anteriores para apresentar uma visão filosófica mais profunda, supostamente ensinada a ele por Diotima, uma mulher sábia. Por fim, chega Alcibíades, já embriagado, elogiando Sócrates de maneira apaixonada, revelando mais sobre o filósofo do que sobre o Amor em si.

Apesar do prestígio da obra e de seu lugar cativo nos estudos filosóficos, é importante pontuar críticas que raramente são levantadas. A primeira delas é o cenário: um banquete regado a vinho, onde os discursos, embora inicialmente bem intencionados, em muitos momentos se perdem em devaneios. Homens embriagados discutindo sobre um dos temas mais complexos da existência, o Amor, pode até parecer provocador ou ousado, mas resulta, na prática, em falas que mais se aproximam de vaidades infladas do que de sabedoria autêntica.

É evidente que há momentos de beleza literária e até reflexões profundas, principalmente no discurso socrático. Diotima, por meio de Sócrates, apresenta a famosa escada do amor, uma jornada que vai do amor físico ao amor pelo saber, até alcançar a contemplação da Beleza em si. No entanto, esses momentos são precedidos e sucedidos por falas que, muitas vezes, parecem desconexas, repetitivas ou baseadas em achismos emocionais. A embriaguez que se intensifica ao longo da obra simboliza, de forma irônica, o quanto a razão pode ser abandonada facilmente em meio à celebração, algo que deveria soar como alerta, mas é romantizado por Platão.

Outro ponto a se considerar é a completa ausência de vozes femininas reais. Diotima é mencionada, mas não está presente e, ao que tudo indica, pode até ser uma criação retórica de Sócrates. A filosofia, nesse contexto, é apresentada como um clube masculino, fechado, elitista e orgulhoso. A experiência amorosa feminina, assim como outras perspectivas não contempladas (como as do povo comum, os marginalizados ou os mais jovens), são ignoradas. Isso empobrece o debate, que poderia ser mais contagiante e mais conectado com a realidade da sociedade.

João Moura, ao ler O Banquete, compreendeu os fundamentos filosóficos do diálogo, especialmente no que tange à elevação do amor como impulso para o conhecimento e a verdade. No entanto, ficou com a sensação de que a obra é mais celebrada pela forma do que pelo conteúdo. A retórica, o estilo literário e o carisma dos personagens encobrem uma fragilidade conceitual: o discurso filosófico sério cede lugar a um jogo de vaidades, elogios mútuos e declarações etílicas.

A filosofia, para ser útil e transformadora, precisa estar enraizada na experiência concreta das pessoas. Deve surgir não em jantares refinados ou apenas em academias fechadas, mas nos becos, nas praças, nos ônibus lotados, nos corredores das escolas, nas conversas com quem vive à margem do pensamento acadêmico. Deve ser questionadora, mas também acolhedora. Deve incomodar, mas também inspirar. E acima de tudo, deve respeitar a lucidez, não se deve discutir o Amor (ou qualquer outro tema essencial da existência) sob o efeito do vinho, nem com o ego mais inflado que a razão. Com isso, cito quatro frases com o mesmo sentido, para que complemente o entendimento:

“A embriaguez enfraquece o compromisso com a razão e abre espaço para discursos sem clareza ou profundidade.”

“Sob o efeito da embriaguez, a razão perde o protagonismo, e o discurso se torna refém da emoção e do impulso.”

“A embriaguez desfoca o olhar racional, permitindo que a vaidade e o desatino ocupem o lugar da reflexão lúcida.”

“Quando a mente se turva pelo vinho, a razão é deixada de lado, e o pensamento se embriaga junto com o corpo.”

Assim, O Banquete se torna mais um retrato de sua época do que um convite atemporal à reflexão. Seu valor histórico é inegável, mas seu conteúdo deve ser lido com criticidade e contextualização. Afinal, como disse João Moura: “A Filosofia precisa se levantar da mesa do banquete e caminhar até onde a vida realmente acontece.”

Inserida por jsmj

⁠🜃 "A Última Chave" 🜃
por um Guardião do Invisível

Caminhei entre os escombros do tempo,
onde os tronos caem e as coroas apodrecem,
e vi que a glória dos homens é poeira,
quando não há luz que a alma reconhece.

Vi cidades erguidas por mãos sem alma,
e templos que ocultavam segredos vãos.
Mas também vi um homem em silêncio,
com o universo inteiro nas suas mãos.

Ele não possuía ouro nem espada,
mas guardava em si uma verdade rara:
que todo império que não nasce dentro,
é um castelo de areia na maré clara.

A peste, a guerra e o colapso da moeda
são apenas vozes da mesma sentença:
“Onde não há caráter, a muralha cede.
E onde não há oração, a luz não permanece.”

Há uma chave perdida nos corações,
feita de silêncio, de estudo, de dor.
E quem a encontra, mesmo entre ruínas,
carrega em si o verdadeiro esplendor.

Inserida por joemarro

Carta para um traidor


⁠Eu nunca revidei. Nunca busquei a traição como resposta aquilo que você fez. Eu nunca te fiz o que você me fez. Porque eu tenho caráter, eu sou capaz de amar sem precisar ferir para me proteger.
Eu te dei o melhor de mim, sem nunca procurar a válvula de escape que você usou. E sabe o que mais?
Isso te fará falta.
Porque, no fundo, você vai perceber que nunca encontrou alguém com o caráter, a lealdade, e o amor genuíno que eu ofereci.

Sabe o que foi pior?
O pior não foi a traição.
Foi perceber que você fez, refez, mentiu, escondeu, e ainda assim...
dormiu tranquilo.
Sem culpa.
Sem arrependimento.
Sem nem disfarçar o descaso.
E sabe o que isso mostra?
Que você nunca teve um pingo de consideração.
Nem por mim, nem por tudo que a gente viveu, nem por tudo que eu suportei enquanto você brincava de viver solteiro sendo casado.
Você não destruiu só um relacionamento. Você destruiu a base de uma família.
Fez isso na casa onde sua filha dorme.
Fez isso enquanto eu lutava para ser mãe, mulher, parceira, tudo ao mesmo tempo.
Você não me traiu apenas como esposa.
Você traiu como pai.
Porque um pai que não respeita a mãe da sua filha ensina o quê?
Que é normal mentir, enganar, esconder?
Que uma mulher deve aceitar o mínimo, mesmo dando tudo?
Você tá criando uma menina. Uma menina que vai crescer observando.
E o que ela vai aprender com você?
Que o amor vem com dor?
Que promessas não valem nada?
Que a palavra de um homem não tem valor?

Trair é cruel, mas não sentir remorso?
É ser frio.
É ser vazio.
É ser pequeno.
Porque homem de verdade quando erra, sente.
Assume. Pede perdão. Mas não dá boca pra fora.
Mas você? Você nem se importa.
A dor que me causou é só " exagero" na sua cabeça.
A confiança que você destruiu? Coisa "boba".
As mentiras repetidas? Nada demais.
Como se o estrago que você fez fosse descartável - assim como você tratou nosso relacionamento.
Mas deixa eu te dizer uma coisa que talvez ninguém tenha coragem de te dizer:
Você pode continuar rindo, fingindo que não é nada de mais.
Mas um dia, quando a vida cobrar - e ela vai - você vai olhar para trás e perceber:
Você destruiu a única pessoa que ainda acreditava em você.
Você trocou amor por distrações vazias.
E jogou fora uma mulher inteira por migalhas de ego.
E quando não houver mais ninguém para te defender, para te acolher, pra te amar de verdade - lembra disso aqui.
Não foi o destino.
Não foi azar.
Foi você.
Foi a sua frieza.
Foi a sua falta de carater.
E eu?
Vou me reconstruir.

Você pode até tentar se convencer de que não foi nada demais...
Mas um dia, a sua filha vai crescer.
Vai entender.
E quando ela souber quem você foi de verdade, que tipo de homem preferiu ser...
A vergonha que você não sente agora, vai te esmagar.
E eu?
Sigo por mim e por ela.
Porque ela merece ver força, não submissão.
Ela merece saber que amor não combina com traição.
E que a mãe dela soube sair com a cabeça erguida, enquanto você se escondia atrás de desculpas.
Você perdeu.
Não só uma mulher.
Você perdeu o respeito.
Você perdeu o privilégio de ser exemplo.
E o vazio que você deixou?
Ela vai preencher com o orgulho da mulher que eu sou.
Não com as mentiras do pai que você escolheu ser.

Inserida por mikarla_araujo

⁠Vida adulta
Em terras distantes, sob o sol ardente,
Um jovem de dezoito anos, coração valente,
Deixou para trás o lar, a família querida,
Em busca de trabalho, a jornada sentida.
A cidade natal, com sonhos e memórias,
Ficou para trás, em lembranças e histórias,
A fazenda imensa, um novo desafio,
Longe da alegria, em meio ao trabalho rio.
Os pensamentos ruins, como sombras que rondam,
A saudade da família, ferida que não cicatriza,
Datas comemorativas, um vazio profundo,
Longe da diversão, em silêncio e sofrimento.
Mas a força interior, não se deixa abater,
A vontade de vencer, não se deixa quebrar,
Com passos firmes, segue em frente sem desistir,
Um futuro melhor, eu vou conseguir.
A distância física, não diminui o amor,
A ligação familiar, sempre será maior,
Em cada amanhecer, uma nova esperança,
Em cada estrela que brilha, uma doce lembrança.

Inserida por jhemesson_bispo

⁠Lembranças
É inverno outra vez, e nesta estação, eu penso um pouco mais em você.
Seja feliz para que possa ser feliz também.
Não se engane, não é amor, é lembrança.
Lembrança é pior que saudade, saudade é ausência de algo, já a lembrança é cheia de boas memórias.
São felizes, por isso doem, mas na maioria das vezes nos arrancam um sorriso amarelo.
Rezo para que vc se torne uma saudade, que eu não sinta vontade de olhar para o passado.
Ainda bem que não conseguimos ver as flores de cerejeira daquela vez, seria ruim ter que odiar minha flor preferida.
Já me basta não conseguir ouvir algumas músicas, ver alguns filmes , sentir aquele perfume ou ser chamada de vida, sem querer voltar no passado por um instante.
Isso não é amor , mas é lembrança de uma vida cheia de amor.

Inserida por adrianadpaulo