Texto para um Amor te Esquecer
Noite de quarta-feira
A casa está silenciosa,
mas dentro de mim há um universo.
O tempo se espalha devagar
e meus pensamentos correm livres.
Nenhuma voz além da minha,
nenhuma presença além do que sinto.
E não há vazio,
porque eu me basto.
Deixo minha mente viajar sem pressa,
revisito sonhos antigos,
desenho planos no escuro,
sorrio para o que ainda não aconteceu.
Como é bom estar aqui,
inteira em minha própria companhia.
Sem precisar de ninguém para preencher espaços,
porque não há espaços vazios em mim.
Na solidão que escolhi,
descubro que não há ausência, nem falta.
Apenas eu.
E isso é suficiente.
Enquanto Sonho
Sonho, sim, ainda sonho,
como criança que crê em fadas,
como quem busca um tesouro perdido,
como quem dança sem medo do tempo.
Sonho, sim, ainda sonho,
pois no sonho sou livre, sou tudo,
sou rio que corre sem medo do mar,
sou vento que abraça o infinito.
E enquanto o sol nascer a cada dia,
enquanto houver céu para voar,
sonharei, porque sonhar
é viver além do impossível.
Qual o problema comigo?
Por que é tão difícil arrumar um amigo?
Talvez eu tenha que mudar,
Por que as pessoas eu só sei irritar.
Eu ja tentei de tudo,
Pras pessoas eu dei o mundo.
Mas eu sou visto como estranho,
que sempre tira o ânimo.
O que eu posso tentar fazer?
Talvez, apenas parar, ficar quieto e ver,
Como o mundo é muito feliz,
E é melhor ficar quieto, pra não trazer cicatriz.
Não é fácil sorrir,
Por que enquanto as pessoas zombam de mim.
Eu só queria fazer o bem,
Mas da minha estranheza eu sou refém.
Qual o problema comigo?
Talvez da felicidade eu sou inimigo,
Pois sempre que tento ser um amigo,
Acabo fazendo um estrago contigo.
Prefiro sentir dor e ver as pessoas rindo,
do que mostrar pra elas o que to sentindo.
É uma dor, um cansaço, uma tristeza,
Que as pessoas nem imagina que eu sinto isso, tenho certeza.
Eu sou o esquisito, o estranho,
Ninguém me aplaude nem quando ganho,
agora imagine quando eu perco,
Me criticam e riem do meu desfecho.
To cansado, to triste, to desanimado,
Minha vontade é de ir pro outro lado.
Desculpa pra quem se importa comigo...
Se tem alguém que se importa, cadê você meu amigo?
Talvez eu tenha que mudar,
Talvez eu tenha que lutar,
Para eu conseguir deixar de ser julgado,
E virar o iluminado.
Só um Deus soberano pode escolher um povo entre milhões de milhões de pessoas.
Só um Deus maravilhoso pode pegar este homem, e esta mulher perdida no pecado, e mudá-los para melhor.
Não há nada que este Deus não possa fazer.
Em nenhum momento da sua vida a caneta estava em suas mãos, sem primeiro, Deus está no controle.
Até mesmo os seus erros, passou pela crivo de sua soberania.
No Balanço da Superação"
Sempre me importei
Com o que você fazia,
Nunca imaginei
Que um dia me deixaria.
Sempre desejei
Alguém que me amasse,
Acreditei que em você
Meu sonho se tornasse.
Mas o tempo me mostrou
Que era apenas ilusão,
Seu amor não era meu,
Foi só mera projeção.
Hoje estou aqui,
Deitado numa rede,
Tentando reconstruir
A paz que um dia se perdeu.
Deixo as angústias se dissipar
E reencontro meu próprio valor.
No balanço calmo desse lugar,
Me refaço, sem mais temor.
Que seu descanso seja tranquilo e revigorante, com um sono reparador que renove suas forças. Que Deus cuide de cada detalhe da sua noite, trazendo paz ao seu coração e serenidade à sua alma.
Amanhã será um novo dia, repleto de oportunidades e esperanças renovadas. Que os desafios se transformem em aprendizados e que cada amanhecer traga consigo dias melhores. Durma bem e confie: Deus está no controle!
Nas águas rasas, os pés se enredam,
Mas quem mergulha, jamais se envergonha.
A Verdade é um rio de correnteza forte,
Leva quem ama, guia à sorte.
Seus leitos ocultam mistérios eternos,
Tesouros guardados por céus soberanos.
Quem nela se lança não teme os ventos,
Pois firma os passos nos mandamentos.
Alguns estão presos, sem compaixão,
Por crimes sem prova, sem investigação.
Quatorze anos por um simples batom,
Enquanto o real culpado, segue no tom.
Outros sem casa, sem rumo, sem chão,
Foram levados sem justa razão.
Estavam apenas no lugar, na hora errada,
Agora vivem a dor de uma cela trancada.
Outros calaram por querer protestar,
Por simplesmente tentar se expressar.
O grito sufocado, a voz silenciada,
Liberdade ferida, justiça calada.
O Brasil inteiro vive essa prisão,
Trancado nas grades da repressão.
A Suprema Corte precisa acordar,
O povo é quem deve o rumo guiar.
Clamamos por justiça, por luz e por guia,
E mais que tudo, pedimos anistia!
Pois não há nação sem reconciliação,
Nem paz verdadeira sem libertação.
“O poder do povo, emana do povo”,
E será exercido, de novo e de novo!
Com fé, com coragem, com sabedoria,
Vamos reconquistar nossa democracia.
Acho bom quando vejo um governante
Dedicado a grandeza do país,
O seu povo contente pede bis
E aprova o governo a todo instante;
Mas, não posso esquecer do meliante
Que passou trinta anos na moleza,
Propagando burrice e safadeza,
Me inojo com tudo que vou vendo,
Quando vejo um pobre defendendo
Quem governa somente pra nobreza.
O casamento é um compromisso para toda a vida, uma jornada que poucos conseguem sustentar de maneira plena.
Construir um relacionamento saudável, duradouro e verdadeiro requer esforço mútuo, dedicação e uma base sólida de amor e respeito.
É um trabalho contínuo que ultrapassa desafios, celebra conquistas e valoriza a parceria em sua essência mais pura."
(...) VIDA: UM ENTRELAÇAR DE LUZES E SOMBRAS
A vida, essa tessitura intrincada de experiências, revela-se como um espetáculo de múltiplas nuances, ora sublimes, ora dolorosamente cruéis. É uma travessia inevitável, onde o efêmero e o eterno se entrelaçam em dança constante, desafiando a linearidade do tempo e a estabilidade da razão. Viver é lançar-se, diariamente, no abismo da incerteza, sem mapa, sem bússola, apenas com o pulsar do coração e a esperança como timoneira.
Nos dias dourados, a existência nos sorri com generosidade. São os momentos de plenitude, quando a alma se vê envolta por afetos sinceros, pelas risadas compartilhadas, pelo brilho dos olhos que nos amam. Nessas horas, a vida se assemelha ao fulgor da aurora: clara, cálida, promissora. São os instantes em que os bons atravessam nosso caminho — seres de luz, cuja presença apazigua nossas angústias e cuja bondade transcende o trivial. Esses encontros são bênçãos disfarçadas de casualidade, cujas marcas permanecem impressas no âmago de nossa memória afetiva.
Contudo, não se pode ignorar a face sombria da existência. A vida, em sua imparcialidade brutal, também nos apresenta o amargor dos dias nublados. São os episódios de queda, de perda, de desalento, em que o chão se desfaz sob nossos pés e a solidão se impõe como única companhia. E, nesses momentos, surgem também as figuras que, longe de somar, se dedicam a corroer: indivíduos de alma empedernida, tomados pela inveja, pelo despeito e pela amargura. São espectros humanos que, incapazes de reconhecer a própria luz, empenham-se em apagar a dos outros. Sua presença, embora nociva, é pedagógica — pois nos ensina a distinguir o genuíno do falso, o profundo do superficial.
E, entre encontros e desencontros, a vida segue seu curso. Leva consigo algumas pessoas queridas, insere outras inesperadas, sempre testando nossa capacidade de adaptação, resiliência e compaixão. Os bons, quando partem, deixam saudade; os maus, ao irem, deixam alívio. Mas todos, sem exceção, deixam aprendizado.
Viver, portanto, é aceitar esse fluxo constante de encontros e despedidas, de júbilos e tormentas. É um exercício contínuo de humanidade. E que, ao final, ao cruzarmos o limiar da última fronteira, possamos dizer — com altivez serena — que vivemos com intensidade, com verdade e, sobretudo, com amor. Pois é o amor, afinal, que dá sentido à vida, mesmo em meio às suas inevitáveis sombras.
Havia um incômodo ante o silêncio do analista, pois soava como uma ausência.
E ausências, por vezes, implicam dores.
Silêncios, por vezes, falam de sufocamentos e impossibilidades.
Aventurando-se nesse desconfortável desconhecido, depara-se com um tiro à queima roupa.
Dessa vez, a sensação de ser deixado ao relento dá espaço à captura que, não sabendo bem como se define, varia entre provocação e amparo.
Haveria, ali, um atalho?
Talvez ele não saiba por onde se deve ir...
Mas parece que diz, sem dizer, que deve ir a algum lugar.
Há um novo olhar sobre o silêncio.
Ele é um ato, se faz presença.
Ele está ali, mais vivo que qualquer abraço, que qualquer palavra, apesar de não trazer na sacola uma resposta-alívio.
Ele mexe no que estava quieto, levanta a poeira que vivia por debaixo do tapete, descobre andares inexplorados abaixo do piso.
E, ao contrário do nó que antes causava na garganta, hoje, faz o corpo todo esperar por ele, aquele bendito, que o empurra pra dentro de si mesmo.
"O Graveto".
No meio do jardim, onde a vida brota com força e esperança, lá está ele: um graveto seco, velho e frágil. Já não tem seiva, não floresce, não serve de apoio para nada, mas insiste em se manter em pé, como se fosse o centro do mundo.
O graveto não entende que o tempo dele passou. Em vez de se deitar na terra e permitir que novas raízes cresçam, ele se impõe. Sombra inútil. Barreira sem propósito. As pequenas plantas ao seu redor lutam por espaço, por luz, por vida… mas ele está ali, emperrando, sufocando, atrapalhando o florescer dos outros.
Se acha o tronco principal, o mais importante da paisagem, mas não passa de madeira esquecida, sustentada por ego e vaidade.
Se ao menos conseguisse enxergar a verdadeira beleza, mas não: prefere ser obstáculo.
E assim segue o graveto, sem frutos, sem flor, sem função, apenas travando a beleza que poderia desabrochar ao seu redor.
Em um canto oculto, onde sombras dançam,
Nossos olhares se cruzam, a tensão avança.
O mundo lá fora, tão distante, tão frio,
Aqui, neste abrigo, encontramos nosso fio.
A adrenalina sobe, o coração acelerado,
Um espaço secreto, nosso amor revelado.
O toque dos dedos, como fogo a queimar,
Sussurros de desejo começam a ecoar.
No silêncio da noite, sob a luz da lua,
Nossas almas se entrelaçam em pura rua.
Proibido e intenso, o momento se faz,
Cada beijo ardente é um passo audaz.
As paredes guardam segredos de paixão,
Enquanto nos perdemos em nossa canção.
O medo do mundo se dissolve no ar,
Quando nos entregamos ao prazer de amar.
E assim, naquele lugar onde tudo era nosso,
Desafiamos limites, quebramos o colosso.
A primeira vez é um doce arriscar,
Um hino à liberdade que vem nos guiar.
Que o eco daquela noite nunca se apague,
Que a lembrança viva em nós sempre se trague.
No sussurro do proibido, eternamente guardado,
Nosso amor floresce em cada instante vivido.
Conflituosa escrita
Seguro em minhas mãos um cilindro afunilado vermelho. Com ele percorro as alvas páginas listradas de um diário anônimo, lançando mão de palavras alvejadas de valor. Seu comprimento se estende para além do alcance de minha mão, embora metade do corpo cilíndrico afigura-se circundado por esta, cuja pegada firme não é possível testemunhar, salvo os momentos de afetada intencionalidade: o montante que permanece da vontade subjugada pela mente, que flui sob luz de pensamentos descomedidos.
A noite é o momento onde os que dizem ser fortes começam a chorar.
A noite para os depressivos é um tormento sem fim.
Para os apaixonados sem esperança, é uma eternidade pois não param de pensar em quem amam.
A noite não é bela para todos, não é descanso para todos.
Ela é apenas solidão para aqueles que escondem no dia todas as suas dores e decepções.
Quem dera
Quem dera o tempo fosse assim,
parasse quando eu quisesse,
voltasse para um dia bom,
ou andasse só se eu dissesse.
Se desse para refazer,
mudar o que ficou errado,
segurar o que foi bonito,
e esquecer o que foi pesado.
Mas o tempo não me ouve,
vai em frente sem pensar.
Quem dera eu pudesse ao menos
ensinar o tempo a esperar.
A finalidade
Que minhas poesias
Lhe façam chorar um dia.
Que minhas poesias
O façam sentir faltas minhas.
Que essas letras
O contentem ao sentir saudade.
Que saiba: o que sinto é tão grande,
Que me prende em casa,
E não me deixaste sair
E voltar a ser quem era antes.
Prefiro então partir
A tempo de voltar.
Depois de te sentir,
Te encontro na certeza,
No motivo real da incerteza.
Onde nada aconteceu,
Apenas seguirei — com o rei,
O poeta e eu.
MANTRA DA PERSISTÊNCIA
Eu sou um com o meu desejo já realizado.
Nada fora de mim determina o tempo ou o modo —
Eu sou a presença constante da realização.
Quando os sentidos dizem “não”,
minha consciência responde “sim”.
Quando o mundo se cala,
meu ser proclama: já é meu.
Eu persisto, não com esforço, mas com certeza.
Permaneço no estado daquilo que desejo,
até que isso se torne quem eu sou.
Cada pensamento alinhado,
cada emoção sentida como verdade,
é uma batida na porta do invisível —
e a porta sempre se abre.
Eu sou a frequência do que desejo viver.
Eu não espero:
Eu me torno.
Nos teus olhos, vejo estrelas a brilhar,
Um universo inteiro que não canso de explorar.
Teu sorriso é a luz que ilumina meu caminho,
A cada passo ao teu lado, eu me sinto mais perto do destino.
Teu abraço é o lar onde eu quero estar,
Um refúgio seguro onde posso sonhar.
Tua voz é a melodia que embala minha alma,
Um doce sussurro que traz paz e acalma.
Cada momento contigo é um tesouro a guardar,
Um instante precioso que desejo eternizar.
Nos pequenos gestos, no carinho sincero,
Encontro a beleza do amor verdadeiro.
As risadas compartilhadas, os silêncios confortáveis,
Cada lembrança nossa se torna inesquecível.
Caminhando juntos, enfrentamos o tempo,
E em cada desafio, encontramos nosso alento.
Quero dançar com você sob a luz da lua,
Celebrar cada dia como uma nova aventura.
Com você, aprendi o significado do amar,
E em cada batida do meu coração, vou sempre te amar.
Então aqui estou, com palavras sinceras,
Para te dizer que você é minha primavera.
Meu amor por você é infinito e profundo,
E para sempre serei seu, neste vasto mundo.
