Texto para minha Sogra

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Faço da minha vida a alegria que desejo ao próximo
Quando escolho ser alegria, espalho luz em cada gesto, em cada palavra e em cada silêncio. A vida se torna mais leve quando entendemos que o bem que oferecemos ao outro é também o bem que cultivamos em nós. Alegrar alguém é florescer por dentro, e é nesse florescer que encontramos a verdadeira essência da existência.

Não sou grande aos olhos dos homens, mas aprendi uma verdade que mudou minha vida: quem honra seus líderes espirituais honra a ordem estabelecida por Deus.


Honre-os com suas palavras, suas atitudes e sua lealdade. A honra tem o poder de abrir caminhos que o talento sozinho jamais abrirá.


Deus exalta os humildes, e aqueles que aprendem a honrar verão o Senhor levá-los a patamares tão elevados que até os mais incrédulos ficarão admirados

Rosa, por que choras?
Helaine Machado, para minha mãe Rosa Alves

Rosa, por que choras?
Se tua beleza é radiante,
tua pétala é tão delicada,
tua cor… puro resplendor.
— Eu choro…
porque minhas lágrimas ninguém vê,
minha dor se esconde no silêncio,
nos espinhos que em mim nascem
e contam tudo o que sofri.
— Mas, rosa…
tua beleza é mais que paixão!
— Para alguns…
mas para mim, sou um coração aberto,
cada cor que carrego
é um sentimento meu.
Sou suave, sou intensa,
sou feita de emoções…
mas cada espinho que cresce em mim
guarda aquilo que me feriu.
— Oh, rosa…
tua beleza é sublime,
enche de vida quem te vê.
— Mas nem todos querem sentir…
alguns desejam só a beleza,
sem aceitar os espinhos
que também fazem parte de mim.

Olha aí, minha gente, não dá mais pra confiar,
todo dia aparece um escândalo no ar,
deputado investigado, esquema sem parar,
e o povo se pergunta em quem acreditar.
Temos que votar, escolher alguém pra representar,
mas muitos dos que chegam acabam por decepcionar,
prometem mudança antes de se eleger,
depois esquecem o povo que os ajudou a vencer.
Além da política tem o dinheiro em circulação,
bancos, interesses, acordos na contramão,
uma teia complicada pra população,
que muitas vezes fica sem explicação.
Deputado indo pra cadeia de montão,
vereador, prefeito entrando na investigação,
e ainda tem gente buscando posição,
como se o poder fosse prêmio e não obrigação.
Helaine machado

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO




Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...

O Ponto Fixo do Trânsito


O Agora é a minha única morada, o ponto exato,
a quietude que o caos me permite reivindicar.
Se o defino, ele já é Presente-Passado,
a matéria de memória, a substância de tudo que o riso dos deuses levou.
Não é um vazio findo, mas o volume da minha história,
a textura viva da cicatriz que me torna necessário.
Mas o Agora é também, e sem trégua, Presente-Futuro,
a tensão que me impede o ócio inabitável.
É o vetor da força que move o Ser para o devaneio lúcido—
a criação de um paraíso possível,
mesmo quando a lucidez me diz que ele é breve.
Pois sei que as coisas transitam ao meu redor
e a minha perspectiva é o único centro real.
Se o mundo gira e a folha cai,
minha presença é o ângulo irrepetível
que dá forma e cor à velocidade do trânsito.
Os Deuses, lá no alto, podem rir da minha seriedade,
rindo da minha busca por um sentido,
zombando da pequena chama da minha vontade.
A gargalhada deles é a confirmação:
A vida é regida pela ironia lúdica, não pelo mérito.
Mas a síntese é a minha resposta:
Eu não preciso de um plano perfeito.
Eu sustento a minha existência apesar do riso,
criando o meu próprio éxtase no intervalo.
Eu sou necessário para completar a canção,
e mesmo sabendo que o futuro é incerto,
eu carrego a coragem indiferente de quem sabe:
O ato de estar aqui, no Ponto Exato do Agora,
já é o maior e mais belo de todos os propósitos.


Confissões de uma Fé Inabalável


Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.

(Homem Perfeito)
Joelma


Quem se atreve
a sequestrar minha tristeza
Trazer-me a lua, mil estrelas
E meus beijos despertar?


Ai quem se atreve
a despertar os meus desejos
A sufocar-me com teus beijos...


Me pegar com braços fortes
E levar-me pra dançar?
Pedaço de esperança, não
me canso de esperar, ah!


Esse Homem Perfeito um dia chega
E me faz prisioneira
Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar


Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois um verdadeiro amor sempre volta
E eu ainda te espero


Quem pretende ganhar todo o meu carinho
Andar pra sempre em meu caminho
E se perder de tanto amar?


Ai quem me entenda
E me encha de alegria
Que se entregue noite e dia
E não me deixes solitária,
Sem teus beijos, sem me amar


Por esse homem não me canso de esperar
Esse homem perfeito um dia chega e me faz prisioneira


Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar
Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois o verdadeiro amor sempre volta


By-Marcélio⁠

⁠à minha frente
tantas possibilidades
e esta incapacidade premente
de apenas estar no vazio corrosivo
explodindo neurônios
e sentimentos profundos na aparência
vagos na essência
um estado constante de estupefação
sem nexo
sem providência
sem ação
é como se eu deixasse para viver
amanhã
no amanhã
os significados esperam
os olhos humanos
e eu, teimosamente, não os deixo
existir por dentro
a lava do vulcão escorre e transforma
tudo
ideias
sonhos
projetos
em lamento
apenas meus ouvidos escutam
um som inconfundível e mordaz
sua nota reverbera em estribilho e passa a ser
minha
companheira
e juíza
repetida. repetida. repetida.
golpe hipnopédico
como um barulho silencioso e paralisante
como uma pedra engastada
na garganta
o perene não fazer
não existir
não ver
fingir
e deixar para depois
quem sabe…
[ainda são 7 da manhã
e quantas vezes já pensei em fugir?]

É nos teus olhos que encontro o mapa para a minha verdadeira paz.
Estar com você é ter a certeza de que, não importa o quão forte seja
a tempestade lá fora, nos teus braços eu sempre estarei em casa.
Você não é apenas o meu amor; você é a minha direção, o meu destino
e a razão pela qual eu finalmente parei de
vagar e decidi FICAR.
___ENZO RUCHELL _

B*


Ela caminhava ao meu lado,
como minha sombra,
sempre a me acompanhar.
Na vergonha do olhar,
miserável eu fui
ao rejeitar
o tesouro que construí
naquele lugar.
Dormia e despertava,
e ela estava lá,
na madrugada,
insistindo em me visitar.
Que saudade
daquele espaço apertado,
onde o cheiro dela
permanecia presente,
sempre a me acalmar.
Despertava na manhã seguinte
apenas para ficar,
prolongando os instantes
antes de me levantar.
Cedo fazia
minhas refeições com ela,
e sua companhia
bastava para me alegrar.
Nossos dias eram curtos,
talvez por isso
tão difíceis de guardar.
Nunca tive tanta noção
de quanto sua ausência
viria me assombrar.

"Saio por ai elegendo rainha
Quanta bobagen a minha
Se a nobreza está nela
Naquela jovem tão bela
Que há tanto me espera!

Sou bicho solto e inconstante
Mudo a todo instante
Nem marido e nem amante
O que está acontecendo?
Será que estou perdendo
O que é para ser só meu?

Zangada por certo ato
Quando elegi de fato
Uma rainha prá mim
Sou um bobo
Sou um fraco
Um homem sem nenhum tato
Não sei o que aconteceu...
Uma coisa porém te digo
Deixemos de picuinha
Seja minha e eu serei teu!"

☆Haredita Angel

Feliz família.

"O tempo passou...
E, agora procuro...
Cadê meu pai? - partiu!
Cadê minha mãe? - partiu!
Cadê meus irmãos? não sei!
Cadê os gozos de família?
- se foram...
-Oportunidades tidas e agora as percebo perdidas...
Fui! - cuidado você, prá não ser...
-Feliz família à todos!"
☆Haredita Angel

(Minha vida em Tapurah)
Venho hoje aqui contar do lugar que vim morar.


Sai do nordeste a procurar
Um lugar pra trabalhar
Adivinha onde vim parar
Nas terras de Tapurah


É um lugar de céu zangado
Relâmpago por todo lado
Faz medo de arrepiar


É cada trovão zoadento
Pra trazer chuva fininha
Daí vem o amigo vento
Forte a assobiar
Querendo as telhas arrancar!


Mas também tem chuva grossa
Alaga, enche de poça
E os carros a atolar


Mas, pense num lugar bonito
De pasto verde e tranquilo
Cidade pequenininha
Mas toda bem bonitinha
Tem flor em todo lugar


Tem uma igrejinha da minha santa concebida
Nossa Senhora Aparecida
É lá que eu vou rezar
Tem também outras igrejas
Pra outras crenças orar


Tem gente de todo tipo
Tem o feio e o bonito
Gente de todo lugar
Tem fruta à bambão
Tem côco, caju, manga, melão
goiaba, abacate, mamão
Tem frutas até nas calçada
Pra gente pegar com a mão


É uma belezura
Aqui é tudo fartura
Aqui tem miséria não!
Aqui tem também milho, soja e sorgo
Aqui tem até algodão!


Lugar rico e generoso
Doce, gentil e bondoso
Onde se plantando tudo dá
Em terras Tapurah!
Haredita Angel
29.07.25

O meu primeiro amor foi uma rosa, bem rosa, linda, e tinha o cheiro da minha mãe.
Mas ela murchou!


O meu segundo amor foi uma borboleta, linda, dourada feito ouro, tentei guardá-la numa caixa.
Mas ela fugiu!


O meu terceiro amor foi uma estrela, linda,
mais brilhante que um diamante, pensei que seria minha para sempre.
Mas, ela caiu no mar!


- Então eu aprendi que o amor é desapegar-se sem jamais esquecer a luz que nos tocou um dia .


Haredita Angel
07.03.26

Envelheci...
Estou mais só!
Só comigo.
Então comecei a apreciar mais a minha companhia, a me mimar mais, a celebrar mais a vida!
Não economizo em meu cotidiano:
- Café com música;
- Flores na mesa;
- Um bom vinho;
- luz de velas;
- Banhos quentes, demorados, perfumados, lençóis macios, e a camisola de seda.
O resto eu deixo nas mãos de Deus!
Haredita Angel
09.04.26

Oh Senhor,
Minha alma se abre como flor ao sol,
E as lágrimas que descem são rios que buscam Teu abraço.
Cada gota carrega meu medo, minha dor, minha esperança.


Em silêncio, Te chamo;
Em cada suspiro, Te entrego meu coração.
Mesmo quando a noite parece infinita,
Teu amor ilumina meu ser,
Como farol que guia na tempestade.


Recebe, Senhor, minha total vulnerabilidade,
Transforma minha fraqueza em força,
Minha dor em luz,
Meu pranto em hinos de gratidão.


Pois em Ti encontro meu refúgio eterno,
Minha paz que excede todo entendimento,
Meu Deus, meu tudo, meu princípio e meu fim.

Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.


Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.


Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.


E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.