Texto para minha Sogra
Encontrei um "Anjo", tendo transitado pelas vias do "Inferno".
Minha Alma elevou-se, tendo mergulhado fundo num abismo.
Encontrei uma centelha de Luz, tendo sido coberto de Trevas.
E pelo sopro do Demônio, inspirei o adocicado hálito de Deus.
Às 17:41 in 26.03.2026
Cultivando minha primavera, para que nunca me faltem flores.
Quem sabe o amor que plantei e tenho regado também venha a florescer?
Sigo cuidando, mesmo quando não há sinais,
porque aprendi que nem toda raiz se revela de imediato.
Algumas crescem no escuro, em silêncio,
antes de ousarem tocar a luz.
E enquanto o tempo cumpre o seu papel,
eu não deixo de me florir.
Porque há beleza em quem permanece,
em quem cultiva,
em quem acredita
mesmo sem garantias.
Se for para florescer, que seja inteiro.
Se for para ficar, que seja com raízes.
E se não for…
ainda assim, minha primavera não se perde.
A dor invadiu minha existência sem pedir licença, ocupando os espaços que antes eram leves e despretensiosos, mas foi nesse desconforto agudo que descobri uma verdade libertadora: sobreviver é, em si, a forma mais crua e honesta de reconstrução. O que foi quebrado não perdeu a utilidade, ganhou a estética das cicatrizes que o tempo não apaga, mas ensina a usar como medalhas de um combate que poucos teriam estômago para enfrentar.
- Tiago Scheimann
A minha força nunca foi a ausência de fragilidade, mas a decisão diária de não interromper a marcha, mesmo quando o corpo está quebrado e a mente se torna um labirinto sem saída aparente. Desistir pode até sugerir um alívio imediato, mas quase sempre cobra um preço impagável na moeda da nossa própria dignidade. Sigo devagar, se necessário, mas sigo com a convicção de que nem tudo o que perdi foi, de fato, uma perda.
- Tiago Scheimann
Minha mente é uma casa velha, em ruínas, com portas trancadas por fora. Nos dias escuros, o teto cede e as paredes mofadas se fecham sobre mim. Divido o espaço com fantasmas que sussurram traumas passados; o medo é o ar que respiro, a fome é uma ferida aberta que nunca sela. É um isolamento pavoroso, um cativeiro assombrado. Mas quando o pânico me paralisa e a escuridão é total, o assoalho racha. Como uma fresta de luz que corta o sótão esquecido, as epifanias rasgam o pavor. Uma lucidez violenta, fria, que ilumina as assombrações. Eu morro de medo aqui dentro, mas decifro cada cicatriz. Esta casa condenada é o meu lar.
- Tiago Scheimann
A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:
"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."
ENSAIO POÉTICO
Dedicado a
Maria das Dores
(Dona Dorinha - Minha mãe)
POEMA
OU QUASE VERSO MATUTO
Félix di Láscio
Arruma tudo, vambora
qui hoje vai tê animaçan;
sigura na mão di Rosinha,
si ajeita ca bichinha,
qué prumode Dona Dorinha,
sabê qui voismecê
tem muito amô no coração!
Félix Di Láscio - Poeta e Pensador Paraibano
www.napoltrona.net | felixdilascio.facebook
Reeditado no dia 16/16 às 21:40
Aleatórios
Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)
Silvia Oliveira Soares
Sorrisos Roubados
”No dia em que meu corpo se encontra cansado e minha alma abalada, tento manter minha mente sã. Não me permito, em momento algum, entrar em devaneios fugazes, pois devo seguir firme nas minhas obstinações em prol de promessas a mim mesmo feitas.
Seguirei neste caminho conturbado que decidi trilhar, buscando sempre aquilo que há muito me foi tirado, restando em mim esse triste vazio de sorrisos roubados."
Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.
Edson Ricardo Paiva.
Me lembro de uma colina
Que eu via na minha infância
Nunca fui lá
Só via de longe
Aquela paisagem tão mansa
Poderia desejar
muita coisa nesta vida
Mas se eu pudesse fazer um pedido
Queria hoje romper a distância
Que o tempo cruel demarcou
E estar lá agora com minha amada
Sentar-me com ela
E olhar o mundo ao longe
Fazer fogueirinha
declamar para ela poesia
Erguê-la lá no Céu
Somente com palavras
Convencê-la de que a amo
Olhá-la sorrindo
Perceber o quanto é lindo
o seu sorriso contrastando
o Sol que finda mais um dia
À noite olhar estrelas
As que estão no firmamento
E mais aquelas que subiriam
Em movimentos lentos
Ao despregar-se da fogueira
Deitar-me ao lado dela
Fazer planos...
Passaram-se tantos anos
O Sol se pôs muitas vezes
Fizemos coisas complicadas
estando juntos
Mas esta coisa delicada e pura
Não
Passa-se a vida
E a gente deixa escapar
a oportunidade de realizar
os sonhos mais singelos
Que foi deixando pra depois
e quando a gente vê
Passou-se quase tudo
E a gente pensa na colina
distante no tempo e no espaço
O amor, este permanece
A colina
Acho que não existe mais
Esquece!
Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.
Trago em mim marcas da vida que nunca deixarão minha pele, minha vida, minha memória;
Trago feridas abertas que sangram e que jamais cicatrizarão;
Trago malas cheias de desventuras, desconfianças e agruras; mas uma coisa que não trago na minha viagem é a deslealdade ou o mal travestido de bondade….
morte morte
eu não te darei este gostinho de ceifar minha vida
antes que busque em mim o seu prazer
eu abrirei mão desta que só me trouxe noites e tempestades
farei assim
E minha melhor
a minha melhor amiga a solidão
será minha testemunha
o meu último ato como libertação
não morte
não se ira de mim com teu ódio
mas veja minha absolvição como o teu auxílio
eu vivi para conhecer a vida dos vivos e desejo não viver a mais como prisão pois se viver entre os sorrisos pouco duradouro que se encharcam nas lágrimas das Noites e dias
e ver o tempo passar de felicidades que só antecipam a tristeza
então morte
Oh morte
deixe-me partir do meu jeito sem me despedir
Houve um tempo na minha vida em que eu era eu mesmo e tão feliz, mesmo com tantas adversidades e fatores que eu nem entendia as coisas de adulto.
Eu era feliz e podia sorrir, correr, cantar, pular, ser uma super-heroí — tudo o que eu queria ser, eu podia fazer sem me preocupar com mais nada.
Ao longo da vida, crescemos e amadurecemos, e tudo em que acreditávamos começa a desaparecer, e a magia se esvai com o sorriso que se perde pelo caminho.
E depois de tanto caminhar, como umo adulto maduro, sobrecarregado e cansado, olho no espelho e não resta nada daquele garotinho, vivo, livre e feliz, que podia voar.
Só cansaço e exaustão, cabelos grisalhos,
Rugas que aparecem.
Acho que meu verdadeiro eu se perdeu lá atrás, no caminho da vida...
Marcio Melo
O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:
Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.
Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.
Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.
No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.
Meus estimulantes existem para me tornar produtivo, para emprestar importância à minha existência dentro do seu cronometrado tempo de efeito. Ao fim da dose de dopamina, resta a carcaça real do meu ser — um empilhado de nada.
No ápice, entrego o que planejei; fora dele, sigo de onde nunca saí. O ponto exato em que parei é onde aceitei que sempre estarei. E já não sinto esperança na mudança. Mas fiquem tranquilos: amanhã estarei produtivo de novo, em mais um pico da "melhor" parte de mim. Ou do que essa droga inventa de mim.
O dia começa e o escritório me
prende na mesa,
mas você vem no pensamento e
vira minha certeza.
Entre planilhas e horas contando
pra te ver,
arranjo um tempo no campo só
pra te preencher.
A gente conversa, o tempo voa e
a saudade acalma,
porque o teu sorriso é o que dá
paz à minha alma.
04:22 04/08/2025 Acabei de ver a minha mãe sozinha em um caixão...
Acabei de acordar, eu acordei após em um milésimo de segundos chegar em um velório onde não havia ninguém além de mim e um outro homem responsável pelo velório, acredito eu. Eu cheguei próximo ao caixão e vi a minha mãe, ela tinha algodão no nariz e na sua boca havia esparadrapos, seus olhos estavam cerrados. Ela vestia um vestido vermelho marsala, que ela tinha. Ela estava serena. Não havia flores, nem um paninho cobrindo ela, dentro do caixão.
Enquanto eu me aproximava do caixão bem devagar e com olhar observador, um homem me olhava, enquanto levantava a cabeça dela do caixão após retirar o algodão do nariz dela e o esparadrapo da boca dela e me mostrava o rosto dela.
Eu apenas falei: "ainda bem que você colocou algodão e esparadrapo na boca dela, é bom que não vaza líquido." Ele me olhava seriamente, era como se ele quisesse que eu gravasse bem o rosto dela morta, ele segurava com carinho. Eu apenas olhei e não senti nenhum tipo de sentimento, além de entender que ela havia morrido em plena solidão, porque o velório estava emanando um vazio existencial absurdo. Nem mesmo chorei. Mas, no velório, não havia ninguém mais além de mim, além daquele senhor de pele escura e cabelo duro e grisalho.
Estou aqui bem confusa. Será que ela está morta? Não tenho mais notícias dela, faz algum tempo... Será que ela morreu agora mesmo, por isso vi em sonho? Será que ela já morreu em outro dia e agora que vi? Não sei. Só sei que as escolhas dela, levou ela para distante de mim e dos meus irmãos. Se tiver realmente acontecido, que ela finalmente possa descansar em paz. Agora, sinto um enorme pesar. Não é algo fácil de lidar. Ela foi embora sem se despedir de mim, literalmente, mas se tiver acontecido dela ter ido para outra dimensão. Pelo menos consegui ver o seu rosto sereno pela última vez.
Edit: Ela está vivíssima 15 de março de 2026
05:20 da manhã de domingo - dia 02/02/2025
Sonhei com um ex prefeito segurando na minha mão e ele estava querendo casar comigo, algo assim! Mas, ele já tinha mulher e filhos.
Ele queria um caso comigo, era o que dava para entender!
Perguntava para ele como funcionava a corrupção de lavagem de dinheiro, ele não respondia, se mantinha em silêncio.
Depois falei sobre a água amarga da torneira para que ele tomasse providências, porque estava contaminada.
Ele somente segurava as minhas mãos e me olhava como um apaixonado, eu não era mais uma blogueira famosa na cidade, quando ele me cutucava no Facebook.
Eu havia mudado e estava diferente, era como se ele sempre tivesse sido apaixonado por mim, mas eu não queria nada, porque éramos os dois comprometidos na atualidade.
Sonhei com a minha amiga glória, mandando áudio, dizendo que a mãe dela havia morrido, mas era como se eu tivesse ouvido um áudio várias vezes e estava ouvindo algo parecido achando que era isso, porque vi ela de perto e a mãe dela estava atrás dela, eu fiquei confusa, tentando saber se era aquilo que ela havia falado mesmo ou era uma pessoa parecida com a mãe dela.
Ela no sonho, tinha um filho de dois meses e um marido.
Ela mandou áudio falando que foi a escolha de Deus e ela estava conformada com a partida da mãe dela.
Ela é filha única e eu estava preocupada com o estado dela, até saber que ela já tinha uma família.
Também eu estava tentando falar pra ela, que a minha avó havia morrido.
Eu sonhei também atravessando uma ponte de madeira com a minha mãe, nós conseguimos atravessar, mas ao passar tivemos medo, eu sentia muito medo das madeiras quebrar, depois ela me aconselhava a casar com o ex prefeito, porém eu não quis, porque ele já tinha família e eu dizia que também era casada e se fosse em outro tempo sim, mas se ele não tivesse mulher, e nem eu esposo, eu falava rindo no sonho brincando imaginando Deus falando comigo assim "e você fala isso, sem se importar com os sentimentos do seu marido" eu me sentia bem porque não queria aquilo pra mim, era somente uma hipótese do momento.
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