Textos narrativos prontos para ler, copiar e se inspirar
Um legado.
Na aurora da filosofia, o pensamento se ergueu,
Buscando na natureza o que o mito escondeu.
Pré-socráticos, os primeiros a questionar,
O mundo sensível, a arché a desvendar.
Tales, o sábio, na água encontrou a origem,
Anaxímenes, no ar, a essência que dirige.
Heráclito, o obscuro, no fogo a transformação,
Parmênides, o ser imutável, a ilusão em ação.
Pitágoras, nos números, a harmonia perfeita,
Empédocles, nos quatro elementos, a receita.
Anaxágoras, nas sementes, a diversidade,
Demócrito, nos átomos, a realidade.
A physis, a natureza, em constante movimento,
A busca pela verdade, um eterno experimento.
A razão desperta, a mitologia se desfaz,
O período pré-socrático, um legado que nos traz.
Setembro.
Quando se perde a natureza do ser
Os olhos não vêm mais beleza
E toda poesia se veste feita uma valsa triste
E não a ar que nos abrigue em um mundo de solidão,
A tanto tempo eu procuro E são tantas noites sem dormir
O que estávamos procurando está fora de casa .
O que tanto aguardamos não volta com suas asas.
Perseguidos pelo mundo
Escondendo o rosto e coragem
Um caminho longo
Na vida curta
Só mais uma estrada triste
Um dia cinza outra alma sem par
E medo me persegue nas noites pesadelos
Durante o dia tormento e desespero
Não sou tão forte,
quanto antes.
Quando criança sentia mês pés firmes
no chão,
hoje já não sei andar descalço.
Hoje já não sinto a terra.
Estou preso nessa selva sem ar.
E o amor hoje voa longe, gostaria de velo outra vez bater suas asas em direção mim, sei que hoje ela vive em
outro Jardim.
Eu vejo a vida passar,
E o tempo me maltrata, me tirando as folhas sinto meu tronco rachando, assim
como meu peito.
Sou uma árvore presta a estimação.
Sou o fruto jogado no chão.
Sou o passado, mais não vejo futuro
nessa escuridão.
Todo amor que um dia conheci,
hoje é somente cinza poluindo meu coração...
PauloRockCesar
Metamorfose da Natureza
Mármore embrutecido
pelo buril raivoso
Sofrido e assolado
Depois de devastado
Sente-se hoje orgulhoso
Casulo velho disforme
diante das flores perfumadas e belas,
Clamou-se entristecido
Transformado e voando pela janela
Agradece o acontecido
Rubro ferro na bigorna inconformado
Dilacerado Jogado ao chão
Na máquina do progresso
Fazendo muito sucesso
Ao fogo pede perdão.
Semente na cova escura
chorando atormentada
Porque foi abandonada
Ao ver a árvore frondosa
Louva ao sol e a terra generosa.
Ademir Missias 03/21
O Lago ficou triste
A fúria da Natureza
Rebelou-se deixando tristeza
Quem sabia?
Sebastião não sabia!
O João não sabia !
Capitólio está de luto
Foi-se esperanças
Foi-se planos
Foi-se vidas, ninguém previa
Uma rocha se desprendia
Todos se surpreendem
Um paredão que cai
Um pedaço de cada parente se vai
E nós quem somos? expectadores curiosos da Tv
O Ibope foi grande !
Não tão grande quanto as lágrimas dos entes queridos,
Um estrondo num segundo
Resta um pedaço de rocha no fundo.
Ademir Missias
Chovem gotas esparsas, a esmo,
água, ternura da natureza,
onde tudo tem sentido,
um conforto e um carinho
Não tenhamos medo portanto
do tempo, nem do amanhã incerto,
nele haverá um alento
a suprir necessidades
Em meu canto, prometo,
em horas de escuridão,
sonhar com um algo melhor,
sempre, para todos e a mim,
Enquanto isso, percebo os pirilampos,
que voam piscando felizes,
durmo e sonho com a paz,
esquecendo o mundo e seus deslizes
NATUREZA EM FÚRIA
As frias folhas das arvores
Em noites de vendavais
Voam para outros ares
E ao tempo se perfaz.
Sob o rígido bico do pássaro
Erguem-se noutros patamares
E na busca de seu compasso
A natureza fria finda os mares
As flores furtam as cores
As águas não vertem mais
As aves em dissabores
Perdem ninhos e portais
E o núcleo da terra em fúria
“Mata” feito canibais.
Nicola Vital
Ela é a própria essência da natureza, uma flor silvestre que dança ao vento, sua beleza é um mistério, seu encanto é uma promessa.
Em sua aura de mistério, ela esconde segredos não contados, exalando a curiosidade dos que se aproximam.
Ela é flor silvestre que, ao sentir a carícia dos ventos, desabrocha em toda a sua esplendorosa vulnerabilidade, revelando uma beleza que transcende o efêmero.
*Quem é um homem?*
Um homem é a parte mais linda da criação da natureza.
Ele sacrifica seus sonhos por apenas um sorriso no rosto Do seus pais.
Ele gasta o dinheiro do seu bolso nos passeios e nos presentes da mulher que ama, só para vê-la sorrir.
Ele sacrifica sua juventude inteira para sua esposa e filhos trabalhando até tarde sem reclamar.
Ele constrói o futuro de seus ente queridos tirando empréstimos dos bancos e pagando-os para o resto da sua vida.
Ele luta muito e ainda tem que aguentar os gemidos ou gritos da sua esposa, seus filhos, seu chefe sua mãe e até sua sogra, mesmo que sua vida só termine por ser um compromisso pela felicidade dos outros.
Se ele sair, é descuidado.
Se ficar, é um preguiçoso.
Se chateia seus filhos, ele é um monstro.
Se não o chateia, é irresponsável.
Se não deixar sua esposa trabalhar, é inseguro.
Se a deixa trabalhar, é um mantido.
Se ouvir a mãe, é um mimado.
Se ouvir a esposa, ele é submetido.
Se cair em tentação é um mulherengo; se resistir é um bicha.
Respeite todos os homens que você conhece na vida.
...... Você nunca saberá o que ele sacrificou por você.
QUE VENHA AS OPINIÕES...
Se em palavras vieste inspirar
Ó Deus, fascínio crias em tuas poesias.
Natureza de beleza ímpar,
Ensinai a viver teus dias.
Se em amor escreveu o poeta
Ó Deus, da-lhe entendimento.
Em tuas palavras destes o encanto,
E em pleno pranto, trazes o lamento.
Se em beleza nos deu a mulher
Ó Deus, estendo as mãos ao céu.
Dedicamos ao doce veneno
Palavras jogadas ao léu.
E a tudo que não provém
Ó Deus, vem nos libertar.
Do riso sem viço
Paixão sem serviço,
Do amor sem amar.
Mistério
As melodias que vem do seu peito,
são inspirações de todos os efeitos
que a natureza carrega em segredo,
só para manter o nosso amor como mistério.
Mistério esse que é um suspense,
um enigmático romance
que na noite se perde entre os lençóis
e é encontrado depois do amanhecer
dentro de nós dois.
ALMA QUE FALA
Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos
nasceram erva daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro, sem presente, passado ou futuro
Fui rastejando nesse filete de luz letal que vai delineando os córregos como lanterna que clareia a minha escuridão… Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário e nesse cenário inglório onde me sinto fraca e fugidia, pálida e sem vida ouço anjos tocando harpa num inferno sem calvário, completamente atordoada, louca e sem noção, vejo minha alma levitando no espaço e meu corpo decompondo-se no chão nessa caótica alucinação… Me liberto e falo com você então!
O homem cria a partir de alguma essência material, mesmo sendo parte desta mesma natureza involuntária. Uma criação artística e poética brota das emoções sensitivas, sobretudo da memoria afetiva, que produz nossa inteligência emocional. Contudo, como seres imperfeitos, nossa obra nunca se conclui.
Erra, portanto, Fernando Pessoas, quando diz que só há conclusão na morte, este pensamento é de fato materialista, não condiz com a evolução espiritual poética da humanidade. Desta forma percebe-se que estão sempre a criar a partir da criação de outrem, logo concluímos, talvez erroneamente que não temos direito à autoria daquilo que imaginamos dar a luz
QUANDO CRIAMOS, SOMOS DEUSES.
Quando criamos alguma coisa, não importa sua natureza, nos tornamos como deuses. Devemos, portanto, nos preocupar com que material estamos criando, seja um filho, uma casa ou uma obra de arte, seja música, romance, uma imagem abstrata ou poema concreto.
Seguindo o exemplo de Deus, quando criou o homem, primeiro se cria o escopo, a partir de uma ideia. Então rabiscamos, com mãos e mente e com as ferramentas rudimentares que temos à nossa disposição, ferramentas que nunca conseguem captar o real significado que a mente intenciona.
Agora com o escopo definido, sopramos em suas narinas o nosso espírito, nosso fôlego de vida, colocamos nele essência, personalidade e caráter.
O homem nasce bom, puro instinto e natureza, só essência humana e caráter divino, para desenvolver uma personalidade única, portanto incorruptível, assim queria Deus. Todavia, ao ser posto no paraíso, primeiro sozinho, depois com uma companheira, feita da mesma natureza e essência, de sua costela, desta forma o futuro da humanidade estava garantido. Não havia agente público para os corromper.
Não é necessário visitar Rousseau para esta constatação, nascemos bons, são os nossos pais, (Sociedade) que nos destrói, que nos rouba a natureza original, pureza e caráter divino.
Voltando ao criador, ao Homem-Artista. O que colocamos em nossas obras é aquilo que temos na mais profunda concepção humana de algo secreto, no mais recôndito da nossa alma, é de lá que retiramos, essência, personalidade e caráter humanos e imperfeitos pra as compor.
Havia um agente público, um demônio vagabundo,( Diabo) vagando na ociosidade do paraíso terrestre, contudo, as distrações da mente do homem o levaram para um patamar ilusório, para outro ponto de vista sobre o que era justiça. Esta nova percepção de um ponto de vista externo, de uma lógica que ele até então não fora despertado para seu entendimento, tudo isso fez com que olhasse para o fruto proibido e suas virtuais recompensas.
Na criação artística, nós, assim como Deus, temos, apriori um desejo de perfeição e originalidade, mas ambos se perdem pela distração pública, ao absorver ideias paralelas que nos circundam, pela vista ou pela fraqueza de pensamentos alheios em nossa mente alojados..
Evan do Carmo 10/05/2018
NÃO HÁ NATUREZA PURA EM ESSÊNCIA E AÇÃO
Não existe de fato uma natureza verdadeiramente pura, nem algum pensamento único, inédito, e sobretudo infalível, absolutamente correto e eficaz para todos os tempos e assuntos de natureza humana.
Os grandes homens, aqueles que se destacaram com suas atuações, seja na política, nas questões de cunho social e humanitário, ou mesmo na religião, todos foram de alguma forma influenciados por outros que lhes antecederam.
Gandhi, por exemplo, só se tornou a "grande alma, como já indicava seu nome de nascença, depois de ser influenciado; primeiro por Cristo e seu Sermão do monte, depois pelo livro sagrado Bhagavad-Gita, ambos se tonaram seu mantra por toda a sua vida, além das influências dos escritores: Leon Tolstoi, Henry David Thoreau, e pelo escritor anarquista: Piotr Kropotkin, também russo como Tolstoi.
Não adianta se esconder, se acovardar, fugir de viver, cedo ou tarde seremos pegos pela natureza. A mesma que nos fez, resolve desfazer; e quanto ao homem, seus sonhos e desejos, são meras utopias.
Ainda assim, vem o maldito poeta fazer troça da nossa situação calamitosa, decadente, dessa nossa vã filosofia.
A de que o mundo é belo, a de que o amor é todo-singelo, a de que esperança existe, e, que embora triste a vida vale sempre a pena, tendo nós alma grande ou pequena...
Qual o homem ideal a ser alcançado?
O homem é de uma só natureza, humana, carnal, mas o espírito, que é o reflexo do seu caráter
moral e intelectual difere entre todos.
Uns são céticos, outros científicos, outros crédulos,
com respeito ao seu modo de viver.
Os céticos dizem: "Deus não existe, então tudo é permitido."
Os científicos procuram respostas para tudo que não compreendem na ciência, e estão dispostos à pesquisa
e, não raro aceitam mudar de ponto de vista.
Os crédulos responsabilizam Deus por tudo, até por coisas ruins que lhes acontecem...
SE O MEU AMOR FOSSE CANÇÃO
Se o meu amor fosse canção
Seria música de Tom Jobim
De natureza, bela, de luz e de sol
Seria pra mim a nona perfeita
Divina, sem início nem fim.
Se o meu amor fosse canção
Seria ópera de Wagner
Romance de Isolda e Tristão
Eclipses de Caetano
“Qualquer Coisa” vã
Travessia de Milton
Sina de Djavan.
Se o meu amor fosse canção
Seria assim, cheia de defeitos
Melodia incompleta
Rascunho de poeta
Poema sem som.
Evan do Carmo
Sou imortal na minha arte,
Inspirado pelos astros,
pela natureza e pela vida,
Com minhas palavras,
encontro o caminho
para a eternidade.
Meu coração pulsa,
minha mente cria,
Cada verso
uma nova história,
um novo universo,
Compondo um poema
vivo e imortal.
E mesmo que a morte bata
à minha porta,
Minha poesiacontinuará a viver,
Preenchendo corações,
iluminando mentes,
Eternamente imortal.
Não espere holística plenitude dos relacionamentos com as pessoas… Humanos são por natureza imperfeitos, todavia, exija:
Dos amigos, perfeita lealdade.
Do conjugue, perfeita cumplicidade.
Da Família, perfeita fraternidade.
Das pessoas boas, irretocável empatia e compaixão.
Dos demais, ao menos o necessário respeito.
De si mesmo exija-sempre Dignidade, manifestando-a através da serenidade, retidão, e reciprocidade ao relacionar com o próximo
Buscar a aprovação das pessoas ao nosso redor é algo natural e faz parte da nossa natureza social. Queremos ser aceitos, reconhecidos e apreciados pelos outros. Muitas vezes, para isso, nos esforçamos para agir de forma correta e fazemos o possível para contribuir para uma causa nobre.
No entanto, mesmo que consigamos conquistar a aprovação dos outros, é fundamental nunca deixarmos de valorizar a nossa própria aprovação. A opinião que temos sobre nós mesmos é aquela que realmente importa e que traz uma verdadeira satisfação e felicidade.
Ao se esforçar pelas causas que acredita, é importante lembrar-se de que agir bem não se resume apenas a agradar aos outros, mas principalmente a fazer o que é certo e justo. É essencial que tenhamos a convicção de estarmos no caminho correto e que as nossas ações estejam alinhadas com os nossos valores e princípios.
A aprovação dos outros pode ser um incentivo e uma confirmação de que estamos no caminho certo, mas não podemos depender exclusivamente dela para nos sentirmos bem conosco mesmos. A validação externa é passageira e volúvel, enquanto a aprovação própria é duradoura e genuína.
Devemos buscar constantemente o equilíbrio entre agir para agradar os outros e agir para nos sentirmos bem com nossas escolhas. A opinião dos demais pode ser valiosa, mas deve estar em harmonia com a nossa própria voz interior.
Avaliar nossas ações, comportamentos e decisões com cautela e reflexão é essencial para a construção de uma autoimagem positiva. Valorizar nossos esforços, reconhecer nossas conquistas e aprender com nossos erros são atitudes que nos fortalecem e nos aproximam da nossa própria aprovação.
Buscar a aprovação dos outros é válido e pode trazer benefícios, mas não podemos esquecer que a nossa própria aprovação é o verdadeiro tesouro. Ela é o reflexo da nossa integridade, das nossas convicções e do nosso amor-próprio. Valorize-a, cuide dela e faça o seu melhor para sempre honrá-la.
- Edna Andrade
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