Textos narrativos prontos para ler, copiar e se inspirar
Sem entender, tento definir esse sentimento e simplesmente não veem palavras que define essa sensação.
Nesse momento não consigo explicar o que a mente tenta passar, a minha boca não transmite o que eu quero dizer. Quero gritar, correr, sentir o vento no meu rosto a chuva no meu corpo, quero sentir o sol me esquentando e que tudo possa preencher esse vazio em mim. Hoje estou assim, sem definir o que é importante para mim.
Nada supre o que os meus olhos querem ver, e o meu corpo não sente o que o meu coração quer mostrar. Mas, somente hoje permito-me ficar assim.
SERINGUEIRA
Ao caminhar pelo parque
Exercitando à minha maneira
Observo, atentamente,
Uma antiga seringueira
Como pode a natureza
Ofertar tanta beleza?
Quanta sombra e formosura
Em uma só criatura!
E apesar de tão perfeita
Não se dá por satisfeita
Ainda fornece a borracha
Como a me assegurar:
“Conheço os teus receios,
E os irei apagar”
Ao despedir-me da sábia árvore
Sigo feliz, mais confortado
Ela sabe dos meus medos...
Quiçá já os tenha deletado.
Quartzo humano
É como um mar
capaz de vitimar
mesmo sem saber nadar
eu vou-me aventurar
Entre sobreviver e viver
hei-de arriscar
com determinação e vitalidade
irei triunfar
Não descansarei
não repousarei
não adiarei
E te encontrarei
E finalmente te encontrar
Será esplêndido
poder novamente respirar.
Óh meu Quartzo Citrino
Instantaneamente tatuei-te
apelei-te, amei-te e procurei-te.
Beber-te com meus olhos mansamente
Embarquei em tua mente
como alguém que escondesse.
Óh sentimento sem idade
A riqueza habita dentro de nós, porque o que é essência, é durável, porque carregamos conosco o que não se compra, nem se vende, mas o que se constrói, o que é tão nosso. Não são os excessos que nos conferem felicidade, a prosperidade e a fortuna. Estas estão aqui e agora e não precisam de tanto para senti-las. Elas se encontram nas coisas mais simples, nos presentes do Divino, do Ser Maior, para que nossos dias se tornem mais leves. Não precisamos de acessórios, de amarras, quando nós somos a essência. E nada é tão nosso como esse marejar em tonalidades de âmbares diversas de um por do sol, do som angelical das marés, do brilho multifacetado das pedras distraindo-se em cintilâncias com as ondas do mar em uma frivolidade comprometida para compor pura poesia. Nada é tão nosso como possuir a si mesmo. Nada é tão rico como o que existe no entorno. Basta apenas ter olhos de ver e coração para sentir. Acredite, somos infinitamente prósperos!
Soraya Rodrigues de Aragão
O fruto é a glória da árvore que o concebeu.
Há qualidades diversas de frutos. Cada qual cumprindo o seu papel segundo a sua natureza.
Assim somos nós, gerados para a glória daquele que nos formou. Cada um de nós, semelhantes, no entanto, únicos, com nossas peculiaridades, aptidões e dons dos mais variados. Todos criados para um único propósito, glorificar o Senhor de tudo!
O fruto jamais buscaria a glória para si mesmo, pois sabe de onde vem a sua força, sabe muito bem o seu propósito.
Nós, por outro lado, usamos o que nos foi atribuído para buscar a glória uns dos outros, exaltar alguns em detrimento de outros e por vezes se quer reconhecendo de quem viemos e para quem existimos.
Absolutamente tudo o que foi criado segue cumprindo o seu propósito,
exceto o homem.
O que os livros de história nos contaram, gerações a fio, sobre os índios?
Para um texto bem resumido, trago uma reflexão em dois aspectos.
Dentro do olhar capitalista, que os índios são preguiçosos, não gostam de trabalhar. Dormem o dia inteiro e tem uma vida sem responsabilidades.
Dentro do olhar religioso, um povo pagão, que não conhecia a Deus e não rezava a doutrina católica. E precisava ser catequizado.
Isso ainda perdura pelo Brasil afora.
Reforçado ainda mais por falas excludentes e escrotas a que ouvimos nos últimos tempos.
Mas, quem são os índios?
Debruçar-se sobre eles é debruçar-se sobre o aprendizado da contemplação e do respeito à natureza em todas as suas formas e manifestações.
Onde os índios colocaram os pés, vemos o uso da terra com responsabilidade porque sabem que todo contexto natureza tem interligações de seres em equilíbrio.
A contaminação se dá quando os povos que por aqui atracaram, carregados de seus apetrechos consumistas, diminuíram os povos que aqui já estavam numa referência de posses, considerando os índios como primitivos, de valores insignificantes.
O que vemos, hoje, é a continua tentativa de diminuição da cultura, dos conhecimentos práticos e da religiosidade concreta desses povos pelos direitos à terra e à vida que lhes foi roubada.
Os índios sabem que a vida tem uma curta duração e que não adianta acumular bens e riquezas, porque tudo fica aqui quando partem.
E que é mais rico quem faz a passagem integrado numa mística de reencontro com a divindade que tudo criou e confiou, à criatura, a responsabilidade de cuidar e proteger.
Os índios preservam a natureza.
O homem branco,
e branco no sentido de pensamento e não cor de pele, ganancioso que é,
destrói tudo por onde passa.
É isso!
Trânsito No Céu
No céu também tem caos.
Dia desses, observei cerca de 25 passarinhos
disputando árvores e territórios privilegiados.
25.
Será que sempre é assim ou se só aquele dia
que eu consegui enxergar os passarinhos?
Ainda assim, eles resolvem seus problemas cantando.
Também notei;
Que não é impossível
Uma forte flor
Estufar o concreto
E nascer amarela
Mesmo debaixo de todos os paralelepípedos.
Será que aquele foi o único dia que de fato olhei
para a natureza que invadia meu caminho?
E a flor vencendo as mais, literalmente concretas, adversidades.
Não tarde percebi que quem invadia o caminho da natureza era eu.
Como pode um ser tão grandioso,
prezar por vermes como nós?
Como poderia sentir compaixão
até mesmo por quem o nega?
Como poderia, por seu amor,
enviar o seu unigênito;
Para estar sujeito a tanto sofrimento
e deixar o seu reino de glória;
apenas para nos dar o direito
de um dia entrarmos com ele e ter vitória?
Terra seca de grande beleza
Onde os animais ali se despejam
Onde o fogo os consome
Onde muitos passam fome
Más o tal do homem
Continua a sassear sua fome
Sem saber que o futuro vai ser duro
Como a pedra que usou para construir seus muros
A leve consciência do ser que não pensa
Os levará a sua própria inexistência.
Soneto bandoleiro.
Muito se tem dito,
pouco se tem feito,
e o tido como perfeito,
é, desastrosamente, desfeito.
Muito se tem falado,
pouco se tem agido,
e o que era tido como certo,
hoje se esgueira; na sombra escondido.
Seria da natureza do homem,
tamanha afronta que nem se dá conta
de seus semelhantes esfomeados que somem.
Os infortunados banidos, bandidos,
como se fossem bandoleiros,
porque acabou o dinheiro?
A CONCLUSÃO DE TODAS AS CONCLUSÕES!
O que tem feito até então?
Sintonizar-se ao Artificial e Praticar Inconscientemente os três Odiar:
Odiar-se, Odiar o Próximo, Odiar o Planeta Terra!
O que te falta fazer?
Sintonizar-se a Natureza e Praticar Conscientemente os três Amar:
Amar-se, Amar o Próximo, Amar o Planeta Terra!
É sábado quente, fui acordada com um beijo e uma voz de sono me dando um "bom dia amor", abro meus olhos com a vista ainda turva e te vejo sair com pressa do meu quarto.
Te vejo nas pressas pondo na bolsa todas as coisas pendentes do dia anterior. E ela disse: - Pegue as bolsas, os biquínis e o protetor solar!
Com muita vontade no peito, eu a obedeço, porque eu a venero.
Saímos por volta de 07:00 horas da manhã, sol flamejante hoje toca nosso rosto aquecendo nossos corpos sonolentos, está forte o bastante para parecer o sol das 10:00 horas da manhã e não deixa de ser bom, e é muito bom, é meu querido sábado quente.
Tivemos pequenos encontros, carona, orações, cantos e risadas... Através de cada rosto eu pude perceber que a vida é mais gostosa quando temos com quem compartilhar os momentos.
Foi olhando para a janela que pude contemplar a beleza entre o azul do céu e a mistura de tons de verde na terra, e sem sombra de dúvidas a simplicidade é a própria riqueza. Observo lentamente o vento brincar com as folhas das árvores e com meu cabelo, ouvi dizer que Deus é como o vento, se for verdade fui privilegiada com sua nítida presença ao tocar minha pele. Sua manifestação podia ser alcançada até mesmo nos mais altos montes, eu pude ver.
Estradas de barros são meus caminhos favoritos, principalmente pelo seu cheiro inconfundível de uma chuva gostosa do dia anterior. Entendi que estradas difíceis valem a pena, pois apenas nela encontramos as melhores paisagens, ela sempre nos surpreende no seu derradeiro, o árduo é recompensador.
Passamos por dentro de um arco de bambus entrelaçados, se eu tivesse que representar o amor neste sábado quente com certeza seria estes bambus, apesar de estarem hoje entrelaçados acredito que nem sempre foi assim, cresceram separados, em lugares totalmente opostos e o que mais chama a atenção é que mesmo com a distância isso não os impediu de crescerem visando sempre seus objetivos, cresceram tão alto que ao se inclinarem tocaram um no outro chegando ao ponto de ficarem juntos por toda a vida. Apesar de seus galhos serem finos, seu alicerce é inabalável, vencendo fortes chuvas, tempestades e sol escaldante, apesar das dificultades continuam ali perseverando a cada estação. Continuaram a crescer sem soltar seus entrelaços, pois sabem que unidos são mais fortes do que se fossem sozinhos.
Saímos da van sem pressa de chegar, sentamos em um banco de tronco que acostava em uma árvore, uma árvore cujo seu objetivo era ser abrigo, abrigo de uma família de saguins simpáticos que apareceram querendo comida, para a sorte deles tínhamos frutas, isso me fez pensar, talvez seja assim que deveriam ser todos os que crêem em Deus, confiar a ponto de não se preocupar com o dia de amanhã, pois sabe que Ele proverá tudo, talvez eu tivesse que entender essa mensagem.
Pego sua mão, e nossas mãos entrelaçadas balançam no ritmo de nossos passos, quentes suadas, damos risadas em conjunto de conversas aleatórias. Atravessamos pontes, animais e paisagens, a mistura de tons de verde me deixa encantada, a natureza é realmente fascinante.
Miniaturas rastejantes passeiam em meu pé, perna e mão, caminham sem medo na sua singularidade majestosa, eu não queria ir embora dali.
Me encontro agora deitada na grama verde embaixo de uma amendoeira, ali observei o dançar das folhas, a viajem das nuvens, o vôo dos pássaros... Fecho forte meus olhos no intuito de não despertar, mas não estou dormindo.
Havia crianças, boias, piscinas, e sorrisos. Havia algodão doce, paz, felicidade e esperança. Havia diversão, simplicidade, beleza e amizade, mas havia acima de tudo a vida.
Sábado quente foi deixando de ser quente às 05:00 horas da tarde, dando um até logo com gosto de quero mais, nos mostrando a exuberância de um pôr do sol magnífico.
Talvez Deus seja todos os detalhes minuciosos que deixamos passar desapercebido por pensar que é trivial, mas na verdade é o que nos faz vivo. E eu hoje estou viva.
Contemplação
O vento ventando,
assoviando,
minuano.
O mar molhando,
ondeando,
quebrando à beira-mar.
O sol brilhando,
aquecendo a rua,
queimando a pele nua.
A lua crescendo,
minguando,
prateando o luar.
As estrelas estrelando,
dançando,
desfilando no ar.
A noite caindo,
noitando,
escurecendo,
sonhando,
dormindo,
fugindo,
esvaziando
o medo
do ninar
e até o de
acordar.
A Justiça, por ser fruto da ética e da moral humana, é sempre falha.
Por óbvio, não se pode esperar algo perfeito concebido por seres imperfeitos numa sociedade imperfeita.
A Justiça como valor máximo só pode existir numa sociedade ideal, de fato igualitária e fraterna, quando então o conceito de Direito se tornaria nulo e sem sentido, uma vez que as coisas seriam justas por sua própria natureza.
Não vivendo numa sociedade ideal, naturalmente igualitária e fraterna, a Justiça nasce corrompida, suja do sangue e das viscosidades humanas, maculada por sua corrupção e egoísmo, fazendo com que o Direito se torne mero instrumento de dominação e manutenção dos interesses de determinadas elites.
Há muito tempo,
habitou em nosso planeta um animal pavoroso.
Era um animal insano,
que todos os dias devorava um pouco de seu próprio corpo.
Um pedaço da perna,
o lombo das costas,
um rim, uma costela, um pulmão,
cada um de seus órgãos e vísceras.
Devorava-se por vezes com muito deleite,
outras vezes devorava-se com tanta fúria
que causava medo.
Era como se odiasse a si próprio,
mas em sua mente insana, irracional,
ele devorava-se para sobreviver.
Esse animal terminou por extinguir a sua espécie
por acreditar que ele era dissociado da Natureza,
mas não era.
Ele era um com a Natureza e não sabia.
Os verdadeiros recordes são:
São aqueles que batemos contra impulsos animais diariamente da própria natureza;
São aqueles, que atingimos contra demônios que invisivelmente, tentam nos tirar das boas direções e bons propósitos;
Recorde, é acordar e poder disfrutar do olhar, do caminhar, do mover-se, das amizades, ou simplesmente estar vivo!
É também um verdadeiro recorde, conseguir viver cada dia sem a ninguém prejudicar, maltratar, enfim, amar as pessoas.
E por fim, que possamos ser vencedores!
A FLOR
Minha rosa que encanta a beleza seca dos macios toques de sua terra. Foi me visto teu encanto no deserto, tua resistência e resiliência com a vida, tu és, e sempre será, a minha rosa preferida.
Fostes vermelha, rosa e agora eis roxa, mas ainda assim sufoca-me com tua essência de licor. Não ousou parar em meio as condições do tempo, soube ser amor mesmo sendo flor.
E se porventura hoje a vida acordasse, e tirasse-me toda a cor, encandecendo meus batimentos, sufocando-me em ardor, ainda assim te olharia, minha linda rosa, minha bela flor.
Dos conhecimentos que aprendi
das verdades constatadas,
não posso por aí falar
muitos não acreditam em nada
Dúvido que se acreditassem em si
tantas incertezas teriam,
somos todos aprendizes
no cotidiano, a cada dia
A natureza explica
a melhor forma de agir,
deixar as coisas seguirem
Sem se interferir
Só deixe ir...
Vejo o Sabiá-laranjeira pousado em um Ipê-amarelo.
Num tronco resistente, levemente tortuoso, canta forte e assustada a tênue avezinha.
Mas que raro e singelo ver esse monumental e pátrio dueto!
Aquele que muito reza – é o que designa – o cordial vozear do sabiá.
O pé de ipê explana ideal firmeza – cascuda árvore nomeia que é.
Como nos destruímos tudo.
Temos o dom e a inteligência dada pelo criador para nos desenvolver em todos os sentidos. Somos dotados de inteligência e capacidade para fazermos grandes obras, grandes eventos, grandes realizações. Construímos civilizações, mudamos o mundo não é mesmo!
Homem altivo, raça superior sobre todas as outras, dono da verdade sobre todas as outras. Senhores do mundo... Infelizmente tudo isto é verdade, mas o que tivemos de fazer para alcançar tão alto posto neste mundo.
Somos humanos com certeza, superiores aos ditos animais irracionais, isto posto por nós mesmo. Vangloriamos de nossa raça ser superior, mas o que temos de tão especial assim?
Apesar de construir grandes coisas, destruímos tudo ao seu redor, não respeitamos nada, ganância, poder, dinheiro, tudo conta nesta hora. Menos o respeito ao próprio planeta que habitamos. Somos destruidores ao extremo com nosso ambiente, não valorizamos a natureza, fazemos pouco caso das necessidades de recuperação de imensas áreas degradadas pelo próprio homem.
A terra sangra, é rasgada, é explorada, tudo é tirada dela sem respeito e sem qualquer cuidado com seu futuro. Total falta de entendimento que este mundo também tem sua cota de esgotamento. Quantas belezas naturais destruídas em nome do progresso, quantas espécies de animais simplesmente extinguidas pela ganância humana. Somos totalmente alienados com nossa própria casa.
A degradação e o mal uso de recursos e áreas as vezes cobra seu preço em vidas humanas, quantas mortes poderiam ser evitadas se houvesse respeito ao próprio meio ambiente que estas pessoas vivem. O homem acha que domina a natureza, sendo que ele é apenas mais um elo neste grande mistério em que estamos vivendo. Pela nossa capacidade e inteligência, quando vamos entender que a preservação, o respeito a natureza se faz necessário até mesmo para nossa própria sobrevivência.
Muito se fez e faz, muitos estão tendo a consciência e o despertar para este dilema de nossa sociedade, mas muitos ainda estão cegos pelo dinheiro, pela ganância, por diversos interesses muitos deles escusos e mal intencionados. Que tenhamos a vontade de mudar e entender que dependemos desta mesma natureza que destruímos para nossa própria existência como humanos neste mundo.
Que nossa inteligência e capacidade seja revertida para que tenhamos um mundo melhor junto com toda esta natureza exuberante que foi dada como casa e lar.
