Texto em versos
Versos de Revolta
Deixo meus versos
como rastros de fogo
num caminho que arde
pela culpa dos insensatos.
Minhas palavras ficam,
gravadas como cicatrizes
na pele da memória,
reação contra a hipocrisia
que escorre
das bocas ornadas
de tantos "intelectuais",
cuja erudição é verniz
sobre o vazio.
Não há o que temer!
Pois tudo já é temido!
O perigo não se manifesta
onde a covardia se veste
de autoridade,
onde a segurança se impõe
como jugo elegante,
um escudo frágil
contra a incerteza
que ruge no mundo.
Vivo em segurança?
Ou em confinamento?
Essa segurança sufoca,
nos molda em cúpulas
de certezas frágeis,
ergue muros invisíveis
que nos protegem
do caos lá fora,
mas nos exilam
dentro de nós mesmos.
Há de parar!
Ou então, pararemos nós!
Porque quem vive assim,
enjaulado em verdades prontas,
aprende a temer
até o próprio pensamento.
E se o medo crescer
maior que o desejo de liberdade,
é a alma que se condena
ao cárcere da resignação,
onde as palavras morrem
antes mesmo
de se tornarem grito.
Os versos que deixo
são insurgências contra o conformismo,
ecos de um coração inquieto
que se recusa a aceitar
a rotina disfarçada de escolha.
É urgente quebrar o silêncio
que nos encobre de poeira,
é preciso incendiar
as ideias moribundas
antes que a chama interna
se apague de vez.
Casa de Versos
Escrevo pra poucos.
Poesia escolhe os seus.
Vem mansa, mas não mente,
toca onde o barulho não chega,
acende o canto dos olhos,
sussurra o que o peito calou.
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Não escrevo pra multidões,
nem pra mãos apressadas.
Escrevo pra quem cultiva silêncios,
pra quem sente o mundo em segredo
e se emociona com o que não se diz.
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Poesia não bate à porta —
chega como brisa de fim de tarde,
se aninha sem alarde,
faz morada sem pedir.
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Quem habita meus versos
ouve música como quem respira,
sente o vinho como memória,
dança com a própria sombra
e descansa na solitude,
como quem voltou pra casa.
Jonatas Evangelista
Em cada batida, ouço seu nome,
Uma melodia suave que nunca some.
Teus sorrisos são versos de uma canção,
Que embalam meu ser com pura emoção.
Você é a brisa que dança no ar,
Um sonho colorido que veio me encantar.
Teu jeito sapeca traz vida ao meu dia,
Com você, amor meu, é só alegria.
Nos teus olhos há um brilho encantado,
Um universo inteiro que eu quero explorar.
Cada momento ao seu lado é um legado,
Um capítulo lindo na história do amar.
Prometo ser teu abrigo em tempestades,
Teu porto seguro nas adversidades.
Juntos, vamos escrever nossa jornada,
Com amor e risos, a vida é mais iluminada.
Então venha, minha sapekinha querida,
Vamos juntos dançar nessa doce vida.
Com você, aprendi o que é amar de verdade,
E meu coração sempre será seu lar de felicidade.
Versos de Aventuras
Por Gilson de Paula Pires
Não nasci pra beira do rio,
sou correnteza, sou mar,
sou passo largo e desafio,
não me contento em esperar.
Carrego o vento na mente,
um mapa feito de sonhos,
e um coração que pressente
caminhos novos, tristonhos.
Cada pegada é história,
cada tropeço, lição,
a aventura é minha glória,
é fogo, é chão, é paixão.
Não busco fim nem chegada,
sou feito de ir e viver,
minha alma é sempre alada,
meu destino: acontecer.
— Gilson de Paula Pires
Deixa eu te compor nos versos meus.
Minha poesia são os olhos teus,
tão meus.
Vem ser minha alegria,
vem deitar ao meu lado sob um céu estrelado.
Segure as minhas mãos,
ouça as batidas do meu coração.
Minha poesia é tua voz, doce canção.
Deixa meu olhar rimar com o teu.
Deixa o seu coração abraçar o meu.
Vem morar no meu amor,
temos o infinito para seguir, ser feliz.
O amanhecer vem vindo, a primavera vem florindo, tudo é tão lindo!
O sorriso se ilumina se te escrevo.
Tudo é calmaria quando nos seus braços me aconchego.
Deixa eu te compor nos versos meus,
tão seus.
Não sintas medo, deixa eu segurar as tuas mãos.
Sinta paz.
Vem ver a flor desabrochar,
deixa os sonhos nos despertar.
Vem morar no meu amor,
que há tempos só é teu.
Disse - lhe para não miar,
precisava me concentrar.
Quietinha ficou á me observar.
Versos para ler, emoções a rabiscar.
Ela me olhou, ronronou e foi para a grama brincar.
Gatinha esperta, já sabe rim(i)ar
o verbo amar.
Já sabe que o amor é poesia que se lê no silêncio de um olhar.
Já sabe que o amor é feito abraço,
que a gente chama de lar.
Canta amor em seu coração.
Rabisca seu nome em versos,
quanta emoção!
Sob um céu estrelado,
ela ora por ti.
Deseja que o seu sorriso jamais tenha fim.
🌹
À beira do mar, sente delicada brisa seus pensamentos acalentar.
Caminha devagar, sentindo o amor lhe abraçar.
Um sorriso desabrocha.
Ouve - se canto de pássaros e das ondas do mar.
Estão em sintonia.
Assim como o amor que em seu coração pousou.
Um sorriso desabrocha.
Ah, tudo é calmaria.
Fim de tarde, pés na areia.
Os dias podem ter leveza, alegria.
Como nosso olhar,
que versa harmonia.
🌹
Jamais deixe de sonhar, o sol sempre volta a brilhar.
Os dias se tornam calmaria quando o coração amor irradia.
🌹
E toda vez que te leio,
meu coração dispara.
Dá vontade de atravessar a tela e te trazer aqui para perto de mim.
Meu Bem, é você que eu quero, por isso te espero.
E assim te escrevo…
Desejo contigo contar o infinito das estrelas e despertar com o sol á nossa pele acariciar, beijar - te e sentir toda a poesia nosso corpo versar.
Te amo!
O sorriso que dou é por saber que o seu amor também me quer junto a ti.
Meu Par, Meu Mar…
Minhas mãos as suas entrelaço, somos laço, somos o sentido do amor que não desiste, resiste ao sonho de nos braços um do outro amar.
Meu olhar brilha só de em ti pensar…
🌹
Que o seu dia tenha um sol bem quentinho aquecendo seu coração. Deus tem preparado caminhos lindos para você passar, e por esses caminhos quantos sorrisos você colherá.
Sinta o amor te abraçar, sinta paz.
E se sentir o vento lhe acariciar,
é carinho que alguém mandou lhe enviar. Deus sempre há de nos cuidar .
Creia.
Confie.
Em tudo Deus está.
🌹
Um dia bonito se desenha através do amor...
É um sorriso, um olhar, um beijo, uma canção, versos que afagam o coração.
Um dia bonito, somos nós Amor Mais Lindo.
São nossas mãos entrelaçadas, nossos corações batendo felizes e o nosso olhar reluzindo esperança.
Um dia bonito é ficar aninhada em seus braços, ouvindo sua respiração, de olhos fechados para não perder o encanto desse momento...
Um dia bonito...
Versos de amor encantam e nos faz sorrir...
Meu Amor...
Na vida é preciso ter um alguém que nos faça bem. Na vida é preciso ter alguém pra nos fazer companhia e que nos queira bem. Na vida é preciso ter um bem que dê sentido ao mundo de alguém. Na vida é preciso ter um alguém que nos estende a mão. Na vida é preciso ter um alguém que seja como um raio de sol na fresta de uma janela e que ao dentrar, ilumina e dê cor aos nossos dias, só para nos fazer feliz. Alguém que chegue pra ficar sem pensar em partir. Um alguém que não olhe para as horas e o tempo que se passaram no relógio.
Se eu pudesse despertar todos os dias e te cuidar, te fazer o bem e ser o seu alguém, eu te completaria...
SEM CULPA
Na poesia se alivia o estado de pecador
Com os versos molhados em um pranto
De uma paixão, do ciúme, dum amargor
Completando a alma com prazer, tanto!
Tivesse a poética o afago, o dado amor
E tudo mais de um olhar, o seu encanto
Se fosse a prosa perfumada, com ardor
A sensação seria e não mais entretanto
No alívio no cântico, a arte e a fantasia
Que transborda em uma rítmica magia
De sentimento sem qualquer desculpa
Então, pulsa na poesia um lírico sonho
Imaginado... Com aquele valer risonho...
Doando ao poeta, calmaria sem culpa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 11’46” – Araguari, MG
ENLEVO NA POESIA
Não quero por saudades na poesia
Quero é ter nos versos só sensações
Aquela alegria com ternas emoções
E um pouco de poética em quantia
Não quero por tristuras com clamor
Na prosa, eu quero a rosa, a paixão
Para, então, com a sorte ter razão
E, assim, narrar em versos, o amor
Preciso da poesia causando sentido
Não aquele sentimento tão dividido
Quero um olhar, os gestos, enfim,
Ter os cânticos sensíveis e o agrado
Sem temores, sim, o enlevo velado
Aí, tendo-a eu, e ela tendo a mim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 21’46” – Araguari, MG
O Amor expressado em Versos
Recordo daqueles momentos em que outrora te escutava pelo intermédio das ondas magnéticas do amor, que em instantes fazia o meu coração pulsar acelerado e deixava meu ser totalmente conectado em teu ser.
Como aquela linda melodia que me faz sentir as palavras não ditas dentro das entrelinhas, expressam a sinceridade daquilo que gostaria de te falar, mas é impossível recitá-las, porque elas não são para serem ouvidas, mas sim sentidas com o coração.... Gostaria que você olhasse no fundo dos meus olhos e me dissesse se realmente estaria disposta a passar a eternidade comigo?
Mesmo se isso acontecer ou não, queria me sentir infinito ao seu lado...
Por favor, se disponha de tudo que parece mais precioso, se jogue nesse mar profundo que eu sou, e venha conhecer as entranhas do meu coração...
O meu poema de amor, os versos que eu fiz pra você, tentando demonstrar o quanto eu te amo pra valer...
Minha emoção acabou, minha tristeza veio falar que tua indiferença faria minha poesia se calar...
Minha alegria se foi. E eu tive que sofrer calado,ao olhar você feliz, com outro alguém ao seu lado.
SEM UMA PRESENÇA
Não tenho a quem recitar os meus versos
Dos devaneios, medos, do poetar de amor
Com emoção, sensação, de rumos diversos
Colocando sentido e sentimento ao dispor
No silêncio, sem um olhar pra permanecer
Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão
Declama os seus versos para o amanhecer
Tentando poetizar a prosa sem interação
É triste a quem não ter os versos para ler
A cada momento o ledor sem comparecer
E no tormento a imensidão da indiferença
Então, o instante é de companhia distante
E o poema fingindo ser um acompanhante
Quando, a poesia é fira sem uma presença
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG
SÃO APENAS VERSOS...
Não escrevo aos que se acham maior!
Sei que meus versos são pequenos.
Mas não me importo se são amenos,
se não brilham, se são bons ou pior,
porque sei que são livres...
Sou poeta menor, bem sei disso...
E minha Poesia estreita, indouta
sem métrica, tosca, vazia, solta,
- maculadora do brio que não cobiço -
são apenas versos. Mas são livres!
Sou um mero pintor de aquarelas...
E, meus poemas desgastados, mudos,
rudes e descoloridos, entremeados
a corações amiúdes de flores amarelas,
são apenas versos. Mas são livres!
Escrevo aos que têm alma liberta!
As Estrelas esquecidas que já partiram.
Ao genial Pintor, cujas cerdas coloriram
as arirambas de minha terra esbelta.
Escrevo, porque sou livre...
APENAS SOMENTE
Que, apenas somente, eu tenha pedaços
De versos na saudade, hoje tão perverso
E rima perdida na quimera e no disperso
Ainda assim, são prosas de dantes, laços
Que eu tenha no ritmo, até agora, você
Sentido que, no universo, eu perseguia
A tal pureza, ter, que do sonho recendia
Ainda assim, a minha emoção, disso crê
Mas, nada é como se quer, sim, a sorte
O alento do fado, o momento, o aporte
Desenhando rumos, os ensejos, valeria
Que poete, então, histórias e admiração
Com o olhar, o gesto, amor na inspiração
E, apenas somente, poéticas na poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 outubro, 2022, 04’55” – Araguari, MG
Estigma -
Teus cabelos de negro carregado
são versos que me escreves e não sentes!
Tuas águas deixam-me afogado,
quando dizes - não te amo - sei que mentes!
Pois, teus olhos virados ao desespero,
correm montes, vales, planuras galopantes ...
Imersos em dolentes madrugadas, sem tempero,
teus olhos me destroem. E porque gritas?! Não me entendes?!
Teu corpo, estigma agridoce, eternas revoadas,
dolentes madrugadas, puro entardecer ...
Pombas brancas que voam tão aladas!
E no cimo do montado, tão frio, tão gelado,
há um Cristo de marfim numa cruz à apodrecer!
Ao vê-lo, resina a minha dor, meu peito fica calado...
Cansaço -
Estou cansado dos meus versos
sempre tristes sem sentido,
melancólicos, perversos
de um Coração frágil e perdido!
Estou cansado dos meus versos,
vou rasga-los um a um,
sentimentos controversos
já não quero ter nenhum!
Já não quero a solidão!
Estou cansado dos meus versos,
quero é ter um Coração ...
Ó Senhor que já nem rezo,
põe em mim a tua mão
que estou exausto dos meus versos!
OS MEUS VERSOS
Meus versos nostálgicos, de amor
São lembranças de valiosa versão
São cânticos no compasso interior
Poéticas da minha própria emoção
São estâncias tão cheias de sabor
Expressão que brota da inspiração
Sentidos, afagos, mimos ao dispor
A expressiva flor dada com paixão
Versos que tem designação, olhar
Tem sentimento, um vital acalanto
Só não percebe quem não estimou
É aquele voo d’alma sem abreviar
É o encanto, o gostar tanto, tanto
Aquela sensação que nunca passou!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 outubro, 2022, 19’40” – Araguari, MG
ORGULHO
Meus são os versos do chão cerrado
Poética acre, puro céu e denso mato
No galho tortuoso o poema trançado
Escrafunchado de um singular recato
Eu entendo o sentimento acentuado
O luar que prosa inspiração e trato
E ao meu versar, o versar fascinado
Com um perfume ao sensível olfato
Nas minhas mãos, a poesia orgulhosa
Se te poeto, sertão, na sua imensidão
É com a imaginação e tons especiais
E, então, pressintam a quão formosa
Natureza, que suspira, pulsa, é paixão
Neste imenso dom de poder ser mais!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 novembro, 2022, 17’37” – Araguari, MG
