Texto em versos
Aplausos versos vaias
Às vezes a gente adora receber elogios, aplausos e outros mimos.
Como é bom sentir que somos referenciados endeusados, e às vezes isso acaba nos derrubando, pois não são as vaias que nos derrubam, mas sim os aplausos recebidos.
Você receber elogios é muito bom, mas quando uma pessoa mais próxima de você mostra os seus defeitos, você às vezes não aceita o tal conselho.
Posso te dar um conselho : bom se conselho fosse bom não se dava, vendia - se , mas recebam.
Não esqueçam quanto maior à altura, maior também é a queda.
Hoje você pode estar por cima, mas talvez amanhã o chão será o seu limite.
Outro conselho: lembre-se que para onde você for o problema vai te acompanhar, então você se torna o lugar que você está.
Por isso não deixe para resolver amanhã, o que você pode resolver hoje.
Isso vale para mim também, porque o ouvido mais próximo da minha boca é o meu mesmo, e se eu estou falando algo, primeiro tem que servir de exemplo para mim mesmo.
Por isso otro conselho : não queira ser maior que ninguém, ao contrário, ajude essa pessoa crescer, junto com você e mesmo que ela se destaque, não fique com ciúmes, nem inveja, pois à cada um, foi distribuído vários dons e ninguém tem um dom igual ao outro.
Algumas pessoas tem o dom de escrever, outros de pintar, outros de cantar, outros de cativar, etc ...
Cada um tem um dom diferente e esse dom faz que ela seja muito importante, fazendo que cada dom complete com outros dons recebidos por outras pessoas.
Para não perder o foco , já que estávamos falando sobre aplausos versus vaias, então não se deixe levar pelos aplausos e muito menos pelas vaias, pois quando você é vaiado é sinal que você tem que melhorar, mas quando você é muito aplaudido, isso pode te fazer cair, pois talvez você não esteja preparado para isso.
Pois muitos elogios despertam curiosidade de muitos, que começam a ter inveja do seu dom.
Então à partir de hoje, não peça aplausos, mas conquiste-os e se vier vais receba - as e lembre-se que você tem que melhorar, pois as vaias não vão te derrubar, mas muitos aplausos é sinal de alerta para sua queda.
A Chama que Ilumina
Nasceu o que merecia,
Entre rimas e versos, enfim,
Um amor que não feria,
Mas me fez melhor em mim.
Quero um rei, coração sereno,
Sem dores, sombras ou luto,
Diferente do amor pequeno
Que confunde o sentir absoluto.
Se ao lado tens dúvida e vazio,
Se tua luz se apaga ao amar,
Fuja, corre do amor sombrio,
E busque o riacho que vira mar.
A nascente está em tua sede,
Na coragem de te reencontrar,
Pois o amor é ponte e rede,
E nunca prisão para sufocar.
Que seja além do mel da vida,
Que arda em chama infinita,
Morada eterna, sem medida,
Céu que a alma habita.
Amar é um sentir que floresce,
Do rugir às brumas do não,
É luz que cresce e aquece,
É eternidade em cada ação.
Por isso, ame no gesto, no dia,
Na atitude que diz sem falar,
Pois amor é juventude, poesia,
É chama que ilumina o amar.
Um Novo Amanhecer
Em versos tecidos de dor e esperança,
Um ano finda, um ciclo se encerra.
2024, cruel e intenso,
Marcas profundas em minha alma aterra.
Mas em meio à tempestade, um raio de luz,
Amadureci, cresci, me encontrei.
O sofrimento, embora amargo e cruz,
Me moldou, me fez mais forte, alçarei.
Em 2025, um novo capítulo se inicia,
Com promessas de dias mais amenos.
Deixarei para trás a dor que me afligia,
E seguirei em frente, com novos intentos.
Aprendi que a vida é um eterno fluir,
De altos e baixos, de alegrias e dores.
E que em cada experiência, algo há a adquirir,
Para fortalecer a alma e abrir novas portas.
Em 2024, encontrei a profundidade,
Desvendei mistérios da minha essência.
E agora, com mais sabedoria e verdade,
Construirei um futuro de plena consciência.
Ao amanhecer do novo ano, renasço,
Livre das amarras que me prendiam.
Com o coração leve e a alma em transe,
A um novo ciclo, com fé, me entregarei.
David Freire
No vazio de uma noite fria, meu coração se perde em agonia. cria versos que transbordam paixão, o eco de um amor perdido na vida.
Cicatrizes profundas, marcas do passado,lembranças que teimam em não serem apagadas. Sentado, olhando o cair da noite, antecipo o que é inevitável
Revejo cada minuto que passei com você. Seu semblante triste, delatava o medo que, em vão, você buscava esconder . Quando eu questionei, você disse . Eu sei eu conheço a força inexorável que pode nos afastar, e tenho medo. Conheço as armas e do que ele é capaz. Algumas vezes a mente se perde nas boas lembranças e deixa o meu coração com um gostinho de quero mais.
Boa noite.
Verso versos verso verbos
Querer,fazer
Saber,ter
Se em um universo ao inverso eu viver,o que irei ver?
Presente futuro passado
Passando o passado o futuro é presente
Talvez diferente...
Versos dispersos
Imersos
Diversos transversos
Universo perverso
Controverso
Porém absterso
Ter,haver
Ser,saber
Sendo gerúndio
Particípio passado
Sido
Infinitivo ser
Poema imprudente?
Anteriormente
Inconsequente?
Congruente mas decente!
Versos verbos
E no verso...
O remetente
Nas luzes do Natal, um brilho singular,
Teço versos de amor, a ti a dedicar.
Na árvore enfeitada, sonhos se entrelaçam,
Em abraços calorosos, sentimentos abraçam.
Presentes trocados, como laços de afeto,
Em cada sorriso, um gesto repleto.
Que este Natal seja poesia e canção,
Em teu coração, alegria em profusão.
Ciúme
Vou dizer as flores as rosas
Vou cantar em versos
E prosas, se não esta aqui
Tudo me incomoda
Não vejo as cores das flores
Não sinto da rosa o perfume
Tudo murchou, quando brigou por ciúme.
Ciúme te cega
Briga, me renega
Se acalma vem para mim
E se entrega.
Atrapalha muito ciúme
Você se engana quando sente
Em mim o cheiro
do seu próprio perfume.
Lost Ju
A dor tece versos na pele,
Solidão entrelaçada em poesia.
Nem tudo versa sobre o amor,
É uma sutil agonia.
O passado deixa suas marcas,
O presente, um indiferente,
O futuro, um mistério arcano,
Tempo incerto e profano.
A ferida desenha dias cinzentos,
O medo faz chover sobre o deleite da melancolia.
Cada estrofe, uma história única,
Um raio de sol que transcende,
Um consolo delicado,
Um renascer em cada dia.
MEUS VERSOS
Poeta Brithowisckys
Onde estão os meus ditosos versos?
Por que de mim se atreve a esconder-se?
Nas entrelinhas da enfadonha métrica,
Eu ouso descumprir as regras impostas.
Abusando da minha intimidade, posso falar,
não sou unanimidade, nem quero ser
sou apenas um espúrio projeto de poeta
sentindo a vida e o esplendor do viver
Mas isto posto, jamais me incomodam,
Mas incomoda outros doutos versáteis seres
Que se intitulam infalíveis deuses dos versos
Que usam linguagem que diferem das minhas
Sei... não sou unanimidade, nem pretendo ser
Muita gente pensa diferente, só que eu respeito
Mas, escrevendo versos fora de rima
Toco na ferida em tom deveras respeitoso;
Escrevo e reescrevo meus versos simples
Simples e frágeis como o pistilo de uma flor
Onde a abelha sedenta senta e alimenta
Antes que a tempestade a atormente.
Ser fisioterapeuta, um poema em versos curtos
Entre mãos que acariciam a dor,
Fisioterapeuta, és curador.
Toques suaves, terapia da alma,
Na jornada da saúde, és a calma.
Cada músculo, articulação,
És poesia em movimentação.
Reabilitas com amor e destreza,
Teu dom é arte, trazendo beleza.
No palco da vida, és protagonista,
Fisioterapeuta, és a conquista.
Com paciência, és alívio e esperança,
Caminhas ao lado da cura, com dança.
Ser fisioterapeuta, ofício de luz,
No corpo, na alma, és suave conduz.
No toque, no gesto, és poesia viva,
A arte de curar, em cada ferida.
Fisioterapeuta, teu dom é encanto,
Na sinfonia da saúde, és o canto.
Versos vazios, palavras soltas,
Sem alma, sem coração, sem causas.
Escritos por hábito, pela costume,
Sem paixão, sem fogo, sem destinatário.
Nenhuma gota de amor, nenhuma lágrima,
Apenas letras, apenas rimas.
Sem significado, sem propósito,
Apenas palavras, apenas verso.
Eles não tocam o coração,
Não acordam sentimentos, não despertam.
São apenas sons, apenas ruídos,
Sem vida, sem amor, sem sentido.
Mas ainda assim, são escritos,
Porque é um hábito, porque é um vício.
Sem amor, sem paixão, sem alma,
Apenas palavras, apenas poemas.
mais uma madrugada
mais alguns versos sendo escritos
sob o rascunho da vida
o silêncio da noite
faz vc pensar em mais nada
além de se dispersar de tudo
e focar na sua caminhada
chega a ser engraçado se parar pra pensar
você vive sonhando acordado
mais nunca sabem onde quer chegar
como se almejasse algo que nem consegue descrever
só sabe que quer ser alguém melhor
a cada dia
mostrar a beleza do seu ser
não é questão de aparecer
até porque você nunca esteve sumido
é construir uma razão
pra se sentir vivo
são tantas incógnitas
tantas palavras na mente que dariam pra escrever um livro
eu não sei onde tudo isso vai dar
nunca soube lidar com isso tudo
só sei que em certo ponto
não são só pensamentos avulsos
é você sozinho
na luta contra o mundo
e você é seu pior inimigo
uma criança sempre fingindo ser adulto.
Serei alguém perfeito?
Em versos crus, a verdade se revela,
Não sou o doce que teu sonho modela.
Meu gosto amargo, um choque ao paladar,
Desfaz a imagem que ousaste idealizar.
Esperavas mel, encontrou fel em mim,
A decepção, um abismo sem fim.
Não me aprovas, e a dor me assola,
Pois te mostrei a face que te amedronta e controla.
Mas sou caleidoscópio de sabores,
E te apresentei o pior dos horrores.
Se suportares a amargura em meu ser,
Te darei flores, um doce amanhecer.
E, vez ou outra, um frio na espinha,
Para provar que a vida não é só mesquinha.
Não sou inédito, nem tenho tal poder,
Tudo o que faço, já fizeram, é um desprazer.
Mas prefiro a derrota inicial,
Para te surpreender no contexto final.
Do que a vitória precoce, ilusão fugaz,
E te perder na desilusão que me satisfaz.
versos de copo vazio
No canto de um bar, meu velho refúgio Me abrigando da tua ausência, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom
Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman já sabe "mais uma ai irmão?"
E eu disse é claro já que o amor não tem cura Apenas repetição
E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio é torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.
"Ressurreição da Alegria: Páscoa em Versos de Luz"
No alvorecer de um domingo sagrado,
o silêncio se curva à luz renascida.
Ressurge a esperança no céu iluminado,
e a vida se veste com nova medida.
Nos olhos das flores, um brilho encantado;
as almas dançam em doce harmonia.
É Páscoa — tempo de amor restaurado,
de mãos estendidas, de paz e poesia.
Celebremos a graça que vence a morte,
o milagre do amor que não perece.
Na cruz, uma entrega — além da sorte —:
é promessa viva que não esmorece.
O pão partilhado revela o caminho
de Cristo, que é luz, ternura e perdão.
Quem ama jamais caminha sozinho,
pois a fé floresce no mais puro coração.
No perfume do lírio, uma voz sussurra
um canto de luz, de renovo e verdade.
A alma, então livre, da dor se depura,
erguendo no peito a eterna claridade.
Deixemos que a Páscoa nos molde por dentro,
como barro nas mãos do divino Oleiro.
Sejamos abrigo, ternura e centro
de um mundo mais justo, mais verdadeiro.
Domingo de Páscoa — renasce a canção
dos anjos e homens num só resplendor.
Um tempo sagrado pulsa no chão,
bordando o universo com fios de amor.
Eis o convite: cantar, viver, recomeçar,
com a alma lavada, de luz vestida.
Domingo de Páscoa — vamos celebrar
a fé, a esperança, a graça da vida.
"A Fúria que Não Tem Nome"
(versos de fogo para uma alma que já cansou de engolir fumaça)
I
Há um nó aqui dentro.
Não sei há quanto tempo ele mora em mim,
mas sei que ele cresceu.
Como tumor que ninguém vê,
mas todo mundo sente o cheiro.
Um cheiro doce de podridão.
Um perfume de promessas esquecidas,
de perdões que eu concedi,
mas que ninguém nunca me pediu.
II
Quantas vezes calei?
Mais do que se conta com dedos,
mais do que se escreve com sangue.
Porque sim, já sangrei.
E ninguém percebeu.
Ou perceberam...
mas disseram que era drama.
III
Eles sempre dizem.
Drama.
Mimimi.
Vitimismo.
Mas não vi ninguém rindo quando precisei sorrir por todos.
Não vi ajuda quando o peso era meu,
mas as mãos? Nunca.
IV
Segura tua raiva, diziam.
Seja maior.
Engole.
Sorria.
Concilie.
Ceda.
Por quê?
Por que sempre eu?
Por que sempre os bons precisam ajoelhar?
Por que sempre quem ama é quem apanha mais?
V
Ah, como me disseram que isso passaria.
Que o tempo cura.
Mas o tempo só deixa a ferida cheirar mais forte.
Ela não cicatriza.
Ela lateja.
Ela me acorda às 3 da manhã,
quando lembro do que fiz por quem não faria nada por mim.
VI
Fui escudo.
Fui abrigo.
Fui chão.
E agora sou caco.
Cacos que ninguém quer varrer.
Porque ferem.
E ninguém quer se cortar com os pedaços da dor que causaram.
VII
Quanta covardia com nome de amor.
Quantas mentiras com cheiro de cuidado.
Quantas mãos estendidas, mas só para me empurrar.
VIII
Sabe aquela vontade de gritar?
Ela já virou música dentro de mim.
Sinfonia de gritos mudos.
Orquestra de socos que nunca dei.
De tapas que minha alma levou —
e que ninguém viu,
porque eram com palavras.
E palavras doem mais.
IX
Às vezes quero quebrar tudo.
Mas não por fúria.
Por justiça.
Por sanidade.
Por mim.
X
Já perdi a conta de quantas vezes repeti:
"tá tudo bem."
Mentira.
Nunca esteve.
Mas era mais fácil assim.
Mais fácil do que explicar um coração que transborda raiva
e ninguém quer ouvir.
XI
Agora chega.
Se você leu até aqui,
sinta.
Não fuja.
Essa ardência nos olhos não é fraqueza.
É acúmulo.
É história.
É verdade que ninguém quis escutar.
XII
Deixa arder.
Deixa queime.
Não por vingança.
Por libertação.
Mas escolha bem:
não se torne quem te quebrou.
Não mude tua essência —
mude tua direção.
XIII
O ódio, sim, é uma faca.
Mas quem segura decide onde cortar.
Se nas correntes…
ou nos outros.
XIV
Olha em volta.
Olha dentro.
Lembra de tudo.
Lembra de cada vez que engoliu seco.
De cada ‘deixa pra lá’.
De cada ‘tanto faz’.
De cada ‘isso passa’.
XV
Agora, grita por dentro.
Mas grita alto.
Até que só reste o eco.
Até que tua garganta interna sangre.
E então…
silêncio.
XVI
Porque depois do grito, vem a decisão.
Não te direi quem merece tua fúria.
Teu ódio.
Tua ruptura.
Teu fim.
Mas eu sei que você sabe.
E saber já é o começo da vingança que liberta.
'MEU SONHO'
Nestes meus simples versos,
Meu querido estejas certo
Que és você meu sonho de amor ;
E nos teus braços viverei com fervor !
Você para sempre será meu eterno sonho,
Com esse olhar sedutor á brilha risonho,
Viverás para sempre em meu coração,
Neste sentir sublime, existe uma louca paixão !
Deixas-me extasiada, inquieta só em pensar,
No gosto gostoso, tão logo, sua boca beijar;
Venha que eu te quero, do seu amor eu preciso
No calor de nossa paixão viveremos um paraíso !
Te quero de corpo alma, te quero por inteiro.
Não sei amar por ilusão, meu amor é verdadeiro.
Ninguém neste mundo, irá te amar como eu,
Serei eternamente tua e tu somente meu !
Sou sua flor preciosa com aroma de jasmim
De amor regar nossas vidas e cuidar do nosso jardim
Na altivez da açucena , e o aroma da alfazema,
Certeza de amor perfeito, com cheiro de alecrim
Eu Não Sou Pra Depois
Versos de um coração inteiro
Não me deixes no rastro do tempo calado,
como sombra que dança no fim da ilusão.
Não sou esse eco de um sonho adiado,
nem abrigo incerto de meia paixão.
Sou chama que arde sem medo da brisa,
sou porto seguro no mar da verdade.
Não sigo os passos de quem indecisa,
vagueia entre o medo e a saudade.
Não me escondo sob véus de aparência,
me revelo em flor, tempestade e luz.
Sou feito de essência, de alma, de urgência,
sou verso que sangra, mas nunca reduz.
Não sou um talvez à mercê do destino,
nem moldo meus dias em planos alheios.
Sou hoje, sou pulso, sou fogo divino,
sou ponte que rasga os próprios receios.
Quem parte de mim, se despede de tudo,
do toque sincero, do amor mais fecundo.
Pois não sou retalho de amores confusos —
sou o agora, o inteiro, sou um mundo profundo.
E quem me perde… perde o mundo também.
Porque eu não sou pra depois.
Sou pra quem vem.
Já escrevi sobre o amor,
rabisquei sobre a paixão entre versos e vivência, hoje escrevo gratidão:
não como quem agradece por conquistas,
mas como quem reconhece a travessia.
Gratidão pelo impermanente,
pelo que nasce apenas para morrer,
pelas perguntas sem resposta,
pelos caminhos que, ao se perderem, me encontraram.
A vida — este breve suspiro entre o acaso e a eternidade —
se escreve em mim com tintas invisíveis,
e a gratidão é o silêncio que compreende o indizível.”
"JULGAMENTO"
Já fecha-me o semblante… É o julgamento
que faz dos versos fortes deste poeta
ou pela ilustração tão indiscreta
com que completo a ideia ao pensamento!
A opinião tão forte, tão seleta,
não vê a cruz me posta e o meu tormento
de aquilatar o mundo em sofrimento
e toda a insanidade que o completa.
Não quero que a poesia perca o rumo
por isso, ao lhe dar corpo, então, assumo
o risco deste julgamento errado…
O teu semblante, fecha-me em pudor
na crítica leviana a se compor
sem ver todo o teor do que postado!
