Texto em versos
Já escrevi sobre o amor,
rabisquei sobre a paixão entre versos e vivência, hoje escrevo gratidão:
não como quem agradece por conquistas,
mas como quem reconhece a travessia.
Gratidão pelo impermanente,
pelo que nasce apenas para morrer,
pelas perguntas sem resposta,
pelos caminhos que, ao se perderem, me encontraram.
A vida — este breve suspiro entre o acaso e a eternidade —
se escreve em mim com tintas invisíveis,
e a gratidão é o silêncio que compreende o indizível.”
"JULGAMENTO"
Já fecha-me o semblante… É o julgamento
que faz dos versos fortes deste poeta
ou pela ilustração tão indiscreta
com que completo a ideia ao pensamento!
A opinião tão forte, tão seleta,
não vê a cruz me posta e o meu tormento
de aquilatar o mundo em sofrimento
e toda a insanidade que o completa.
Não quero que a poesia perca o rumo
por isso, ao lhe dar corpo, então, assumo
o risco deste julgamento errado…
O teu semblante, fecha-me em pudor
na crítica leviana a se compor
sem ver todo o teor do que postado!
Versos de Revolta
Deixo meus versos
como rastros de fogo
num caminho que arde
pela culpa dos insensatos.
Minhas palavras ficam,
gravadas como cicatrizes
na pele da memória,
reação contra a hipocrisia
que escorre
das bocas ornadas
de tantos "intelectuais",
cuja erudição é verniz
sobre o vazio.
Não há o que temer!
Pois tudo já é temido!
O perigo não se manifesta
onde a covardia se veste
de autoridade,
onde a segurança se impõe
como jugo elegante,
um escudo frágil
contra a incerteza
que ruge no mundo.
Vivo em segurança?
Ou em confinamento?
Essa segurança sufoca,
nos molda em cúpulas
de certezas frágeis,
ergue muros invisíveis
que nos protegem
do caos lá fora,
mas nos exilam
dentro de nós mesmos.
Há de parar!
Ou então, pararemos nós!
Porque quem vive assim,
enjaulado em verdades prontas,
aprende a temer
até o próprio pensamento.
E se o medo crescer
maior que o desejo de liberdade,
é a alma que se condena
ao cárcere da resignação,
onde as palavras morrem
antes mesmo
de se tornarem grito.
Os versos que deixo
são insurgências contra o conformismo,
ecos de um coração inquieto
que se recusa a aceitar
a rotina disfarçada de escolha.
É urgente quebrar o silêncio
que nos encobre de poeira,
é preciso incendiar
as ideias moribundas
antes que a chama interna
se apague de vez.
Casa de Versos
Escrevo pra poucos.
Poesia escolhe os seus.
Vem mansa, mas não mente,
toca onde o barulho não chega,
acende o canto dos olhos,
sussurra o que o peito calou.
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Não escrevo pra multidões,
nem pra mãos apressadas.
Escrevo pra quem cultiva silêncios,
pra quem sente o mundo em segredo
e se emociona com o que não se diz.
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Poesia não bate à porta —
chega como brisa de fim de tarde,
se aninha sem alarde,
faz morada sem pedir.
---
Quem habita meus versos
ouve música como quem respira,
sente o vinho como memória,
dança com a própria sombra
e descansa na solitude,
como quem voltou pra casa.
Jonatas Evangelista
Em cada batida, ouço seu nome,
Uma melodia suave que nunca some.
Teus sorrisos são versos de uma canção,
Que embalam meu ser com pura emoção.
Você é a brisa que dança no ar,
Um sonho colorido que veio me encantar.
Teu jeito sapeca traz vida ao meu dia,
Com você, amor meu, é só alegria.
Nos teus olhos há um brilho encantado,
Um universo inteiro que eu quero explorar.
Cada momento ao seu lado é um legado,
Um capítulo lindo na história do amar.
Prometo ser teu abrigo em tempestades,
Teu porto seguro nas adversidades.
Juntos, vamos escrever nossa jornada,
Com amor e risos, a vida é mais iluminada.
Então venha, minha sapekinha querida,
Vamos juntos dançar nessa doce vida.
Com você, aprendi o que é amar de verdade,
E meu coração sempre será seu lar de felicidade.
Versos de Aventuras
Por Gilson de Paula Pires
Não nasci pra beira do rio,
sou correnteza, sou mar,
sou passo largo e desafio,
não me contento em esperar.
Carrego o vento na mente,
um mapa feito de sonhos,
e um coração que pressente
caminhos novos, tristonhos.
Cada pegada é história,
cada tropeço, lição,
a aventura é minha glória,
é fogo, é chão, é paixão.
Não busco fim nem chegada,
sou feito de ir e viver,
minha alma é sempre alada,
meu destino: acontecer.
— Gilson de Paula Pires
SEM CULPA
Na poesia se alivia o estado de pecador
Com os versos molhados em um pranto
De uma paixão, do ciúme, dum amargor
Completando a alma com prazer, tanto!
Tivesse a poética o afago, o dado amor
E tudo mais de um olhar, o seu encanto
Se fosse a prosa perfumada, com ardor
A sensação seria e não mais entretanto
No alívio no cântico, a arte e a fantasia
Que transborda em uma rítmica magia
De sentimento sem qualquer desculpa
Então, pulsa na poesia um lírico sonho
Imaginado... Com aquele valer risonho...
Doando ao poeta, calmaria sem culpa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 11’46” – Araguari, MG
ENLEVO NA POESIA
Não quero por saudades na poesia
Quero é ter nos versos só sensações
Aquela alegria com ternas emoções
E um pouco de poética em quantia
Não quero por tristuras com clamor
Na prosa, eu quero a rosa, a paixão
Para, então, com a sorte ter razão
E, assim, narrar em versos, o amor
Preciso da poesia causando sentido
Não aquele sentimento tão dividido
Quero um olhar, os gestos, enfim,
Ter os cânticos sensíveis e o agrado
Sem temores, sim, o enlevo velado
Aí, tendo-a eu, e ela tendo a mim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 21’46” – Araguari, MG
O Amor expressado em Versos
Recordo daqueles momentos em que outrora te escutava pelo intermédio das ondas magnéticas do amor, que em instantes fazia o meu coração pulsar acelerado e deixava meu ser totalmente conectado em teu ser.
Como aquela linda melodia que me faz sentir as palavras não ditas dentro das entrelinhas, expressam a sinceridade daquilo que gostaria de te falar, mas é impossível recitá-las, porque elas não são para serem ouvidas, mas sim sentidas com o coração.... Gostaria que você olhasse no fundo dos meus olhos e me dissesse se realmente estaria disposta a passar a eternidade comigo?
Mesmo se isso acontecer ou não, queria me sentir infinito ao seu lado...
Por favor, se disponha de tudo que parece mais precioso, se jogue nesse mar profundo que eu sou, e venha conhecer as entranhas do meu coração...
O meu poema de amor, os versos que eu fiz pra você, tentando demonstrar o quanto eu te amo pra valer...
Minha emoção acabou, minha tristeza veio falar que tua indiferença faria minha poesia se calar...
Minha alegria se foi. E eu tive que sofrer calado,ao olhar você feliz, com outro alguém ao seu lado.
SEM UMA PRESENÇA
Não tenho a quem recitar os meus versos
Dos devaneios, medos, do poetar de amor
Com emoção, sensação, de rumos diversos
Colocando sentido e sentimento ao dispor
No silêncio, sem um olhar pra permanecer
Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão
Declama os seus versos para o amanhecer
Tentando poetizar a prosa sem interação
É triste a quem não ter os versos para ler
A cada momento o ledor sem comparecer
E no tormento a imensidão da indiferença
Então, o instante é de companhia distante
E o poema fingindo ser um acompanhante
Quando, a poesia é fira sem uma presença
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG
SÃO APENAS VERSOS...
Não escrevo aos que se acham maior!
Sei que meus versos são pequenos.
Mas não me importo se são amenos,
se não brilham, se são bons ou pior,
porque sei que são livres...
Sou poeta menor, bem sei disso...
E minha Poesia estreita, indouta
sem métrica, tosca, vazia, solta,
- maculadora do brio que não cobiço -
são apenas versos. Mas são livres!
Sou um mero pintor de aquarelas...
E, meus poemas desgastados, mudos,
rudes e descoloridos, entremeados
a corações amiúdes de flores amarelas,
são apenas versos. Mas são livres!
Escrevo aos que têm alma liberta!
As Estrelas esquecidas que já partiram.
Ao genial Pintor, cujas cerdas coloriram
as arirambas de minha terra esbelta.
Escrevo, porque sou livre...
APENAS SOMENTE
Que, apenas somente, eu tenha pedaços
De versos na saudade, hoje tão perverso
E rima perdida na quimera e no disperso
Ainda assim, são prosas de dantes, laços
Que eu tenha no ritmo, até agora, você
Sentido que, no universo, eu perseguia
A tal pureza, ter, que do sonho recendia
Ainda assim, a minha emoção, disso crê
Mas, nada é como se quer, sim, a sorte
O alento do fado, o momento, o aporte
Desenhando rumos, os ensejos, valeria
Que poete, então, histórias e admiração
Com o olhar, o gesto, amor na inspiração
E, apenas somente, poéticas na poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 outubro, 2022, 04’55” – Araguari, MG
Estigma -
Teus cabelos de negro carregado
são versos que me escreves e não sentes!
Tuas águas deixam-me afogado,
quando dizes - não te amo - sei que mentes!
Pois, teus olhos virados ao desespero,
correm montes, vales, planuras galopantes ...
Imersos em dolentes madrugadas, sem tempero,
teus olhos me destroem. E porque gritas?! Não me entendes?!
Teu corpo, estigma agridoce, eternas revoadas,
dolentes madrugadas, puro entardecer ...
Pombas brancas que voam tão aladas!
E no cimo do montado, tão frio, tão gelado,
há um Cristo de marfim numa cruz à apodrecer!
Ao vê-lo, resina a minha dor, meu peito fica calado...
Cansaço -
Estou cansado dos meus versos
sempre tristes sem sentido,
melancólicos, perversos
de um Coração frágil e perdido!
Estou cansado dos meus versos,
vou rasga-los um a um,
sentimentos controversos
já não quero ter nenhum!
Já não quero a solidão!
Estou cansado dos meus versos,
quero é ter um Coração ...
Ó Senhor que já nem rezo,
põe em mim a tua mão
que estou exausto dos meus versos!
OS MEUS VERSOS
Meus versos nostálgicos, de amor
São lembranças de valiosa versão
São cânticos no compasso interior
Poéticas da minha própria emoção
São estâncias tão cheias de sabor
Expressão que brota da inspiração
Sentidos, afagos, mimos ao dispor
A expressiva flor dada com paixão
Versos que tem designação, olhar
Tem sentimento, um vital acalanto
Só não percebe quem não estimou
É aquele voo d’alma sem abreviar
É o encanto, o gostar tanto, tanto
Aquela sensação que nunca passou!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 outubro, 2022, 19’40” – Araguari, MG
ORGULHO
Meus são os versos do chão cerrado
Poética acre, puro céu e denso mato
No galho tortuoso o poema trançado
Escrafunchado de um singular recato
Eu entendo o sentimento acentuado
O luar que prosa inspiração e trato
E ao meu versar, o versar fascinado
Com um perfume ao sensível olfato
Nas minhas mãos, a poesia orgulhosa
Se te poeto, sertão, na sua imensidão
É com a imaginação e tons especiais
E, então, pressintam a quão formosa
Natureza, que suspira, pulsa, é paixão
Neste imenso dom de poder ser mais!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 novembro, 2022, 17’37” – Araguari, MG
afim de nós
você me perdeu ou será que eu me perdi?
entre versos e linhas não mais me vi . . .
pensava ter encontrado em você o outro de mim
mas no fim apenas vi você partir . . .
sem chorumela ou enrolação,
apenas preciso de uma direção
pra não achar que foi tudo em vão
e que você não teve compaixão . . .
compaixão de me deixar
me trocar por um simples olhar
se nem se quer pensar
se aquilo iria me assolar . . .
mas no fim não pude fazer nada
ou será que era uma piada
sem muito a expressar
sendo que na verdade, eu estava prestes a desabar . . .
aquele dia foi um monstro
apenas lágrimas em meu rosto
queria fazer além do que eu suportava
muito além do que precisava . . .
mas nao julgo você
nao julgo o fato de eu nao perceber
que no fim eu era só mais um pra você
e que eu precisava te deixar viver . . .
trabalhar e se dedicar por dois dói
e muitas vezes um sentimento corrói
mas realmente isso desconstrói
alguém que simplesmente queria ser seu super-herói . . .
sozinho novamente estou
mas a você isso não se aplicou
em outros braços se encontrou
e agora o nosso fim chegou . . .
um novo recomeço
fim de um aventura
já nao ouço mais sua vós
ao fim, nao haverá mais um nós . . .
mas agora eu refleti,
precisava te deixar partir
pra só assim começa a agir
e novas histórias contruir . . .
será que você era afim de nós?
porque a minha resposta eu sei
e jamais me calarei
afim de nós é apenas mais um dos poemas que eu já te declarei [. . . ]
Esperança Imortal -
Pus nos versos uma esperança
que nem a noite mais forte
ou o desejo da morte
me tiraram por vingança.
Nem a pessoa mais culta
ou alguém que até duvida
nem a vida que dá vida
ou a morte que sepulta.
Ninguém de mim arranca
cheio de dor e solidão
estes versos que serão
quem dá vida à minha esperança.
Que a minha vida é assim
esperar por ti como um louco
vestir a dor em meu corpo
chorando lágrimas sem fim.
Menina das estrelas ...
Em seus olhos o brilho das esferas de luz..
Que versos escreveria o poeta senão encanto, adoração e deslumbre...
Que se derramem miríades de estrelas, astros e orbes cósmicos
Mundos de amor, seres elementais e fadas de luz
E em rima digna de canções e contos medievais
Qual paixões e histórias de capa e espada se fundem em adoração a ti..
Musa do poeta da madrugada...
Esse mísero mortal a quem tocaste a alma e coração com sua luz e mistério...
Reverencia e lhe adora Bella fada ..
Pois embriagado de paixão encanto encontra-se meu coração..
Lisonjeado e possuído da inspiração dos poetas e trovadores lhe dirijo meus versos...
Aceita pois filha de Urano
Como presente de meu coração estas humilde linhas
Prova de sublime estima e afeto..
Verás então como sorri esse coração que verte em versos e êxtase a inspiração que cintila como estrelas em teu olhar...
Versos para menina das estrelas
Jeran Del'Luna - Gypsy Heart
