Texto de Solidão
Quando deito pra dormir, com a escuridão da noite, memórias me trazem lembranças.
Meu coração, minha alma morta, e meu corpo enfraquecidos.
As lágrimas insistem em descer, estou perdido.
Em um mundo desumano onde o único objetivo é ser melhor que os outros, em um mundo onde ainda existe amor, porem o ódio reina.
Quando fico só, me sinto como no escuro!
Pois ninguém me ver, onde ninguém pode reparar minhas qualidades, sem saber qual a minha cor, meu nome!
Apenas sinto seu calor!
Odeio ficar sozinho desse jeito não me sinto nada bem...
Minha consciência não me entende, não me ajuda, nem me ensina.
Meu desejo é tão pequeno...
Sou tão complicado que às vezes nem eu mesmo me entendo.
É como se eu tivesse perdido o manual sobre como viver, mesmo sabendo que a vida não tem manual nenhum!
Preciso que possa me ajudar, me ajudar a descobrir como realmente sou.
Para avaliar meus conceitos, concertar meus defeitos, alegrar minha alma entristecida.
Minha alma, nem eu mesmo consigo enxergar, como se eu não tivesse alma.
Não consigo me descobrir sozinho neste mundo escuro, coberto por uma nuvem negra que não quer passar, com o tempo ela esta crescendo e qualquer dia desses essa nuvem parece que vai tomar conta de mim, e eu não quero que isso aconteça!
O mundo vai se acabar, nossas vidas irão se acabar e eu só queria aproveitar mais o meu tempo ao seu lado!
Eu quero você só para mim.
Pois só você me ama e me nota no meio da multidão, que tapa o buraco negro do meu coração...
Só você é capaz de me arrancar da SOLIDÃO e me fazer feliz, como nunca fui um dia!
Eu te amo!
Aprendendo a te perder!
A noite é triste!
Chove, venta e não te tenho aqui comigo,
a saudade dói!
Saio pelas ruas com passos perdidos.
Minha mente já inconsciente!
Nada mais faz sentido,
sento-me neste velho banco desta velha praça onde o tempo não passa, e bebo!
Brindo com a solidão,
rindo das minhas desgraças
de olhos fitos ao chão!
Ontem, sonhei, amei, tentei viver,
hoje estou sofrendo,
aprendendo a te perder!
Bom dia
no escuro decair
sois bem se diz
sois o profundo sonho,
amado momento
sombrio tenor
aflora em tons de cinza,
mostra se condizente,
expressa se num apogeu,
revela se monumental,
esplendidamente o raiar da beleza,
em sopro se define o teu corpo,
glamour que seduz mera ardi o...
afogo me em pensamentos.
a cada estante vejo ares que desvendo
o profundo que aparenta
dispersa em brumas.
a fumaça que afoga te da opressão,
do regaço cordial a facada...
depois de tudo um sorriso te amo...
tudo bem ferida exposta,
entre ditos respiro fundo ainda estou vivo.
as pessoas te magoam
mesmo quando esta só no teu quarto,
pedras são jogadas...
e fogo no coração se despedaça...
digam que compreenda minhas magoas...
sempre ferem deferindo palavras,
nas feridas abertas que o tempo deixou,
na tua futilidade rancores...
assombrações num coração vazio,
sobre as pedras de mentiras jogou correm um rio de lagrimas que conquistou.
insultos sem argumentos pois se justifica com ar de plebeu...
mártires recobre um chão de mármore frio,
sem sentimentos declara aos quatro ventos
a pureza na podridão em plena penúria,
vendo os flagelos como ato de perdão...
nos cortes da tua alma sendo assim ainda a tenha num profundo sentimento perdido...
lembre se das pedras que jogou...
a vaidade derrubou anjos dos céus, por estantes a inveja se tornou um amor,
que se queimou no momento achou que meu amor te traiu.
num profundo sentimento mórbido,
calcule tudo que vivem subtraia nos momentos que tudo era bom,
nas montanhas que habitam as rochas de decepções correm rios de lavas...
segui fogo que queima minha pele pelos meus dias infelizes lembrem que há um amanhecer.
olho para o vazio o céus estão límpido...
no estante momento que deixei de sonhar.
Estou acorrentado mais sou livre...
minha liberdade é um espirito.
tuas torturas fazem sonhar...
num milagre vivo dia apos dia na esperança...
minha pena foi nascer...
minhas correntes não prendem minha vida,
está humanidade se despeça cada estante,
num romance se distancia da realidade..
muitos são motivos, mais são pouco são notados, tantas blasfêmias, somos divididos...
por cor e gênero somos vendidos e rotulados,
ainda tenho um sonho...
olhando por uma janela as grades ganham fenômeno.
solitário, na prisão que eles impõem...
sinto a liberdade num derradeiro momento de igualdade... mais literalmente sou humano cheio de erros...
bem mesmo quando anoitece sou mais quer sonhar...
posso chorar sobre essas corrente...
depois de limpar as feridas impostas...
não culpa por querer viver...
recebemos pelo aquilo lutamos...
tantos gritam... e morrem num caminho feito pelo destino...
outro dia se passou...as correntes te vendem por que te venderam...
o trabalho enobrece, as feridas te deixam calejados, mais ninguém lamenta...!
recebemos o que somos
entre as migalhas temos a verdade.
dentro do sangue reside a derradeira morte.
no silencio que raciona até água que bebemos mesmo que venha dos céus..
Crenças e credos
remetentes de cor e raças ,
definições...somos ato da coisificação,
até autodestruição seja lida nos créditos,
lamentos era tão jovem...
eles te perseguem até no teu interior...
mesmo quando estamos no fundo do poço,
está voz dentro de você te faz sangrar...
até que esperança termine e sinta que rasteje suas lagrimas não receberam o perdão por querer ser o que é...
todos te criticam por ter ideias... e viver...
acham que me derrubar será o fim...
apenas será mais um tombo levantar nem olhar para trás... para ser um santo num pedestal morto vazio.
Massacre...
Penúria...
luz que apagou se no estante que descobriu a ilusão...
definindo o profanações do espirito que roubou...
nessas que são maquinações,
distúrbios lhe destinam a imensidão.
aparentemente desvirtua,
sinuosamente, lambe o sangue que escorre...
entre as abreviações são meros
no fato consumado, disfarça...
num olhar de desejo,
devora cada limite que sentiu até terminou...
em vagantes sendo tremulante...
teria coragem de ir nos cantos mais ardis...
descendo e pairando sob tantas intensões,
vamos entre as balelas difusas da sua língua.
por Celso Roberto Nadilo
Desatinos
O som atinge fendas da mente...
ate primórdios do ser inconsciente,
pois segui o ritmo do teu coração,
lembrando coisas que nem imagina,
apenas o bem estar que deseja ter,
cada vez relembrar sensações que trazem prazer.
mesmo nos dias mais tristes tem gosto de ter
um bom sentido de algo profundo e sentimental.
dando assim a clareza do teu ser.
quando se deferi e contra maldiz lhe deferi
antro de fel e angustia que logo termine...
o espaço vazio lhe traz alivio e prazer.
sendo assim conotação de uma crise quando se diz amor.
Luz infindável
lamentos
bem vinda
doces desejos
mortos bem querer,
sonhos que morreram
em amores que transcenderam...
mesmo paradigma esdrúxulo
tem tantos atrativos num ambiente
frio coloca se sobre o destino de escolhas
sinuosamente suas corvas denotam cada estrofe,
entre o dia e o anoitecer... sendo vagante
num dilema atroz sois milhares de sentimentos.
Poesia que deflora alma,
como a musica demonstra seu calento,
virtuosa sua alma que desabrocha
fenomenal sendo igual
ao mundo que nunca vivenciei,
em termos que o senti
vulgar deliciosamente,
a imagem refleti a ternura suave,
e tão macia que se da entre âmbar dos deuses...
resistir num mundo que se inunda em perfeições.
por Celso Roberto Nadilo
Atrações
Memórias do Espelho
Naquela tarde ensolarada de outono, onde o verão ainda imperava, ela olhou-se no espelho, entretanto, não conseguiu ver-se. Ao contraio do que acontecia fora das muralhas do seu quarto, ali, em frente ao espelho havia tanto frio, tudo era cinza, chuvoso...
Sentiu vontade de gritar, percebeu que sua voz nãos seria ouvida...
Havia nela tanta culpa por senti-se assim, ela não tinha nenhuma doença física, deformidade, a vida lhe dera oportunidades, não era ignorante em muitos sentidos, e no entanto, havia em si tanta dor, tanta certeza do incerto.
Nesse momento, eu, o espelho, olhei para ela, seus olhos verdes ardiam em meio as lágrimas, dando-lhe nuances azuladas e turvando-lhe a imagem.
_ As lágrimas lhe caem bem _ sua voz interior ecoou como uma sentença fazendo seu coração quase parar por um segundo. Sim, ela parou de respirar por um instante, quase senti sua dor, as horas implacáveis seguiram em um tique-taque frenético movido pelo tempo, mas nada aconteceu, nada mudou dentro daquela menina. Então, ela vestiu-se de solidão, blindou-se de desesperança, sepultou qualquer réstia de sonho e adormeceu para a vida.
Dormiria ela todos os dias que restassem dentro da sua rotina viciante do dia-dia. Sabia que nunca mais iria despertar então, aceitou o sono e esperou que uma nova vida chegasse.
alucinações...
num corpo violado
a face estraçalhada,
pedaços espalhados,
no abandono a lhe cerca,
desculpas flamejam...
a vergonha de continuar...
nesta primavera é o inverno...
tantas angustias que primeira vez
que tudo encontra se num precipício...
compreenda minha dor...
ninguém sabe quando deixei de viver,
ainda que o tempo passe será mesmo inferno,
frio que atravessa a alma,
sacrifícios num mar de solidão...
por querer algo do além...
mais que flor da morte tenha doce perfume,
estranhamente mais uma decepção entre tantas,
lamentações apenas o frio e o escuro,
nada terá um sentido para imensidão...
sonhos desmoronam, o que mais esperar...
Tudo que o que carrega sem sentimentos ou arrependimentos.
conversar torna se um algo de troca e consumo,
ricos e pobres desculpa me mais alguns trocados,
tenho fome,
tem um preço,
para onde vamos também tem um preço.
como parasitas humanoides, de um mundo decadente,
os dias se passam num sacrifico para sobreviver,
muitos tem um horizonte de consumo irreal...
e quando a existência torna se um pano de fundo ignora se
simplesmente por se um excluído,
senhores de terras distantes absorvem o destino,
são paranormais dissolvem o sentimental,
pois sua existência está em outro patamar da classe social,
tendo para si o ideal que muitos perecem para o bem comum,
a felicidade é termo comercial...
para tanto se houver um circunstância a benevolência é um ato heroico na tangente humana.
quando se violência social é um erro governamental.
viver por viver é estado imaginário e necessário,
culpados sejam citados numa carta alforria,
entre a declaração de liberdade e igualdade o somos?
errantes dentro de uma utopia divulgada pela mídia,
a cultura se difunde aos status de bem feiturias,
ingenuidade, mais templo de eleições todos te conhece
mesmo mero ser excluído ganha direito legal de existir...
para quem quer o poder depois só são elementos numéricos,
tenha a certeza que depois serão apenas mais um numa suplência da felicidade.
tua permanência diante o espelho,
demonstra teu encanto, diante o algoz feroz implacável,
nessa que é distancia do amor que desvenda sua nudez,
clara e clássica, reata dores e prazeres,
ao vinho que delicia derramado sobre teu corpo,
vaidades sobre a noite de desejos,
severos coitos que devastam alma.
derretendo seus lábios mordidos.
suores entre as cavas que reluz o ador em gemidos,
cruel repente vaga sinuosamente...
pela escuridão seus desmandos parecem parador
ausente submerso nas tuas entranhas...
virtuosamente para integro da imensidão.
em retalhos murmúrios ao vai e vem
tudo em temperes que dão ao desatino...
sem mais um beijo profundo,
puramente um vulto mais acido...
em lamentos ao luar... sendo singular
deveras a supremacia do encanto,
dama da noite expressa a gloria em curvas deliciosa,
maliciosamente deslisa nos lugares inesperados...
siliciosamente a tormenta torna se seu corpo.
para unica a ausência da luz viaja diante o espaço...
momento que vento sopra tantos suspiros.
sois encantadora...
toda noite quero te ver...
tudo desmorona quando outra noite termina.
tantos sentimentos guardados...
que assim tudo passa o coração ainda sangra...
sendo singular a lua chora... por amor...
seus olhos azuis se contrastam com a noite.
na sedução de seus lábios esqueço a vida.
entre esses dogmas da vida...
muitas vezes o amor não basta...
Sagas confinamento,
desdenho o atroz sentimento...
esconderijo que tão bem aconchegante...
no teu colo tens teu carinho e amor...
parador aos céus se desprende...
no ato maior de benevolência,
clamor tão de repente voa entre pensamentos,
o dia se passa a tua esperança...
da tua graça desejos que são interpretados por sonhos,
ao longe teus olhos que choram...
sendo sutil ate distorção do horizonte foge a mente.
sois a noite e o dia...
entre o vento que sopra
angustia desesperada...
a fome que mata,
desses a mais que ressoam
na tristeza amarga,
se vende o amor,
em tantas madrugas
o desespero e angustia
que reluta no frio tardio
muitas vezes tente acordar,
mais era tarde em um breve estante,
tudo aconteceu,
mesmo ar de solidão se quebrou,
no raiar dado o sentimento vespertino
foi a fragrância da sua essência
que remanesceu diante a tempestade de intrigas,
foi acida tanto quando o beijo que transformou,
numa bela espectadora de ato impensado.
sendo levado brando da escurido
ouvi tão bela quando musica de seu coração,
perpetuo momento que se dissipou...
ao ar da sombras devendo um mundo...
reciproco nas centelhas do fogo que a consome,
passos curtos que se tornam pó entre margens do caminho,
são memorias que se arrastam mera certeza que esvoaça
entre as linhas da vida se esparrama no teu coração.
cadáver
soneto profundo
que mergulha
no profundo
do seu ser
necrofilia
te amei ate morrer
coloque seu corpo
numa estante que queimou
quando lhe disse meu amor.
estava bêbado
lendo destino tortuoso
e deu boas vindas
a teu fim quando se deu
num abraço,
e ouviu o catar da cotovia
se deu conta que musica que tocava
terminou quebrando o disco,
de tantas vaidades
o refresco foi deixado ate moscas morrerem...
sob luz de velas morre um pouco cada dia,
tantas parcelas de culpas,
que noite tem tantos sentidos.
morte em tantas madrugadas,
sonso afio em tuas mortalhas,
morre quando dia parece ser único,
balelas sono profundo que decompõem...
musica chorosa que ilude e magoa,
o frio do teu corpo, deixa me viajar
tão zonzo em beira de mar,
morte estivadores de livros queimados,
sórdidos sejam por pernoitar,
lábios roxos embora morta
respira o sonhos dos deuses,
noite a fora sendo forasteiro,
bem com gargalho de corvos
que revoam teu corpo inerte...
ao mel que escorre sobre sua sombras
dando ao mármore um novo tom,
os cinquenta tons de cinza devastaram sua vida,
lhe deram motivos para amar...
embora seja cruel a realiza sempre te amei.
Tem gente que vai,
Tem gente que fica,
Tem gente que está presente,
Mesmo ausente em nossas vidas.
Tem gente que a gente sente,
Na hora da despedida,
Que fica gravada na mente,
Sem jamais ser esquecida.
Eu sinto porque foi embora,
Mas resigno em pensar,
Que talvez uma outra hora,
Tu quem sabes pode voltar.
E sei bem que estarei,
Pronto pra quando chegar.
