Texto de Solidão
Como pode um homem estar só em meio a multidão?
A resposta eu não sei.
Porem é assim que me sinto, não tenho mais
alegria, não vejo razões pra sorrir
nem tão pouco para cantar.
Literalmente estou só em meio da multidão
buscando algo a se achar, pois nada tenho
nada sei e nada sou.
Estou caminhando, mas nem ao menos saio do lugar
Estou bêbado, completamente embriagado por um
sentimento de total abandono.
Os anos se passam e a cada dia torna-se mais distante
os filhos, parentes e ate amigos.
Então me pergunto:
__De que vale brigarmos para conquista-los se não temos como mantê-los junto a nos?
Ninguém me responde.
Então continuo só
em meio a multidão
As teclas do meu coração
As cinzas caem no chão...do último cigarro
me distraio dedilhando as teclas ...parecendo um pianista
O café esfriou....acabo bebendo mesmo assim
Ligo a tv e o som , pra fingir que a casa é cheia
paro pra olhar meu gato, que brinca com o vento
as costas doem...as pernas estão cansadas
continuo dedilhando as teclas ...fluindo meus pensamentos
estou com sono ...ou talvez seja angustia..não sei o certo
minha roupa esta manchada , só percebi agora
o telefone não toca, ninguém me liga
meu papo talvez seja chato ou tenho mau hálito
não consigo lembrar qual foi meu ultimo beijo ou abraço
olho as minhas mão , envelheci tão rápido
alguém grita o meu nome....legal ...vou ter companhia
Abro a porta ...é o porteiro ..são contas
jogo todas no mesmo lugar, de outras não pagas
tenho dinheiro ... pra pagar ...mas não uso
estou guardando pro ano novo
Talvez alguém me chame ...pra ver os fogos
em Copa , Ramos , Búzios ou Santos
estou torcendo ...já tenho a roupa branca
que ficou amarelada sem uso..
colocarei cloro ou água sanitária
não sei mesmo qual a diferença..
Estou com sono...vou dormir....
Ate amanha...boa noite digo pro meu gato
Estou quase dormindo....
me levanto rápido ..lembrei....do remédio
volto pra cama...
Ate amanhã...o sono ta vindo
Obrigado a VOCÊ por ficar comigo ate agora.
Sozinho na cidade no meio da multidão. Será q tem alguém pra conquistar o meu coração?
A noite é escura e cheia de loucura(...)
Os carros, barulho, passos nesse compasso.
As pessoas passando nessa multidão nem se que se viram e nem olham no olho do cidadão(...)
O sinal está no vermelho chegou o desespero,saio correndo em busca de algum dinheiro.
Peço ao um senhor com cara de doutor, em um carro importado.por favor moço me da um trocado?.
E mais um dia vai invadindo e o sol vem surgindo,e lá vou eu na mesma agonia sempre todo dia.
Quero o mais bonito de todos os poemas, um que fale sobre o tempo. De como ele é cruel e impiedoso. Da forma de como ele nos obriga a olhar para frente e nos força a esquecer o passado. De como ele apaga as mais lindas lembranças daqueles belos momentos de verão. Um poema que mostre como ele nos ataca fisicamente, nos tornando velhos ou "experientes". E de como ele despedaça o nosso coração em mil partes e nos faz juntar caco por caco, formando um enorme paredão de " não querer mais amar". Um poema que fale sobre sua sagacidade, sobre a forma de como ele nos empurra para frente, mesmo sem termos condições de continuar. E de como ele te leva pra longe e me deixa a mercê da solidão. Quero um poema que me faça aceitar todas as suas condições, que me faça viver para sempre.
A partir de hoje, estou rescindindo esse meu contrato temporal. Vou viver intenso, viver de amor e de momentos. E de tempos em tempos, vou prorrogando esses meus tormentos.
Miamoto
Quero alguém que caminhe ao meu lado
E que me traga a paz
No auge do meu desassossego.
Quero alguém que me entenda
Não quero que me complete
Posto, que não sou metade!
Porém,
Que sejamos unificados pelo amor.
Quero alguém que me acompanhe na tristeza
Compreende e respeite
Minha angústia e solidão
Para que só então,
Na alegria possa me fazer companhia.
Quero alguém que me faça sonhar
Sonhos estes,
Em que eu não esteja sozinha
Entrementes,
Que seja parte dos meus sonhos.
Quero alguém que seja meu farol
Para quando,
As trevas ameaçarem meu sossego
Seja a luz a iluminar-me a escuridão.
Quero alguém que me dê amor
Que precise do meu amor
E dessa união construir a nossa história.
Quero alguém que seja...
Assim.
Para mim!
Meu vício
Eu fumo...
Para esquecer o passado
O presente...deixar de lado
E sonhar comum futuro melhor
Eu fumo...
Para afastar a solidão
Encontrar minha lama gêmea em algum lugar do mundo
E com ela esquecer o passado triste
Viver o presente lado a lado
E envelhecemos juntos no futuro.
Sem Sofrimento
Os sonhos
precisam existir…
Eles que nos dão a liberdade
de sonhar como desejamos.
Sem dor…
Sem sofrimento!
Eles que nos permitem
pintar a vida de cores, de alegrias…
Se podemos sonhar com a plenitude…
Porque iremos manchar os
nossos sonhos, com a dor,
a decepção a tristeza e a solidão?
Sonhemos certo!
Sonhemos com aquilo
que nos faça felizes.
E veremos que aos poucos
aquele sonho, vai se encaixando
como um quebra cabeças.
E finalmente…
Vamos nos completando.
…e novos sonhos irão surgir.
Um desafio?
Talvez!!
Está faltando você
No clareado do dia quando vem chegando o sol
Arrastando a passarada sonolenta das copas das árvores
Que despreguiçam ao soprado leve e lento do vento
Após o relento da noite triste
Está faltando você
No banco do meu velho carro sujo e de maresia
Tocando a sua canção preferida no toca-fita
Querendo me ensinar um pouco mais
De Música Popular Brasileira
Está faltando você
Sua risada mais gostosa perfurando o silêncio
Que agora paira no ar do meu quarto escuro
Onde perduro acordado evocando sua presença
Numa prece longa de fé
Está faltando você
Aqui agora do meu lado me dizendo que este poema
É mais belo do que na verdade parece ser
E que meu jeito de escrever é encantador e curador
Da vida efêmera que temos
Está faltando você
Nessa estrada longa que a vida traçou no mapa dos meus dias
Longos e intermináveis de saudade infindáveis
Que vem trazendo com à tarde a noite alarmando a hora de ir
Para minha cama na qual está faltando você.
Te esperei
Dói, no mais íntimo do peito ouvir o som da porta fechando, sentir os raios de sol no rosto, descer lentamente cada degrau da escada, esperando... fantasiando... mas sei que você não vem !
Mais uma vez, por insistência ou desatino, apoio os pés na calçada do vizinho de frente e te espero, lembrando de quando vinha, de quando surgia a caminhar com o rosto ainda sonolento, mas com um grande sorriso estampado no rosto que contagiava e tornava tudo mais contente.
Hoje, te esperei, sabendo que não vinha, te esperei... entristeceu-me o semblante, calei-me sem nada ter dito, lamentei profundamente sua ausência, orientei-me as pernas e segui o meu caminho que já não mais parecia alegre como em tais dias, agora, ingrime e sozinho.
Me perdi na poesia
Me perdi no teu abraço ligeiro
Me perdi na vontade de te ver
Me perdi naquele sorriso
No olhar que esconde um mundo inteiro
Naquele deboche
Nos traços do seu lindo corpo
Na forma de agir
Na forma de vê o mundo
Naquela vontade de te beija
Naquela vontade de por um minuto simplesmente não ligar para as consequências
Para o que vem depois
Para o que vão falar
Para os que vão se opor
Para o arrependimento
E se o clima ficar estanho
O silêncio matar nosso momento?
Mas...no fim são só palavras, pois quem dera eu ter coragem de dizer tudo isso a ela,logo eu.
Metade de mim diz que ela sente simplesmente uma atração, a outra diz que minhas chances são minimas, já a outra diz para desistir
As vezes precisamos quebrar o gelo e simplesmente se abrir
Mas sempre vem o depois, vem a reação dela e as vezes precisamos tanto de uma pessoa por perto que ocultamos sentimentos apenas para ela não se assutar e ir embora.
Eu pareço tão cafona e minhas experiências dizem que esse texto nem devia existir
Mas não sei me expressar, se não for por aqui.
Por que no final sou uma experiência de uma paixão mal resolvida.
Um poeta de coração barulhento
SUSPIROS (soneto)
Um pesar tão mais saudoso, assim não vejo!
Um vazio no silêncio, barulhento, sem pudor
De tão é a infelicidade, que terebrante é a dor
Que vagar algum pode ofuscar o tal lampejo
Dias rastejam, noites em romarias no andor
Da angústia, que enfileiradas num cortejo
Levam preciosos instantes, pra num despejo
Jogá-los ao luar, sem quer um pejo, amor
Ah! Que bom seria, eu ter qualquer traquejo
No dom da oração, e me ouvisse o Criador
Através do meu olhar, rogando por ensejo
Essa saudade tão mais triste, ainda é clamor!
Inda estão nos versos que no poetar eu adejo
Tentando recreio, para os suspiros transpor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Julho de 2016
Cerrado goiano
►Horizonte
Estou chorando, pensando em você
O telefone está tocando, mas não irei atender
Não consigo me reerguer, me sinto fraco
Não sei o que fazer, me sinto a mercê da dor
As memórias não cessam o fogo
As minhas lembranças me deixam afoito.
No esquecimento eu reservei um assento
Um lugarzinho, para que você possa descansar
Um vazio, que jamais poderei silenciar
Não tema, digo aqui, em um tolo poema incompleto
Que sempre a amarei, pergunte ao horizonte
Ele sabe bem o quanto sinto sua falta, daquele campo florido
O quanto sinto saudade de nós dois sorrindo
Do seu beijo me causando arrepios
Do meu abraço segurando forte o meu mundinho
Mas, como uma brisa suave, esse tempo se foi
Se foi, para sempre e não voltará, não mais
Hoje vivo a solidão, que sempre te traz de volta
Como uma miragem em revolta, me atacando.
Estou chorando, não sei quando terminarei
Mas sei que contigo sempre sonharei
Prometo que guardarei você nestas minhas rimas
Frases líricas, sofridas, para ti, linda
Guardarei o desejo que eu tento arduamente calar
O desejo de te carregar, te beijar sem parar
Me afogar em seu mar, como um dia eu fiz
Como no dia em que eu fui realmente feliz.
TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto)
Talvez ilusão, quando senti, mas sentia
Que, ao desânimo da alma nela enleada
Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia
Numa preamar de esperança prateada
E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada
Assim em cada raio, aí então eu resistia
E construía degraus nesta dura escada
Mesmo que se risco corria... ou se feria...
Tu, alegria sagrada! E também, capital
Sede das sedes!... que venha por nós
Tal reticências, e não como ponto final
E, ó desejada! E tão buscada, aporte
Como um emaranhado de um retrós
Súbito. Vi que rompe na medida sorte!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
oposição
agora,
que a distância virou saudade
os amigos viraram outrora
e o cerrado extremidade
das bandas do meu poetar
a solidão tornou-se traição
na enzima
na inspiração
da trova, sem estima
de uma rima menor...
Em opor,
pude encontrar na poesia
iguaria, suor, rubor
e companhia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
maio, 2016 – Cerrado goiano
Emilly...
A Emilly foi uma pessoa que eu conheci, que hoje só existe na minha memória...
Você já foi prisioneiro de algo?...
Bom eu já fui, acordava todos os dias numa prisão, a escuridão do vazio sem funções, eu só enxergava escuridão...
Até que ela chegou e todos os dias eu esperava a luz do sol, meu Deus que sensação boa... O sorriso dela era meu preferido, era como o sol que me livrava de tudo... Você já teve um sorriso que era o sol pra você?...
As vezes eu via ela dormir, ficava lá por horas sem fazer barulho, as vezes eu nem via ela dormir só ouvia... Mas eu fazia questão de ficar lá, pois eu ouvindo ou vendo ela... Saberia que estava segura...
Onde anda aquele sorriso que me tirava toda dor?...
Onde anda meu sol?...
A noite não acaba mais?...
Onde está a sensação de calor?...
Por que você se foi?...
Meu Deus que saudade você me dá...
Hoje eu sei que amei alguém, eu estou preso novamente, porém, eu espero todos os dias o meu sol voltar...
Um dia ele voltará, e nesse dia vou sentir a mesma sensação da primeira vez...
Ela está por aí em algum lugar...
Será que ela sabe a falta que me faz?...
Será que ela imagina que era o sol da minha vida?
Não importa onde esteja, o sol sempre brilhará em algum lugar.
-Lucas.E
Tragediazinha
Cansou-se da eterna espera
o morno amor chove-não-molha
e retirou seu cavalinho
da chuva peneirando lá fora.
Casou-se com a igreja
o fogão a máquina de costura
e recheou os frios dias
de tríduos e novenas
biscoitos bolos rendas.
Mas na calada da noite
no recato escuro
ainda embala o velho sonho
de um amor absoluto.
Lá vem a noite novamente,
Chegando sorrateiramente e dominando o ambiente
Deixando-me inquieto e com frio
Ouço os passos chegando ao ritmo de cada batimento
Ouço as gargalhadas preenchendo o silêncio
Chego a sentir a brisa tocando meu braço como se acabassem de correr bem pertinho
E assim mais um pouquinho da minha alma se esvai nessa saudade incontrolável
que transforma uma noite inteira em segundos de lembranças que a tempos não se renovam e vão se perdendo
Prostro-me e rogo a Ti por compaixão dessa dor que nenhum pai deveria sentir...
Porém que seja feita sempre a Sua vontade, porque Teu é o tempo certo e a verdade.
A vida é uma eterna roda gigante, em cada ponto que o seu banco passa é uma visão diferente, assim é a vida.
Cada fase da vida pessoas chegam e outras se vão. Tem aquelas que perdemos porque não soubemos amar e aquelas que precisaram ir. Tem as que surgem na sua vida com um propósito pra aquele momento e depois precisam ir, ainda que deseje muito que fiquem. Elas surgem com uma missão. Mostrar que a vida não precisa ser tão séria, que pode ter leveza e suavidade. Outras surgirão
com a missão de mostrar o valor que você tem e te ensinar a perceber isso também. Não é egoísmo se colocar em primeiro lugar, não é ausência de bondade dizer não, não é estúpido falar como se sente e demonstrar os seus sentimentos. Não é fraqueza é coragem absoluta. Mas o tempo continua a passar e com ele novas mudanças, você pode não gostar e até se sentir desconfortável, mas te garanto, se você aceitar será menos dolorosa e vai saber aproveitar melhor cada momento. Mas caso ainda não saiba lhe dar com tudo isso, não desista, não perca a fé, continue tentando, um dia olhará para o céu e o sol estará à brilhar, ou não, vai está todo nublado, mas isso não importa, porque você estará ciente do que realmente é essencial e não importa a tempestade que caia naquele dia, o sol voltará a brilhar. Não desista daquilo que acredita e deseja e se for preciso enfrentar você mesmo, encare e siga em frente, até completar o seu tempo na Roda Gigante.
Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.
Para o mundo que brilha sombriamente
Em comunhão com a escuridão
Onde a intemporalidade gera tranquilidade;
E eu na sarcástica petulância
De fugir do meu receio...
Confinando-me a esta cela
De estranhezas e desprezo
Contra essas paredes
De uma realidade há muito tempo fraturada,
e que sangra-me a carne já mortificada...
Que enferruja-me as entranhas de meu cerne
E aprisiona-me neste ergástulo de memórias nevoentas...
O brilho opaco de névoas urdidas por almas já olvidadas...
E os uivos agonizantes de um páramo murchando
Envolto em decadência...
Minha solidão grita em versos depressivos...
Ansiando arranhar esse refúgio até se fender
Ou colapsar, como tecidos frágeis.
Sinto-me engaiolado, sibilando uma canção para o tédio;
Ele que dilacera o espírito; fruto pútrido dessa Quarentena.
E eu olho para os olhos brilhantes desse loop...
Que semeia sofrimento ainda mais desenfreado
Rasgando-me... Mais sou apenas mais uma planta neste cenário sombrio.
