Texto de Solidão

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►Horizonte

Estou chorando, pensando em você
O telefone está tocando, mas não irei atender
Não consigo me reerguer, me sinto fraco
Não sei o que fazer, me sinto a mercê da dor
As memórias não cessam o fogo
As minhas lembranças me deixam afoito.

No esquecimento eu reservei um assento
Um lugarzinho, para que você possa descansar
Um vazio, que jamais poderei silenciar
Não tema, digo aqui, em um tolo poema incompleto
Que sempre a amarei, pergunte ao horizonte
Ele sabe bem o quanto sinto sua falta, daquele campo florido
O quanto sinto saudade de nós dois sorrindo
Do seu beijo me causando arrepios
Do meu abraço segurando forte o meu mundinho
Mas, como uma brisa suave, esse tempo se foi
Se foi, para sempre e não voltará, não mais
Hoje vivo a solidão, que sempre te traz de volta
Como uma miragem em revolta, me atacando.

Estou chorando, não sei quando terminarei
Mas sei que contigo sempre sonharei
Prometo que guardarei você nestas minhas rimas
Frases líricas, sofridas, para ti, linda
Guardarei o desejo que eu tento arduamente calar
O desejo de te carregar, te beijar sem parar
Me afogar em seu mar, como um dia eu fiz
Como no dia em que eu fui realmente feliz.

TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto)

Talvez ilusão, quando senti, mas sentia
Que, ao desânimo da alma nela enleada
Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia
Numa preamar de esperança prateada

E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada
Assim em cada raio, aí então eu resistia
E construía degraus nesta dura escada
Mesmo que se risco corria... ou se feria...

Tu, alegria sagrada! E também, capital
Sede das sedes!... que venha por nós
Tal reticências, e não como ponto final

E, ó desejada! E tão buscada, aporte
Como um emaranhado de um retrós
Súbito. Vi que rompe na medida sorte!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

oposição

agora,
que a distância virou saudade
os amigos viraram outrora
e o cerrado extremidade
das bandas do meu poetar
a solidão tornou-se traição
na enzima
na inspiração
da trova, sem estima
de uma rima menor...
Em opor,
pude encontrar na poesia
iguaria, suor, rubor
e companhia...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
maio, 2016 – Cerrado goiano

Emilly...
A Emilly foi uma pessoa que eu conheci, que hoje só existe na minha memória...
Você já foi prisioneiro de algo?...
Bom eu já fui, acordava todos os dias numa prisão, a escuridão do vazio sem funções, eu só enxergava escuridão...
Até que ela chegou e todos os dias eu esperava a luz do sol, meu Deus que sensação boa... O sorriso dela era meu preferido, era como o sol que me livrava de tudo... Você já teve um sorriso que era o sol pra você?...
As vezes eu via ela dormir, ficava lá por horas sem fazer barulho, as vezes eu nem via ela dormir só ouvia... Mas eu fazia questão de ficar lá, pois eu ouvindo ou vendo ela... Saberia que estava segura...
Onde anda aquele sorriso que me tirava toda dor?...
Onde anda meu sol?...
A noite não acaba mais?...
Onde está a sensação de calor?...
Por que você se foi?...
Meu Deus que saudade você me dá...
Hoje eu sei que amei alguém, eu estou preso novamente, porém, eu espero todos os dias o meu sol voltar...
Um dia ele voltará, e nesse dia vou sentir a mesma sensação da primeira vez...
Ela está por aí em algum lugar...
Será que ela sabe a falta que me faz?...
Será que ela imagina que era o sol da minha vida?
Não importa onde esteja, o sol sempre brilhará em algum lugar.
-Lucas.E

Tragediazinha

Cansou-se da eterna espera
o morno amor chove-não-molha
e retirou seu cavalinho
da chuva peneirando lá fora.
Casou-se com a igreja
o fogão a máquina de costura
e recheou os frios dias
de tríduos e novenas
biscoitos bolos rendas.
Mas na calada da noite
no recato escuro
ainda embala o velho sonho
de um amor absoluto.

Lá vem a noite novamente,
Chegando sorrateiramente e dominando o ambiente
Deixando-me inquieto e com frio
Ouço os passos chegando ao ritmo de cada batimento
Ouço as gargalhadas preenchendo o silêncio
Chego a sentir a brisa tocando meu braço como se acabassem de correr bem pertinho
E assim mais um pouquinho da minha alma se esvai nessa saudade incontrolável
que transforma uma noite inteira em segundos de lembranças que a tempos não se renovam e vão se perdendo
Prostro-me e rogo a Ti por compaixão dessa dor que nenhum pai deveria sentir...
Porém que seja feita sempre a Sua vontade, porque Teu é o tempo certo e a verdade.

⁠A vida é uma eterna roda gigante, em cada ponto que o seu banco passa é uma visão diferente, assim é a vida.
Cada fase da vida pessoas chegam e outras se vão. Tem aquelas que perdemos porque não soubemos amar e aquelas que precisaram ir. Tem as que surgem na sua vida com um propósito pra aquele momento e depois precisam ir, ainda que deseje muito que fiquem. Elas surgem com uma missão. Mostrar que a vida não precisa ser tão séria, que pode ter leveza e suavidade. Outras surgirão
com a missão de mostrar o valor que você tem e te ensinar a perceber isso também. Não é egoísmo se colocar em primeiro lugar, não é ausência de bondade dizer não, não é estúpido falar como se sente e demonstrar os seus sentimentos. Não é fraqueza é coragem absoluta. Mas o tempo continua a passar e com ele novas mudanças, você pode não gostar e até se sentir desconfortável, mas te garanto, se você aceitar será menos dolorosa e vai saber aproveitar melhor cada momento. Mas caso ainda não saiba lhe dar com tudo isso, não desista, não perca a fé, continue tentando, um dia olhará para o céu e o sol estará à brilhar, ou não, vai está todo nublado, mas isso não importa, porque você estará ciente do que realmente é essencial e não importa a tempestade que caia naquele dia, o sol voltará a brilhar. Não desista daquilo que acredita e deseja e se for preciso enfrentar você mesmo, encare e siga em frente, até completar o seu tempo na Roda Gigante.

⁠Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.

⁠Para o mundo que brilha sombriamente
Em comunhão com a escuridão
Onde a intemporalidade gera tranquilidade;
E eu na sarcástica petulância
De fugir do meu receio...
Confinando-me a esta cela
De estranhezas e desprezo
Contra essas paredes
De uma realidade há muito tempo fraturada,
e que sangra-me a carne já mortificada...
Que enferruja-me as entranhas de meu cerne
E aprisiona-me neste ergástulo de memórias nevoentas...
O brilho opaco de névoas urdidas por almas já olvidadas...
E os uivos agonizantes de um páramo murchando
Envolto em decadência...
Minha solidão grita em versos depressivos...
Ansiando arranhar esse refúgio até se fender
Ou colapsar, como tecidos frágeis.
Sinto-me engaiolado, sibilando uma canção para o tédio;
Ele que dilacera o espírito; fruto pútrido dessa Quarentena.
E eu olho para os olhos brilhantes desse loop...
Que semeia sofrimento ainda mais desenfreado
Rasgando-me... Mais sou apenas mais uma planta neste cenário sombrio.

Aqui contemplando uma linda paisagem, mas paisagem qualquer é um estado de espírito.

Uma paisagem é para todos, para os amigos para quem tu amas. Mas estou aqui sozinha.

Mas eu, ao contrario de uma paisagem nunca fui de todos.
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita

Já tive quem me amasse
Já tive quem não me amasse

Mas a única certeza é que tenho somente a mim.
A minha pura verdade, os meus profundos pensamentos.
Pensamentos que são a minha derrota e a minha salvação.

Não estou sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só e nesta solidão me renovo. E sempre com a esperança de um dia ser um 'tudo' para alguém.

O poeta se calou
Das palavras desistiu
Ao ver o que escrevia
Não traduzia o que sentiu

O silêncio o tomou
O desespero invadiu
Aquele coração tão nobre que agora
Não passa de um sonho que ruiu

A melancolia, sua nova morada
A solidão - sua amiga vil
Desperta desse sonho agora
Tu que nunca desistiu

Veja no amanhã uma possibilidade de sorrir
Um novo sol que se levanta
De onde nunca imaginaria que iria surgir

⁠Estou me sentindo cansada
Aqui dentro tá tudo uma confusão
Não consigo mais ficar calada
Estou entrando em depressão.

Estou tentando me ajudar
Estou tentando achar uma solução
O que eu mais quero é melhorar
Estou procurando evolução.

Queria estar em Vegas
Mas estou na escuridão
Bebidas e drogas
Para fugir da solidão.

Eu tentei avisar
Mas, como sempre, ninguém prestou atenção
Eu só preciso descansar
Eu não estou bem, é tudo atuação

Eu quero sumir
Será que por mim vocês chorarão?
Preciso me distanciar e me distrair
Será que minha falta vocês sentirão?

⁠silêncio da alma

Não tenho amigos
Não tenho livros
Não tenho amores
Não tenho nada

Não posso pedir
Não posso falar
Não posso expressar
Não posso sentir

Não posso querer
Não posso surtar
Não posso escrever
Não posso amar
Se eu não posso nada
Tampouco posso existir.

⁠Esse sentimento cinza
Que me alcança formando-me vento
Quando olho para além de mim
Sigo pensando em olhar dessa mesma maneira
Pisando em lugares para além daqui
Mas então pego-me desejando outra vez
Estar tão tão distante ao oscilar-me vira e mexe
Para lugares de falso refúgio, em meus pensamentos
Sou como uma brisa de vento presa em uma gaiola
Ao mesmo tempo que sou livre, sou prisioneira da minha mente
- Sarah Cantuária⁠

Quando digo que é de verdade, tudo será baseado assim...
Irei fielmente ao seu lado, desbravando tudo, independentemente do que está ou não me agradando, ou até mesmo correto, confiarei em ti, pois a certeza que não colocaras a minha vida em risco....
Amigo, se realmente es um amigo, iremos deixar tudo bem claro, e não deixaremos que a nossa história seja baseadas em emoções contidas ou até mesmo em fatos inverídicos", tu possui conhecimentos o suficiente para não colocar nada duvidoso em nosso caminho, portanto vou até o fim com a verdade e a lealdade, porém se não for recíproco, infelizmente não é de minha parte.
Onde há dúvida, a desconfiança! Espero que lembre-se disso!
Não falarei e não farei nada, pois para que tudo passa passar em um segundo esses meses de dúvidas e desconfianças... "Lembro-me, já conversei várias vezes, na verdade foram 7 vezes, fico me perguntando como seria como se não houvesse o amanhã, para que eu possa tentar roconstruir essa tal "amizade"
De tudo o que mais me incomodou foi a parte de ser ignorado, nisto tudo, me destrui por dentro.... Mágoas foram cultivadas, fui conquistado algumas doenças, esqueci de olhar para mim...
Desculpe, se tenho sido incomodo, pois se realmente for verdadeiro vai me entender...
Uma vez me disse que: "Eu estava sendo pior que a sua namorada"
Não é isso fiquei bem preocupado com a frase que me marcou.....
"Da mesma forma que faço subir, farei descer..."
Antes te olhava de igual para igual...
Hoje é de baixo pra cima que te vejo.

►Caderno Amado

Voltei, caderno querido
Chorei, foram tantos vacilos
Queria escrever, em retorno, um romance
Mas, adivinhe, estou em um sofrimento constante
Sentimental, não se alerte, vai sarar
Decepções, apenas isso, o que resta é seguir a diante
Caderno, lembra de quando nos conhecemos?
Consegue se lembrar das primeiras linhas?
Se lembra de como eu era feliz naquele tempo?
Quando te conheci foi um dos melhores dias da minha vida
Agora, anos depois, penso em queimá-lo, como pode ser?
Sinto-me judiado, fraco, não querendo me mover
Caderno, o que aconteceu comigo?
Onde foi parar aquele menino apaixonado, iludido?
Devolva-me aquele sentimento puro e indescritível.

Quantas vezes eu desejei parar, caderno
Quantas vezes eu fiquei à deriva, caderno
Querendo apenas silenciar um vazio interno
Mas, descobri que, mesmo depois de tantos textos,
Nada mudou, nada, apenas o meu terno
O sofrimento permanece imutável, o detesto
Talvez busque respostas nas palavras de um eremita
Talvez o distanciamento acalme lamúrias corrosivas
Quem sabe? Tudo que sei é que voltei, tarde
Perdão pela demora, estava sendo iludido e não vi o tempo passar
Acabei por me atrasar, mas, agora eu estou aqui
Para nós conversarmos, relembrarmos o passado.

Caderno, mal sabes dos meus momentos em castigo
Caderno, mal sabes a solidão que tenho sentido
Não tem ideia do alívio que eu sinto,
Quando, no escuro, escondido, eu grito
Ninguém me escuta, pois sempre ponho a mão na boca
Tentando expulsar a tristeza do meu peito
Tristeza que ninguém tem conseguido abafar
Fique à vontade para me chamar de louco
Eu só não quero mais apanhar em extremo sufoco.

Sei que te abandonei sobre a mesa
Mas, eu estava precisando enlouquecer
E, não queria escrever meus devaneios, solidão em sutileza
Peço que compreenda, não me odeie
O mundo está rodopiando e eu estou regurgitando,
Tristezas e lágrimas sob o lençol, estava chorando.

Estava em um estado suspenso, omisso
Acima de meus medos, mares em depressão
Desculpe pelo meu sumiço, vou te compensar
Culpe a solidão, aos medicamentos que se ausentaram
Talvez eu os devesse tomar, talvez assim a dor passe
Mas, agora estou aqui, caderno, por favor me abrace
Pois, desejo tanto carinho, e carinho foi o que lhe dei
Cada palavra que escrevi em paixão, todas que criei
Dei-me elas, necessito, me sinto em naufrágio, dei-me assim
Prometo me recompor, prometo voltar a compor
Só, me dê tempo, para inventar um novo amor.



Existem olhos que se iluminam;
Existem sorrisos que se completam;
Existem destinos que se cruzam;
E caminhos que se acertam.

Mas eu ainda continuo só
Perambulando pela solidão
Viverei sem um “nós”
Morrerei no mesmo chão.

Os corações se unem;
As mãos se entrelaçam;
Os sentimentos se fundem;
Suavizando as suas almas.

As paixões se encantam;
As emoções transbordam;
E o rio de felicidade;
De amor os molham.

Eu ainda estou tão só
Caminhando nessa fria solidão
Vivendo sem meu “nós”
Morrendo sobre esse chão.

Perdi
Perdi o medo de dizer adeus
Já estou me acostumando
Viver sem magoas e aflição
Não tem problema em desistir
O amor acaba assim
Sem perceber vivemos sem viver
Perdi o medo de dizer
Que não quero suas flores seus poemas
Não quero seu perdão
Não quero seu abraço, seu corpo junto ao meu
Perdi o medo de dizer não
Agora sou feliz assim
Sem você perto de mim
Sem seu toque, seu julgar em minhas vestes
Sem sua ira na minha vista
Sem suas palavras sem feridas
Perdi o medo de dizer não
Não quero me entregar a paixão
A saudade do seu convívio
Mas você só me traz aflição
Não, não, não e não
Não posso pensar em voltar para seus braços
Quanta dor você me traz
Dor que me maltrata
Dor que não acaba
Dor que não larga
Dor que me arrasta
Dor que me destrói
Dor que me angústia
Dor que mata
Quanta dor posso sentir
Quanta dor posso sentir
E você só me vê sorrindo
E você só me vê firme
E você só me vê constante
E você só me vê anelante
Não sabes o que me oprime
Não sabes o que me aflige
Mas neste sorriso trago o amargo da vida
Mas nesta firmeza trago a humilhação dos alheios
Mas neste rosto anelante trago as marcas da ira
Mas nesta face singela trago os maus olhares que desdenharam da minha vida
Meu rosto não se curva
Meus joelhos não se prostram
Meus lábios não clamam
Meus olhos não choram
Para meus opressores
Não podes ver dentro de mim
Pois se soubesse o que tem aqui
Conheceria meus pecados e meus medos e desejos escondidos
Mas um pouco de mim mostrarei
Dentro de mim tem dois lobos lutando para sobreviver
Pois sabes que cada pessoa tem um lado bom e mau dentro de si
E se eu disser que cansei de alimentar meu lobo bom
E se eu disser que cansei de alimentar meus lobos
Eles estão famintos
Não existe mas bom e nem mau dentro de mim
Só existe um lobo que luta todos os dias para sobreviver
Cansei de ser o que eu não sou
Quem eu sou?
Só sei que sem você ainda posso ser feliz
Perdi o medo de ser feliz
Perdi o medo de sonhar
Perdi o medo de pensar
Perdi o medo de criticar
Perdi o medo de não aceitar tudo
Perdi o medo de discutir
Perdi o medo de dizer o que penso
Obrigado por me ouvir
Quem sabe neste caixão você possa me entender?
Não temos que esperar a vida mudar para que possamos tomar atitudes, nós podemos tomar atitudes, escolha sempre o melhor caminho, o caminho da paz e da calmaria, entre em debates, mude por amor viva por amor, mas jamais finja que é amor, o melhor prazer da vida é amar o outro e ter a certeza disto sem duvidar, amo minha esposa e vejo pessoas que ainda sofrem em busca do amor, hoje mudo pela minha esposa e vejo que é preciso mudar algumas atitudes não faço isso só por ela faço isto por nós.
Leandro Santos 11.11.2016

Caminharei por caminhos áridos, tendo como companhia a audácia... Me afastarei de mim mesma, me perderei nas trilhas da solidão, pois, é ali, que me encontro, de onde observo um jardim secreto, com acesso ao templo que há em mim...Medo?... Sim, o tenho...Mas posso perfeitamente entender, que o pavor mora lá e a coragem vive em mim, dentro desse templo, para sempre..
.(Marilina no livro É Mais Ou Menos Assim )

Você foi de longe o pior erro da minha vida
O aperto que mais doeu
A imensidão que mais escureceu
A pior despedida

Chegamos ao nível "loucura"
Nesta vida cheia de sacrificos
Consumava encher-me de vícios
E o que me matou foi o pior deles, você.

O maior número de bebidas
Os piores tragos de tantos maços de cigarros
As mais turbulentas noites dormindo em carros
As mais sangrentas feridas.

Às vezes, bem raramente
A gente se combina
Transformo-te em verso,
Me entrego à rima.

Você foi a pior traição
Foi mar turvo, enquanto eu era piscina
O lado negro da minha sina
A nota torta que estragava a canção.

Thaylla Ferreira Cavalcante {Lições sobre vícios}