Texto de Reflexão de Amor
Seus olhos claros disfarção,
Tanto o transtorno,
Quanto no amor,
Seus olhos claros disfarção,
Quase uma ameaça,
Um segredo,
Uma dor,
Seus olhos claros disfarção,
Os estilhaços de cacos de vidro,
Em formato...
Palavras,
Rasgadas,
Aniquilam,
Pé do ouvido,
Sangue...
Seus olhos claros disfarção.
"Viva o hoje"
Se esbalde de amor. Cante.
Dê gargalhadas. Dê rosas para quem ama. Nostalgie suas melhores lembranças. Se liberte do passado. Não condene sua vida. Abrace bem forte a quem ama. Surpreenda a si mesmo. Seja sincero com seu coração. Se perdoe.
Se dê paz.
Não precipite o amanhã!
Política é para corajosas mentes que articulam o medo ao invés do amor.
Um governante precisa ser temido para ter respeito e dominar o poder.
Se ele quiser ser amado, será traído e corre risco de ser um fracasso.
Não é opinião minha, é a lei da polis.
Viver a política é ser uma figura pública que poderá terminar solitário ou numa solitária, ou por sorte divina, talvez escape o curso normal.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
VELHO TEMA
Só a graça da poesia, em toda a sensação
Palia o engano de um amor, mais nada
Nem mais os soluços do infeliz coração
Disfarçam a dor da devoção malograda
A insistente quimera por ela estacada
No seu encanto, chora toda a emoção
Da desilusão: no canto, na rima falada
Criando outro sonho, de novo a paixão
E, nessa inspiração que supomos
Duma tal felicidade que sonhamos
Em cada versejar, a verdade somos
Assim, nessa concordância, sejamos
O olhar, o afago, se na prosa fomos
O sentimento, ai no amor estamos!
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
27, agosto de 2020 - Cerrado goiano
Ó mais Linda Flor
Ó Boneca minha;
Ó meu Lindo Amor;
Ó Linda Rosinha;
Ó mais, Linda Flor!
Que bom é ver-te, minha Amada;
Tão sempre, pra mim, Linda assim;
Que bom é ter-te, em namorada;
Tão sempre: havida em tal pra mim!
Ó boneca, bonita e minha;
Ó meu querido e lindo Amor;
Ó linda e só: minha Rosinha;
Ó mais, dos jardins; Linda Flor!
Por tão seres delas, mais Bela;
Tens em Ti, dessas tais, gostinho;
Que tão me faz ver em ti, Aquela;
A quem quero dar meu carinho!
Ó Boneca, tão linda e minha;
Ó meu lindo e tão belo Amor;
Ó linda e tão minha Rosinha;
Ó mais, dos jardins; Linda Flor!
Que bom pra mim, foi ter-te achado;
Neste achar, tão raro pra tantos;
Por ter em ti, tudo encontrado;
Havido em esses teus encantos!
Ó boneca, querida e minha;
Ó meu lindo e tão bom Amor;
Ó linda e cá minha Rosinha;
Ó mais, dos jardins; Linda Flor!
Ó boneca e amada, só minha;
Ó meu tão desejado, Amor;
Ó minha formosa, Rosinha;
Ó mais, dos jardins, Linda Flor!
Com o carinho do Amor, dedico-te esta balada;
Você me invadiu.
Violou meus princípios.
Jurava não morrer de amor.
Jurava não morrer de saudades.
Hoje felicidade é te ver de novo.
Vezes você se entrega pra mim.
Outras me deseja longe.
Eu desejo que não tenhamos fim.
Mas você me usa e deseja o meu pior.
Acho melhor te esquecer.
Outra noite que se vai e aqui estamos presenciando o amanhecer.
O que te fiz? Só te amei.
E hoje escrevo sabendo que não vai mais voltar.
Errei em te amar.
Aperfeiçoa teu amor
Quisera saber como chegar;
Quisera perder o medo.
Medo do olhar de repulsa,
Mas também do apenas civilizado;
Do mero acenar de cabeça,
De toda cerimoniosa formalidade.
Medo de a palavra engasgar,
De obrigar-me a reprimir a euforia,
De ter de o abraço amordaçar;
De, depois de tanto aguardar,
Permanecerem entrelaçadas uma com a outra
As minhas próprias mãos.
Ah, por que tão grande temor?
Se é amor que em ti permanece,
Deves essas inquietações transpor!
'O perfeito amor lança fora o medo', ensina a Palavra;
Aperfeiçoa, pois, o teu amor!
Verbalize
Declare seu pensamento
Proclame seu amor
Exponha bom argumento
Revele seu valor.
Demonstre uma probabilidade
Compare conhecimentos
Clame pela verdade
Da Palavra faça alimento.
Verbalize!
Ressalte uma importância
Denuncie incoerências
Destitua a ignorância
Supere deficiências.
Professe a alegria
Declame o admirável
Derrote a fantasia
Componha a liberdade.
Verbalize!
Espera o mundo por sua voz
Contorce-se e geme, preso à escravidão.
Que o seu brado venha veloz
Pleno de ardor, virtude e paixão!
Amor presente
Não, eu não vivo de passado.
Valorizo o agora, o já,
O que comigo aqui está.
E é agora que eu te amo!
Sim, também te amei em tempos idos:
Amei, amava, amara
Em todos os pretéritos do indicativo.
Hoje eu te amo!
Amanhã, e depois, e depois...
E ainda depois, a certeza é te amar.
Mas pouco importa o que foi ou o que será.
Interessa o que tenho agora: o amor presente.
E é tão presente, e tão veemente...
Que é como se estivesses aqui.
no amor que vivemos transluz o bem querer.
dentro da caverna só conhecemos as sombras da ilusão,
mesmo amamos com devoção,
tendo assim as correntes mais presas
iluminamos nossas mentes com iluminismo...
abrangemos a solidão como desejo no deslumbre de sonho...
esse sonho afrouxa as correntes então vemos uma saída...
talvez tarde demais do que queremos diante do que resta de nossas vidas...
mesmo assim atravessamos o desejo de apenas viver.
A rosa que eu pintei
No meu coração pintei uma rosa,
Ela é vermelha e formosa,
É o símbolo do amor no meu coração,
É nele que eu sinto o teu amor, não digas não,
Se não queres ver a rosa bela murchar,
E o meu coração pelo teu amor a chorar,
A pintura desta rosa feita pela minha imaginação,
Fica tão bem dentro do meu coração,
Porque ele quer guardar o teu amor também,
Ele sente o teu amor e não o de mais ninguém,
Não deixes o meu coração vazio, quer o teu amor,
Fá-lo feliz, não o deixes triste, não lhe causes dor.
Não é que esta rosa começou a crescer?
E agora o que é que eu hei-de fazer?
Já sei, vou pintar no meu coração também o teu,
E assim esta rosa cresce entre o teu e o meu,
São dois amores que se amam sem saber,
E a rosa que pintei no meu coração vai crescer.
Com a minha imaginação voei para dentro de mim,
E a rosa que eu pintei no meu coração é para ti,
A minha imaginação é fértil, consegue voar,
Ela vai pousar no teu coração para amar,
Esperando que a recebas de braços abertos,
A rosa que pintei não tem espinhos encobertos.
A rosa que pintei no meu coração é vermelha,
E com a cor do meu coração se confunde e se assemelha,
Só eu é que a posso ver junto ao teu coração pintado,
Dentro do meu para se sentir sempre acompanhado,
E os dois juntos vão viver este amor imaginário,
Só eu sei e ninguém pode dizer ao contrário.
Ai meu amor, como eu te deixei ir embora? Porque eu não lutei mais pelo nosso amor? Eu só queria te abraçar agora, olhar nos seus olhinhos brilhantes e dizer o tanto que eu te amo. Mesmo que muitas pessoas falem que o nosso amor não era para ser, eu não acredito nisso, nesses meses todos eu nunca encontrei alguém que me encantasse como você me encantou. Eu conseguia escutar seu coração mesmo distantes um do outro, conseguia entender o que você estava pensando, conseguia sentir suas vibrações, e hoje... hoje eu só queria te entender, te escutar, queria que você se abrisse novamente. Será que você ainda me ama? Será que só está com medo? Eu não sei, mas meu amor volta pra mim, vamos ser diferentes dessa vez, vamos ser melhore, se ainda existe amor, existe esperança...
com amor,
garota desconhecida
PARA CAETANO
A qualquer momento a sorte pode mudar, amor.
É por isso que eu não vou me gabar, meu amor, vou escrever uma música, para o Caetano cantar...
Não adianta chorar, nossas escolhas precisaram serem feitas.. Um dia vamos tomar uma cerveja e conversar! Mas hoje amor, só me deixe chorar, e tirar o que comigo, não posso levar...
CONTINUA...
BN1996- Bruna Almeida
31/08/2020
UM AMOR NATURAL DE SÃO PAULO
Ah, amor doído, me maltrata
Saber que fui apenas recreio
Que inda arde no peito, creio
Que a dor me teimará ingrata
Com o engano, verídica errata
Ardo na agrura e no devaneio
Mas com o tempo, tu, receio
Irá se calar na súplice serenata
Os teus olhos deixarão de ser:
A força e planos no meu olhar
Tudo gira, no eterno aprender
Nego-te o meu sofrer e pesar
Se lamento é para te esquecer
Nesses versos de amor e amar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, 31 – Triângulo Mineiro
Entendendo de Saudade
Saudade do amor infinito
Abruptamente ceifado
Do amor escondido
Estupidamente roubado
Saudade de ter saudade
Do doce tempo de afeto
Do sonho louco guardado
Do lindo amor de verdade
Saudade de ir a lugares
De dizer palavras antigas
Fazer coisas passadas
Saudade até do não feito
Saudade dentro do peito
Saudade daquele amor de verdade
A Fé transmuta o amor,o amor transmuta a fé, como a terra necessita o sol e a lua.. assim somos nós, sem a fé e o amor não somos nada...
Fé ...nas pessoas ,fé nas leis do universo,fe em nós mesmos... sem isso não conseguimos atingir o ápice do amor... e sem o amor... não atingimos a evolução necessária. Sem ele, não somos capazes de ver tb com os olhos da alma.. e tudo.. todas as respostas , vem do mais profundo da sua alma... só saímos da superfície quando aceitamos mergulhar no amor...
Ouve um dia que meu amor conversava comigo coisas aleatórias 😭
hoje sigo sozinha pelo caminho da solidão
o que será que ouve?
a realidade é turbulenta
hoje não ganho o primeiro bom dia do dia, será que se cansou da minha alegria matinal ?
o mundo em sua realidade assistida ou será virtual?
em vertentes da realidade conseguimos ver o sol em sua magnitude,
será eu com pouco trabalho, será ele com outros interesses, ou simplesmente trabalho demais ?
o trabalho é algo insano e totalmente contrario ao mundo
afinal, do que vale a vida se não dos momentos não trabalhados
ou será dessa linha infinita de descaso nosso como funcionário ? nunca saberemos.
Talvez em algum momento distante de nossa juventude, quando nossos cabelos brancos ao vento soprarem
trazendo grande acalento ou frio,
tudo seja resolvido com um lindo e simples desvio do destino.
Sonhei
Vi uma capelinha de amor escondida,
Entre as flores do campo muito pequenina,
Ajoelhada a rezar estava lá uma menina,
Com uma saia rodada toda florida.
A menina estava rezando ajoelhada,
E eu cá de fora estava apreciando,
E na rua eu apenas estava olhando,
Ouvindo uma melodia que escutava.
A sua voz soava fora da capelinha,
Não havia mais ninguém a não ser eu,
Escutava atendo o que ela rezava a Deus,
Mas não sabia que a Deus lhe estava pedindo.
Enquanto ouvia cai então a noite escura,
A noite tinha um cheiro intenso a lavanda,
E outras ervas do chão que a natureza manda,
Estava sentado perto numa pedra dura.
A menina acabou de rezar, a sua voz se calou,
Saiu da capelinha já de noite sozinha,
Ela olhou para mim e ficou assustada, a menina,
E junto a mim em passos lentos chegou.
Perguntei-lhe se não tinha medo da escuridão,
A noite sem sombra não tinha luar,
A menina olhou para mim e começou a falar,
Não, não tenho medo confio no teu coração.
O seu rosto iluminava a noite como o luar,
Os seus olhos pareciam faróis do caminho,
Então falei com ela em tom baixinho,
E de repente aquela menina começou a voar.
De repente acordei, estava sonhando,
Não havia capelinha, não havia nada, sonhei,
E assim, repentinamente me levantei,
Já o sol brilhava e se estava levantando.
Não sei para onde vou,
Só sei que não vou por aí,
Sei que tenho amor por ti,
Olha para mim, aqui estou.
Estou aqui amor, amor eu te digo,
O amor chama por nós, sorri,
E quando sorris olha para mim,
O meu sorriso vai sempre contigo.
O amor cruza os nossos corações
Mostra nos teus olhos tanta beleza,
Gosto tanto da tua chama que não se vê,
Em todas as nossas emoções,
O amor é assim e nos deseja,
Está dentro de nós, não sei porquê.
“Ignoramus et Ignorabimus”
Quanta ilusão! O amor ver-se objetivo
e alheio ao brado do coração fagueiro
duma paixão, e do anseio prisioneiro
compondo, que assim, será definitivo
Dizem que amor é amor, se for vivo
a quem o chama de valor verdadeiro
livre, solto das amarras dum cativeiro
se esquecendo que dele se é cativo
Se o amor é sempre amor: - amado!
tê-lo é também agridoce no enredo
sem tirania, amar, deve ser desejado
Se é sempre o mesmo falso segredo
no início, perfeito, e tão imaculado
porque então não o haver no medo?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2020, setembro, 03 – Triângulo Mineiro
