Texto de Conscientização
CONSCIÊNCIA EM GUERRA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Minha paz não tem paz com gemidos em volta;
com as guerras e crises; as balas cruzadas;
a revolta estampada nos olhos do mundo
que perdeu a razão e se deixou ruir...
Meu sossego é cruel, sem sentido e verdade,
se me perco na caixa de minha ilusão,
ponho grades em torno do reino abstrato
e da frágil versão do meu sonho ideal...
Só terei consciência se não for tranquila,
pois também me aniquila o que aniquila os outros;
se não for aqui mesmo, será mais à frente...
Criminosa é a mente que repousa e dorme
sobre todos os gritos de agonia e morte,
sob a nuvem de sorte que banha o seu ego...
ENTRE PAIS E FILHOS.
EVOLUÇÃO E RESPONSABILIDADE NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS À LUZ DA CONSCIÊNCIA ESPÍRITA.
A travessia histórica que experimentamos caracteriza-se por acentuado progresso técnico e simultânea instabilidade moral. A inteligência humana amplia suas conquistas científicas, mas o discernimento ético nem sempre acompanha tal expansão. Essa assimetria produz um fenômeno recorrente nas sociedades de transição. A ilusão de que liberdade exterior equivale automaticamente a maturidade interior.
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec em 1857, estabelece distinção rigorosa entre progresso intelectual e progresso moral. Em "O Livro dos Espíritos", questão 780, afirma-se que o progresso moral acompanha o intelectual, mas nem sempre o segue de imediato. Há descompassos. Há atrasos da consciência. A ampliação de direitos civis e a multiplicação de recursos tecnológicos não garantem, por si, elevação ética.
Nesse cenário, a missão dos pais adquire relevo singular. Segundo a questão 582 da mesma obra, a paternidade e a maternidade constituem verdadeira missão. Missão não no sentido místico superficial, mas no sentido ético de incumbência deliberada. Educar um filho é participar do processo evolutivo de um Espírito que retorna à experiência corpórea com necessidades específicas de aprendizado.
A reencarnação, fundamento pedagógico da lei de causa e efeito, indica que cada criança traz consigo tendências, inclinações e desafios anteriores. Não se trata de determinismo, mas de predisposições que requerem orientação consciente. Pais e mães não recebem páginas em branco, mas consciências em elaboração. A tarefa educativa consiste em favorecer a retificação de inclinações inferiores e o florescimento das virtudes latentes.
Sob perspectiva psicológica, tal compreensão encontra paralelo nas teorias do desenvolvimento moral. A criança nasce com disposições temperamentais, porém a estrutura ética consolida-se pela interação com figuras parentais. O lar é o primeiro espaço de internalização de normas, de construção de autocontrole e de aprendizagem empática. A ausência de limites claros compromete a formação da segurança psíquica. Permissividade não é sinônimo de respeito. É frequentemente abdicação da responsabilidade formativa.
A mãe, historicamente associada ao cuidado primordial, exerce função estruturante na formação do apego seguro. Estudos da psicologia do desenvolvimento demonstram que vínculos estáveis favorecem a regulação emocional e a capacidade de confiar. Contudo, reduzir a maternidade a sentimentalismo seria empobrecer sua grandeza. A mãe educa também pela firmeza serena, pela coerência moral, pela presença vigilante que orienta sem humilhar.
O pai, por sua vez, não pode ser compreendido apenas como provedor material. Sua atuação consistente contribui para a consolidação do senso de responsabilidade e para a interiorização da autoridade legítima. A figura paterna simboliza referência normativa. Quando equilibrada, favorece a autonomia responsável. Quando ausente ou incoerente, pode gerar fragilidade na estrutura identitária.
Na perspectiva espírita, educar é cooperar com o aperfeiçoamento de um ser destinado à continuidade da existência além da matéria. Essa concepção amplia a gravidade de cada gesto cotidiano. Palavras impensadas, omissões reiteradas, exemplos contraditórios produzem marcas profundas. A educação não ocorre apenas nos grandes discursos, mas nos hábitos diários, na forma como os pais lidam com frustrações, conflitos e deveres.
A autoridade genuína fundamenta-se no exemplo. A tradição moral sempre reconheceu que o caráter se transmite mais por convivência do que por instrução verbal. Pais que exigem honestidade, mas praticam duplicidade, comprometem a credibilidade da própria orientação. A coerência entre discurso e conduta constitui o eixo da pedagogia doméstica.
Importa igualmente compreender que responsabilidade não significa controle absoluto. O excesso de vigilância pode sufocar a individualidade em formação. Educar é equilibrar afeto e disciplina. É permitir experiências graduais de autonomia, mantendo diretrizes firmes. A liberdade saudável é aquela que se exerce dentro de referenciais éticos estáveis.
A época contemporânea desafia a família com estímulos constantes, relativização de valores e cultura de imediatismo. Nesse ambiente, a missão parental torna-se ainda mais exigente. Exige presença qualitativa. Exige diálogo fundamentado. Exige consciência de que cada geração transmite à seguinte não apenas patrimônio material, mas herança moral.
A evolução coletiva principia no núcleo familiar. Reformas sociais autênticas emergem de consciências bem formadas. O lar antecede a escola e o Estado na construção do caráter. Quando mães e pais assumem a educação como dever sagrado e racional, contribuem para a edificação de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Educar, sob a ótica espírita, é também caminho de autotransformação. Ao orientar um filho, o adulto confronta suas próprias imperfeições. Aprende paciência. Desenvolve empatia. Exercita renúncia. A parentalidade converte-se, assim, em instrumento de progresso mútuo.
Liberdade verdadeira é aquela que se harmoniza com responsabilidade. Evolução autêntica é a que integra conhecimento e virtude. Mães e pais que compreendem essa distinção tornam-se artífices silenciosos do futuro moral da humanidade. No recolhimento do lar, longe dos aplausos públicos, forjam-se consciências capazes de renovar o mundo.
Educar é plantar no presente a dignidade que florescerá nas gerações futuras, e cada gesto consciente no interior da família é semente de um amanhã mais lúcido e mais nobre.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A consciência é incômoda
Muitas vezes eu tenho pensamentos que procuro afastar. Ideias que não condizem com a forma elevada que eu criei para me definir e enxergar. A alguns já absorvi, mas no seu lugar vêm outros, modalidades inesperadas dos mesmos problemas e contradições que me acompanham pela vida. Na verdade, anseio por eles, mas a minha mente teima em manter a configuração atual e não se envolver em aventuras.
MUNDO MELHOR: UMA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA.
Falar sobre um mundo melhor é, antes de tudo, refletir sobre o próprio ser humano. Desde os primórdios da civilização, homens e mulheres sonham com uma sociedade mais justa, fraterna e harmoniosa. Esse ideal não pertence a uma única cultura, religião ou filosofia; ele ecoa como uma aspiração universal da alma humana, que anseia por progresso moral, equilíbrio social e bem-estar coletivo.
Um Mundo Melhor não se limita ao avanço tecnológico ou ao crescimento econômico. Embora esses aspectos sejam importantes, a verdadeira transformação nasce da consciência. Uma sociedade somente alcança sua plenitude quando o desenvolvimento material caminha lado a lado com a evolução ética. De pouco adianta conquistar os céus com a ciência se ainda não aprendemos a construir pontes de respeito entre os corações.
A educação de qualidade é uma das colunas fundamentais dessa construção. Ela não apenas transmite conhecimentos, mas desperta o pensamento crítico, a autonomia e o senso de responsabilidade. Educar é iluminar caminhos para que cada indivíduo compreenda seu papel na coletividade e reconheça que seus atos possuem repercussões muito além de si mesmo.
Da mesma forma, a saúde, a moradia digna e o acesso ao trabalho representam direitos essenciais para a realização humana. Quando milhões de pessoas vivem privadas dessas condições básicas, a sociedade inteira sofre as consequências da desigualdade. Um Mundo Melhor exige que a dignidade não seja privilégio de poucos, mas patrimônio comum de todos.
Outro aspecto indispensável é o cuidado com a natureza. O planeta não é uma herança recebida de nossos antepassados, mas um empréstimo das futuras gerações. O ar que respiramos, as águas que consumimos e os recursos que utilizamos compõem uma delicada teia de vida da qual fazemos parte. Preservar o meio ambiente não é apenas uma questão ecológica; é um imperativo moral e civilizatório.
Entretanto, nenhuma transformação será duradoura sem o cultivo da empatia. Vivemos em um mundo marcado pela diversidade de culturas, crenças, ideias e modos de viver. A maturidade social manifesta-se quando aprendemos a enxergar a diferença não como ameaça, mas como riqueza. A inclusão, o respeito e a solidariedade são expressões elevadas de uma humanidade que reconhece sua unidade essencial apesar de suas múltiplas formas.
Sob uma perspectiva filosófica, um Mundo Melhor começa no território invisível das intenções. As grandes mudanças históricas tiveram origem em pensamentos que desafiaram a acomodação e inspiraram novos horizontes. Cada gesto de bondade, cada palavra de incentivo, cada atitude de justiça representa uma semente lançada no vasto campo da existência humana. Nenhuma ação verdadeiramente benéfica é insignificante.
Por isso, a construção de um Mundo Melhor não depende apenas de governos, instituições ou organizações internacionais. Ela começa na esfera íntima de cada consciência. Está presente na maneira como tratamos nossa família, nossos amigos, nossos colegas de trabalho e até mesmo aqueles que pensam diferente de nós. A sociedade é o reflexo ampliado das escolhas individuais.
Quando compreendemos essa realidade, percebemos que a transformação do mundo não é um acontecimento distante, mas um processo contínuo que se inicia em cada decisão cotidiana. A paz coletiva nasce da paz interior; a justiça social nasce da retidão individual; a fraternidade universal nasce do reconhecimento de que todos compartilhamos a mesma condição humana.
O ponto mais importante é que um Mundo Melhor não será construído apenas por grandes revoluções externas, mas pela silenciosa revolução moral que acontece dentro de cada ser humano. Quando a consciência se ilumina, o mundo ao seu redor começa, inevitavelmente, a transformar-se.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU) – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); princípios universais de cidadania, sustentabilidade e direitos humanos.
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Não interessa o que os outros pensam, seja feliz agindo de acordo com a sua consciência.
Seja gentil, mas não permita que o (a) usem abusando da sua delicadeza, da sua educação, da sua espontaneidade sempre pronto( a) a ajudar aos que precisam.
Não seja capacho de ninguém, tem muita gente mal-acostumada que gosta de se aproveitar das pessoas e das situações. Gente que precisa dos outros mas são autossuficientes demais, arrogantes, portadores de egos inflados pela vaidade, pensam que o mundo gira em torno deles (as). Gente que não sabe ser grata pelos benefícios que recebe, vive esnobando e explorando a boa fé dos outros.
Afaste-se dessas pessoas, pois são vazias. Aproximam-se, fingindo uma humildade que estão longe de possuir, fazem amizades visando exclusivamente tirar proveito das pessoas.
Bajuladores natos que são, enquanto o outro encontra-se bem, sempre estão por perto, aparentam ser servis, prestimosos e de uma pseudo “bondade” que chega às raias do exagero, entretanto, quando identificadas suas reais intenções, rebelam-se e são capazes de tudo, mostrando assim sua verdadeira face.
Não se importe, continue fazendo o bem sempre que puder, porém, mantenha-se atento (a) a quais pessoas você mantém por perto e ao primeiro sinal de falsidade afaste-se.
Siga tranquilamente sua vida, faça o melhor, continue ajudando a quem precisa e merece, esqueça mágoas, desilusões, não guarde rancores de qualquer natureza.
Às vezes, passamos por muitas decepções, mas não morremos por isso. Sofremos, é verdade, mas tudo passa na vida, tudo é aprendizado.
Portanto, siga seu caminho e não queira agradar a todos, pois isso é uma tarefa impossível de ser realizada. Quem de fato gostar de você será do jeito que é, nunca como eles (as) gostariam que fosse.
Não ligue, não se importe com opinião de ninguém, o que interessa é a voz de sua consciência aprovando seus atos. Coloque sua felicidade acima de tudo e entregue a Deus o que você não pode solucionar. Seja sempre o melhor que alguém pode ser!
Assuma o comando da sua vida e não tenha medo de se posicionar diante dos fatos. Quando precisar dizer “não”, fale sem culpas, seja íntegro (a), sincero (a) transparente em suas atitudes.
Não seja marionete nas mãos de gente sem caráter, apenas para satisfazer aos outros, com receio do que possam pensar a seu respeito. Afinal cada um pensa como quer e acha certo, não se preocupe com isso, o pensamento é deles mas a consciência do dever cumprido é sua.
Mantenha as suas convicções, seja autêntico e firme em suas decisões. Mesmo que muita gente o critique não se importe, às vezes aqueles que mais apontam os seus erros, fazem isso porque não conseguem ser iguais a você. Falar mal dos outros é fácil, quero ver é ação, ir lá e fazer melhor, o certo…. é ter atitudes verdadeiras, ser honesto(a) e justo(a).
Enquanto sua consciência estiver limpa a respeito dos seus atos, ignore o que os outros pensam. Aprenda a viver bem!!
A consciência diz “sim” ou “não” quando estás imerso em luta moral. Por ela distinguimos o certo do errado. Se tu sentes vergonha e depressão, realizaste uma ação errada. Se sentes alegria e felicidade, realizaste uma ação virtuosa. Se a consciência está limpa, a pessoa é alegre e animada. Se a consciência é culpável, está sempre afligida e triste.
“Foram os livros que me deram consciência da amplitude dos sentimentos. Foram os livros que me justificaram como ser humano. Foram os livros que destruíram um a um meus preconceitos. Foram os livros que me deram vontade de viajar. Foram os livros que me tornaram mais tolerante com as diferenças.”
Acredite em você. Lute com garra e determinação por seus objetivos. Tenha consciência de seus obstáculos.
Não fuja e não se apavore diante deles. Enfrente os desafios e combata com coragem seus medos. Tenha, cultive, conserve e propague sempre pensamentos otimistas e positivos.
Respeite e proteja a Natureza. Trate as pessoas com educação, benevolência, honestidade e sinceridade.
Ajude quem precisa de você sem olhar a quem. Não discrimine, não humilhe e muito menos pense
que é melhor que os outros.
Lembre-se que ninguém é superior e nem inferior a você.
Não há dinheiro que compre a nossa paz de espírito, nada melhor do que uma consciência tranquila. Se formos pobres de bens materiais pouco importa perante a justiça divina, o que na verdade é relevante são os valores inerentes ao espírito. A nossa felicidade depende somente de nós, sejamos sábios escolhendo o bem, sempre!
"...Para Freud,defesa é a operação pela qual o ego exclui da consciência os conteúdos indesejáveis,protegendo,desta forma,o aparelho psíquico.O ego-uma instância a serviço da realidade externa e sede nos processos defensivos-mobiliza estes mecanismos,que suprimem ou dissimulam a percepção do perigo interno,em função de perigos reais ou imaginários localizados no mundo exterior..."
"Quem ama a verdade, procura formar a consciência: conhecer os princípios morais, pedir conselho a pessoas certas e com experiência;não considerar humilhante que nos corrijam. De fato, os outros observam-nos de fora e com mais objetividade do que nós mesmos.Também é preciso tirar experiência dos próprios atos, examinar-nos com frequência (diariamente) e corrigir os erros. É preciso ser humildes para reconhecer os erros e retificar, mas isso dar-nos-á uma grande sabedoria, e capacidade de ajudar os outros também."
“É só no silêncio que o amor toma consciência de sua essência miraculosa, de sua liberdade e de sua potência de intimidade. As palavras ditas destroem sua penugem e sua graça sempre nascente. Quem duvidaria que, no Paraíso, os espíritos desfrutam de si mesmos comunicando-se com Deus e com os outros espíritos no fervor de um perfeito silêncio?”
O Genese apresenta o ato da tomada de consciência como a infração de um tabu, como se o conhecimento significasse a ímpia ultrapassagem de uma barreira sacrossanta. Acho que o Genese está correto, à medida que cada passo em direção à maior consciência é uma espécie de culpa prometeica: através do conhecimento, é como se o fogo dos deuses fosse roubado, isto é, algo que era propriedade dos poderes inconscientes é arrancado do seu contexto natural e subordinado aos caprichos da mente consciente. O homem que usurpou o novo conhecimento, entretanto, sofre uma transformação ou ampliação da consciência, que já não se parece com a de seus semelhantes. Elevou-se acima do nível humano de sua época (“Serás igual a Deus”), mas assim fazendo se alienou da humanidade. A dor dessa solidão é a vingança dos deuses, pois ele nunca mais pode voltar à humanidade. Está, como diz o mito, acorrentado aos penhascos solitários do Cáucaso, abandonado por Deus e pelos homens.
Se você toma consciência você não se deixa escravizar. Você se dá conta que o patrão não é o forte, é o fraco, é o dependente, é o que se mata se perde tudo o que 'tem', e o pobre que é tido como fraco ele é o forte. Ele supera as dificuldades todos os dias. Ele vive de uma forma que o patrão dele não aguentaria.
Também pode acontecer que existam fanáticos da consciência, puritanos que preferem morrer sobre uma vã ilusão e não .sobre uma incerta realidade. Mas isto não só é nihilismo, mas também sintoma de uma alma que se sente desesperada e fatigada até a morte, por muito valorosa que possam parecer as atitudes de semelhante virtude
A primeira manifestação de consciência nascente é o desejo de morrer. Esta vida parece insuportável, e inatingível qualquer coisa. O desejo de partir deixa de ser vergonhoso: chegamos a rezar para que sejamos conduzidos da velha cela, que tanto odiamos, a uma nova, que ainda não aprendemos a odiar. Há nisso um traço de fé, pois sempre esperamos que durante a mudança de uma para a outra o Mestre haja por bem passar no corredor, contemplar o prisioneiro e dizer: 'Jamais fechem essa porta de novo, pois ele deverá vir quando eu o chamar' ",
Felicidade é ter paz no coração... e ter a consciência limpa sem medo da justiça divina que um dia virá para todos nós... por isso tenha sempre um sorriso lindo em seu rosto e compartilhe muitas alegrias com seus semelhantes... para você... um dia de muitas bênçãos e realizações... Gratidão pela dádiva desta vida maravilhosa que Deus nos abençoa a cada amanhecer!
Sou uma casa. Está escuro dentro de mim. Minha consciência é uma luz solitária. Uma vela ao vento. (...) Todo o resto fica na sombra. (...) Mas ainda está lá. Os outros quartos, nichos, corredores, escadas e portas. (...) E tudo que vive e vaga dentro de você está aqui. Vive. Dentro da casa que sou.
-Ela nunca recobrou a consciência: não reconheceu ninguém desde o momento em que a deixou, - disse eu - Ela jaz com um doce sorriso nos lábios, e seus últimos pensamentos a levaram de volta aos dias felizes. Sua vida encerrou-se como um sonho suave - que ela possa despertar tão suavemente no outro mundo!
Sentir-se só possui um duplo significado: por um lado, consiste em ter consciência de si; por outro, um desejo de sair de si. A solidão, que é a própria condição de nossa vida, surge para nós como uma prova e uma purgação, no fim da qual a instabilidade e a angústia desaparecerão. A plenitude, a reunião, que é repouso e felicidade, e a concordância com o mundo, nos esperam no fim do labirinto da solidão
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