Texto de Amor Ensinamentos de Vida
O único sentido da vida é viver, o único propósito da vida é a morte. Não há nenhuma interferência divina, não há salvação da alma, não há céu ou inferno para compensá-la, apenas consequências naturais do modo de vida. Com Deus ou sem ele não requer necessariamente uma garantia de vida eterna ou de felicidade abundante, não há garantia se quer de qualquer outro destino além do já provável e vivido. A bíblia é uma fonte de especulação da espécie de vida humana, uma suposta prova de verdade de cunho religioso com sentidos doutrinários a dar causa e sentido a vida e felicidade.
É eu ainda te amo, e eu ainda sonho com nós dois juntos, com nossos futuros filhos correndo pela casa, e eu ainda me vejo ao seu lado até a eternidade, mas me diga do que adianta tudo isso se você não corre atrás, não luta, não pega o primeiro ônibus, uber e sem pensar em mas nada vem pra cá, de que adianta tanto sentimento, se vc não é capaz de vim me encontrar.
A humildade é a essência da vida. Não sei o que vem ocorrendo com as pessoas... O "grande intelectual", o líder mais "poderoso" e até mesmo o nosso vizinho, deveriam render-se à pequenez de nossas existências. Ninguém é superior a ninguém!!! Creio que o topo para o ser humano está exatamente em alcançar, junto com o conhecimento, a maior virtude - A HUMILDADE!!!
O estudo do universo fatalmente provocará a dura ideia de estarmos a nossa própria sorte neste mundo. A constatação de que não há um ser superior preocupado com nossos passos e destino somente pode ser suportada se nos apegarmos as pessoas que amamos. Indivíduos que, a toda prova, são reais e cúmplices de nossa estadia neste momento do espaço x tempo no Cosmos. Toda tentativa de enxergar propósito além da mera existência é ilusória.
Todo posicionamento religioso ou espiritual, desde que pacífico, merece respeito. Somos 8 bilhões de humanos, 8 bilhões de universos. Viva o seu, sob suas opiniões e deixe os demais viverem como quiserem. Você não terá outra oportunidade em 1 trilhão de anos de cuidar de sua própria vida.
Acerca da Eutanásia ter sido despenalizada em Portugal.""Não me dá alegria por ser um assunto triste demais , mas dá-me satisfação em pensar que as pessoas agora são livres de fazerem com a sua vida o que bem entenderem - e quem as ajudar no mais alto grau de misericórdia ,não tenha que ir preso - ainda há comum senso e teor de democrático neste país ."
Habituar-se às bênçãos que a vida nos apresenta não é um ato de arrogância, mas de reconhecimento. É como regar uma planta que cresce majestosa, oferecendo sombra e frutos a quem pensou, por um momento, que nosso caminho terminaria no fundo do poço. Ah, como se enganaram aqueles que duvidaram! Somos fontes inesgotáveis de resiliência, prontos para saciar a sede de quem precisa de inspiração.
A vida, essa jornada única, nos convida a mergulhar em um oceano de autoconhecimento e crescimento. Ao cruzarmos a linha dos 30 anos, descobrimos nuances que antes nos escapavam. Neste ponto, percebemos que o sucesso financeiro varia intensamente, e que sempre haverá alguém que ganha muito mais em um dia de trabalho. Isso, porém, não deve nos desencorajar, mas sim nos inspirar a buscar nosso próprio caminho de realização.
Os sonhos são joias preciosas, e precisamos protegê-los com zelo. Há forças que os ameaçam, e devemos ser vigilantes para não permitir que nossas aspirações sejam sufocadas por influências que desviam nossa atenção e energia. Escutar conselhos de quem não trilhou o caminho que desejamos seguir é desperdiçar nosso potencial. Nossa vida é responsabilidade nossa, e ninguém virá nos resgatar de nós mesmos. É essencial entender que a transformação começa de dentro, com o poder das nossas escolhas.
Para transformar nossa vida, precisamos reiniciar nossa mente. Em apenas alguns dias de foco e determinação, podemos resgatar nossa confiança e energia. Às vezes, é necessário se afastar por um tempo, desaparecer do mundo, para que possamos emergir renovados e prontos para abraçar a mudança.
Desfilaram neste carnaval com todo o seu colorido, mas sem maquiagens. Com seus tiques. Na passarela cristalina da via pública. Na ribalta das ruas, o grande karaoke das cidades. Parece estarmos vendo o reclame do circo na nossa infância já tão longe, quando os palhaços, saltitando pelas delegacias, interrogavam as crianças com roupas espetaculares. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor... Nossas ruas mal cuidadas e nossas praças irreverentemente autografadas com pardais. Há reis e rainhas corruptos neste carnaval. Há também, para termos os reis e as rainhas, peões; Peões lavrados em marfim, como num bizantino tabuleiro de xadrez. Mas, por trás das fantasias da ala dos peões, parecidas com peças de marfim, o que se vê são peças como se fora barro bíblico da criação, a fim de plasmar calungas para promover um desfile para a posteridade. A "paradinha" da bateria para o povo, ora a alegrar, chegou triste, sem cobrar aplausos dos espectadores.
No dia das crianças, uma auto-reflexão da minha infância: retardado mental, inofensivo, brincalhão, debochado; quando bem pequeno, montava no cabo de vassoura no quintal da casa do meu avô, e imaginava ser um cavalo. Assim, quando ia com ele no mercado, galopeava pelas ruas da Vital Brasil, parando em frente ao barzinho de esquina, na subida da rua Senador Vergueiro, quando iniciava um show fazendo meu cavalo relinchar, de modo que o cabo da vassoura, por várias vezes, atingia as pernas dos que estavam por perto, enquanto meu avô pedia desculpas rindo. Quando isso acontecia, meu avô, mais debochado do que eu, olhava para a pessoa e ainda fingia que estava dando uma chicotada no meu cavalo imaginário para o atingido ver, o que me deixava transtornado. Não se bate em animais. Meu cavalo fez época e o nome dele era Araraboia. Meu avô entrava na minha viagem. Quando eu pegava a vassoura, ele colava umas fitas de Senhor do Bonfim que tinha a rodo naquela época colorindo o cabo inteiro, No meu peito, colocava medalhas de santos e broches de clubes. Eram as medalhas das guerras que haviam me condecorado. A distância máxima que percorri com meu cavalo foi da Vital Brasil até a Moreira César, em Icaraí. Na volta, pegamos um táxi e perdeu a graça. Uma vez, meu avô foi jogar carta com os amigos no quintal. Estava assistindo televisão. Ele passou, apertou o botão da tv rindo, e perguntou onde estava Arariboia. Respondi que não queria mais montar naquele cavalo. Disse que havia crescido. Ostentei na cara do velho! Ele então me respondeu que já era velho, mas que mesmo assim o que mais lhe impressionava no meu cavalo, naquele momento, era o rosto. Segundo ele, a impressão que dava naquela manhã era que estava inchado. Disse que os poucos dentes estavam cariados e sujos, e que, certamente, só a piscina do quintal, naquele dia de sol, poderia esbranquiçar os dentes do bicho. De repente, começou a dizer que dos cantos da boca do meu cavalo escorria uma "baba bovina" que ele estava limpando com as patas manchando o sofá da sala. Disse que o animal estava no canto da sala ruminando lembranças de quando eu era pequeno. Disse ainda que o som que meu cavalo emitia naquele instante, como uma espécia de ronco, contínuo, monótono, eram como pedaços de músicas esquecidas, mas que muitas crianças queriam cantar. Na época, não entendi essa frase, mas lembro bem dela. Disse que já estava escutando esse ronco do cavalo que durava duas horas, dando a impressão de que ele estava morrendo. Perguntei como, sem perceber que estava entrando na onda dele, e ele respondeu que parecia um peixe no chão se debatendo e abrindo os brônquios: foi então que, meio descompassado com a interpretação realística do meu avô, avistei a piscina da sala, o tal Oásis que ele dizia ser capaz de ressuscitar o Arariboia. Quando saí da sala com a vassoura, a velharada amiga do meu avô gritava em coro: "pule com ele na água, pule com ele! E Tchibum, me joguei na piscina e depois avistei meu avô vindo atrás e jogando na água todos os broches e tudo mais. Fiquei ali enquanto eles jogavam carteado por mais de três horas. Rolou um churrascão. Isso tudo pra dizer (pra quem tem filho pequeno é mais fácil) que nossos cavalos vivem dentro de nós o tempo inteiro, mas asilados nos abrigos e cocheiras da idade, das dores, das dificuldades. A idade só nos faz tirar a "montaria" do cabo de vassoura. Acalma-nos, porém, o espírito... O amor, o tempo leva...
Sou levado, sou enrolado, sou eu até onde bater mais forte. Na encosta me encosto, e fico feito barco parado à beira-mar. Um navio inexistente, apagado, feito arco de harpa velha em depósito alojado à mostra para o que já não é mais. Foi-se o dia, foi-se o som, foram-se notas. O som parou e agora virou plateia.
Empenhado na luta para assimilar todas as dificuldades como um homem maduro (apesar de sentir demais algumas perdas) passei - após algumas leituras - a absorver certas situações na minha vida com o conformismo escorado na filosofia simplicista e acaciana de que nascemos e, um dia, sem exceção, teremos que morrer. Posto assim tomei mais gosto para viver e encontrei mais leveza no que me cerca. 🍃💚
Notei incólume a principal parte do cérebro, justo aquela onde se alojava as boas lembranças, os aprendizados, os fatos marcantes, as doces-amargas saudades, as referências da vida, os exemplos, minha cultura, os amigos e tudo mais que eu acreditava, ou seja, tudo que nos resta, órfãos que somos de saber o que nos espera para o amanhã.
Observou aquelas pessoas numa busca desesperada por sabe-se lá o quê e com um pouco de quase nada. Ficou olhando a banda passar, coração aberto e mãos soltas. Não se preocupava. Afinal, passou várias existências até entender que ninguém ganhava na vida daquele jeito, daquela forma. ✨ 🧘🏼♂️ ✨
Havíamos nos encontrado numa terra abençoada, lá pelas tantas da noite. E lá pintamos mais o céu com a cor e tinta que escolhemos. Tocamos também um hino novamente. Tão belo assim nunca tínhamos visto. Ah, se fosse outro o nosso destino; queríamos estacionar ali. A gente sabia que acordaria logo pela manhã... ✨
É comum ouvir-se que os prazeres da vida só valem enquanto o homem é forte e capaz de desfrutá-la na plenitude de todas as funções orgânicas. Mentira grossa; uma porque há prazeres que os moços jamais poderão sentir; outra, porque certos prazeres são como mosaicos, cujas últimas peças só os velhos podem entender e colocar nos lugares certos.
Meu Insta: um repositório de pensamentos e tudo mais que escrevo e pretendo ser - ou me mostrar mesmo - em várias épocas; uma epiderme extra que me permite captar sensações sentidas no dia-a-dia que vão se misturando nos diversos aspectos do meu universo, e aí a surpresa: muitas das coisas que considero mais belas em minha vida. Sentimentos exacerbados com as injustiças, ingratidões, enfim, com tudo de amargo que o destino, inapelavelmente, reserva como cota para a gente sem qualquer forma de distinção numa vida: amor, alegria, sofrimento, mágoa, paixão, saudade, enfim, sementes selecionadas. Umas boas, outras ruins, mas sem dúvida carregadas de amores, sem a menor consequência.
Muitas coisas na vida podem ser ajustadas. Mas a desonestidade não, dificilmente se ajusta. Quando a desonestidade é aflorada para que alguém pise no outro, o caminho é sem volta. A natureza da alma nesse campo prevalece junto a consciência de espírito. A mentira bem aplicada torna irreversível qualquer tentativa de remodelagem temporal. Ela assusta e deixa marcas que nem o tempo será capaz de apagar. Erros cicatrizam. Já a desonestidade que se pauta pela maldade sempre permanecerá fazendo dos arranhões diários feridas expostas e abertas. Até o extremo carece de limites. E qual é o limite que levamos para nossa vida? Diariamente somos testados. Somos testados pela vida numa prova sacrificante, mas necessária. É o senso de avaliação evolutiva que nos aplica provas diariamente. Isso vai definindo o estágio da nossa alma, e nos fazendo receber da vida aquilo que somos capazes de segurar. Benções ou lições. Bônus ou ônus. Castigo ou recompensas. E a avaliação que a vida faz sobre quem somos sempre nos acompanhará, porque dar está diretamente ligado com receber, seja pra qual lugar a gente for. Independe, inclusive, do tamanho da distância que iremos percorrer. Ela nos acompanha e não há mudança que tire de nós o que a alma carrega. Não há esquecimento para erros imperdoáveis. Quando fazemos da inocência do outro a impressão de uma culpa que não existe, rompemos o limite da corda. E esse rompimento faz da nossa corda algo eternamente frágil. Nunca mais conseguiremos amarrar nossa corda em nenhum lugar. É impossível dar nó em cordas pautadas em nossa consciência frágil. Não conseguimos amarrar nossa corda em nenhum lugar para nos segurarmos de uma ventania, fingindo que ela está forte quando na verdade não está. O primeiro vento vai mostrar que será infrutífera qualquer tentativa. Consciência carregada de culpa não se amarra, não se esconde, não carece nem é passível de remendos, não se esquece. A honestidade deve ser construída como os fiapos da nossa corda da vida. Ela deve ser o limite do que temos de mais forte e sustentável em nossa consciência. Porque ela será sentida apenas dentro de nós. Nada passa batido pela nossa consciência. Ela está sempre ali. Sentida e não falada. Individual e não coletiva. Dentro de nós e não exteriorizada como gostaríamos de ver. A desonestidade faz adoecer até a consciência mais forte, porque a consequência rasga a alma e não as aparências. E mais difícil do que pedir perdão para aqueles que outrora foram vítimas das nossas desonestidades, será perdoarmos a nós mesmos pelo mal e injustiças que fizemos ao próximo. Não é a culpa que vai carregar a gente para diferentes lugares. Somos nós que carregamos a culpa para onde a gente for. É um movimento implacável carregado de consequências amargas, porque só existimos na lembrança do próximo. Não existimos pelo que pensamos. Existimos pelo que pensam de nós. Penso, logo existo. Mas quando o outro pensa de forma sincera sobre quem somos, é quando existimos ainda mais. Por isso não estamos sozinhos no universo. Porque precisamos ser lembrados para que possamos existir. E de tudo que deixaremos quando partirmos, estarão apenas as lembranças dos outros sobre a forma como existimos aqui. Daí a importância da honestidade. Ela será o termômetro, será a forma como seremos lembrados. Será o pensamento vivo do que fomos em vida, ou na vida das pessoas em determinado espaço e tempo. E é impossível fugir da nossa existência. Nunca esqueça que a sua existência está diretamente ligada a lembrança que o próximo tem de você. Não se vive para nós mesmos. Vivemos em comunhão com o outro. Seremos sempre aquilo que fazemos para o outro. Por isso Jesus nos ensinou a amar o próximo como a nós mesmos, e também a não fazer com o próximo o que não gostaríamos que fizessem conosco. A honestidade é construída na infância. Ela define a nossa existência no futuro. Daí a necessidade de uma reflexão sincera sobre a honestidade que habita dentro de nós. A nossa honestidade com os outros e para a gente mesmo, sabendo que é impossível desassociar uma da outra.
