Texto de Amor Ensinamentos de Vida
VOCÊ E EU
Podem me chamar e me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir, melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me intrigar
Até sorrir, até chorar
E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
E que é uma pena para quem me conheceu
Eu sou mais você e eu
A escritora brasileira Marilina Baccarat de Almeida Leão, receberá dia 14/07/2017 na Assembléia Legislativa de Forianópolis, o prêmio de melhor livro do ano :"É Mais ou Menos Assim". Foi considerado o Best Seler, como sendo o livro mais vendido do ano.
A comenda será entregue no dia 14/-7/2017 em Florianópolis.
O melhor a fazer é recuar e conversar só quando o coração
estiver tranquilo, sem mágoas.
Precisamos viver como os patos e não como as esponjas:
Os patos têm uma glândula que distribui óleo em suas penas
e as torna impermeáveis... Depois que mergulham, eles as
sacodem e estão prontos para outro mergulho. Nem a sujeira
e, muito menos, a água os atingem.
Já, as esponjas absorvem tudo, e, quando vivemos
como as esponjas, absorvemos o que as pessoas dizem e nos
tornamos amargas, irritadas, impacientes.
Claro que é impossível não ficarmos estressadas com
certas coisas, mas, são inúmeras as vantagens, que teremos se
fecharmos os olhos para o que nos irrita....
Marilina Baccarat de Almeida Leão, no livro "Pelas Andanças Pela Vida"
Cordel: a seca...
um Apocalipse no sertão
O agricultor sofre demais
Com a seca no sertão
Essa dura realidade
É de partir o coração
A seca ta acabando tudo
E todo ano é assim
Sai esturricando o verde
Parecendo não ter fim
É grande a minha tristeza
Quando eu olho pro sertão
Vendo a chuva tão distante
E o sol rachando o chão
Aí eu me ajoelho e rezo
Pra Jesus nos ajudar
E lhe peço humildemente
Que mande chuva para cá
Pois o meu gado está morrendo
E eu não sei o que fazer
Minhas cabras e bacourinhos
Eu vendi pra não morrer
Na varanda lá de casa
Ainda me lembro com tristeza
Do roçado e os pés de frutas
Destruídos pela seca
Antigamente a gente tinha
Os nossos porcos no chiqueiro
Na lavoura era fartura
Tinhamos até um galinheiro
Das nossas vacas vinham o leite
Pra fazer queijo e coalhada
Manteiga da terra e escaldado
Além do doce e a nata
No nosso plantio tinha batata
Melancia e melão
Macaxeira e milho verde
Jerimum e o feijão
Lá na horta tinha tomate
Batatinha e cenoura
coentro e berinjela
Pimentão, alho e cebola
Nas noites de lua cheia
A gente sempre ia caçar
Voltávamos com uma fartura
De peba, mocó e préa
A gente criava Guiné
Patos, jumentos e uns touros
Ovelhas, cabritos de raça
Uns 4 cachorros e 1 poldo
E nas noites de São João
Comíamos milho e beju
Tapioca molhada no coco
Canjica, pamonha e angú
Essas lembranças do passado
Eu recordo com emoção
Da felicidade que um dia
Eu vivi no meu sertão
Esse sertão já foi motivo
De muita felicidade
Hoje tudo se acabou-se
Só restou mesmo a saudade
Ainda recordo com alegria
os bons tempos de abundância
A chuva caindo no chão
Nos enchendo de esperança
Só que aqui no meu sertão
Onde tudo era fartura
Não se ver mas mata verde
É só tristeza e amargura
Morreram todos os pés de frutas
Os de manga, os de caju
De acerola e às bananeiras
As laranjeiras e os de embu
A seca é tão devastadora
Que os peixes morreram tudo
Tucunaré e a tilapia
Não escapou nem o cascudo
Essa seca é muito árdua
Que eu nunca vi ser tão cruel
Às abelhas foram embora
E acabou com nosso mel
Às plantações se acabaram
Com a seca repentina
No sertão não sobrou nada
Nem mesmo o galo de campina
Os pardais foram embora
Em busca de sobrevivência
Arribaçãm pegou o beco
E o urubu pediu clemência
Não existe mas açudes
Nem barreiros e nem cacimbas
A falta de chuva é grande
Que o verde virou caatinga
O plantio de algodão
Ficaram secos e não tem mais
Nenhum pezinho de palmatória
Para dar aos animais
Essa seca tão cruel
Está tirando a alegria
E os sonhos do sertanejo
Que trabalha noite e dia
Toda manhã quando eu acordo
Eu não sei como dizer
a minha esposa e a meus filhos
Que não tem mas o que comer
Viver dessa maneira
Me corta o coração
Essa seca desgraçada
Tá acabando com o sertão
Eu imploro ao meu jesus
Um homem santo e salvador
Que ajude o sertão
Que a seca esturricou
Pois o sertão está sem água
Sem trabalho e sem comer
O sertanejo ta abandonado
E a tendência é morrer
Mas o sertanejo é teimoso
E tem muita fé no coração
Ele morre de fome e sede
Mas não abandona o sertão
Mas logo logo, a chuva chega
E eu sei que ela vai
Acabar com o sofrimento
Do sertanejo e dos animais
E quando a chuva aqui chegar
Eu vou ter que conseguir
Começar tudo de novo
E o meu sertão reconstruir.
Tô querendo você
Eu não sei mas o que faço
Para eu me controlar
Pois cada dia que se passa
Eu fico louco pra te amar
Não te conheço pessoalmente
Mas vou logo te dizer
Que eu vou fazer de tudo
Pra você compreender
Compreender o sentimento
Desse homem apaixonado
Que não vai medir esforços
Pra estar sempre ao seu lado
Você é a maravilha
Que eu sempre sonhei ter
Um amor impressionante
Que eu sinto por você
Minha linda eu te ofereço
O que ninguem lhe ofereceu
Amor, carinho e prazer
E o meu coraçao pra sempre seu
Você quer?
Não olhe assim
Não me olhe assim
Com esse jeito de menina
Além de ser tão cativante
O seu olhar me alucina
Essa sua gentileza
Me conquista dia a dia
Perto de ti eu sou feliz
Ao seu lado sou alegria
Seu sorriso irradiante
Seu olhar fenomenal
Sua boca tão gostosa
Seu jeitinho especial
Desse jeito fica fácil
E você tem que entender
Que eu to quase apaixonado
E já já namoro com você.
Yolanda pra sempre
Tudo foi tao de repente
De repente uma alegria
Sua mãe muito feliz
Nunca esqueço aquele dia
Painho meio assustado
Com medo de te segurar
Todo feliz e ansioso
pra em casa nós chegar
Minha filha amor primeiro
Que veio pra a brilhantar
a vida toda dos seus pais
por toda vida vamos te amar
10 anos se passaram
E vc continua minha bebê
A minha vida vai ser te amar
E pra sempre te defender
vamos viver só por você
Disso seus pais nunca se cansam
faço jus aquela musica
eternamente yolanda
Mulher
Ela é tão importante
É a 8 maravilha
Um bem tão precioso
Que nos proporciona alegrias
Mulheres que nos conquistas
Merece todo meu respeito
Pra vocês todo o amor
Que eu tenho aqui no peito
Mulheres tão importante
Que nos faz um ser melhor
Nossa mae, nossas irmãs
Nossas filhas e nossas vós
Toda beleza nesse mundo
E tambem toda afeiçao
Hoje o dia è todo seu
Mulher do meu coraçao
O são João
Vem chegando o são João
E com ele suas tradições
Quadrilhas matutas e estilizadas
Traque, bombinhas e balões
o batizado de fogueira
O casamento matuto
Fumaça. Cobrindo o céu
Coisa boa é o mês de junho
Canjica não pode faltar
Nem muito menos o biju
Xerém de milho e grude
Pamonha, queijo e angu
Quiabo com feijão verde
Escaldado com mandioca
Batata assada na brasa
Um cafezinho com tapioca
Com tantas comidas típicas
E brincadeiras sensacionais
As brincadeiras de antigamente
hoje em dia não se ver mais
Brinquei de pula fogueira
De soltar traque em lata
De jogar chumbinho nos outros
E soltar cobrinha na quadra
Comi fubá de amendoim
Pão quentinho Com nata
jerimum molhado com leite
cuscuz cm açúcar e coalhada
São tantas coisas boas
de alegrar o coração
Mês de junho e seus festejos
Coisa boa é o são João.
A duvida
Eu fico observando
O seu jeito de agora
Por você me perguntar
Porque eu tô indo embora
Eu te digo claramente
O motivo eu não sei
Também não sei te explicar
Se eu amo ou se amei
Em um momento delicado
Eu abri meu coração
Te falei da minha vida
Das tristezas e solidão
E você me aceitou
Com alegria e paixão
E de uma hora para outra
Não quis mas meu coração
E agora apaixonado
Eu não sei mas o que fazer
Se eu vou atrás de ti
Ou é melhor eu te esquecer.
Apenas um sonho
Foi muito bom ter conhecer
muito melhor foi te amar
com você pude sorrir
mas uma vez tentei sonhar
fizemos tantos planos juntos
para um dia nós viver
um amor maravilhoso
que nunca iríamos esquecer
mas a vida tem dessas coisas
e o que é bom dura pouco
plantei amor e alegria
e a colheita foi desgosto
e isso já era previsto
pois você jamais gostou
e resolveu botar um fim
naquilo que nem começou.
Carol
Robinho jota
Tão linda e elegante
é já na flor da idade
é a garota mais bonita
Que existe na cidade
um encanto impressionante
uma beleza sensacional
pode até ter parecida
mas que nem ela não tem igual
os seus olhos atraentes
seu sorriso encantador
sua voz meiga e suave
quando fala é só amor
sua pele radiante
bronzeada pelo sol
és das lindas a mas linda
o nome dela é Carol.
Coração vagabundo
Quando vejo seu olhar
o meu coração dispara
minha alma fica perdida
Perco o rumo e a fala
coração diz que te quer
a cabeça diz que não
como posso controlar
esse louco coração
que insiste em amar
o que jamais ele vai ter
por isso vive na sofrência
Por pensar só em você
coração que vive amando
os prazeres desse mundo
meu coração não tem juízo
meu coração é vagabundo
Deus, o seu melhor amigo
Só Deus é quem nos entende
e nos limpa o coração
só Deus é quem nos liberta
das fantasias do mundão
Só Deus que é fiel
só Deus é o caminho
só Deus que nos ampara
quando ficamos sozinhos
Só Deus que tudo faz
nas nossas vidas acontecer
nos dá força e alegria
e amor para viver
Só Deus nas nossas vidas
para nos dar muito amor
só Deus tem o poder
de aliviar a nossa dor
Só Deus que nos conforta
e atende as orações
só Deus que é perfeito
de confiança e irmão
Pois só Deus é quem nos ama
e nos leva ao paraíso
só Deus nas nossas vidas
Ele, sim, é nosso amigo.
Homenagem a prima Andreza
Minha prima eu venho aqui
te falar do meu carinho
que tu é uma grande prima
e eu adoro seu jeitinho
seu jeitinho de menina
amigável e faceira
minha prima tu és bela
carinhosa e verdadeira
o teu olhar é envolvente
teu sorriso tão real
os teus lábios cor de rosa
um encanto divinal
és a flor do bem querer
e o bem querer vai te dizer
que de todas as minhas primas
a que eu mas gosto é você.
Mesmo estando separado
Hoje senti sua falta
deu vontade de lhe procurar
pra saber como tu andas
e quem sabe até voltar
a lembrança de nós dois
felizes e juntinhos
a saudade bateu forte
meu coração ficou tristinho
talvez você leia essas palavras
e compreenda a situação
que só você é quem eu amo
minha vida, minha paixão
eu ainda sou o mesmo
um garoto apaixonado
que ainda te ama muito
mesmo estando separados
À sombra dos cinamomos,
com suas delicadas e perfumadas flores,
abrigavamo-nos do calor escaldante.
Um perfume exótico tomava conta do campo
e fomos envolvidos pela impressão de que
mais nada seria preciso para que aquele dia fosse inesquecível.
A brisa sacudia de leve as árvores
e dela se desprendiam pétalas
que salpicavam o chão de branco e lilás.
Mamãe estendia a toalha xadrez
e servia sanduíches de patê de salame
e as suas famosas cucas alemãs
acompanhadas por "gengibirras"
que faziam a nossa alegria.
Ali permanecíamos até o anoitecer
a jogar conversa fora
e nós, crianças, encantadas com as histórias
repetidas de geração em geração.
Ou ainda, pelas intermináveis cantorias
de onde não escapavam o "Luar do Sertão",
e outras jóias do cancioneiro popular do sul,
que papai adorava cantar.
Quando a noite chegava, junto com o coaxar dos sapos,
ajuntávamos tudo e voltávamos rumo à casa grande,
iluminados pela lua e sem olhar para trás,
com medo dos boitatás que pareciam nos seguir...
Cika Parolin
A MULHER E A ESTRELA
Por Marilina Baccarat de Almeida Leão
Por uma porta aberta, olhava a bela mulher de cabelos cor de fogo e mãos com dedos
compridos, os olhos perdidos, buscando, no céu de fim de tarde, quando a noite já
começava a cair, uma estrela. Aquela estrela, que sempre parecia aumentar o brilho, para
que ela, encantada, pudesse estabelecer um diálogo com a Estrela.
Ao encontrá-la, abriria um sorriso, daria uma boa noite à estrela e a conversa começaria,como qualquer outra, contaria do sol ou da chuva, da família e das amigas, quando cansasse, sentaria no batente da porta e respiraria fundo o cheiro do jasmim... Várias vezes,descreveu, para sua amiga estrela, o que era o aroma, só que não adiantava muito,pois a estrela não entendia...Descrevia a aspereza da terra e a maciez da grama, do gosto salgado da lágrima, do doce da fruta, do amargo do jiló, do gelado do sorvete. E então a confusão estava feita:- O que é sorvete?
Sorrindo, a mulher dizia:- Esquece e me fala do que você vê. A estrela então dizia:-
Daqui, durante o dia, posso ver pouco, pois o sol me bloqueia, vejo nuances de cinza,
pontos coloridos, indo e vindo, lentos ou rápidos demais, os ruídos são tantos que me confundo, houve uma vez que quase caí, um vento muito forte passou por mim, senti um cheiro estranho, minhas amigas, que estão aqui, há muito tempo, disseram que são aviões de guerra, senti o cheiro da morte, você já sentiu esse cheiro?
A mulher respondeu que sim, mas, não queria falar sobre isso, era triste demais, não a morte em si, mas, sim, como se morre na guerra...
Para aliviar a tristeza da voz, que sentiu da mulher, a estrela então começou a falar:-
agora mesmo vejo muito bem, você e seus cabelos vermelhos, o branco do que se chama jasmim, e muitas luzes, que, daqui, parecem iguais a mim. A senhora então sorriu com a gentileza dela e descreveu que, da terra, ela via a estrela com um enorme brilho,que a distância fazia com que ela parecesse uma fada ou um anjo. A estrela ficou feliz e disse que poderia vir à terra morar e ser vizinha da sua amiga, sentir os cheiros, a aspereza da terra, o gelado do sorvete e o perfume do jasmim, sentir a vida...
Sábia, a mulher de cabelos vermelhos lhe explicou que, se ela viesse, maravilhoso
seria, contudo, como conseguiria voltar ao céu?
A estrela então respondeu que não poderia voltar, pois, na terra ficaria, mesmo que
fosse jogada ao mar, onde nasce a lua. Ainda, assim, não retornaria e nem sequer estrela do mar se tornaria...
Então a doce senhora lhe pediu que no céu ficasse e iluminasse as noites escuras,
junto com a lua e no dia em que, do céu, ela visse um rasgão de luz, correria e a abraçaria,juntando assim o céu e a terra em poesia única, onde a grama macia a faria repousar sobre os olhos de suas companheiras do céu...E então, eternas, na terra, seria a mulher e a estrela...
Escuto muito essa coisa de "o mal tem volta"!
Não! "O bem tem volta"!
Se eu levar fé na primeira possibilidade
estarei apenas me equiparando ao que não é bom.
Por isso desejo apenas que o bem volte sempre
e que depois da visita, viaje por aí de coração em coração.
Cika Parolin
A nossa razão
Cada um de nós é responsável por construir a própria felicidade. Nós edificamo a nossa alegria, não podemos colocar, nas mãos de outros, a responsabilidade de concretizar os nossos devaneios... Constantemente, ouvimos pessoas dizendo que não conseguem concretizar seus sonhos, porque muitos não os deixam realizar... Está aí a forte tendência do ser humano, de ir além do permitido, do usável, do sensato, do coerente...Lógico que nem todos são assim, mas, que muita gente age dessa maneira, ah..., isso é verdade..
Quando nos faltar algo, não podemos viver em função dessa falta. Temos que dar uma chance a nós mesmos de sermos felizes, assim, poderemos enxergar bem mais longe, com uma paisagem bem mais bonita, da nossa razão... Muitas vezes, nos oferecem uma mão amiga, mas, mais tarde cobram-nos uma atitude diferente... Tudo tem o seu limite, somos nós os responsáveis pela nossa prosperidade, pois somente nós mesmos saberemos onde encontrá-la... Devemos fazer, para o outro, exatamente, aquilo que desejamos que façam para nós.. Muitos chegam, para agregar coisas boas à nossa vida e não para suprir aquilo, que nos falta...Tudo de que carecemos, isso somos nós que precisamos conquistar...Temos que colocar o nosso olhar, na direção da prosperidade, assim, o que parecia vazio se completará...A nossa razão, para alcançar a fatuidade, está em nossa motivação para transformar limites em novos horizontes... Se assim não o fosse, ele se perderia, se evaporaria e iria se afogar em mágoas e frustrações, não em satisfações de pura alegria, como se manifesta... Poderá sim, levar um dia ou, talvez um ano, mas conseguiremos, com certeza... Não podemos ser como os pessimistas, que dizem que a chuva resultará em lama. Temos que agir como os otimistas, que acreditam que ela servirá para assentar a poeira...
Muitas vezes dizemos que a jovialidade é a razão da nossa vida. Mas, só depois de um longo inverno, percebemos que nada poderá fazer-nos felizes ou nos completar se nós mesmos não nos dermos a chance de sermos feliz, por nós mesmos, com razão, ou sem razão..
Marilina Baccarat no livro "Alamedas do Coração".
