Texto Amigas de Verdade
A LIBERDADE ESPIRITUAL
Para muitas pessoas religiosas ou espirituais, isso pode ser uma verdade difícil de engolir.
A verdadeira iluminação não é o que realmente queremos. Não é nem um pouco emocionante, mas é totalmente comum.
Apesar disso, a maior parte da espiritualidade é construída sobre a busca do extraordinário.
Altos níveis de frequência não o levam necessariamente a experiências "espirituais".
Na verdade, altos níveis de frequência destroem a própria ilusão de que existe algo como uma experiência “espiritual”.
Na cultura contemporânea da nova era, o materialismo espiritual é abundante - ou seja, as pessoas agora têm uma nova droga chamada busca da verdade.
É importante entender que não há nada de errado com nenhuma dessas coisas.
Se você é levado a buscar algo mais elevado, então algo está empurrando você, levando-o a algum lugar.
Se você segui-lo até sua conclusão natural, ele revelará seu verdadeiro caminho no final.
Para algumas pessoas, buscar é um caminho direto para a transcendência, mas para outras serve simplesmente como uma distração que as afasta ainda mais de sua verdadeira natureza.
A Vitimização impede o buscador espiritual de seguir seu impulso até sua conclusão natural. Ele faz isso identificando-se com a forma do ensino, ou com o professor, ou com o próprio caminho. Portanto, vemos três categorias básicas de pessoas em um caminho espiritual - aquelas que estão presas pela estrutura de um determinado ensinamento, aquelas que estão presas pelo poder magnético de um professor particular e aquelas que estão presas por sua própria compulsão constante de ser um turista espiritual.
Todas essas três armadilhas espirituais são estágios autênticos de qualquer caminho que acabará levando à verdadeira liberdade, mas todas as três também se disfarçam como a própria liberdade. Estes são alguns dos níveis mais sutis da Sombra da Vitimização.
A verdadeira liberdade não tem nada a ver com a forma como gastamos nosso tempo no plano material.
A verdadeira liberdade não é um efeito. É uma espécie de espaço sempre em expansão que surge espontaneamente dentro de você quando você passa a entender o quão profundamente você foi vitimizado por suas próprias crenças centrais.
REDES SOCIAIS - REDES ESPIRITUAIS
Na verdade, amamos e odiamos a rede simultaneamente, mas acima de tudo somos viciados nela, assim como somos viciados em todo grande drama.
Dentro do seu mundo dos sonhos e sob a rede, seu maior desejo é expresso.
Sob a rede, você pode viver o seu sonho - você pode voar, dançar, chorar, sofrer e, acima de tudo, amar.
E, no entanto, seu amor dentro da rede é um amor profundamente limitado, um amor que nunca escapa dos limites de suas próprias ilusões. Sob a rede, você se apaixona ou se desapaixona - de qualquer forma, você permanece vítima de suas projeções, expectativas e, inevitavelmente, de suas decepções.
Às vezes, você afunda na melancolia e toda a sua força vital parece parar - sua própria respiração fica mais fraca.
Em outras ocasiões, você voa em uma mudança repentina de humor e seu coração bate mais rápido e sua respiração enche seu peito a ponto de estourar.
Isso é o que acreditamos ser a liberdade.
Entre os extremos, as melodias dão lugar às cadências; mudanças de tempo dão lugar a frases, notas, trinados, pausas e todo tipo de sentimento concebível.
Quando Descobri Que Deus Ainda Me Esperava
Há uma verdade que me acompanha todos os dias.
Quanto mais conheço a bondade de Deus, mais conheço também as minhas fraquezas.
Durante muito tempo imaginei que a maturidade espiritual me impediria de cair.
Hoje sei que não.
Continuo tropeçando.
Continuo errando.
Continuo descobrindo, dia após dia, o quanto ainda preciso da misericórdia de Deus.
Às vezes pensamos no pecado apenas como grandes escolhas erradas.
Mas a vida me ensinou que ele também se esconde nas pequenas coisas.
Numa palavra impensada.
Num julgamento precipitado.
Num orgulho silencioso.
Numa indiferença que machuca.
Num olhar que se afasta daquilo que Deus nos convida a contemplar.
São pequenas escolhas que, pouco a pouco, revelam a fragilidade do coração humano.
Não escrevo isso para condenar ninguém.
Escrevo porque reconheço essa realidade primeiro em mim.
Todos os dias descubro que ainda tenho muito a aprender.
Todos os dias percebo que ainda existe algo em mim que precisa ser transformado.
O mais impressionante, porém, não é a minha fraqueza.
É a paciência de Deus.
Antes mesmo que eu tropece, muitas vezes sinto que Ele já me alerta.
A consciência fala.
O coração percebe.
A verdade se apresenta diante de mim.
Mas, mesmo assim, nem sempre escolho o melhor caminho.
Não porque Deus tenha se calado.
Mas porque, tantas vezes, prefiro ouvir a minha própria vontade.
E, quando finalmente percebo o erro, descubro que Deus não se afastou.
Continua ali.
Esperando.
Chamando.
Acolhendo.
Foi então que compreendi algo que mudou a minha maneira de rezar.
A oração não é apenas um momento para pedir.
É um lugar onde a verdade encontra a misericórdia.
Quando me coloco diante de Deus sem máscaras, reconhecendo aquilo que sou e aquilo que ainda preciso mudar, acontece algo difícil de explicar.
Não escuto uma voz com os ouvidos.
Mas sinto uma paz que nenhuma palavra humana conseguiria produzir.
É como se Deus respondesse ao meu arrependimento com um abraço silencioso.
Há dias em que os olhos se enchem de lágrimas.
Há dias em que apenas um profundo alívio invade a alma.
Não porque eu mereça esse perdão.
Mas porque Deus nunca deixou de amar quem eu ainda estou aprendendo a ser.
Talvez seja esse um dos maiores mistérios da fé.
Quanto mais conheço a minha pobreza espiritual, mais descubro a riqueza da misericórdia de Deus.
E quanto mais descubro Sua misericórdia, menos desejo permanecer no mesmo lugar.
Não mudo por medo.
Procuro mudar porque fui amado.
É por isso que hoje acredito que a oração é uma das maiores dádivas que Deus nos concedeu.
Ela não muda apenas o que dizemos.
Muda o nosso coração.
Cada oração sincera abre uma porta para a graça.
Cada pedido de perdão rompe um pouco do orgulho que nos afasta de Deus.
Cada lágrima derramada diante d’Ele nos lembra que nunca somos fortes o bastante para viver sem Sua presença.
Hoje já não me aproximo de Deus porque me considero digno.
Aproximo-me justamente porque reconheço que preciso d’Ele.
E talvez esta seja uma das mais belas descobertas da minha caminhada:
O perdão de Deus não é uma recompensa para quem nunca caiu.
É um presente oferecido àquele que, depois de cair, encontra coragem para voltar.
Enquanto houver esse caminho de volta, haverá esperança.
E enquanto houver esperança, haverá sempre um Pai esperando por mim de braços abertos.
A Melhor Mentira Ainda É a Verdade
Nas festividades do início dos anos setenta, acho que em 1972, eu e meu sobrinho estávamos regressando para São Paulo, depois de termos passado as festas em Santa Mariana, quando aconteceu esta história.
Naquela época, a rodovia até Avaré era de pista simples. Depois começava a Castelo Branco. Era comum a gente parar no último posto antes da CB para abastecer e fazer um lanche.
Naquele dia, ao nosso lado, parou outro Fusca. Dentro dele havia quatro meninas, jovens e muito bonitas. Começamos a jogar conversa fora e, depois de abastecer os carros, paramos num estacionamento ali mesmo no posto e fomos nos apresentando.
Um detalhe: no vidro traseiro do Fusca delas, atrás do banco do motorista, havia um papel colado com os nomes das quatro e uma mensagem desejando um feliz Ano-Novo.
Quando chegou a minha vez de me apresentar, disse que era estudante de engenharia. Meu sobrinho, estudante de medicina. Elas também foram se apresentando e contando quais cursos faziam, exceto uma delas.
Então perguntei:
— E você, como se chama?
Ela se aproximou do carro e apontou para o papel colado no vidro.
— Este é o meu apelido.
O problema era que, em vez de um nome, havia um desenho.
Uma desgraça de desenho que acabou com a nossa viagem.
Era um bicho estranho, completamente desconhecido para nós.
Depois de olharmos para o céu, chutarmos umas pedrinhas e fingirmos naturalidade diante daquele constrangimento, fomos nos afastando do carro delas. Antes, porém, tivemos que ouvir as quatro rachando de rir.
Pegamos a estrada sem sequer olhar para trás e fomos o resto da viagem tentando descobrir que criatura era aquela.
— Será que o apelido dela é Ripinha?
— Balaústra?
E lá vinham mais alguns palpites absurdos.
Passados alguns dias, finalmente descobrimos que aquele desenho nada mais era do que o símbolo do Pi (π). Traduzindo: aquele era o apelido dela.
Acho que ela devia se chamar Jupira e não gostava muito do nome.
Eu poderia ter contado esta história antes, mas precisava da anuência do Newton Roberto Gobis, meu sobrinho, um sujeito de bem com a vida e de quem gosto muito.
Claro que aquelas mentiras — eu estudante de engenharia e ele de medicina — foram apenas uma brincadeira de momento. Mas, diante da situação constrangedora que se criou, nem tivemos tempo de corrigir a burrice. E, para falar a verdade, não teria adiantado nada. Nós simplesmente não sabíamos o significado daquele "bicho". E, talvez, se insistíssemos, a situação ficasse ainda pior.
Algumas pessoas não perguntam porque são covardes e têm medo da verdade..
Preferem o silêncio porque sabem que a resposta pode destruir a fantasia que sustentam.
Outras não perguntam porque são trouxas e acham que já conhecem a verdade.
Confundem amor com posse e confiança com certeza absoluta.
Procure conexões que edificam.
Pessoas que tragam verdade, lealdade, paz e crescimento. Gente que inspire você a evoluir, que esteja contigo nos dias bons, mas sobretudo que permaneça nos difíceis. Relações que não drenam, não diminuem, não competem… apenas fortalecem.
Tenha encontros que despertam.
Encontros que reacendem sonhos esquecidos, ampliam a visão da vida e fazem a alma recordar quem ela realmente é.
Há conversas que mudam destinos.
Olhares que renovam forças.
Presenças que nos tiram da superficialidade e nos aproximam do que realmente importa.
Nem todo encontro é acaso. Algumas pessoas chegam para alinhar caminhos, curar feridas e despertar partes de nós que estavam adormecidas. São conexões discretas, mas profundamente transformadoras.
Não quero tapar meus
ouvidos à tua verdade...
Meu Deus, um temor
há no meu coração.
Não quero tapar meus
ouvidos à tua verdade
que grita.
No meu interior sinto a tua verdade.
Me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.
No mundo que criaste sinto a tua verdade.
Me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.
E se os anjos a tua verdade
sussurrarem,
me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.
A tua voz grita em silêncio.
Que eu não seja julgado
por ignorar
a tua verdade.
Me purifica pra escutar
E diante do Senhor reto caminhar...
Ruínas da verdade
Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.
A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.
O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.
Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.
Eu não escrevo para ensinar uma verdade. Escrevo para registrar uma percepção.
Não tenho interesse em convencer ninguém.
Tenho interesse em observar.
Questionar.
Escutar.
Algumas respostas vieram dos livros.
Outras vieram das pessoas.
Mas as mais profundas nasceram no silêncio, quando parei de procurar quem confirmasse minhas perguntas e comecei apenas a contemplá-las.
Tudo o que escrevo é uma fotografia da minha consciência neste momento da existência.
Amanhã talvez eu pense diferente.
E isso também fará parte da evolução.
Quem pensa que todos são perfeitos não sabe enxergar a realidade.
Na verdade, vê tudo com vaidade.
Pois a vaidade não se resume a um rosto bonito e à beleza física; ela também se manifesta no ato de achar que conhece os outros melhor do que eles mesmos, enxergando apenas os defeitos e ignorando as qualidades.
Quem age assim, sempre achando que está certo, mas sem conseguir ser um exemplo, acaba se tornando amargo, tomado pelo ego e pelo orgulho no peito. Cuidado!
Em vez de uma verdade absoluta e universal, sobre a natureza da existência e a presença inevitável do sofrimento e do fracasso, que pode ressoar de forma diferente com base nas experiências de vida e na perspetiva de cada indivíduo.
A perda, de alguma forma, é uma condição universal e constante na experiência humana.
Verdade
A facilidade encanta os olhos,
promete atalhos, oferece descanso.
Mas nem tudo o que chega sem luta
permanece quando o tempo faz seu balanço.
É na subida íngreme,
quando o fôlego falta
e a esperança é a única companhia,
que a alma revela quem realmente é.
O ouro conhece o fogo.
A árvore enfrenta o vento.
O rio encontra o mar
porque não desiste do caminho.
A dificuldade não é inimiga;
é a porta que separa o desejo da convicção.
Pois aquilo que é verdadeiro
não teme o tempo,
não foge da dor,
não precisa de atalhos.
A facilidade seduz.
A dificuldade transforma.
E só quem atravessa a tempestade
descobre o valor de um céu limpo.
Não negue sua verdade, pois estará rejeitando sua essência.
Encare seus medos, supere seus desafios, derrube as barreiras;
reflita em cada passo dado, mas de preferência, pense antes de dar o primeiro passo.
Seja fiel à sua palavra, mas fale pouco e escute bastante.
E não se esqueça: todo mundo erra, pois errar é humano. Mas aprenda com seus erros, pois
somente assim não se tornará reincidente nos mesmos erros. Errar não é pecado, pecado
é errar deliberada e repetidamente pelo simples prazer de fazer o que é errado.
Faça o bem,não importa a quem. apenas faça o bem. E se em troca alguém lhe fizer o mal, não se refugie
na mágoa - pois a mágoa é uma companheira traiçoeira -, apenas perdoe, pois não há maior gesto de amor do que o perdão incondicional.
Afinal, se Deus que é perfeito nos perdoa, quem somos nós para condenar nosso semelhante imperfeito, não é mesmo?
A vida é difícil, eu sei. Muitos são os obstáculos e maiores são nossas dores. Mas o destino humano
está nas mãos de cada homem e mulher. Somente nós podemos mudar o rumo das coisas.
Cada um de nós é senhor de seu próprio destino. Então, vá à luta e conquiste seus sonhos.
Mude seu destino, lute por seus objetivos, pois ao conquistá-los, estará em fim
pronto para ajudar outros a fazer o mesmo.
Avante, sempre em frente, consciente e pés no chão, e tudo vai dar certo.
Elogiar
Não é sensato usar superlativos. Ofendem a verdade e desabonam seu discernimento. Ao exagerar, desperdiçamos nossos elogios e mostramos
limitação de conhecimento e gosto. O louvor desperta a curiosidade, atiça o desejo e, mais tarde, quando se percebe que os bens foram superestimados, como acontece muitas vezes, a esperança traída vinga-se menosprezado o elogiado e aquele que elogiou. Os cautos têm comedimento, preferindo pecar pouco a muito. Raras são as eminências, portanto tempere sua apreciação. A ênfase é uma forma de mentir. Pode arruinar nossa reputação de bom gosto e, ainda pior, de sabedoria.
O mau tradutor
Com o coração renovado, busquei expressar a verdade através de meus lábios.
Mas minhas palavras soaram como desculpas vulgares, erguidas apenas para esconder a chaga que trago no peito.
Andei manco por estradas escuras, anunciando aquilo que meu coração sussurrava. Pelo visto, jamais fui um bom tradutor.
Acreditei que minha luz fosse como a da vela que eu carregava: capaz de acender milhares de outras sem perder o próprio brilho.
Mas a vela foi afogada num mar de mentiras.
Agora caminho sem sua chama. Tropeço entre os destroços de um palácio outrora belo, que hoje abriga apenas o silêncio dos funerais.
Suas paredes são feitas das cinzas de um incêndio que insiste em morrer, embora seu calor já não seja suficiente para iluminar o caminho de ninguém.
O Verdadeiro Tesouro e a Proteção Divina
Nesta jornada terrestre, compreendi que nada verdadeiramente nos pertence. Tudo o que chega às minhas mãos é um empréstimo sagrado, somos apenas zeladores e administradores daquilo que o Criador nos confia. Essa certeza me traz paz, pois aprendi a entregar e a confiar, os planos de Deus sempre superam, em graça e grandeza, os meus próprios desejos.
Aquele sonho que brotou no fundo do meu coração não nasceu ao acaso. Ele carrega a força, a autoridade e o poder d'Ele agindo no meu interior. Por isso, não importa o tamanho da tempestade ou a força das adversidades: podem vir 10 mil à minha esquerda e milhares à minha direita contra mim, mas meu espírito permanece inabalável.
Deus é, e sempre será, o meu escudo e a minha fortaleza.
Na graça do meu Deus e no amor redentor de Seu Filho, Jesus, encontro a segurança absoluta para caminhar. É d'Ele que vem a minha plenitude, sustentada em saúde, sabedoria e na paz que excede todo entendimento. Firmado nessa fé, declaro com todo o meu amor e gratidão: nada e ninguém será capaz de me deter, me derrubar ou apagar a luz da vitória que Deus já decretou para a minha vida.
Quem estar com Deus está com tudo.
A minha verdade
Enquanto houver verdade,
haverá em mim
um grito que não se cala.
Pois aqui habita
uma sabedoria única,
um sentimento inigualável.
Onde a destreza
provoca incertezas
e busca, no íntimo, a soberba.
O que se quer
é o que se vê,
não se inventa.
Apenas se compreende,
de certa maneira,
e não se explica.
A vida insiste
e, por ora,
é o que chega.
Nem há busca,
nem desespero;
por vezes, apenas exagero.
Ou talvez, esperança,
o que causa anseio.
E, no momento, é o que vejo.
Busco prazer
na simplicidade do acaso,
no milagre do amanhecer.
Em cada história
eu me encontro,
mas no amor, eu me perco.
Novamente,
como matemática básica,
não tem erro.
Essa sou eu:
não guardo segredos,
sou sempre do mesmo jeito.
A verdade do amor
Um dia pensei que poderia amar a todos.
Mesmo os que erram,
os que machucam,
os que me fizeram chorar.
Não por obrigação,
mas porque não sei guardar rancor.
Hoje não sinto raiva.
Sinto medo.
Algumas pessoas assustam
não pelo que fizeram,
mas pelo que ainda são capazes de fazer.
Minha capacidade de amar é imensa,
mas o instinto de sobreviver fala mais alto.
Amar à distância
é a forma que encontrei
de me proteger
sem perder quem eu sou.
E seguir inteira,
sem me dissolver
no ódio
nem na hipocrisia do mundo.
A ciência e o Amor
Amar não tem a ver com reciprocidade.
Na verdade, é raro encontrar um amor de verdade, incondicional. A pessoa já nasce apaixonada — ama sem saber, sem conhecer. Ama nesta vida e em outra, talvez espiritual…
apenas ama e espera.
Não há perguntas, muito menos respostas. A ciência é linda, mas limitada.
E, no íntimo, a pessoa sabe quem é…
e sente a sua contraparte —
um estranho que te completa.🌛🌞
VERDADE E IMAGEM
A verdade tornou-se um espelho partido; cada fragmento reflete a vontade de quem o segura, e a imagem do todo é apenas a soma das nossas solidões.
No reino da imagem fabricada, o maior acto de rebeldia é ainda procurar a porta da realidade, mesmo sabendo que, para a abrir, talvez seja preciso derrubar a nossa própria imagem refletida.
