Texto Amigas de Verdade

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AMIGO
Amigo é aquele que luta
com você ou por você!
Pela justiça e pela verdade
E sem arrogância
Mas por sinceridade
Pois,ele acredita
que tudo vem por
circunstância.!


Amigo pode chamá-lo tem ação!
Ele lembra o verbo, tem sujeito
Pois a fala é bem colocada.
E quando se instala na frase
Surge uma grande oração !
Amigo não piora a situação
de quem está em dificuldade
Ele sabe usar a sua lealdade .


Amigo é frente de apoio
Levanta o sofrido do seu deserto.
Faz a semente florescer
O bom que existe ainda neste Ser!
Amigo é quase irmão!
Não veio pelo laço de sangue,
Mas pela via do coração ❤️

Todos somos uno com Deus pai
Irmãos de Jesus
Não podemos continuar a ignorar esta verdade
O egoísmo leva-nos a ignorar, a julgar e a condenar
aquele que não está ao mesmo nível material e moral!
Julgam-se perfeitos e superiores,
esquecendo que espiritualmente somos todos iguais em essência.
A única diferença é a evolução da alma, pois
aquele que consegue olhar o outro como a ele mesmo,
com certeza se vê com humildade e
esse é na verdade um ser nobre.
Grande, ou maior, apenas e só aos olhos de Deus!

É verdade que o teu corpo é finito, mas a tua consciência, o teu espírito é infinito!
A cada vida trazes um curso para fazer, mas só vais saber as notas e se passaste ao voltares ao mundo espiritual. Talvez tenhas que repetir o mesmo curso em várias vidas!!!
A tua teimosia e mania que sabes muito, só te traz sofrimento, não te deixa aprender novas disciplinas....é preciso estar com abertura a todo o conhecimento, e assim discernir o que faz sentido.

Descobri que o amor de verdade dói, mas não aprisiona. Não cria cárceres emocionais, não rompe limites saudáveis, nem sequestra a paz de quem ama.


Ele nasce de uma maturidade silenciosa, daquela que compreende que amar não é possuir, mas cuidar. É uma espécie de fé depositada em quem enxergamos de verdade, para além das aparências, reconhecendo tanto a luz quanto a sombra que habitam o outro.


E, justamente por vê-lo inteiro, escolhemos potencializá-lo.


Há pessoas que, simplesmente por existirem, mudam tudo. Trazem consigo algo que beira carinho, ninho, presença. Tornam-se cuidado, cumplicidade e abrigo, tanto naquilo que possuem quanto naquilo que lhes falta.


Porque o amor maduro não ama apesar das faltas; ama também através delas.


E talvez seja essa a sua forma mais bonita: quando duas incompletudes deixam de exigir perfeição uma da outra e passam, juntas, a construir paz.

Estou cansado de conversar apenas com meus pensamentos e transformar minha verdade em silêncio.


Também não quero ser visto como caos só por dizer o que penso. É só isso.


Não podemos passar o que ainda temos de vida assumindo responsabilidades que não são nossas em nome de uma aliança. A vida pede parceria, não sobrecarga. Pede reconhecimento, não teatro. Pede que o significado de um para o outro seja visto sem máscaras, sem fuga, sem deboche, sem a covardia elegante de fingir que nada aconteceu.


É isso que dita o ritmo da escolha.


Porque permanecer não pode ser apenas resistir. Permanecer precisa ter presença, reciprocidade e verdade.


No fim, o amor não se mede pelo quanto alguém suporta calado, mas pelo quanto duas pessoas conseguem se enxergar sem transformar a dor do outro em ameaça.

Ôxe, cabra...


Tu só vai amadurecer de verdade
quando parar de perguntar só:


“Eita, isso aqui me dá prazer?”


e começar a perguntar, com o juízo sentado na cadeira:


“Que tipo de homem eu tô virando
com essas recompensa que eu vivo correndo atrás?”


Porque prazer, meu fi,
até vento em porta velha faz barulho.


Mas maturidade mesmo
é saber se aquilo que tu persegue
tá te fazendo homem inteiro
ou só menino grande
com fome usando roupa de adulto.

TAC


A teoria da Aprendizagem Corrupta não pretende afirmar uma verdade absoluta, reconhecendo a existência de exceções, mas busca demonstrar que ambientes reiteradamente corruptos exercem poderosa influência sobre a formação moral de seus integrantes
No cenário brasileiro, a recorrência de escândalos envolvendo agentes públicos suscita uma indagação inquietante: o político nasce corrupto ou aprende a sê-lo?
O homem não nasce inevitavelmente corrupto. Também não nasce necessariamente virtuoso.
Sua consciência é continuamente moldada pelas experiências, pelas instituições e pelos grupos sociais com os quais convive.
Quando o ambiente recompensa a honestidade, a virtude floresce.
Quando recompensa a corrupção, o vício tende a tornar-se comportamento adaptativo.
Talvez a maior tragédia das democracias contemporâneas não seja a existência de políticos desonestos, mas a transformação da desonestidade em método de sobrevivência política.
Uma sociedade que normaliza pequenos desvios prepara silenciosamente o terreno para grandes escândalos.

Ser sincera é um dom, não um defeito. Quem não gosta da sua verdade, não merece a sua presença. É como se você fosse um espelho claro: Alguns fogem do reflexo, outros se aproximam justamente porque precisam enxergar.


A sinceridade pode afastar os fracos, mas atrai os fortes, os que querem caminhar na mesma luz que você. 🌹

A Palavra falha, mas a verdade não


Não é falha, não é cena, não é invenção,
é palavra que tropeça por causa do cérebro, não do coração.
Afasia não pede licença pra chegar,
ela muda o jeito de falar, não o que há pra falar.
Ignorante confunde silêncio com mentira,
acha que quem pausa conspira.
Quer prova, quer drama, quer te ver cair,
como se dor precisasse se repetir pra existir.
Expliquei uma vez. Bastou.
Quem duvida, já escolheu não ouvir o que sou.
Consciência não grita, presença não implora,
respeito se oferece ou a porta se fecha agora.
Minha voz pode falhar, minha verdade não.
Quem não entende, não manda, não mede, não põe condição.
Afasia é caminho torto da expressão,
dignidade segue reta, sem pedir permissão.

Hoje me perguntaram
quando eu ia cobrir.
Como se verdade incomodasse
quem nunca soube sentir.
Eu respondi sem desviar:
não vou cobrir,
vai ficar onde está,
porque não fui eu quem quis fugir.
Ali vive um olhar inteiro,
antes do ruído, da versão distorcida.
Não houve perda da minha parte,
houve escolha do outro lado da vida.
Não é luto, nem falta, nem dor exposta,
é memória que se mantém de pé.
Ela escolheu me perder.
Eu escolhi não me perder de mim.

Tem horas em que a verdade não chega gritando.
Ela chega cansada, senta na tua frente através de alguém improvável e desmonta meses de narrativa em poucos minutos. Coisa irritante, inclusive. Humanos passam semanas construindo versões dramáticas enquanto a realidade entra pela porta de chinelo e sinceridade.

Tem gente que não destrói só relacionamentos.
Destrói memórias.

Pega tudo que você fez com amor, esforço, entrega e cuidado… e começa a reescrever como se tivesse vindo de outra pessoa. Como se tua presença fosse substituível. Como se tua mão nunca tivesse segurado, ajudado, pago, acolhido ou permanecido.

E talvez essa seja uma das dores mais silenciosas que existem:
não ser esquecida…
mas ser apagada aos poucos.

É estranho descobrir verdades através de alguém que te ensinaram a odiar.
Mais estranho ainda é perceber humanidade em quem foi descrito como monstro.
Porque às vezes o “vilão” só era alguém cansado de carregar culpas que não eram dele.
E às vezes quem mais aponta defeitos nos outros, faz isso para esconder os próprios.

Eu ouvi coisas.
Coisas que ficaram rodando na minha cabeça como música triste tocando baixo num bar quase vazio.
E quanto mais eu pensava, mais eu percebia:
a verdade raramente faz espetáculo.
Ela não precisa.

A mentira costuma vir cheia de detalhes, emoção exagerada, personagens bem definidos, tentativas desesperadas de convencer.
A verdade normalmente chega simples.
Quase sem defesa.
E justamente por isso pesa tanto.

Dói perceber que talvez eu tenha amado alguém que precisava diminuir minha importância para conseguir seguir vivendo sem culpa.
Dói entender que enquanto eu carregava lembranças reais, existia alguém transformando tudo em versões convenientes.

Os presentes não importam.
O dinheiro não importa.
O que dói é a tentativa de apagar intenção.
Porque ninguém dá tempo de vida de volta.
Ninguém devolve noites acordadas.
Ninguém devolve preocupação sincera.
Ninguém devolve o coração investido em alguém.

E no fim, sobra aquela pergunta amarga:
como alguém consegue receber tanto amor… e ainda assim escolher distorcer quem ofereceu?

Talvez porque admitir a verdade exigiria encarar o estrago.
E muita gente prefere inventar narrativas do que admitir que perdeu alguém raro.

Mas existe uma coisa que não pode ser alterada:
quem viveu, sabe.

Quem esteve presente sabe.
Quem viu teu esforço sabe.
E principalmente…
você sabe.

Talvez seja isso que incomode tanto certas pessoas.
Porque por mais que tentem mudar a história, existe algo impossível de apagar:
a marca que alguém deixa quando amou de verdade.

E amor verdadeiro não desaparece da memória.
Só vira silêncio em lugares onde já foi casa.

A verdade

Por que Jesus morreu? Por dizer a verdade! Quando o sumo sacerdote lhe perguntou "És tu o filho de Deus"? Jesus Cristo respondeu " Eu sou"! "E vereis, o filho do homem, assentado a direita do todo poderoso. E vindo sobre as nuvens do céu"! Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes. E disse: " para que necessitamos de mais testemunhas? Vós ouviste a blasfémia. Que vos parece? Todos o consideraram, réu de morte"! Foi então que alguns, começaram a cuspir nele, a cobrir -lhe o rosto, a dar-lhe murros...
O sumo sacerdote conhecia as escrituras de Daniel, que a profecia do "Ancião de Dias" confirmava esta verdade. Mesmo assim, por a verdade o mataram. Também em actos mataram Estêvão que disse: " vejo o céu aberto e o filho do homem assentado à direita de Deus..."! Estêvão morreu pela verdade!

⁠“Todos os caminhos levam ao lar.”

Verdade, mas não em um sentido linear, não como um meio para um fim.
O lar não é um destino encontrado no limiar do tempo.
A verdade é o reconhecimento sem caminhos do que é.
Não apenas um reconhecimento, mas simplesmente as gargalhadas existenciais que surgem quando a busca desmorona o sujeito buscador e o caminho se aniquila.
“Todos os caminhos levam a lugar nenhum” tem um tom melhor de verdade.
A maioria dos ensinamentos espirituais objetiva a verdade que o deixa preso na dualidade sutil de sujeito/objeto.
A mente o ama, pois é diviso em sua própria natureza.
Tudo o que ela faz é conceituar o absoluto.
Ele evoca um assunto de um acontecimento contínuo e diz
"este sou eu,
o resto não é"
como pegar uma onda do oceano ... fofo, mas impossível na realidade.
A maioria dos ensinamentos lança a ilusão de um caminho que obscurece o verdadeiro olhar do supremo e o deixa engolido pela inquietação envolvente da linearidade - a imitação da chegada.
E mais cedo cada caminho que você trilhar será deixado abandonado,
mais frequentemente julgado por tê-lo enganado.
Você então atesta seu caminho recém-descoberto.
"Esse é o novo caminho. Eu encontrei o caminho."
Então, por que ensinar?
não ensine.
Simplesmente compartilhe o que mexe com sua alma, humildemente.
Minha descrição favorita de um verdadeiro professor é transmitida pelas palavras de Laozi
“ele/ela ensina sem um ensinamento, para que as pessoas não tenham nada a aprender”
A verdade não precisa de caminho nem de ponteiro.
É o dedo e a lua, pois nunca houve distância entre sua existência aparente.
A verdade se manifesta em todas as coisas.
Mesmo objetos inanimados tentam nos revelar Deus.
Para saborear a verdade irrevogavelmente,
todos os caminhos ou a ilusão deles devem desaparecer,
toda conceituação deve ser abandonada,
... incluindo o mito do "eu".
Existe realmente um caminho certo

⁠A LIBERDADE ESPIRITUAL

Para muitas pessoas religiosas ou espirituais, isso pode ser uma verdade difícil de engolir.
A verdadeira iluminação não é o que realmente queremos. Não é nem um pouco emocionante, mas é totalmente comum.
Apesar disso, a maior parte da espiritualidade é construída sobre a busca do extraordinário.
Altos níveis de frequência não o levam necessariamente a experiências "espirituais".
Na verdade, altos níveis de frequência destroem a própria ilusão de que existe algo como uma experiência “espiritual”.
Na cultura contemporânea da nova era, o materialismo espiritual é abundante - ou seja, as pessoas agora têm uma nova droga chamada busca da verdade.
É importante entender que não há nada de errado com nenhuma dessas coisas.
Se você é levado a buscar algo mais elevado, então algo está empurrando você, levando-o a algum lugar.
Se você segui-lo até sua conclusão natural, ele revelará seu verdadeiro caminho no final.
Para algumas pessoas, buscar é um caminho direto para a transcendência, mas para outras serve simplesmente como uma distração que as afasta ainda mais de sua verdadeira natureza.
A Vitimização impede o buscador espiritual de seguir seu impulso até sua conclusão natural. Ele faz isso identificando-se com a forma do ensino, ou com o professor, ou com o próprio caminho. Portanto, vemos três categorias básicas de pessoas em um caminho espiritual - aquelas que estão presas pela estrutura de um determinado ensinamento, aquelas que estão presas pelo poder magnético de um professor particular e aquelas que estão presas por sua própria compulsão constante de ser um turista espiritual.
Todas essas três armadilhas espirituais são estágios autênticos de qualquer caminho que acabará levando à verdadeira liberdade, mas todas as três também se disfarçam como a própria liberdade. Estes são alguns dos níveis mais sutis da Sombra da Vitimização.
A verdadeira liberdade não tem nada a ver com a forma como gastamos nosso tempo no plano material.
A verdadeira liberdade não é um efeito. É uma espécie de espaço sempre em expansão que surge espontaneamente dentro de você quando você passa a entender o quão profundamente você foi vitimizado por suas próprias crenças centrais.

⁠REDES SOCIAIS - REDES ESPIRITUAIS

Na verdade, amamos e odiamos a rede simultaneamente, mas acima de tudo somos viciados nela, assim como somos viciados em todo grande drama.
Dentro do seu mundo dos sonhos e sob a rede, seu maior desejo é expresso.
Sob a rede, você pode viver o seu sonho - você pode voar, dançar, chorar, sofrer e, acima de tudo, amar.
E, no entanto, seu amor dentro da rede é um amor profundamente limitado, um amor que nunca escapa dos limites de suas próprias ilusões. Sob a rede, você se apaixona ou se desapaixona - de qualquer forma, você permanece vítima de suas projeções, expectativas e, inevitavelmente, de suas decepções.
Às vezes, você afunda na melancolia e toda a sua força vital parece parar - sua própria respiração fica mais fraca.
Em outras ocasiões, você voa em uma mudança repentina de humor e seu coração bate mais rápido e sua respiração enche seu peito a ponto de estourar.
Isso é o que acreditamos ser a liberdade.
Entre os extremos, as melodias dão lugar às cadências; mudanças de tempo dão lugar a frases, notas, trinados, pausas e todo tipo de sentimento concebível.

Quando Descobri Que Deus Ainda Me Esperava

Há uma verdade que me acompanha todos os dias.
Quanto mais conheço a bondade de Deus, mais conheço também as minhas fraquezas.
Durante muito tempo imaginei que a maturidade espiritual me impediria de cair.
Hoje sei que não.
Continuo tropeçando.
Continuo errando.
Continuo descobrindo, dia após dia, o quanto ainda preciso da misericórdia de Deus.
Às vezes pensamos no pecado apenas como grandes escolhas erradas.
Mas a vida me ensinou que ele também se esconde nas pequenas coisas.
Numa palavra impensada.
Num julgamento precipitado.
Num orgulho silencioso.
Numa indiferença que machuca.
Num olhar que se afasta daquilo que Deus nos convida a contemplar.
São pequenas escolhas que, pouco a pouco, revelam a fragilidade do coração humano.
Não escrevo isso para condenar ninguém.
Escrevo porque reconheço essa realidade primeiro em mim.
Todos os dias descubro que ainda tenho muito a aprender.
Todos os dias percebo que ainda existe algo em mim que precisa ser transformado.
O mais impressionante, porém, não é a minha fraqueza.
É a paciência de Deus.
Antes mesmo que eu tropece, muitas vezes sinto que Ele já me alerta.
A consciência fala.
O coração percebe.
A verdade se apresenta diante de mim.
Mas, mesmo assim, nem sempre escolho o melhor caminho.
Não porque Deus tenha se calado.
Mas porque, tantas vezes, prefiro ouvir a minha própria vontade.
E, quando finalmente percebo o erro, descubro que Deus não se afastou.
Continua ali.
Esperando.
Chamando.
Acolhendo.
Foi então que compreendi algo que mudou a minha maneira de rezar.
A oração não é apenas um momento para pedir.
É um lugar onde a verdade encontra a misericórdia.
Quando me coloco diante de Deus sem máscaras, reconhecendo aquilo que sou e aquilo que ainda preciso mudar, acontece algo difícil de explicar.
Não escuto uma voz com os ouvidos.
Mas sinto uma paz que nenhuma palavra humana conseguiria produzir.
É como se Deus respondesse ao meu arrependimento com um abraço silencioso.
Há dias em que os olhos se enchem de lágrimas.
Há dias em que apenas um profundo alívio invade a alma.
Não porque eu mereça esse perdão.
Mas porque Deus nunca deixou de amar quem eu ainda estou aprendendo a ser.
Talvez seja esse um dos maiores mistérios da fé.
Quanto mais conheço a minha pobreza espiritual, mais descubro a riqueza da misericórdia de Deus.
E quanto mais descubro Sua misericórdia, menos desejo permanecer no mesmo lugar.
Não mudo por medo.
Procuro mudar porque fui amado.
É por isso que hoje acredito que a oração é uma das maiores dádivas que Deus nos concedeu.
Ela não muda apenas o que dizemos.
Muda o nosso coração.
Cada oração sincera abre uma porta para a graça.
Cada pedido de perdão rompe um pouco do orgulho que nos afasta de Deus.
Cada lágrima derramada diante d’Ele nos lembra que nunca somos fortes o bastante para viver sem Sua presença.
Hoje já não me aproximo de Deus porque me considero digno.
Aproximo-me justamente porque reconheço que preciso d’Ele.
E talvez esta seja uma das mais belas descobertas da minha caminhada:
O perdão de Deus não é uma recompensa para quem nunca caiu.
É um presente oferecido àquele que, depois de cair, encontra coragem para voltar.
Enquanto houver esse caminho de volta, haverá esperança.
E enquanto houver esperança, haverá sempre um Pai esperando por mim de braços abertos.

A Melhor Mentira Ainda É a Verdade


Nas festividades do início dos anos setenta, acho que em 1972, eu e meu sobrinho estávamos regressando para São Paulo, depois de termos passado as festas em Santa Mariana, quando aconteceu esta história.


Naquela época, a rodovia até Avaré era de pista simples. Depois começava a Castelo Branco. Era comum a gente parar no último posto antes da CB para abastecer e fazer um lanche.


Naquele dia, ao nosso lado, parou outro Fusca. Dentro dele havia quatro meninas, jovens e muito bonitas. Começamos a jogar conversa fora e, depois de abastecer os carros, paramos num estacionamento ali mesmo no posto e fomos nos apresentando.


Um detalhe: no vidro traseiro do Fusca delas, atrás do banco do motorista, havia um papel colado com os nomes das quatro e uma mensagem desejando um feliz Ano-Novo.


Quando chegou a minha vez de me apresentar, disse que era estudante de engenharia. Meu sobrinho, estudante de medicina. Elas também foram se apresentando e contando quais cursos faziam, exceto uma delas.


Então perguntei:


— E você, como se chama?


Ela se aproximou do carro e apontou para o papel colado no vidro.


— Este é o meu apelido.


O problema era que, em vez de um nome, havia um desenho.


Uma desgraça de desenho que acabou com a nossa viagem.


Era um bicho estranho, completamente desconhecido para nós.


Depois de olharmos para o céu, chutarmos umas pedrinhas e fingirmos naturalidade diante daquele constrangimento, fomos nos afastando do carro delas. Antes, porém, tivemos que ouvir as quatro rachando de rir.


Pegamos a estrada sem sequer olhar para trás e fomos o resto da viagem tentando descobrir que criatura era aquela.


— Será que o apelido dela é Ripinha?


— Balaústra?


E lá vinham mais alguns palpites absurdos.


Passados alguns dias, finalmente descobrimos que aquele desenho nada mais era do que o símbolo do Pi (π). Traduzindo: aquele era o apelido dela.


Acho que ela devia se chamar Jupira e não gostava muito do nome.


Eu poderia ter contado esta história antes, mas precisava da anuência do Newton Roberto Gobis, meu sobrinho, um sujeito de bem com a vida e de quem gosto muito.


Claro que aquelas mentiras — eu estudante de engenharia e ele de medicina — foram apenas uma brincadeira de momento. Mas, diante da situação constrangedora que se criou, nem tivemos tempo de corrigir a burrice. E, para falar a verdade, não teria adiantado nada. Nós simplesmente não sabíamos o significado daquele "bicho". E, talvez, se insistíssemos, a situação ficasse ainda pior.

Não quero tapar meus
ouvidos à tua verdade...


Meu Deus, um temor
há no meu coração.
Não quero tapar meus
ouvidos à tua verdade
que grita.


No meu interior sinto a tua verdade.
Me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.


No mundo que criaste sinto a tua verdade.
Me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.


E se os anjos a tua verdade
sussurrarem,
me ajuda a escutar,
Desejo te obedecer,
a discernir o bem e o mal
e a fazer o que é reto diante de ti.


A tua voz grita em silêncio.


Que eu não seja julgado
por ignorar
a tua verdade.
Me purifica pra escutar
E diante do Senhor reto caminhar...

Ruínas da verdade


Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.


A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.


O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.


Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.

Quem pensa que todos são perfeitos não sabe enxergar a realidade.
Na verdade, vê tudo com vaidade.
Pois a vaidade não se resume a um rosto bonito e à beleza física; ela também se manifesta no ato de achar que conhece os outros melhor do que eles mesmos, enxergando apenas os defeitos e ignorando as qualidades.
Quem age assim, sempre achando que está certo, mas sem conseguir ser um exemplo, acaba se tornando amargo, tomado pelo ego e pelo orgulho no peito. Cuidado!