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Texto a Traga dia Paulo Coelho

Cerca de 38922 frases e pensamentos: Texto a Traga dia Paulo Coelho

FIM - O Retorno

No principio era o principio;
E o principio estava com principio;
E o principio era principio.

Ele estava no principio com principio

E pensou assim:
- Eu sou o principio.
- Eu sou o fim.

Por que disseram e pensaram
que todas as coisas foram feitas por mim.

E de tanto pensar assim disseram:

Que no principio era o principio
E que EU SOU O FIM.

No principio era um projeto artístico, uma música enfim.

Porém quando quis dizer:
Que no principio criou Deus os céus e a Terra.
O meu principio chegou ao fim.

E no principio que agora estou

Digo.

Que sou apenas uma música,
um projeto artístico em fim.

Por que no principio
Eu sou o que sou.

Eu sou o principio e sou o fim.
Sou retorno ao principio e fim.

E para aprender que sou tudo isso.
Sou apenas uma música em fim.

Por que no principio era Deus,
era os céus e era a Terra.

Porém agora
EU SOU.

Eu sou o principio e sou o fim;
Eu sou uma música,
um projeto artístico,
um nome e um tema.

E para entender o que sou

Eu também sou
O equilíbrio,
O vínculo
E a existência.

Por que tudo que existiu, existe e existirá.
São para mim
uma pura experiência.

Inserida por LordSantos

Sacrifício
Eu não chamaria de uma palavra actual.
As pessoas ouvem a palavra "sacrifício" e ficam com medo de que alguma coisa vai ser tirada delas, ou que tenham que perder uma coisa sem a qual não podem viver.
Sacrifício para outras pessoas significa perda. Num mundo que nos ensina ter tudo.
Mas acredito que o verdadeiro sacrifício.
É uma vitória.
Porque isso pede o nosso livre arbítrio, para desistir de alguma coisa ou de alguém que amamos. Por alguma coisa ou alguém que amamos mais do que nós mesmo.
Não vou mentir para vocês. Tem o seu risco.
O sacrifício não vai tirar a dor da sua perda, mas vai vencer a batalha contra a amargura.
A amargura que não nos deixa aproveitar tudo de valor que temos em nossas vidas.
Lembre-se…
“Deus Criou Tudo e tudo o que temos, foi ele é que nos deu.
Ele nunca lhe dará algo que não pode carregar”
Aleluia.

Inserida por bentaninha

“ Incerteza ”

Faço porque existo ou existo porque faço?
Insisto porque sei ou sei por que insisto?

Nas curvas acentuadas decorrentes dos desvios.
Sinto frios, calafrios e até mesmo arrepios.

Sei do que, mas não para o que designar.
Entre atos e fatos forçado sou a estagnar.

Aconteceu, tudo escureceu, mas logo clareou.
Isso é a certeza de que num simples ato de piscar tudo possa mudar.

Inserida por azabote

ORAÇÃO AO LOBO
"- Lobo! Irmão espiritual que me fortalece, cuja forma e força moldam meu espírito. Nas horas em que me busco, sempre te encontro com os olhos de fogo pela noite das florestas de minha Alma.
Dai-me tua nobreza, Oh, Grande Lobo!
Dai-me tua paciência de caçador para que eu jamais venha a render-me a mim mesmo.
Dai-me o dom, a paz, que teus cantos sagrados pela bruma escura, espalham sobre os que te sentem rosnar no peito.
Dai-me forças, para seguir ouvindo o vento. Para sentir tua presença em comunhão com O Grande Espírito que em tudo está. Que tua presença jamais se abale diante das montanhas cinzas que me cercam, para que, ouvindo-te clamar aos vossos, pelas noites, possa eu, em tua forma, fazer-me ouvir em teus uivos sagrados."

D.A

Inserida por ascaldaferri

⁠Deveria doer mesmo, é um coração partido
Mas seguir em frente é a parte mais difícil
O desapego vem em ondas
Mas a memória desaparece, todo mundo sabe
Todo mundo sabe
E se eu estiver tentando, mas então fecho os olhos
E volto, perdido no último adeus?
E se o tempo não fizer o que deveria fazer?
E se eu nunca superar você?
Talvez os meses passem, talvez daqui a alguns anos
E eu conheça alguém e está dando certo
De vez em quando, ele pode ver além
Porque quando eu olho para ele, é, tudo que vejo é você
E se eu nunca superar?
E se eu nunca conseguir um desfecho?
E se eu nunca pegar de volta as palavras que desperdicei com você?
E se nunca melhorar?
E se isso durar pra sempre e sempre e sempre?

Inserida por droplets

⁠eu amo os seus olhos eles me lembram o tempo que voce realmente me amava hoje em dia nao a mais nada nem admirassao nem mesmo do apenas sentimentos agudos da minha parte como espinhos de rosas que ao mesmo tempo q é belo me machuca profundamente de forma discreta, por conta de tudo q ja aconteceu sei q ja nao existiu um ´´nos´´ mas eu realmente gostei de tudo em vc, quando vc me abraçou pela primeira vez eu faltei sair saltitando, pq vc sumiu? e me bloqueou de tudo? pq n posso nem ter contato com vc? eu gostaria de estar do seu lado novamente e fazer tudo dnv e dessa vez ter coragem de dizer eu te amo e gostava de todos os detalhes em vc ate do jeito q vc mexia no cabelo me fazia sentir borboletas no estomago eu ainda gosto de vc, toda noite q vou a aquele lugar penso se eu poderia ter feito diferente agora sei que voce deve estar com alguem q teve mais atitude que eu gostaria de ter uma segunda chance de recomeçar mas pl jeito vc n vai querer te sinto falta MUITO tudo me lembra vc ate aquela musica q é tao linda mas a cantora as falar tudo tudo tudo me lembra vc tudo pq cantora de cabelo verde? pq vc existiu? eu ja nao sei mais oq fazer, queria vc dnv mais uma vez, nem sei de quem vc gosta e onde voce esta agora mas realmente eu queria saber pq? eu realmente gostava de voce garota mas n é a primeira vez q perco alguem por conta da minha falta de coragem ou ate mesmo por medo de abandono mas no final eu sou abandona de qualquer forma isso me doi muito mas eu sei que no final o problema nao sao as pessoas que me relaciono mas sim eu que nunca me acustumei a ganhar atençao e quando eu ganho tenho tanto medo de perder as pessoas que choro feito uma criança. queria ser suficiente para alguem realmente...

Inserida por sixijxjron234

Um velho pinheiro

Um dia, diante de uma velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que 'conseguisse ver o pinheiro na posição correta'.
Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria 'enxergar o pinheiro na posição correta'?
O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.


Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era vê-la como uma árvore torta. Só isso!

Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer 'consertar as coisas, as pessoas e tudo mais' conforme nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante exergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.

Se você tentar 'endireitar' a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer... por isso é fundamentável aceitá-la como ela é.

Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele sonha e não o que o outro pode oferecer.
Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros.
Porque temos essa visão de "consertar" o que achamos errado.

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor.

O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.




(...)

E para terminar, olhe para você mesmo com os 'olhos de ver' e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região e isso não depende de mais ninguém para acontecer, só depende de você.

RECADOS DA PRIMAVERA

Tantas estrelas no céu
No dia em que eu parti...
Era meados de abril
Fugi, voei pra longe dali.

Recados da primavera
Guardei no meu coração:
Regar as flores do mundo
No inverno, no outono e verão.

Pela estrada eu fui caminheiro
No caminho fui só solidão
Procurando atalhos sem fim
Pelas veredas da inspiração.

Andei por tantos lugares
Por mares, montanhas e sertão
Desvendando os mistérios da vida
E dela arrancando a lição.

Hoje eu saco primeiro da arma
E acerto o seu coração...
São tantas palavras que atiro,
Pois tenho muita munição.

Não queria dançar sozinho na escuridão

Um dia conheci um garota especial
Não sabia o que iria por vir
Mas tentei conquistar ela
Com um alto astral

Hoje é o dia dela, um dia mais que especial
Lágrimas correm quando lembro da gente junto
No shopping sem se preocupar com nada

Deixa de falar disso, eu tô aqui pra
Agradecer, por todos os momentos juntos
Pelo meu lado permanecer, pelos beijos que
Me deu

Sei que já me esqueceu, mas o culpado
Disso tudo não fui eu, se eu tivesse insistido
Talvez não estaria escrevendo isso

Tudo bem, aproveite cada momento
Viva cada momento, confie em mim
Essa fase vai passar, em breve feliz
Você vai estar, não precisa se preocupar

Me desculpa por tudo isso, escrever poemas sozinho dá nisso
Se precisar de mim vou estar lá, sei que deveria
Meus surtos limitar

Só tenho mais uma coisa a falar, se eu não dizer
Sei que no futuro não vou me perdoar,
A verdade é que eu não te esqueci

Ainda gosto de você e queria te ter perto de mim
E é sério, quando falo que
Ana Clara é especial

Esquece JP, tudo acabou...

APRENDIZ


Por que viver na dor, se podemos ter e dar amor? Por que perder a esperança,
se o dia mal começou e a noite é uma criança. Por que sofrer antecipado, se nada é definitivo, tudo pode ser mudado.

Por que deixar a felicidade, se ela não pede nem tempo e nem idade. Por que seguir a cruz, se o mestre já desceu e nos deixou a luz. Por que fugir do amor, se ele é como flor, só se abre com o calor. Aproxime-se!

Por que deixar o tempo escorrer, se é o bem mais precioso que podemos ter?
Por que ficar na lamentação, se o mundo é uma porta sempre aberta, para quem segue na direção certa.

Por que reclamar do que não tem, se parado nada vem! Por que não sorrir,
se o rosto se ilumina e você fica bem, A alegria é remédio para a alma, se espalha e contagia também.

Eu vou vencer, eu vou lutar, abrir o meu sorriso pra tudo mudar, eu vou ser feliz, e posso recomeçar pois sou um aprendiz, e é a experiência que me diz: Onde eu parei é ponto de partida, para um novo tempo e uma nova vida.

“A vida é o como o seu retrato em 3×4 que pode ser sempre ampliado”

Não desanime, é normal que algumas situações do dia a dia possa nos deixar sem ânimo para continuar. Porém, não devemos deixar esses sentimentos fazer morada em nós.
Levante a cabeça, mostre para seus problemas que você tem um Deus muito maior que tal, siga, nunca pare, nunca desista de ser feliz, nunca desista de sorrir, nem por um segundo qualquer.
Eu sei, não é fácil. Mas lamentações não irão resolver o problema, muito pelo contrário você ficará presa a ele.
Alegre-se, vamos lá... Você é especial para Deus, ele quer te ver bem.

131. "Lembre-se de agradecer a cada dia se você tem um amor e diversas amizades que liberam seu sorriso e te faz esquecer-se do seu maior medo, que é a infelicidade."

132. “A saudade é intrometida, ela aparece quando menos precisamos dela, e traz a distância como convidada, mas às vezes os "penetras" são quem fazem a festa, pois eles aumentam mais ainda a vontade de te ver, te ter e quando isto acontecer à festa nós que faremos.”

133. "Sabe o meu coração? Vejo-o como um girassol, apaixonado assim estou, e você o calor que o desabrochou."

134. “Tentar acabar com um grande amor é como puxar o lado do cadarço errado de um nó, você só está apertando e tornando impossível de se desatar.”

Capítulo — O dia em que eu voltei para mim


Conheci um homem insuportável.
Daqueles que chegam ocupando espaço demais, falando alto demais, confiantes demais. Metido a bom, metido a malandro, metido a conquistador. Um tipo que acredita que o mundo responde quando ele chama.


Um dia, ele me segurou pelo braço. Não forte o bastante para doer, mas firme o suficiente para marcar. Olhou dentro dos meus olhos e disse, como quem anuncia um destino já escrito:
— Eu vou casar contigo.


Eu ri. Ri com desprezo, com ironia, com a segurança de quem ainda se pertence.
— Boa sorte.


Ele insistiu. Meses de insistência. Flores que eu não pedi, chocolates que eu não quis, convites para cervejas que eu sempre recusei. Havia algo nele que me irritava — talvez o reflexo de uma fraqueza que eu ainda não reconhecia em mim.


Até aquela noite. Festa na casa de um amigo em comum. Música alta, copos cheios, corpos soltos. A conversa veio fácil, o riso também. Dançamos. Bebemos. O tempo escorreu entre uma música e outra. E, sem que eu percebesse, ele deixou de ser insuportável. Ou talvez eu tenha ficado cansada de resistir.


No fim da festa, ele me levou para casa. O beijo aconteceu como acontecem os erros importantes: sem alarde, mas com consequência. Algo se abriu em mim. Um lugar que eu não sabia que estava vazio.


Depois disso, viramos presença fixa na vida um do outro. Onde eu estava, ele aparecia. Onde ele ia, eu seguia. Não era amor ainda — era fusão. Confundimos intensidade com destino. Ele me contou seus sonhos, seus medos, suas faltas. E eu enxerguei ali uma saída. Um novo lar. Uma direção. Não percebi que estava apenas trocando de jaula.


Casamos quando eu tinha vinte anos. Ele, três a menos. Justo eu, que sempre procurei homens maduros, me entreguei a alguém que ainda não sabia ser. Vivíamos para o trabalho, para o cansaço compartilhado, para o futuro idealizado. Tínhamos um sonho comum: melhorar de vida, vencer, chegar lá. Nunca paramos para perguntar onde era “lá”.


Três meses depois do casamento, veio a notícia. Um bebê. Uma menina.
A alegria veio acompanhada do medo, pesado como pedra no estômago. Éramos jovens demais. Inexperientes demais. E, silenciosamente, sozinha demais.


Ele começou a se afastar antes mesmo do corpo dela crescer dentro de mim. Barzinhos, ausências, desculpas. Eu crescia por dentro e encolhia por fora. As consultas de pré-natal eram minhas. O medo era meu. O futuro, também.


No dia em que minha filha nasceu, eu procurei por ele com os olhos cheios de dor e esperança. Não estava. Só conseguimos achá-lo por telefone, quando já era tarde demais. Minha filha já respirava fora de mim. E eu, ali, entendia pela primeira vez o que era parir sozinha.


Trabalhava das cinco da manhã às sete da noite numa escola integral. Minha sorte era que minha filha ficava na creche da própria escola. Saía empurrando o carrinho, caminhava quilômetros com o corpo exausto e a alma em alerta. Chegava em casa e fazia comida. Marmitas. Banho. Mamadeira. Silêncio. Dormia para sobreviver. Acordava para repetir.


Os anos passaram. Quatro. A vida melhorou financeiramente. Mudamos para mais perto do trabalho. Cem metros. Conforto. Aparência de estabilidade. Mas por dentro eu já sabia: algo estava apodrecendo.


Descobri a traição numa tarde comum. Enquanto eu sustentava a casa, criava nossa filha e me anulava, ele me traía. Não foi o ato que doeu mais. Foi o espelho. Eu tinha me tornado exatamente o que mais temi: uma mulher vivendo a vida que não escolheu.


A ficha caiu com violência.
Minha mãe. A casa. A renúncia. O silêncio.


Arrumei as malas. Só roupas. Minhas e da minha filha. Nada mais importava. Enquanto dobrava tecidos, ele chegou. Olhou, riu, debochou, com a arrogância de quem se acha dono:
— Você me ama demais. Não vai conseguir ir embora. Você não vive sem mim.


Ele trocou de roupa e saiu, certo da minha desistência.


Mas eu fiquei.
Terminei de arrumar tudo. Peguei minha filha no colo. Abri a porta.


E fui.


Nunca mais voltei para ele.
Mas voltei para mim.


Minha alma respirava. Meu corpo tremia. Meu espírito gritava, sem medo, sem culpa, sem volta:
Liberdade.

Capítulo — 14 de Outubro, 4h20


Era dia 14 de outubro.
04h20 da manhã.


O portão ecoou com um grito.


— Carolina!


Reconheci a voz do meu primo. Não éramos próximos. Ele não apareceria ali, naquela hora, por qualquer motivo comum. Antes mesmo de levantar da cama, pensei: alguém morreu.


Meu marido foi atender. Eu fiz o que sempre faço quando o nervosismo me invade: corri para o banheiro. Era como se o azulejo frio e a porta fechada pudessem me proteger do que quer que estivesse por vir.


Quando saí, ele já havia voltado.


— Sua mãe está em Saquarema, na casa da irmã. Passou mal. Está no hospital.


Meus dois filhos dormiam. A casa estava em silêncio, mas dentro de mim algo já gritava.


— Cuida das crianças. Eu vou pra lá ver minha mãe.


Comecei a arrumar uma mala às pressas. Ele tentou me convencer a não ir.


— Não precisa. Sua irmã disse que, quando você chegar, provavelmente ela já vai estar de alta.


O telefone dele tocou. Era minha irmã.


Estranhei. Por que ela ligaria para ele e não para mim?


Ele desligou e repetiu a mesma história: que eu não precisava ir, que não era grave.


Continuei arrumando minhas coisas.


Então ele disse:


— Procura um documento da sua mãe. Ela foi para Saquarema sem identidade.


Parei.


Minha mãe nunca sairia sem documentos. Nunca.


Peguei o telefone e liguei para minha irmã.


Assim que ela atendeu, fui direta:


— O que aconteceu com a minha mãe?


Do outro lado, silêncio. Depois:


— Teu marido não te deu o recado?


— Ele disse que ela estava internada.


Então ouvi o som que nenhuma filha deveria ouvir: o choro quebrado de uma irmã tentando ser forte.


— Carolina… nós perdemos a nossa mãe.


Eu sabia o que aquelas palavras significavam. Mas meu cérebro se recusava a aceitar.


— O quê? — repeti.
— Nós perdemos a nossa mãe.


Ela repetia. Eu repetia.


Até que ele tirou o telefone da minha mão.


Fiquei sentada na beira da cama por uns dez minutos. Ou talvez uma vida inteira. Eu me senti como uma criança de três anos perdida numa feira, olhando ao redor e não encontrando a mão que sempre segurou a sua.


Senti um vazio brutal. Uma dor física no peito. Um rasgo.


Respirei fundo.


Como vou contar para os meus filhos?


Fiz café. Esquentei o leite. Preparei pão com queijo e ovos. A rotina parecia cruelmente normal. A cozinha tinha cheiro de manhã comum, mas nada mais era comum.


Acordei as crianças.


Tomamos café.


Ao final, disse:


— Filhos, a mamãe tem uma notícia muito triste.


Eles se sentaram no sofá. Eu fiquei de frente para eles.


— A vovó estava passeando em Saquarema. Ela passou mal, foi levada para o hospital… mas infelizmente não resistiu.


Eles se abraçaram e choraram. Havia tristeza, mas também uma serenidade que me surpreendeu. Talvez porque o amor que ela plantou neles fosse maior que o medo da morte.


Meu marido ficou com as crianças. Eu precisava fazer o que ninguém queria fazer.


Dar a notícia ao meu pai.


Entrei na casa que, a partir daquele momento, deixava de ser “a casa dos meus pais” para se tornar apenas a casa do meu pai. Eu tinha a chave.


Ele não estava lá.


Comecei a procurar a certidão de casamento — necessária para emitir a certidão de óbito. Enquanto isso, ligava para tios, tias, amigas, primos. Minha mãe era amada. Muito amada.


Quando meu pai chegou e me viu ali, tão cedo, estranhou.


— Quem morreu? — perguntou, direto.


Respirei.


— Minha mãe. Sua mulher.


Ele sentou.


Expliquei como soube: que ela passou mal na casa da irmã, foi levada à UPA, depois transferida para o hospital de Bacaxá. Que, no caminho, teve um infarto dentro da ambulância. Que tentaram reanimá-la. Que não conseguiram.


Ficamos sentados na varanda esperando minha irmã chegar.


Quando o corpo chegou, já era fim de tarde. Foi levado direto para a capela, no mesmo local do sepultamento.


Meu filho ficou em casa com uma prima. Minha filha foi comigo. Meu marido também foi, mas ficou distante. Não me amparou. E, naquele momento, eu não tinha espaço para analisar ausências. Eu só queria me despedir.


Minha filha e eu entramos juntas na capela. No caminho, ela foi abraçar parentes. Eu tracei uma linha reta até o caixão.


Lá estava ela.


Inerte.


Coberta de flores brancas. O rosto pálido, mas sereno. Vestia uma camisa de Nossa Senhora de Fátima, sua devoção maior.


Eu me plantei ao lado dela como uma guarda.


E não saí mais.


Aquela era a última vez que eu estaria ao lado da mulher que me deu a vida e nunca poupou esforços para que eu vivesse bem. O choro começou contido, mas a certeza de que nunca mais teríamos nosso café da tarde juntas me atravessou como lâmina.


Deram-me quatro tranquilizantes.


Nenhum fez efeito.


Nada me tiraria dali.


Quando avisaram que era hora de fechar o caixão, pediram que todos saíssem.


Eu disse:


— Eu não saio. Pode fechar na minha frente.


E assim foi.


Seguimos em procissão até o jazigo. Houve oração. Falaram de Nossa Senhora, como ela gostaria. O caixão desceu.


Aquele era o fim.


As pessoas começaram a ir embora. Mas meus pés não se moviam. Era o último dia. A última imagem. O último adeus físico.


Minha filha, minha irmã e minha prima ficaram comigo.


— Ficamos aqui o tempo que você precisar — disseram.


As horas passaram.


Até que minha prima falou, com doçura:


— Vamos? Já está na hora. Sua filha está cansada. Seu filho te espera.


Olhei para o jazigo e, dentro de mim, falei:


— Mãe, eu ficaria aqui por dias. Mas a vida continua. E eu sei que você ama seus netos. Vou cuidar deles o dobro do que já cuidava.


Respirei fundo.


E fui embora.


Sabendo que, naquele 14 de outubro, às 4h20 da manhã, eu deixei de ser filha no mundo —
mas passei a carregar minha mãe inteira dentro de mim.

175. “Temos mesmo é que buscar o dia da verdade. Hoje a mentira reina. "Máscaras" estão na moda, muita criança "digitando" de forma inteligente, mas por trás é apenas mais uma pessoa imatura. Ninguém é perfeito, o mundo é de mentira, nós que temos que batalhar e tentarmos ser verdadeiros.”

176. "Meus olhos estão sempre na dianteira, não vou olhar para trás, pois estaria dando as costas para todo o meu futuro."

177. “Não tem alivio maior do que saber que seremos "alguém" nessa vida, com estudo e dedicação. A vida não é só curtição. Experimenta se dedicar, nada é fácil, mas afirmo que mais difícil será se deixar tudo para depois.”

Inserida por Joaopauloow

Stop!

Mude a rotina do seu dia a dia.
Se você vive no sufoco, sem tempo para nada e anda cheio(a) de estresse, é preciso dar uma “BRECADA GERAL”, para tudo de vez, ainda que seja por poucos minutos.
Uma parada para respirar e falar com você:
- Opa, eu sou a peça mais importante desse jogo! Se eu me quebrar vai ser “Game Over” e não teremos volta.
Por isso, eu respiro, penso, decido e realizo aquilo que está ao meu alcance.
Pronto, já é um início de mudança comportamental que pode manter o estresse mais sobre controle. Sair fazendo tudo o que “o seu relógio mental manda” é loucura. É assinar passaporte para o infarto ou o “pinéu”.
Ficar de pernas pro ar de vez em quando não é sinal de “vagabundagem” ou falta do que fazer, é necessidade básica.
Pense nisso e siga seu caminho com mais serenidade.

Inserida por Epena

Poema dia dos Namorados.
Hoje acordei com tanta coisa pra me preocupar
Só de lembrar que estou contigo consigo me acalmar
Como te agradecer ainda tento descobrir
Nada é tão incrível como o que sinto por ti
Vou lutar como nunca, pra tudo ser eterno
Quero estar contigo abraçadinho no inverno
Agora entendo que quando é pra sempre, não é pelo tempo
Pra sempre é a eternidade de cada momento
Então que seja pra sempre esse sentimento
Pois o que vivo e vou viver contigo será eterno no meu pensamento
Enquanto for seu namorado vou te fazer feliz
Não quero que se arrependa se acaso tiver fim
Vou tatuar no seu coração tudo de bom que te fiz
E vou te levar comigo para sempre, como prometi
E tornar recomeço a palavra fim.

Inserida por Joaopauloow

Essência
Um dia em alguma momento de sua vida vc perde sua essência s,sua determinação sua alto estima,seu foco,tudo parece estar perdido.Mais não eles continuam ali vc que não está tendo força pra recuperar eles de novo, Deus na sua plenetude nós fez perfeitos não sefredores,intão levanta a cabeça se necessario peça ajuda mais em momento nenhum entregue os pontos pq vc e a semelhança de DEUS, busca sua PAZ em e seja FELIZ pq a unica coisa importa nessa nossa curta passagem e ser FELIZ....

Inserida por viniciusgalo

Primeiro
Dia de aula,
Dente arrancado,
Exame médico,
Beijo!

Dá frio na barriga,
borboletas no estômago,
arrepio na orelha
(nessa e em outras ordens).

A vontade é pular,
passar pro próximo,
correr, correr...

Mas a pressa é má conselheira,
inimiga da formação,
pois, de todos os passos,
o que mais importa
é o primeiro.

Inserida por ninhozargolin

Manifesto de um pássaro

Um dia, um dia qualquer, eu quero me tornar um passarinho, voar de janela em janela, tomando cuidado com os gatinhos, e de lá em cima das árvores, cantar no meu ninho, apenas um assobio, um simples elogio, e dizer para as pessoas, que a vida ainda é bela, mesmo sendo tão dolorido, que o mais puro coração, não sofre por um amor reprimido.

Um dia, quando me tornar passarinho, quero poder ao vento minhas assas bater, olhar para o sol nascendo e dizer, que la vem de novo a calorosa estrela guia, aquecer minhas assas me levando para os montes rochosos, de onde eu vejo toda a vila, cheia de vida, de pessoas de bem, querendo apenas amar uns aos outros.

Meu sonho, neste pequeno universo, e poder fazer por todos, apenas aquilo que espero, que seja bom, com amor, sendo carinhoso.

Inserida por jhonmach