Término
Fragmento de Mim
Não começo.
Não termino.
Sou o intervalo entre o que passou e o que nunca veio.
Carrego pedaços —
ecos de vozes que já não me chamam,
calafrios de toques que o tempo apagou.
Já me entreguei inteiro a quem não ficou.
Já ardi por dentro sem que ninguém visse a fumaça.
Aprendi a amar no escuro,
com medo da luz mostrar demais.
Hoje, caminho com mais cautela.
Não por medo, mas por memória.
Há ternura no gesto contido,
há desejo no silêncio que não grita.
Não procuro mais sentido.
Procuro abrigo.
Um canto onde eu possa não explicar.
Apenas ser — sem enredo, sem promessa.
Tenho um mundo dentro que ninguém visita.
Um vazio que aprendi a conversar.
Às vezes, só preciso que alguém escute
o que nem eu consigo dizer.
Sou feito de pausas,
de tentativas,
de páginas rasgadas que nunca viraram história.
Mas ainda estou aqui.
Mesmo que em pedaços.
É impressionante, você não prestar depois de um término, parece que tudo se é esquecido, o que vocês fizeram, o que construíram e se apoiaram, agora o único lado bom é de quem fala de você.
"Velhice não é idade, não é término da existência, nem declínio do ser. Velhice é a culminância silenciosa do tempo que amadureceu em consciência. É quando a vida deixa de correr e passa a ensinar. Não se trata de um corpo que desacelera, mas de uma alma que aprende a caminhar com dignidade, memória e verdadeira lucidez."
O roteiro da minha caminhada já foi escrito, e vivo cada dia capítulos, mas espero que o término do meu roteiro tenha paz e muita harmonia.
Na dança efêmera da vida a findar,
Cada alma encontra seu término a vibrar.
Não são os anos que moldam a jornada,
Mas sim o viver, na estrada iluminada.
Em cada passo, um conto a tecer,
O tempo, efêmero, a desaparecer.
Importa mais a essência, a intensidade,
Do que a contagem fria da saudade.
A vida é um poema breve a declamar,
Cada instante, uma chance de amar.
Na fugacidade, a lição se revela,
O valor da existência, joia singela.
Assim, em despedidas que ecoam,
Encontramos sentido no que ficou.
Pois no palco efêmero da mortalidade,
A arte é viver com autenticidade.
O Recomeço De Um Novo Término
Porque é sempre assim,
Já perdi tanto nessa vida,
Quem eu amo se afasta de mim,
Só pode ser essa a minha sina.
Ficar pra sempre sozinho,
Achar que tenho alguma chance,
Deixar de ser um grãozinho,
Nesse vasto mundo abundante.
Mas é mesmo culpa minha,
Por alguma expectativa criar,
Quanto mais esperanças eu tinha,
De mais alto eu viria a despencar.
Mas cego de paixão eu pulei,
Entrar de cabeça é como dizem,
Do mais alto morro me joguei,
Queria que todos me vissem.
Foi tão real, foi tão intenso,
Estava tudo se curando,
Ao amor eu estava propenso,
Era uma festa que eu estava celebrando.
Mas ai a vida fez sua jogada,
Foi rápida e certeira,
Mostrou que era ela quem mandava,
Recebi então uma rasteira.
Sozinho novamente fiquei,
Sem rumo, no escuro,
Se afastou aquela que amei,
Perdi pra sempre o meu futuro.
Após o término do relacionamento, inferniza a família, passa semanas chorando, fica em depressão e quando arruma outro(a) diz que foi livramento.
“No início das lutas somos cordeiros, no decorrer das lutas vamos nos fortalecendo e ao término estamos tão fortes, que nos transformamos em verdadeiras feras indomáveis.”
A minha vantagem é que nunca sei quando começo mas também não sei quando termino.
Sendo assim, poucos arrependimentos.
E assim foi a despedida.
Enquanto ele falava, ela segurava a emoção.
calada, pensava no quanto foi intenso e verdadeiro. Naquele momento o mundo parou. A ficha caiu! O que ela ainda não havia dado conta é que tudo o que tens vivido nunca foi de verdade, foi só um sonho de princesa que encontra um principe encantado. Mas ali, naquele carro ouvindo seu amor destruir tudo o que sonhou sem ao menos se deu conta de que eu só queria estar ali, em situações diferentes, como da ultima vez, em que eles se amavam e esquecia de todo o universo.
Mas veja: um casal de amigo se apaixonam, em momentos errado, cujo teria mais pessoas envolvidas. Acontece que foi inevitável o reencontro depois de anos, reascendeu uma chama do passado na qual ela havia desperdiçado. Ali, ela o desejava mais que tudo. E ele só falava no fim.
Não era o que ela queria. Ela não queria se da conta de que viveu mais uma ilusão na sua vida. Ilusão de que jamais seria como o sonho que ela criou.
Por não ser como frases e textos que ela escreviam sobre eles. Ali, ela se deu conta de que seu sentimento foi o mais egoísta que ela poderia ter se permitido.
Ele era proibido! Como pôde pensar somente nela e no que ela sentia? E nesse instante ela se deu conta que estava em um furacão de sentimentos, dor, tristeza, amor, mágoa, os piores sentimentos haviam tomado conta dela.
Ela foi forte a todo momento sem deixar que rolasse uma sequer lágrima.
Ela percebeu que o mndo fantasioso cheio de ilusões havia desabado sobre ela naquele instante.
Ela o ama, mais vai se distanciar, mesmo que isso a sufoca de tal forma que ela não consiga respirar.
Ao chegar em casa, ela sorrir para sua menina, com o coração despedaçado, mas sem transparecer a tristeza que havia tomado conta dela. pega sua roupa, toalha, vai para o banho...e ali, debaixo do chuveiro ela pode desabar, sem que alguem notasse o quão acabada ela estava.
E seu banho durou horas. No espelho sua face tristonha, e seus olhos vermelhos, ela disfarçava ter sido o sabão a causa de tudo.
Foi o fim de um amor passageiro que ela desejou , que arrancou diversos suspiros e o fim de um amor que tomou as redias da direção de sua vida, e depois saltou a deixando desgovernada.
Foi uma despedida quando ela achou que seria o inicio.
VERSOS E REVERSO
Retornei ao ponto de partida
Vou procurar por outra saída
Para este desenlace de amor
Mesmo que possa dar em dor
Vou estar na posição oposta
Qualquer que seja a proposta
De não esquecer o seu olhar
Ainda que eu esteja a lhe amar
Vou voltar a ser o que era
Sem ter que ficar na espera
Destas almas se entenderem
Transformadas em quimera
Meu coração vai ser o revés
De minha vontade, ao invés
De correr para seus abraços
Vou é estar em outros laços
Desmistifico nestes versos
O avesso de meus sonhos
Estes pesadelos enfadonhos
Pra harmonia que proponho
Não quero opor a verdade
Que hoje fala meu coração
Com toda sua ambiguidade
Pra não reverter à situação
Hoje eu quero o anverso
De um amor no reverso
Pois eu vou ter e mereço
Por um amor com apreço
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
sábado – 17/05/2008
Rio de Janeiro
Hoje você me disse que era o fim
Porem já iniciei meu projeto almanaque
E viverei o nosso ontem todos os dias.
E foi exatamente no fim que percebi que já era tarde demais para procurar uma solução para nós dois .
Me perdi na poesia
Me perdi no teu abraço ligeiro
Me perdi na vontade de te ver
Me perdi naquele sorriso
No olhar que esconde um mundo inteiro
Naquele deboche
Nos traços do seu lindo corpo
Na forma de agir
Na forma de vê o mundo
Naquela vontade de te beija
Naquela vontade de por um minuto simplesmente não ligar para as consequências
Para o que vem depois
Para o que vão falar
Para os que vão se opor
Para o arrependimento
E se o clima ficar estanho
O silêncio matar nosso momento?
Mas...no fim são só palavras, pois quem dera eu ter coragem de dizer tudo isso a ela,logo eu.
Metade de mim diz que ela sente simplesmente uma atração, a outra diz que minhas chances são minimas, já a outra diz para desistir
As vezes precisamos quebrar o gelo e simplesmente se abrir
Mas sempre vem o depois, vem a reação dela e as vezes precisamos tanto de uma pessoa por perto que ocultamos sentimentos apenas para ela não se assutar e ir embora.
Eu pareço tão cafona e minhas experiências dizem que esse texto nem devia existir
Mas não sei me expressar, se não for por aqui.
Por que no final sou uma experiência de uma paixão mal resolvida.
Um poeta de coração barulhento
Abandono
Depois de teu olhar triste
Nada mais se alegrou sem você
A noite se fez dia, quando partiste
E o sol se disfarçou de lua em turnê
O relógio parou naquele momento
Cada segundo de dor era clichê
De saudade, de solidão, de tormento
A poesia ficou sem poeta, à mercê
As ruas sem calçadas, sem pavimento
E a vida, ah a vida ficou sem você
Depois que partiste, olhar triste.
E eu aqui no abandono do porquê.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/03/2016, 16'33" - Cerrado goiano
