Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Construam o mundo com palavras
Importante se fazer casa
pois nela mora o homem físico
serve de abrigo contra o sol e a chuva,
e de aconchego para as crianças.
Mas quanto se a fazer livros
neles moram o espírito da humanidade
os segredos dos homens do futuro
e dos deuses do passado
a esperança de se fazer,
no futuro, um mundo melhor.
Casas podem ser derrubadas
as ideias nunca, uma vez soltas no ar
não voltam mais às suas origens
criam raízes, dão frutos.
Casas mudam um cenário rural e agreste
mudam uma cidade e até um país, mudam aldeias.
Livros mudam o mundo, mudam os homens
fortalece o espírito abatido, libertam as almas.
Entre o belo e o absurdo
entre o belo e o absurdo
mora o silêncio, orquídeas
margaridas e hortênsias
de um jardim esquecido.
entre o belo e o absurdo
há dois caminhos, duas escolhas
um homem e uma mulher
uma porta aberta e um criado mudo.
entre o belo e o absurdo
há um arco-íris e um temporal
um desejo ardente, agridoce
uma fome santa, de mel, de sal.
entre o belo e o absurdo
há música de Wagner
delicadeza de Chaplin
e a poesia o mundo.
entre o belo e o absurdo
há cinzas de uma história
perdida, lágrima de sangue derramada
e uma taça de vinho a ser bebida.
BRASÍLIA
Brasília, cidade do futuro
Aqui não existe muro
Aqui não tem esquina
Só mora gente fina
Vinda de todo canto
Brasília, que encanto
Tua diversidade.
Brasília, uma cidade
Que acolhe todo mundo.
Candangos construtores
Braçais, nobres, doutores
Nos deram um país
Orgulho mundial
Razão pra ser feliz.
Brasília nos ensina
Que a sorte se destina
Aos que sabem vencer
Vencer os desafios
Cruzar mares e rios
Pra ter felicidade
Brasília uma cidade
Família e aconchego
Aqui não se tem medo
De usar a liberdade.
Os cristãos são cartas de Cristo, seladas pelo Espírito Santo, destinadas a Deus, que mora nos Céus.
Ali mora a felicidade
Uma casinha branca
Ou de qualquer outra cor
O importante é que ela diz
aqui se vive na simplicidade
Aqui mora a felicidade
Casinha de campo
Meu reino encantado
Respirar o ar puro
admirar a natureza
faz acalmar o coração
Casinha sem luxo ,
sem modernidade
Mas tudo ali tudo é verdade
O encontro com meus amigos
Plantio prá eternidade
Ali o tempo não voa
Tudo a seu tempo acontece
A tarde corre lentamente
O anoitecer que chega de repente
enchendo o céu de estrelas
Envolvidas em mistérios calientes
Deitado na rede
Olhar perdido na escuridão
O cri cri dos grilos
cortando o silêncio da noite
Juntamente com o som do vento
vem de encontro ao coração
editelima 60
março/ 2024
Dizem que o medo mora perto das idéias loucas. Mas eu enfrento meus abismos, e quero viver minhas loucuras! De um jeito ou de outro elas estão aqui flutuando em minha cabeça só não sei ainda como pegá-las.
O meu riso mora no seu sorriso
A sua alegria alimenta a minha felicidade
O meu afeto viaja no seu toque
A sua presença preenche a minha confiança
O amor e o mar,
Tem tantos mistérios,e muito em comum.
Amor
O mar
A mor
Ar mo
Mora
Entre eles infinidades.
Talvez seja mais fácil amar alguém que não conheço, porque no desconhecido mora a liberdade de imaginar o outro sem falhas, sem cicatrizes, sem o peso do cotidiano. Mas então me pergunto: será amor ou apenas atração disfarçada de encanto? Porque o amor real exige convivência, paciência e a coragem de amar mesmo quando o espelho revela rachaduras. Já pensei que o amor só valeria se durasse para sempre, mas o “para sempre” é uma fantasia que o tempo insiste em contrariar. Existem amores que duram um instante e mesmo assim deixam marcas que resistem à eternidade. Descobri que amar não é prender, nem possuir, mas sentir... com presença, com verdade, com entrega. E mesmo que termine, se foi amor, existiu. E isso basta. Porque o amor, em sua forma mais pura, é o motivo da existência. Não precisa ser eterno no tempo; precisa apenas ser verdadeiro no momento.
Acostumado com adoração mecânica, cheio de si, com o coração orgulhoso, onde a soberba mora, e prepotência reina.
Sem nó
Deus mora nos detalhes; o diabo, porém, nas distrações. Por isso, o porquê é o caminho de todo aquele que busca ser sábio.
Caíste...
do alto sublime em queda,
ou fuga da irídia tenaz...
a quem sabe do outono semblante,
mártir, o fulgente capataz.
Caíste...
em terra vultosa,
destronada, quedante em dor,
tal homem, fulcror impingente,
ou serpente, sedante, à ruína, depor...
Saulo Nascimentto
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
A maior força mora no silêncio das batalhas invisíveis, guerras travadas na sombra do coração, onde o grito se converte em segredo guardado, e o triunfo, quão um pássaro alado, que insiste e entoa suave e eterno,
planando oculto entre as folhas do tempo, feito um conto antigo sussurrado pelo vento.
A resistência é uma arte que mora no silêncio, como pinceladas secretas sobre a tela invisível da vida, onde o que não se vê se transforma na mais imensa forma de força.
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