Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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⁠Um bocadinho livre o bastante para ser classificado como maluco.

(Rodrigo Gael)

Inserida por RodrigoGael

Só peço que você não duvide de mim. Não duvida da minha intenção.

Eu e o abacaxi, não estamos vestindo nada bem. Nele, os espinhos incomodam por fora. Em mim, eles incomodam por dentro.

ERIÇO FÁCIL

Preto,
Não te encostes
Qu'eu sou de pólvora
Pavio de músculos trançados
Em mim
Circuita todos os volts
Eriço fácil
Dou ombro e peito
A sorrisos como os teus

Inserida por FabricioHundou

TRATANDO DE MIM

"Quando se trata de mim, eu mesmo dou um trago e dano a boca a falar ainda qu'eu tenha medo, da criança que nina entre os meus dedos, acordar e não parar de sonhar. Livrai-me, Deus, dessa doidice. Eu tenho medo dela contar como dançam tristes as lembranças do meu último sorriso. Isso não é segredo - eu duvido. E me tratando, sempre me curo em outro beijo ou na falta de juízo."

Inserida por FabricioHundou

O Tempo, meus amigos, o Tempo está roubando coisas de mim. Tamanha veemência e desatino, me lembram muito bem que, anos atrás, não era assim. O Tempo tem me ultrapassado, descompassado, fingido não se passar por mim. Decidi ter uma conversa com o Tempo para atarmos uma relação agradável e pedir mais uma vez que ele não me deixe apenas no passado.

Eu perguntei:

- Ríspido, o que tens contra mim?

O Tempo me respondeu:

- Estou farto de ser descuidado e ser usado como desculpa, fingindo que não me tem. Estou cansado de ser perdido em horas em vão. Estou cansado de ser perdido! Se você não tem tempo, tenha tempo para mim.

O Tempo, meus amigos, o tempo está roubando coisa de mim. Nesse nosso relacionamento, já dei adeus ao fôlego, às lágrimas, aos agouros; tamanha veemência e desatino, lembro-me muito bem, ainda não teve fim.

Inserida por FabricioHundou

"A princesa dos meus sonhos não mora num castelo,não espera para ser salva,ou acordada de um sono eterno. Ela sempre morou no meu coração,e foi a salvação da minha eternidade,pois com ela eu tenho a certeza que serei feliz para o resto dos meus dias."

O Gato da Rua 15

Na calçada fria, número quinze, Mora um ser de pelo, com manhas e guinze. Não tem pedigree, nem lar aconchegante, É o Gato da Rua 15, o andarilho elegante.

Seus olhos de esmeralda, atentos e sagazes, Viram noites de estrelas, manhãs vorazes. Conhece cada fresta, cada portão fechado, Onde um afago, às vezes, é-lhe dado.

Esguio e ligeiro, em busca de um petisco, Desvia de carros, corre sem risco. Salta muros altos, some entre os quintais, Dono do seu tempo, livre de rituais.

Às vezes, um miado, manhoso e sutil, Pede por carinho, um gesto gentil. Mas logo se afasta, volta à sua postura, Um felino independente, de alma pura.

Testemunha silenciosa do ir e vir da gente, Seu reino é o asfalto, seu teto o crescente. O Gato da Rua 15, figura marcante, Um mistério felino, sempre errante.

A depressão
não grita,
ela pesa.
É um cansaço
que mora na alma
e finge ser silêncio.
Mesmo assim,
todo dia
eu tento ficar.

Na alvíssima açucena que mora em meu ser prenuncio alvíssaras de um futuro irremediavelmente promissor. E meu estado anímico se faz em arcano de espanto. Minha individualidade axiológica encontra beatitude nos pequenos pormenores e pinto um quadro cambiante que transforma todas as cores existentes. Diria ser persistente almejar o realismo em fragmentos que fabrico. Na candura das flores e dos animais acontece um momento cartático, que resulta em uma cintilação púrpura na coalescência de um contemplativo raio crepuscular, que em sua deliquescência arde o diáfano brilho do sol adormecido entre lírios nas margens dos rios. E são efêmeras todas as demonstrações de afeto, pois floresce no deserto qualquer esperança de água. As flores eflúvias deixam idílicos os campos na aurora elísia de contemplações únicas e especiais, por sua raridade. E andamos na cidade de concreto e tudo parece cinza nas retinas limpas de um emérito trabalho sutil, que é rapidamente ignorado. E escrevo palavras na epifania de meus dedos quando a noite cai e escurece a terra. Os olhos esplendentes permanecem por uma estesia estética que alcança o etéreo na sonoridade agradável de uma flauta. Escrevo poemas obtusos e sua exegese é saber que se fala do belo transitório, que busca os melhores versos, desde o exórdio até o ponto final. E não falo de amor, pois que o poema é a própria expressão do sentimento, seja simples, seja hermético. São minutos de silêncio em que apenas a linguagem fala. E nisso mora sua raridade delicada. Na imanência de vir a me tornar quem sou, voo por planícies e faço rasantes nos lagos. Tudo é um substrato da liberdade maior que conquisto no imponderável cotidiano. E poderia dizer que amo, mas a palavra crua perde potência. Então afirmo desejar que seus dias sejam pacíficos e que você encontre no peito a incandescência do inexorável caminho da alegria. Assim eu diria. E após longo divagar me entrego ao laconismo, com as palavras silenciosas que não pedem abrigo. Apenas um ombro amigo.

A fé pode ser pequena, como um grão de mostarda, mas é nela que mora o poder de mover montanhas.Transforma impossíveis em milagres. Quem confia em Deus nunca caminha sozinho.

A verdadeira riqueza de um ser humano mora na simplicidade do seu coração e na nobreza das suas atitudes diárias.

DUAS LIBERDADES

Quando se tem um, que pode ser dois
pensamento aí mora o perigo!
Perigoso eu posso ser,
pois nas mãos nada tenho a não ser a força de meu querer;
Se pensando corro perigo então a perigo fico
sempre onde meu sentimento aflora
e lá de fora onde o vento de suave se torna tormenta
eu me vejo ali calmo
porque sei que em ti posso me aportar me libertar.

Inserida por LUCIOCAIXETA

Malogra.

Um dia vou querer ser assim tão segura
E não me deixar levar pela amargura
Que mora no meu coração.
Será que viver assim nessa penumbra
Sempre me sentindo imunda
Faz parte do meu destino tal qual uma maldição?
Viver assim não quero mais
Não sei se sou capaz
De aguentar mais tanta humilhação.
Queria aprender sorrir com gosto,
Viver sem desgosto
E enxergar a vida com paixão.
Mas acredite, ainda tenho fé
De que um dia vai melhorar essa maré
E então vou ser a criatura mais contente da estação.

-Juliana Bassan Ayon

https://oinstavelmundodajuh.wordpress.com/2014/03/31/malogra/

Inserida por juhbassan

" Quanta saudade mora em um ser?
Depende por quem seja,
Passam pessoas todos os dias nos nossos momentos.
Boas, ruins e enigmaticas...Pessoas sao o alimento da nossa estoria.
Sempre colhemos o melhor e dispensamos e desnecessario.
E assim segue a vida.. sempre aprendendo.
Eu cultivo um carinho especial a quem é especial.
E quando o sol se poe.. penso nela e um sorriso brota.
Ela merece, me distrai e faz bem.
Nem sempre correspondo, sem culpa me sinto pequeno.
Pois ela entende mesmo assim, e nao desiste.
Sempre comigo como chuva, sol esse tempo.
Bela,linda com energia sempre ativa..
Presto esta homenagem e essa pessoa..
que espalha tanto amor..
E quero a cada dia pensar nela como flor..
e perfumar meus dias!"

Inserida por Marck27

Um coração colorido...
Independente do partido,
mora em nós, o orgulho
de ser um brasileiro.
É um coração diferente,
antes do sangue vermelho,
correm nas veias,
as cores verde e amarela.
O brasileiro, ama o seu país,
o futubol, a alegria de viver livre.
Não nasceu para se manter calado,
ele grita, faz, ameaça, bate, apanha
e depois, vai ao estádio,
enfeitado de verde e amarelo,
as cores do seu coração.
by/erotildes vittoria

Inserida por erotildesvittoria

A beleza que não se mede
Está na delicadeza de ser gentil
A beleza mora na entrega
De um coração intenso
Ardente em anil.

Inserida por gislainnes

⁠Queremos que a vida seja um morango, não por ele ser doce,
Mas porque nele mora o sonho do que poderia ser.

Inserida por raffaell95

⁠ Povos tradicionais,
é nesse ponto em que mora a grande parte do fascismo,
em ser dono de um pedaço de chão
e não achar que isso não representa comunhão.
Em extrair e dele fazer usufruto
defendendo o seu time sua raça sem graça
Principalmente fora do padrão
Principalmente sendo apenas patrão.

⁠Hoje é um dia para ser feliz. Não porque tudo está perfeito, mas porque a felicidade mora nas pequenas escolhas, nos instantes simples e na leveza de viver o agora!

Inserida por ValMoni