Tenho Cara de Metida
As vezes tenho vontade de gritar pra todo mundo ouvir que eu não te quero mais... mais meu coração não deixa.
Eu não tenho medo da morte, apenas quero viver bastante pra que quando minha hora chegar, eu pode contar uma história....
Não tenho pressa para arrumar a cama. Ela é rotina. Começo, meio e recomeço.
Pego um livro para sair do mundo. Lê-lo me faz desaguar num rio que leva até você. Um canal onde a única certeza sempre transborda.
Ouço sua voz mesmo sem conhecer seu cheiro. Sinto sua mão mesmo sem beijar seus olhos. Não existe fantasia. São todos os segredos sendo desvendados.
Se sonho, fico louco para contar. Te encontro sem deixar pistas no local. Esqueço o número da casa, carrego a avenida.
Acordo estranho. Com vaga lembrança do que aconteceu.
Vou até a janela e arranco a cortina. Abro. Deixo a noite entrar com os vaga-lumes. Minúsculas lamparinas da natureza iluminam meus assombros.
Paro e observo no escuro o desenho sendo feito. A magia sem pressa de acabar.
Assusta e alenta.
Parece chuva, imagino o mar. Confuso, me deito sem sono.
Me tapo com o edredom. Maciez nem sempre vem de suas mãos.
A vida é engraçada, tenho visto muita gente falar em esperar a pessoa certa e outras coisas de nossa vida. Mas uma coisa eu tenho pensado também. Esperar quando se é mais jovem é fácil. Quando a gente vai envelhecendo vai ficando mais difícil esperar. Isto é a ordem natural da vida. Uma coisa é ter 20, 25 anos a outra é ter 30 ou 40, imagine 60? Já recebi muitas críticas sobre esperar, mas na verdade nossa faixa etária tem muita influência sobre o que nós pensamos. Desculpe o desabafo mas é isso que eu penso.
Tenho enjoo de gente que fala demais, como diz o velho ditado: "Quem muito fala nada faz".
Quem muito fala, sempre acaba sendo um mentiroso, de alguma forma terá que inventar inúmeras histórias.
Eu tenho que admitir: eu sou mesmo é do contra! Confesso que nem de Big Brother eu gosto, mas fico extremamente incomodada em ver as pessoas vestirem um manto de superioridade e intelectualidade para empinar o nariz e dizer que não suporta esse tipo de cultura inútil, com o intuito de denegrir e ofender, mesmo que mascaradamente quem gosta desse tipo de programa. Certo, é um absurdo a apelação de audiência com mulheres de corpos esculturais em biquínis minúsculos e rapazes bonitos em corpos sarados, porque na realidade, na balada, a gente vai atrás mesmo é de gente feia! Surreal tanta picuinha, jogos e disputas pelo poder, líder, anjo, o grande prêmio milionário. Disputa é algo que não acontece nas nossas rotinas, seja ela de trabalho ou amorosa. Abandonando a ironia... O grande sucesso desse programa é é o reflexo que ele traz de nós, da sociedade brasileira. Não há quem não se identifique com algum dos participantes. Sinta as suas dores, conquistas e tome para si a ofensas e injustiças gritantes, mesmo quando cometidas há quilômetros de distância, por gente que a nunca vimos na vida. Tal vínculo torna-se tão íntimo pela chance singular de perceber que pessoas aparentemente perfeitas, são frágeis. Possuem defeitos, sonhos e medos. Sim, aquelas pessoas existem, e são como a gente. Muito além de um jogo, é uma chance de observar o comportamento humano em sociedade, ascensões e quedas, a liderança nata e a sede de poder. Estratégias sendo lançadas. Pessoas de visão que observam a fraquezas dos oponentes e criam proveito disso, afinal, quem não quer ser o milionário? Há também o medo de encarar o paredão e sair, que se equivale ao medo da morte. Os participantes se alienam de forma tamanha que o mundo se resume àquelas paredes, e fazendo uma adaptação de uma famosa expressão jurídica, ao tema “o que não existe no BBB não existe no mundo!”. É a vivencia, atual e descontraída do ‘Caso dos exploradores de caverna’ de Lon Fuller. Como negar a cultura a todo esse jogo de comportamento, aliado a miscigenação de pessoas tão distintas? A diversidade de sotaques, grau de instrução e experiências de vida. Nordestinos e paulistas. Gregos e troianos. Enfim, é como eu costumo dizer: é tudo uma questão de ponto de vista. A cultura está nos olhos de quem vê. Há quem olhe uma janela e enxergue um mundo enquanto outros não veem nada.
Porque tenho sido tudo, e creio que minha verdadeira vocação é procurar o que valha a pena ser. Ser melhor que ontem, disponibilizar mais tempo aos meus filhos, sorrir mais com meus amigos, valorizar ainda mais a VIDA, agradecer todos os dias, conquistar a cada dia mais sorriso, mais amigos, mais abraços, estender mais as mãos, doar-se mais....
Eu tenho duas cadelinhas: uma se chama ''minha vida'', e a outra ''tua''; se eu cuidar da ''minha vida'', tu pode cuidar da ''tua''?
E essa sede e amor que tenho pela vida, pelas mulheres. Essa vontade de proporcionar o que há de melhor com gestos simples e significativos. Essa vontade de fazer sentir, de tocar, de possuir. Um grito em silêncio. Eis que, de tão intenso, as horas passam. Nada de palavras, apenas o sentir. Desnecessário transcrever as sensações. Devem ser sentidas fora das palavras virtuais. Devem ser ditas em profundidade no olhar. Sem pudor, diga-se de passagem. Misturar o imaginário e o natural, numa profunda troca de sentimentos que, enfim, possam transbordar e descansar em nós, em movimentos mais calmos e lentos, até a nova hora chegar.
Eu não procuro e nem tenho pressa. Eu deixo. Se for pra chegar e ficar, que fique. Se for pra chegar e partir, que vá. Eu estarei fazendo a minha parte sem me preocupar com isso. Não adianta fixar a ideia que vamos ter alguém. Devemos nos preocupar em cuidar da gente para cuidar do outro. Afinal, ninguém quer saber de somar. Somar problemas, dívidas, heranças do passado. Queremos é dividir. Dividir alegrias, vitórias, tristezas, lamentações. Alguém que esteja do nosso lado para segurar um pouco da nossa vida. Não por obrigação, mas por sentimento. E é isso que importa.
Tenho carregado o peso da alegria nas costas, não cansa,compensa a estrada,torna os passos mais leves e a vontade de viver mais bonita.
Não tenho medo das pessoas por um único motivo: sei do que sou capaz. Se você me derrubar, eu enterro você.
