Reflexão sobre o tempo e o amor
Ficar só “INTEIRAMENTE”
É ao mesmo tempo
Angústia de perder-se
E oportunidade
De olhar pra si
E cuidar-se!
Não dá mais, não consigo continuar guardando essas merdas que vivem me atormentando o tempo todo, a cada momento vivo pensando em como séria se a verdade fosse dita sem nenhum fundo de mentira, só de imaginar me surgi alegria só de pensar me iludo mais ainda pensando que me faz bem te amar. Grande ilusão essa de que amar é bom se apaixonar é uma tremenda alegria queria ver amar as escondidas se apaixonar por quem não devia. É difícil viver nessa sociedade fria onde se apaixonar é piada trair é motivo de risada ser gado é modinha e golpe se tornou a nova normalidade, quem diria que amar é só uma brincadeirinha. Eu quero voltar no tempo pra época em que amar era coisa séria onde se dava valor ao amor onde se conquistava pessoas onde se falava de amor sem medo de ouvi risadinhas. Onde ainda se acreditava em almas gêmeas em amor verdadeiro que existia não só nós romances mas também no dia a dia.
Podemos fingir por algum tempo
O suficiente para o coração entrar em cena
Ele tem as respostas
Ele sente
As vezes dói
O Não faz sua breve morada
Mas logo o Sim vem a tona
O que traz significado e entendimento
Podemos fingir, é verdade, mas a energia não mente
Já está determinado
Que a felicidade pra alma é o Amor.
Desde o dia em que me vi, me ofusquei entre felicidades incompletas, depois de tanto tempo encontrei-me em verdade a dor que não me cabia, é perca de tempo tentar se ver por completo no dia a dia, tentar ser é descaso, é resto, é aquele triste fim de tarde de todos os dias.
Escrituras de um Degradê de sentimentos.
APRESSA-TE
Basta-te depressa, o tempo é fugaz
A vida passa num piscar, sem temor
Que hoje é viveza e desejo lhe traz
Amanhã, já não mais lhe terá amor
Gostemo-nos agora, o viver é fugaz
Dando laços, vamos, ofertando flor
Agrado leve que ao coração satisfaz
E um querer manso, feliz e sedutor
Vagando serenamente por um olhar
Estar, e no coração sentir a pulsação
Sem que a desdita venha perturbar
Existamos hoje, na sede, na paixão
Mantendo acesa a chama de amar
Que flama, divina, na viva sensação
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21, junho, 2021, 14’25” – Araguari, MG
doce tempo que me deixa mais lento, to atras de algo que ta no passado,
como tem passado, nem um recado, só abandonado, me mantenho calado procurando ser amado
Eu sei que já faz tanto tempo, tudo que a gente viveu, a nossa história linda que não teve um final feliz, por culpa minha, por culpa nossa... já se passaram quase 2 anos, mas quando eu vejo casais apaixonados eu ainda penso em você, quando assisto um filme romântico na Tv lembro da nossa história, quando à noite vem e eu perco meu sono eu fico me autoflagelando imaginando como seríamos se tudo fosse diferente sabe?! Se não houvesse tantas brigas, tantas decepções, se eu não tivesse errado tanto com você meu primeiro amor, como estaríamos agora? Eu não sei se ainda te amo mas também não sei porque ainda penso tanto em você!
Quando você passa tempo demais fazendo todo mundo se sentir melhor, qualquer tentativa de auto cuidado e egoísmo.
Fazia tempo que não chorava...
Fazia tempo que as lágrimas em minha face não derramava...
Fazia um bom tempo que eu não precisava limpar as minhas lágrimas, nem muito menos chorar minhas mágoas.
O desprezo do amor é um pesadelo que causa dor...
As lamúrias da alma se manifestam em soneto torpe de um sonho que virou pesadelo.
AMAR À TEMPO
Ame enquanto há tempo
Pois o amanhã não saberemos
Se o amanhecer terá o mesmo brilho
De quanto você era amado...
De quanto tempo precisamos ainda?
A maioria das pessoas alcançam o ápice do afeto no início do relacionamento e a medida que o tempo passa vão perdendo o interesse, eu ao contrário, vou me afeiçoando aos poucos até que o sentimento se torne maior que eu e, sou capaz de permanecer assim por toda a vida se a pessoa a quem dedico o afeto não matá-lo.
SE VOS SENTI...
Ah! Tempos idos! Ah! ido Fado!
Quão duro a sorte por ti decidida
O tempo passa, fugaz, de partida
A candura. Acrescendo o passado
Deixaste-me na ilusão apaixonado
Pranto e choro tu encheste a vida
Então, resta haver a alma garrida
Deixando o êxito, feliz e dobrado
Ah! quanto mais se poetar querer
Se quer mais uma afeição querida
Que fico duvidoso se vos senti...
Então, aquela sensação de perder
Na garganta, na impressão ferida
Lacrimejo o que tolamente pedi!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Araguari, MG - 15/07/2021 - 09'28"
O tempo é como um rio em movimento. Tudo que existe, pertence ao rio. Tudo na superfície do rio se move com a mesma velocidade. Conforme um objeto A aumenta a sua densidade, ele afunda, mas ainda se move com o rio.
Se tivermos dois objetos, podemos criar um referencial.
Conforme o objeto A afunda, a sua velocidade diminui. Em referência ao objeto B da superfície, percebemos que a distância entre eles aumenta, conforme o objeto A afunda.
