Televisão
O mundo miniaturado, parecendo
televisão em polegadas, o mundo que cabe na palma da mão, o universo local
de cada nação sendo desmembrado em função de uma política imposta pelos meios de comunicação, conveniente e multinacional da atual globalização, onde novas tecnologias e meios eletrônicos fazem parte deste novo cenário político internacional.
Depois, com a invenção da televisão, o rádio perdeu a força de sua influência, permitindo que o novo veículo de comunicação se tornasse a
“toda-poderosa” máquina de influenciar a sociedade, aquela que faz com que
os parafusos de uma estrutura engrenem sem que se perceba que estão engrenando.
A televisão a cabo, a Internet, as tevês por fios de cobre, microondas, pelo Direct TV ou qualquer outro recurso técnico ou tecnológico novo propiciam tanto a imagem dos pedaços do Muro de Berlim caindo no chão quanto a transparência da Cortina de Ferro, em poucos segundos. Isso faz com que haja uma sensação imediatista de morte e vida, transformando o
que é um fato histórico em parte do quotidiano universal.
A televisão, que sempre se caracterizou como um aparelho, uma maquina que dá às pessoas um lado lúdico de entretenimento, foi, por diversas vezes, não só no nosso país como no estrangeiro, o sedativo político
da sociedade.
O mundo e feito de alienação, feito de televisão loucura e ilusão... Pense bem a cada instante que se passa a cada segundo uma trapassa nesse mundo que vai alem.
No Brasil, a televisão, oscilando entre um período criativo e um período sombrio, foi como um calmante nas massas, também; no período de
ditadura militar, atuou como remédio para fazer dormir longamente, remédio
que se perpetuou por cerca de - duros - 20 anos, mal resolvidos na mente
das pessoas até hoje, porque a ditadura passou, mas a força das imagens na cabeça das pessoas não se apaga tão simplesmente.
A televisão a cabo mostra não ser diferente da televisão
embrionária do sistema ditador brasileiro, porque tanto hoje como ontem está
preocupada não só com a construção de uma sofisticada infra-estrutura
tecnológica, cuja preocupação básica é a expansão de um espaço público
mediático mas com a redução das ideologias no espaço público não
mediático.
Sempre havia uma idéia de que a televisão era culpada pelo
modo que as pessoas buscavam meios de fuga para se ausentarem da
realidade política, ou para não assumirem quem elas são, o que elas acreditam ou o que vivem. Por estes motivos a televisão durante muito tempo foi chamada de um meio alienatório, que servia para que as pessoas não tomassem consciência da realidade que acontecia a sua volta.
O problema hoje é analisar se a televisão enquanto fábrica de
programações é culpada realmente por este processo de fuga do ser humano,
ou se ela só atende uma necessidade psicológica das pessoas de terem
sonhos e fantasias, que estravassem o território de suas vidas quotidianas e
que temperem-nas com pitadas de imaginação. Por isto é que a Internet pode ter dado tão certo; porque a rede é um lugar onde todo mundo pode mudar a sua identidade, falsificar-se, mascarar-se e modificar-se da forma mais completa; porque é um processo direto onde em um e-mail pode-se passar dados errados da personalidade de cada um, tanto quanto da aparência física, social ou psicológica.
Verificamos que a culpa alienatória atribuída durante anos somente à televisão talvez não seja somente da televisão, mas englobe universos políticos e psicológicos que a televisão talvez só tenha reafirmado e não criado na sociedade. Aí, vale uma análise não somente sócio - política quanto à luz da psicologia social; estudar o fenômeno do porque em um meio livre como a Internet as pessoas têm ainda necessidade de falsificar suas
emoções e suas identidades.
Foi preciso que uma rede de televisão esfregasse na minha cara o seu amor com outro para que eu percebesse que eu já era passado. Eu sempre fui o passado.
Em certas emissoras de televisão, já não dá para confiar nem na previsão do tempo, por isso, sempre antes de sair de casa olho na janela para ver se não está chovendo.
E.L
distúrbios,
sentimentos selados
somo monstros expulsos do paraíso,
a magia da televisão marca seu coração...
apenas sentimentos comprados,
numa novela barata
tenta refletir seus sentimentos oprimidos,
a sociedade torna se
um mundo numa simulação,
aonde uma tarde se passa num paraíso de compras,
no outro dia a dia o que tem?
apenas contas para pagar!
tudo recomeça numa fila de desempregados...
um suco e pedaço de pão mais nada mais um dia...
e a esperança parece tão longe
um gole d' café requentado é bom...
e um ônibus cheio de ironias,
abusos constantes,olhares frios.
os céus parecem um sonho.
“Todos querem sua atenção o tempo todo. A televisão, a família, os admiradores, os inimigos e os seus sonhos. É prudente dosar o que cada um deles merece.”
“Pare de descartar suas oportunidades. Pare de trocá-las pela televisão, pela diversão ou pelo ócio. O tempo perdido não pode ser recuperado. Só administrado. Sempre temperado com o amargo do arrependimento e o ardido das lágrimas.”
A televisão transmite ilusão, alienação destrói a nação, só tem corrupção a degradação da educação, provoca evasão, tão fechando escola abrindo prisão, emprego tem não, só tem ambição se ganha por fora é sonegação,
lucro do patrão, quem se fode é o pião que pega condução com bilhete na mão e faz baldeação BRT lotadão isso é vida de cão exagero né não!
