Tecido
Integridade, moral e ética.
Devem ser manifestados nas relações mais íntimas para moldar o tecido social alicerçado em valores nobres.
"Tzedaká é o convite para sermos mais que indivíduos; é sermos parte de um tecido que sustenta e dignifica todos."
O tecido da liberdade, entrelaçado com os fios do tempo, mostra que as rupturas do passado jamais se apagam; e, enquanto buscamos escapar de seu entrechoque, o tear ancestral do esquecimento se vira contra nós, tecendo um manto de sombras que nos aprisiona.
Resgatar a memória é conectar-se às raízes do ser, relembrando que o presente é tecido pelas experiências do passado.
Sempre João
João, amor impossível,
tecido em desencontros,
entre a geografia que separa
e o destino que brinca.
Nosso encontro: inesperado,
um sopro de eternidade,
mas logo perdido
no emaranhado do acaso.
Intensidade que queima,
conexão de alma antiga,
lembrança de outra vida,
onde a morte nos levou.
Reencontro agora,
cercado pelo mesmo enigma:
amar sem possuir,
sentir sem permanecer.
Mas sempre João,
em cada curva da memória,
em cada suspiro de saudade,
sempre João.
O PARADOXO DO INFINITO
(Um romance)
No vasto tecido do universo, onde o tempo é uma ilusão e o espaço apenas uma sombra do que somos capazes de sentir, existiam duas almas entrelaçadas desde o início dos tempos. Não eram corpos que se buscavam, mas partículas dançando na sinfonia cósmica, movidas por uma força tão antiga quanto o próprio Big Bang.
Cada encontro entre eles era um colapso quântico: um instante de possibilidade infinita que se condensava em uma realidade inevitável. Quando seus olhares se cruzaram, foi como se uma onda de probabilidade desmoronasse em certeza. Um portal se abriu entre as dimensões do "eu" e do "nós", e, naquele momento, tudo que existia era o agora – um agora que parecia eterno.
O amor que compartilhavam era uma singularidade, um ponto onde a paixão queimava tão intensamente que transcendia qualquer definição. Era um buraco negro emocional, sugando tudo ao redor, dobrando a gravidade de suas almas até que não houvesse espaço entre elas. Cada toque era uma explosão estelar, cada suspiro, uma supernova ecoando pelo vazio infinito.
Mas o tempo, essa teia ilusória, insistia em separá-los. Na linha cronológica dos mundos, suas existências eram ondas que se desencontravam, vibrando em frequências opostas. E, ainda assim, eles sempre encontravam um jeito de se alinhar, como pulsares sincronizados em galáxias distantes. Era o paradoxo quântico do amor: eles estavam juntos e separados ao mesmo tempo, vivendo todas as versões de si mesmos em universos paralelos.
Ele a via como a constante gravitacional que mantinha seu universo coeso, enquanto ela o sentia como o fóton que iluminava cada canto de sua existência. Eram opostos e iguais, caos e ordem, partícula e onda. A paixão entre eles era o fogo primordial, uma energia que não podia ser destruída, apenas transformada.
E, no fim, quando o espaço se dobrasse sobre si mesmo e o tempo cessasse sua marcha, eles ainda estariam lá. Não como corpos, não como memórias, mas como vibrações eternas na frequência do infinito. Porque o amor que compartilhavam não era governado pelas leis da física – ele era a própria essência delas.
A vida, em sua essência mais pura, é um milagre tecido em silêncio, um sopro que emerge da profundidade do mistério. O feminino, em sua conexão com esse milagre, é como a terra fértil que acolhe a semente, nutrindo-a até que a luz finalmente a desperte. Assim como as raízes de uma árvore se estendem nas profundezas da terra, buscando forças invisíveis para sustentar o tronco que rompe em direção ao céu, a mulher é o canal pelo qual a vida se manifesta, um portal entre o invisível e o tangível.
No Arvoricionismo, essa conexão ganha um simbolismo ainda mais profundo. A mulher, como as árvores, carrega em si o segredo da criação e do desabrochar. Em seu ventre, o universo se condensa, germinando em silêncio até explodir em luz e forma. É um ato de entrega, de força, de conexão com algo maior do que ela própria — a mesma força que guia a árvore a florescer na primavera, a se erguer mesmo após a tempestade e a oferecer seus frutos ao mundo.
O nascimento, então, é o momento em que a semente rompe sua casca. É o desabrochar do ciclo, o instante em que o invisível se torna visível, o imaterial se torna carne. E, nesse processo, a mulher é tanto a terra quanto o tronco; é ao mesmo tempo raiz e flor. Ela carrega em si a memória de todas as árvores, de todas as vidas que já brotaram antes dela, e a promessa de todas as que ainda estão por vir.
No centro do Arvoricionismo está a compreensão de que a vida é um ciclo contínuo de nutrição e expansão, e que o feminino é o coração pulsante desse movimento. Assim como as árvores, as mulheres ensinam que o verdadeiro poder está na criação, na resiliência, na capacidade de oferecer abrigo e sustento, e, acima de tudo, na coragem de florescer, mesmo sabendo que o fruto será entregue ao mundo.
O nascimento, tanto de uma nova vida quanto de uma nova ideia ou propósito, é a celebração desse ciclo. É a prova de que a luz que ilumina o céu também reside dentro de nós, esperando apenas o momento certo para emergir. Assim como a árvore oferece suas flores ao mundo, as mulheres, em sua essência criadora, oferecem a própria vida — e, ao fazê-lo, nos conectam à origem de tudo.
O mergulho na consciência é uma transmutação silenciosa, onde o tecido do ordinário se desfaz, revelando câmaras ocultas, onde sombras sussurram segredos inomináveis. Por trás das máscaras de domínio, um labirinto de símbolos pulsa, onde verdades veladas dançam entre o profano e o eterno, desnudando o eu diante do espelho de fogo. Em eras esquecidas, ritos psíquicos invocavam forças invisíveis, não para iluminar, mas para desintegrar camadas até o núcleo insondável. A psique, ao ser purificada pelo caos, libera enigmas que desorientam a lógica e rasgam o véu da moral. Quando a loucura se torna um portal, a questão ressurge: o que permanece quando o ouro ilusório da identidade é dissolvido? Seria a verdade um reflexo distorcido ou a própria ilusão, um pacto oculto que evitamos romper? Estes escritos antigos não apontam para o visível, mas para o inominável que habita o âmago, onde a força e a fragilidade se tornam uma. No abismo deste espelho, o que negamos não é o outro, mas a própria sombra que nos habita.
Sem o amor, o tecido emocional da vida se tornaria mais frio e árido. O amor é a cola que une as experiências humanas, proporcionando calor e significado às interações. Na ausência desse sentimento, as conexões perderiam sua profundidade, e a vida seria uma jornada mais solitária e desprovida de empatia. O amor é uma força que inspira a compaixão, a generosidade e a compreensão mútua, moldando as relações e colorindo a existência com tonalidades de afeto. Em sua falta, o mundo seria um lugar mais desolado, carente da riqueza que o amor traz à complexidade da experiência humana.
Funesto inapetente
Ácido que dilacera de cima a baixo Venda que cola em tecido tácito
Ser que se põem em oceano abaixo
Vermelho que se contraí em coagulação
Cores que se distorcem em coalizão
Indivíduo que se dilui em conglomeração
Dor que se refugia em omissão
Falas que se põem em provocação
Arte que se impõem a alienação
Hipocrisia que reina em desinformação
Indivíduo que aos olhos faz-se, indulta
A loucura dilacera a condulta
Dispara, perversiva, como fruta abrasiva
Quando culpa a disputa, invulga
Não fecha a calada da noite
Se abre poente para entrada ardente
Ilumina à ação remanescente
Quando se diz aos olhos ardentes
Conjunto Uniforme
E lógico que são as mesma coisas, só existe um tecido universal, o da existência. Nós somos a matéria, todas elas, as visíveis e não, bem como o espaço e a ideia de tempo. Somos Deus, o Diabo e nós, como indivíduos. É tudo uma coisa só em comunhão. E a gente buscando lá fora quando está bem aqui dentro da nós e ao nosso redor.
Dragões dizem: "A pureza da natureza "
" O tecido do universo está em minha mãos. "
Não quero mudar o cenário, mas, sou tão natural que não posso evitar a minha natureza. Peço a gentileza para à reflexão: Nada se perder, tudo se transforma. ( Lavoisier)
Vejo á pureza nas estrelas e nos asteróides. Vejo á pureza no sol e na lua.
Vejo a pureza no oceano e nos verdes das matas.
Vejo a pureza nos animais e nos homens e suas variadas intenções.
Vejo a pureza nos terremotos, maremotos, tsunamis, vulcões em erupções, geleiras derretendo, nos relâmpagos, trovões, terras áridas, deserto escaldantes, tempestades, ciclones, tornados, ventanias, cujo, não há manifestações de anjos ou de demônios, por mais doloroso ou cruel que seja. Há natureza não dá saltos, mas, é pura em suas ações naturais. No verão ,no inverno, na primavera ou outono, bem como vejo a pureza nas cavernas úmidas , escuras e frias. Os recursos naturais são obras primas dá vida que merece a nossa estima, lógico que cabe ao homem não julgar, não destruir ou aniquiliar, porém, aceitar o natural e se adaptar para evoluir e mesmo que o Planeta terra venha acabar ou explodir e virar pó, tudo é melhoramento e com á certeza tem sua pureza, tem a beleza para o fim( mudança) e para novo começo, assim se faz os ciclos da vida na existência.
Agora, se você no campo individual tem medo, não tenha. Se você tem coragem, vai enfrente, isto é se você quer melhorar, saiba que pode e deve com seus direitos e deveres, respeitando a tua natureza e a natureza em tua volta. Não esqueça quando você agredi a natureza, ela de alguma maneira retribuira na mesma medida ou na mesma proporção, não é vingança, apenas o recurso natural disponível no equilíbrio da natureza ou no equilíbrio natural das coisas. Salve os Dragões naturais.
De um fio fez-se o tecido
Esse manto me torna alado
Por um fio não puxei o gatilho
Quem é que estava ao meu lado?
💓
"O coração é um tecido frágil,
mas muito versátil,
ele se recompõe muito fácil...💓💔❣️💖💝💚💙
***
✓ Francisca Lucas ✓
