Te Perdi
Pensamento
Dentro das minhas ilusões te perdi
Você saiu sem ao menos dizer adeus
Deixou-me na escuridão
Como posso ressurgir
Estou em pedaços pelo chão
Sua frieza me congelou
E me pede para esquecer
Mais ainda vivo do que passou
Por mais que eu não queira perceber
Deixou meu rio secar
Expulsando-me assim
Depois me pede para voltar
Como se fosse fácil para mim
Aquilo que passou
Por mais que eu tente
Não consigo esquecer
Meu coração se quebrou
Quando me lembro de você
O pedaço que restou
Só pensa em te amar
E tudo me encanta
Quando vejo seu olhar
Não tente descobrir
O que eu venho a pensar
Mesmo que eu não queira
Eu não parei de te admirar
Então deixe-me pensar
O tempo cura tudo
Não adianta apressar
Coração ferido não sabe o que diz
Acho que sem mim
Você é mais feliz
Entenda a minha posição
Sei que tem medo
De perder meu coração
Mais ainda preciso pensar com atenção
E juntar os pedaços
Que faltam no meu coração.
“Eu te perdi em algum erro meu, eu acho
Deixei-te sangrando em algum labirinto, larguei tua pose em algum canto de beco. Não que eu me culpasse, contudo, sei lá. Seria o crime perfeito assassinar qualquer boa lembrança que te trouxesse para mais perto. Acho que eu nunca te julgaria por omitir, não mentir, apenas mudar de ideia sobre nós. Até porque eu não sou o passado que você tanto gosta de esconder ou o nome que tu evitas a cada esquina. Eu não sou o vulto que tem aprisiona ou a música chata que fica repetindo na tua mente. Não, eu sou mais do que isso. Sou aquela que não conserta os erros, a que você não deixou permanecer. Sou a esquecida lembrada nos momentos de ausência. Sou aquela que te pediu um cigarro e não uma carona pelas curvas da vida. A menina que te impulsiona a criar asas, mas não o real motivo que te faz flutuar. Encaixo-me naquele banho de água fria que tu precisas a cada estação do ano quando o lapso de escassez lhe vem. Aquele vento leve que te faz querer algo bom, mas que não altera tua direção. Enfim. Tu querias abraçar tudo de uma vez, teus braços pareciam ter três metros perante novas situações fúteis. E eu gostava de te ver sorrir, mesmo que o pretexto não fosse a minha voz desafinada ou o tropeço que eu deixei naquela calçada. Apreciava a tua forma de ver o mundo, tão desajustado, eloquente. Eu cedia os meus maus modos e me transtornava por dentro, apenas para entender as tuas camadas de desordem e, quem sabe por sorte, desvendar o enigma que te esconde, que tanto me intriga. Talvez eu lhe dê motivos demais, espaço demais, frases demais. Talvez você não mereça, ou o que parece ser realmente é. E o que é? Eu te perdi porque, além de desunir meus pensamentos, mudaste o meu ritmo. Eu já não pensava mais na mesma frequência e evitava os rostos nas ruas com medo que o teu estivesse entre eles. E os outros seriam apenas os outros quando o martírio me tomava e eu desejava uma banalidade nessas vielas das ruas que te aproximasse das minhas queixas. E eu custei a associar que o efeito está no teu sabor que há tempo não provo.Descobri que te perdi nos acertos, nos passos certos, no sentido contrário. Eu ganhava na sorte e não te trazia junto, mas não se ofenda. Fiz-te de equívoco, resultado falso, delito, imprecisão, imperfeição, punição. Eu precisava compreender o porquê da tua amargura de fazer tão bem. E eu só fui te pedir um cigarro. Só ainda não me acostumei com o fardo de tempo que atrofia os meus batimentos a cada vez que tu tiras o meu sossego. Acomodei-me um pouco, confesso. Já me conformei de que, se o meu coração fica apertado ou se eu choro por dentro, de alguma forma, o problema é só meu.”
Me perdi todas às vezes que eu fui embora e que logo seguida, eu quis voltar. Me perdi e me encontrei todas às vezes que consegui me perdoar mesmo sabendo que não há perdão por ser tão assim, tão cheia de mim, e tão vazia dos outros. Só quero saber se a minha doença é tão grave assim. Não me animei comendo batatas-fritas. Não me animei comendo chocolate. Não me animei quando um cara disse que gostava de mim.
O dom de estragar
Eu fui tão egoísta
Te quis assim
Só para mim
Te perdi de vista
Fiquei cego
Louco de amor
Não sabia da dor
Só aumentava meu ego
Sinto cheiro dos seus perfumes
Hoje você foi embora
Tudo por causa dos meus ciúmes.
Perdi-me em tempestades......temporais....
De vento....chuva.....e neve fria.....
Murmurantes vozes....ouvidas...
No refúgio das minhas noites negras....
Carregadas de esperança....
Onde carrego as dores....de quem quer nascer......
Afago as ondas.... do mar aberto......
Escondido nas profundezas....
Do meu corpo...... da minha carne....
Onde tatuas-te na minha pele....o teu nome...
Encontro-me nas noites frias de cansaço...
Deixo- me seduzir pelos.... meus silêncios anônimos...
Percorro todos os gestos mudos....
E infindáveis abismos laterais....do teu corpo....
Perdi-me em temporais....
De vento....chuva.....fria.....
Onde tatuas-te na minha pele....o teu nome.....de desejo ardente...!!!
Perdi os poemas ébrios
de ritmo
feitos ao sol da manhã
Esse tantã longínquo que me acordava
manhã cedinho
antes de subir na minha bicicleta
reduzida ao mínimo para pedalar até ao liceu,
acordava-me como uma loa,
cântico virginal
puro…
ou como um ritmo escondido
no regaço da mais linda mulata
da sanzala
Um poema ébrio de ritmo
órfico
em dionisíaca celebração
um cântico mestiço
místico
pagão
negro soneto espúrio
de um povo híbrido de muitos deuses
e de mais irmãos ainda…
Hoje o meu poema já não é ébrio
de ritmo
nem o som do tantã tem o sol puro
erguido pela manhã
cedinho
O meu poema é de sangue
e dor
lavrado pelo frenesim dos tiros
O tantã que me acordava
manhã cedinho
e trazia no som o ritmo
dos beijos,
hoje
já não me acorda deste sono
que não durmo
sobressaltado
O tantã traz agora na sua voz longínqua
o som próximo
da metralha
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
seria minha
então perdi
acordei não dormi.
então percebi,
a grandeza que temos
ainda assim vivemos,
nossa traições
estão perdidas,
nos traços do maiores pensadores,
por mais que vivemos ainda seremos pequenos,
então tudo não passa de ador em um parador,
num profundo estado do veril pelo qual vivemos,
mesmo quando temos a solitude aparente,
temos inúmeras ilusões,
deixados em tudo nessa vida,
toda origem é um conceito do que se passou,
nos sentido e atos perdidos,
é fato da consciência e sua ilusões.
Quantas vezes me perdi, cai,
a mim mesma me enganei?
Sei que foram sem contas...
Mas mesmo assim,
Ele acreditou em mim
e me acolheu, me reergueu!
Se Deus, sendo Deus, em mim confia
Ponho minha vida em Tuas mãos
Com Deus, tudo se providencia!
Comigo andam e caminham.
Todos aqueles que eu amei..
E os que mais detestei
Amigos que perdi..
Ou afastaram-se
Inimigos que me apunhalaram pelas costas
Onde deixaram feridas difíceis de cicatrizar
Todos os dias que apanhei chuva
Frio ou sol
Nalguns dias não perdi nada
Noutros apenas ilusão
Pensava que era dona do mundo
E que tudo era meu para sempre
Descobri que nada é meu
É só uma passagem
Para amar
Ser feliz
Fazer os outros felizes.
Desculpa, por alguns segundos eu perdi a fala. Tive um devaneio e as palavras se foram, às vezes eu viajo acordada e não consigo me concentrar. Não me julgue mal, a mente volta ao seu lugar depois. É um loop louco, você se acostuma.
— Lua Kalt (deliberar).
Meus diplomas
Tenho um parâmetro confuso.
Já perdi o norte.
Culpei a falta de sorte.
Pelo aflito coração intruso.
Por todas angústias.
Todas preocupações.
Agonias e aberrações.
O desatino da mente.
O ímpeto descontente.
Avaliei as considerações.
Incapaz e frustrado.
Fugaz e enjaulado.
Sem função e nada de maestria.
Como dói e consome dia dia.
De repente me deparei.
Estou eu no coliseu de Roma.
Ou não.
Sou eu formado e com uma série de diplomas.
Certifico mim dono da dor.
Agrego o sofrimento.
Também manifesto desamor.
Por não entender o sentido do tormento.
Mas eu consigo ser conselheiro de mim.
Não sei o que faço com diploma.
Pois a tristeza é forte aroma.
Que se aloja em mim.
A ignorância é devastadora.
Dizia o poeta.
A luta continua.
Diploma pode ser uma lavoura.
Simplesmente se houver coragem de enfrentar as feras que existe no coliseu em mim.
Pode ser em Roma, sem diploma.
A coragem de começar e saber que ainda não é o fim.
Giovane Silva Santos
O romance está no ar o sonho comecou em um olhar pes a bailar lua a brilhar e me perdi no seu encanto ê como a poesia mas linda que ninguém jamais escreveu.
Não foi quando te perdi que o mundo desabou, foi quando me perdi.
Não foi quando estive no fundo do poço que o desespero bateu, foi quando quis ficar lá.
Não foi quando meu bolso ficou vazio que afundei, foi quando meu coração esvaziou.
Não foi quando ninguém me quis que tudo ruiu, foi quando eu mesmo não me quis.
Não foi quando enxerguei a maldade do mundo que entrei em pânico, foi quando descobri minha própria maldade.
Conhecer a si mesmo é a pior das tragédias e a maior das dádivas.
eu so enxerguei seu valor quando te perdi, e quando eu tive a segunda chance, eu te perdi pela segunda vez, e isso só me vez me perguntar, o porque eu nao fui suficiente para te ter...eu não fui suficiente para você!
Seguia eu, o teu rastro
Me perdi na primeira curva,
Quando de repente pude então analisar,
Quando eu te via era mais fácil te encontrar.
Quando penso que não te verei mais
Dói o coração, mas a esperança acalenta minha alma
Então, sonhei que um dia te encontrava,
Quando acordei esqueci do teu olhar.
Pensava eu que seguia o teu rastro, que um dia se apagou.
Não! o rastro do amor é um sentimento que permanece escondido no mais frio coração,
Ele pode pulsionar os sonhos nunca imaginados
Aquece a alma do aflito, transborda de felicidade o maior conflito
Seguir o rastro do amor é viver ontem, hoje e amanhã,
Sabendo que o rastro do amor nos conduz na paz, na perseverança, na felicidade e no caminho da verdade.
