Te Guarde na Palma das tuas Maos

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⁠COMO?
como AMAR se no coração não há espaço para o PERDÃO.
como? ser CARINHOSO se suas mãos são carregadas de ESPINHOS.
como? olhar com TERNURA se em seus olhos há apenas RANCOR!
como? dar a ATENÇÃO se em seus pensamentos há apenas o EGOISMO!
como? dizer que AMA se tudo o que planta é ÓDIO entre irmãos.
como? pregar a PAZ se tudo que fazes é a DESUNIÃO.
Como? ser FELIZ se não aceita a FELICIDADE do seu IRMÃO.

Inserida por CrisArruda22

"Não tenho flores nas minhas mãos,mas tenho essência na minha alma "⁠

Inserida por CrisArruda22

Eu a encontrei num tempo de cicatrizes, marcas deixadas por mãos que não souberam cuidar. Cada ferida parecia lembrar histórias passadas de promessas falhas, de sonhos que se perderam e do medo de amar que agora morava em seu coração. Ela carregava as marcas de quem passou de mão em mão, esperando, quem sabe, encontrar um porto seguro, mas sem ter conhecido um cuidado verdadeiro.

Mesmo assim, enxerguei nela algo especial, uma possibilidade de construir algo novo, de dar certo. Era como se eu tivesse encontrado um solo que merecia florescer, ainda que tivesse sido pisoteado tantas vezes. Em sua dor, vi não apenas as cicatrizes, mas uma alma que ansiava por recomeço, mesmo que ela não soubesse ainda.

Mas a cada passo que eu tentava dar em direção a ela, havia uma barreira, uma sombra que rondava seus pensamentos. Ela sabotava os próprios planos, erguendo muralhas de desconfiança e hesitação. Às vezes, parecia que a dor era mais familiar que a esperança, como se temesse que, ao permitir um novo amor, a história se repetisse.

E foi então que percebi: eu não podia curar uma ferida que outro havia deixado. Não estava ali para carregar o peso de memórias que não eram minhas, nem para refazer promessas que ela nunca recebeu. Então, decidi dar um passo para trás, deixando que ela tivesse seu espaço, permitindo que a saudade revelasse que a minha presença era algo novo, que não vinha acompanhado das sombras que ela conhecera.

Na minha ausência, ela começou a entender. A distância permitiu que ela visse que, ao meu lado, não havia passado a temer, apenas um presente a se construir. Quando nos reencontramos, ela me olhou com olhos diferentes, finalmente reconhecendo que eu não estava ali para ser mais uma passagem, mas para ser uma presença verdadeira, sem segredos ou medos antigos.

Mas depois de tantas tentativas, de tanto insistir e cuidar, esperei em vão que ela abrisse espaço para algo novo. Era como tentar alimentar um coração que respondia com mordidas, uma confiança que eu construía, mas que ela desmoronava na primeira dúvida. Chegou um momento em que o cansaço venceu: não suportei mais dar e não receber o mínimo de atenção ou reconhecimento.

E então, em vez de continuar insistindo, preferi partir. Eu não quis mais ser mordido pelo passado que não era meu. Escolhi ir embora, porque ela precisaria, talvez, perceber a diferença por si só. E assim segui, deixando para trás as feridas que não eram minhas, mas com a paz de quem tentou até o limite.



Evangehlista Araujjo, O criador de histórias

Inserida por EvansAraujo1


Mãos seguras, calejadas e cansadas
Mãos de forças, protetoras e abençoadas
Mãos de fé, a arma da esperança
Mãos que apoia, mãos seguras de confiança
Mãos que lida, e pega meu alimento.
Mãos de orações, aliviae o meu sofrimento
Mãos encantadas, belas e bem cuidadas
Mãos que pega o chão, segura na mão sem soltar...
Mãos que apanha, que cuida do coração
Mãos sujas, mãos limpas. Mãos de exaltar
Mãos belas, que segura firme sem parar
Mãos de forças, mãos fracas, e fechadas
Mãos de coragem, mãos lindas e educadas
Mãos de carinho, mãos de aparpar
Mãos beijadas, delicadas ao agradar...
Mãos livres, mãos presas sem pensar
Mãos que leva, mãos trás
Mãos que planta, e cultiva os bons frutos
Mãos velhas...
Mãos novas, sem saber pegar
Mãos.

Inserida por rafha_dhemello

⁠Fazer proezas !

Quero ser um vaso nas mãos de Deus,
para proezas fazer, ver mudos falar,
vê cegos e chegar, paralíticos andar
eao nome de Deus, glorificar.

Deus não mudou, proezas ainda ele faz,
o homem que nele acredita, tem poder
pra derrotar satanás.

Com jejum e oração, com a vida em santificação, fugindo da prostituição e
da fornicação, tendo Jesus na mente e no coração.

De posse dessas virtudes,
muitas coisas irá fazer,
pois com a vida santificada,
satanás tem que correr.

Inserida por COMPOSITOR


Quero sentir sua glória !


Quero ser um vaso nas mãos de Deus,
quero proezas fazer.
Quero sentir sua glória, sobre mim resplandecer.

Não quero luxo e nem riquezas, nada comprado assim,
só quero que as mãos dele, permaneçam sobre mim.
Quero ver mudo falar, quero ver surdo ouvir,
cegos enxergar e povo glorificar Jesus Cristo está aqui.

Inserida por COMPOSITOR

⁠Mãos em seu prato !

Se você não tem coragem,
Para ver outras mãos, em
seu prato.
Então é melhor:
Você permanecer, sozinho.

Inserida por COMPOSITOR

⁠A fraqueza das nossas mãos ao leme, esgotadas pelo extremo esforço de manter uma rota planejada, frequentemente revela uma luta silenciosa contra Deus, que se veste de tempestades e ondas hostis. Ele não nos resiste para punir, mas espera nossa rendição, o instante em que, enfim, permitimos que Sua vontade alinhe o caminho e nos leve ao destino certo. (Atos 27).

Inserida por JuniorLacerda

Escritor,
Mãos mágicas,
Imaginação fértil,
Sentimentos distintos,
Coração de tinta,
Escritor.
Escreve do amor,
Da dor,
Do querer,
Do sentir,
Do não saber,
Do fechar os olhos,
Do abrir da alma,
Do sentir-se livre,
De libertar o amor.
Escritor,
Dom de Deus,
Saber dos céus,
Não há explicações,
Apenas emoções,
Amor e véus.
Escritor,
Indaga ideias,
Reflete o mundo,
Respira a vida,
Tempera o amor...
Escritor.

Inserida por Erwelley

⁠Solstício
.
Quero o doce dos teus beijos
E sempre estar em suas mãos...
Minha vida e sua vida
Presos num só coração.
.
Sou dela um tempo
E outro tempo
A todo o tempo
Que o tempo nos concede...
.
Menininha pequenina
Que me enche de paixão...
É moça que me encanta
E mora no meu coração.
.
Ela é a minha primavera
Em qualquer das estações,
Me aquece com teu corpo
Igual solstício de verão...
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠Cada pensamento é uma tentativa de segurar o vento com as mãos: inútil, mas inevitável.

Inserida por MariaLuizaGrochvicz

Que areia escorra das mãos e misture-se as águas.
Que o coração seja ferido , mas não morto.
Que meu amor seja seu, não por um momento,
Mas por todo o tempo em que minha alma puder amar.

Inserida por LeneDantas

CIRANDA


Na ciranda, escapulia suas mãos das mãos.
Escapulia quando mais desejava, quando mais precisava.
E tudo o que queria... E tudo o que quer é:
Alguém que segure sua mão.
Alguém que a ache alguém.

Nem o tempo resolveu suas questões. Tinha desejos alheios a ela própria o tempo todo falava de si pra si, como se o mundo não fosse além dali, não fosse além do seu quintal com todas aquelas roupas mal penduradas, levadas de um lado para o outro com o vento. Ontem foi ao centro e sentiu-se apaixonada pela fivela da sandália que virou sua gula, por um instante sentiu-se escrava como se a sandália a comprasse, como se mais tarde a sandália que fosse calça-la, como se ela pudesse entre outras coisas ter o brilho daquela pequena fivela prateada que destacava mais ainda a beleza da sandália. “De repente meu pé podia caber ali, mas ali não cabe meu próprio mundo”. Ali não cabem suas crises, nem seu amor que partiu e a partiu ao meio, no dia que decidiu deixá-la, sem nem ao menos avisar-lhe. Ali não cabiam seus dias de infância quando corria para alcançar os outros e sorria ao encontrá-los em momentos de farta felicidade. Mas na ciranda, na ciranda sempre se perdia nas mãos, quando todos ao mesmo tempo encontravam-se ,quando as mãos abraçavam-se. Mas ela não encontrava e nem se encontrava. Estava o tempo todo e não estava. Esperou o amor no caminho de volta para casa, mas esse amor não veio. Nunca o encontrou, nunca. Por mais que buscasse e esperasse, não conseguia alcançá-lo e ainda não entendia em um piscar de olhos e outro porque ainda o via. Porque ainda o sentia, se ele não estava ali. Se ele nunca quis de fato estar ali.

A presença indesejada de suas emoções a deixava opaca escutava os gritos dos vizinhos que reclamavam da fumaça da fogueira que fizera próximo num terreno baldio. E aquela fumaça, bem que poderia vir até aqui realmente, poderia me incomodar um pouco. Não tenho tempo para lustrar meus móveis empoeirados e também eu não poderia apanhar a roupa do varal com sua chegada, dessa forma a roupa ficaria impregnada com o cheiro da fumaça, mesmo longe mesmo aos poucos ela iria me deixar um pouco dela. Mas eu também não caberia na fumaça, a fumaça não caberia em mim. Queria poder tocá-lo. Queria poder apenas uma vez tocá-lo. E assim sendo fumaça o faria ficar impregnado de mim e ainda que quisesse não perderia meu cheiro assim que eu virasse e eu estaria lá e estaria aqui. Sentada aqui, olhando as mesmas coisas, pensando mais uma vez, nos meus jarros quebrados. Deixo de ser flor.
E me torno mais uma vez a semente que precisar nascer, precisar empurrar-se ao mundo, num esforço continuo e detalhado, em dias e dias que segue num escuro abafado. Escutando, apenas escutando os sons que vem do alto, mas sem poder vê-los. Sentia o saciar de sua sede quando água vinha calmamente, mas não sentia a gota do orvalho, então entre um impulso e outro se esforçava para sair daquele lugar, para enxergar a luz da manhã, para dormir sobre as estrelas e assim tão pequena e tão frágil agigantava-se para sobreviver. E aos poucos num estado lento e continuo renascia, brotava de si para si. Mas e a ciranda?

“Como se minhas mãos não alcançassem, nunca completei a ciranda. Nunca fiz a volta. Como pedras desenhadas em jardins, eram meus companheiros da ciranda. Não tinham mãos, não tinham laços, não tinham.”

Eu não sou tão fria. Sempre abri as mãos. No fundo não queria guerra. Não tenho armas, só tenho sentimentos. E pra que armas eu só quero amor. ... Mas, o que mais ainda poderia ser?
O que mais ainda? Depois de tudo, do tudo que eu entreguei.
Não quero perder-me em sentimentos, mas não consigo chegar ao fim.
Não consigo ainda enxergar o fim. Mas o final será novamente o começo.


___ Lene Dantas

Inserida por LeneDantas

Prefiro chegar a pé
E vestida de trapos
Com versos nas mãos
Não quero o doce
Quero o fel para sentir o gosto bom
De adoçar o amargo
Quero o desigual o diferente
Não tenho medo dos segredos
Não tenho medo das verdades
Tenho medo apenas
De feras presas em mim.

___ Lene Dantas

Inserida por LeneDantas

⁠O eu poeta


Um poeta expressa sensações
O poeta tem ilusões

Um poeta, nas mãos, tem magia
O poeta, no mundo, tem agonia

Um poeta fala e é assistido
O poeta, quando fala, não é ouvido

Um poeta tem sempre a palavra certa
O poeta gosta de descoberta

Um poeta hipnotiza com a conversa
O poeta, em seu universo, se dispersa

Um poeta brinca com a língua e o coração
O poeta brinca com repetição, canção e isolação

Um poeta gosta de ser sempre criativo
O poeta, para rir, não tem motivo

Um poeta vive beijando o espaço
O poeta, na mente, tem embaraço

Um poeta cativa coisas, pessoas e o mundo
O poeta fica triste a cada segundo

Um poeta ver poesia em cada lugar
O poeta não tem nada pra falar

Um poeta, as vezes, é engraçado
O poeta tem um olhar alvoroçado

Um poeta é inverno, outono, primavera e verão
O poeta é MPB, rock and roll, axé, forró e baião

Um poeta nem sempre é mestre ou doutor
O poeta, quando não sente frio, sente dor

Um poeta foi quem escreveu
O poeta sou eu.

Inserida por IlanHudson19

"Não falemos mal do dinheiro!
Ele não tem culpa de cair em mãos mesquinhas e ambiciosas muitas vezes.
O seu bom uso não depende dele.
Depende da consciência de cada um de nós,
para onde tenda a nossa balança de valor, que ressalte o caráter que todo ser humano traz em si."

Inserida por mary_difatto

⁠A justiça algum dia já foi justa?
Sempre me pergunto.
Nas mãos de pessoas justas talvez sim.
Mas elas estão cada vez mais raras.
Já nas mãos de pessoas, ruins, ela se torna a cada dia mais injusta.
Mais corrompida, militante, política e cada vez mais desigual.
Os países mais corrompidos de qualquer lugar de um planeta.
Sempre vão ser onde se tem uma justiça política, corrompida e corrupta.

Inserida por edugeeknerd

" O conhecimento e o discernimento andam de mãos dadas"⁠

Inserida por Hendersonsilva

⁠LAURO O INFELIZ

Lauro morava debaixo de chapas pobre
Tinha as mãos encardidas de ranho e sol
Já foi senhor e estupor de graveto nobre
Antes de ter o cabelo com baba de caracol

Lauro batia ao bicho de hora em hora
Seduzido pela erva queimada em cenoura
Depois adormecia co'a coisa de fora
Deprimida encardida e tão redutora

Lauro tinha quem por ele rezasse
Ao longe numa luz que já foi dele
Algum teso também agora sem classe
Mas que tinha sido figura como ele

Lauro cansado de viver sem planos
De tanto cismar na córnea da vida
Arranjou um corda já em pedaços partida
E enforcou-se de pernas no dia dos anos.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 17-04-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

AS MÃOS

⁠Elas pegam
E despegam,
Apertam
E desapertam
Emoções.

Matam paixões,
Fazem reviver
Quem está a morrer
De mortes ou sensações.

Benzem
E banzem
Orações,
Bruxarias,
Arrenegam heresias,
Aliviam comichões.

De muito as glorificar,
Acabei por me lembrar
Que há tantos anos
De desenganos,
Não beijo as mãos
De minha mãe.

Pobre de quem a não tem.

Valho-me dum retrato dela
E mato a sede da saudade,
Beijo-lhe as mãos de papel
E até me parece que ela
De verdade,
Me afaga o rosto,
Com tanto gosto,
E aquela doçura do mel.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-10-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro