Tardes
Poema da Tarde
Sou pertinaz em falar das tardes.
Ora, o que há de mais ocioso? A noite?
Pobre noite... dama
que corre de mão em mão.
O efervescer ardente é denso
aos meus olhos molhados de suor.
E a tarde vai... voa como
meus funestos versos fracos.
Tarde! Pra quê serve a tarde?
Extenso descanso dos glutãos,
carrasca dos sertões...
Dona insana do meu labor.
O Eco do seu Olhar
Eu ainda sinto o gosto daquelas tardes,
o vento no teu cabelo, a risada que vinha sem aviso.
Nossos caminhos se cruzaram por um instante,
mas você seguiu em frente,
e eu fiquei parado no mesmo lugar.
Não era só paixão,
era uma canção que eu ouvia só de olhar pra você.
E eu me entreguei a essa melodia,
com o coração aberto, sem ensaio.
Você era o sol no meu céu,
e eu era só um espectador,
assistindo de longe a sua luz.
Eu era um porto seguro,
e você, uma embarcação que não parava em lugar nenhum.
Hoje, quando me pego distraído,
meu pensamento ainda te busca.
O tempo passou, as estações mudaram,
e a vida seguiu seu curso.
Mas a imagem do seu rosto
ainda é a paisagem mais nítida
na minha memória.
E o que mais me dói não é a falta do seu amor,
mas a certeza de que mesmo com o passar dos anos,
a minha alma ainda está lá, parada,
naquele instante em que o meu amor
e a sua indiferença se encontraram.
Bem que às vezes até das tardes tumultuadas, eu gosto. Tormentas servem de lembrete de rendição e confiança, e da irremediável necessidade de repousar em Deus mesmo sem entender o porquê. Há paz em meio à espera!
Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!
Autodidata,
aprendi datilografia
nas tardes lentas
em que escrever
era o meu brinquedo secreto,
o meu passatempo preferido
de menina
que já pressentia
o destino das palavras.
✍©️@MiriamDaCosta
Sob o céu cinza e molhado da cidade,
Odores de almas abandonadas,
Mulheres tristes, como tardes encharcadas,
De uma cidade cheia de gente perdida,
E outras que nunca foram encontradas.
Um espaço que se move, dissimulado,
Ela veio, mas nada mudou,
A nave parada no vasto espaço,
A estrela quase se apaga, no fracasso.
Hoje mesmo, sob o céu de cinza,
Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo,
Parecia triste, como atriz em desgraça,
Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo.
Olhos que amaram, mas não foram amados,
Tentaram se encaixar na máscara requerida,
Ela veio só com a alma revelada,
Esqueceu a fala, quis ser a própria vida.
Ela derramou uma lágrima, silenciosa,
Dor contida na língua de guerra,
No fronte, firme, em sua causa silenciosa,
Enfrentando a batalha verdadeira.
Sob o mesmo céu de chuva, molhado,
Ela era a gota que cai do céu,
Na terça-feira cinematográfica, em pranto,
A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.
No fim das tardes, o mundo baixa a cabeça como se rezasse. As sombras alongam os desejos que não viraram atos. Eu caminho com a sensação de ter esquecido algo essencial. Por vezes o essencial é apenas o nome de alguém. E chamar esse nome é como abrir uma porta sem saber o que vem depois.
As vezes me olho no espelho e relembro o passado, as tardes no sítio, a família em torno da grande mesa na varanda. O tempo era como uma onda onde eu embarcava e seguia em frente. Corria em torno da mesa, mexia com todos, vivia sorrindo, adorava mexer na terra, caminhar livre pelo bosque que existe bem em frente á casa, amava nadar e me esbaldar de tanto brincar. Depois de um fato terrível na minha vida muita coisa mudou. Me lembro bem como passei a olhar pela janela do meu quarto e sentir um vazio imenso e constrangedor. Era como se estivesse aprisionada no tempo. Eu não sei se você vai entender, mas quando eu te conheci, estava triste e sozinha. Não que eu não gosto da solidão, eu amo meu canto, minhas coisas. Mas o tempo neste caso é cruel. Ele alimenta essa sensação de estar só e tem a capacidade de criar paredes ao nosso redor. E você, meu amor, veio como um trator, derrubando tudo e me puxando dali e quando me dei conta estava novamente ao redor daquela mesa no sítio, brincando e sorrindo. Você resgatou a minha alegria, a minha vontade de viver sem medo. Mas, olha, não me entenda mal com tudo o que vou dizer agora. Hoje vivo intensamente esse amor. Quantas promessas fizemos um para o outro, quantas horas passamos juntos no msn, quantas palavras foram escritas se resumindo em um único eu te amo forever! Nossa, e a distancia ali, e nossas vidas separadas por ela. O sentimento é quase único, não importa o que estou fazendo ou se estou dormindo ou acordada, você sempre está aqui ao meu lado. Eu queria lhe dizer que ainda não compreendo todo o resto, tua vida, teus amores, teu caminho e talvez seja por isso que me falte coragem para fechar os olhos e…. Amor, eu estou pensando em mudar. mudar desde quarto frio e sem cor. E sabe o que é mais difícil? É o reflexo de tudo isso em mim. Vivo entre dois espelhos que acabam multiplicando o nosso amor e ao mesmo tempo a minha dor de estar longe de ti. Então escuta, se amanhã eu não estiver mais aqui amor, guarde o nosso tesouro, você sempre terá uma parte de mim com você. Isso não é uma despedida, é apenas um desabafo. Ainda estou aqui, ainda não sei se vou partir.
Tão lindo como aquelas tardes que caem sem pressa sem compromisso.
Mais que sempre estão presentes Nesse estranho paraiso
É uma forma de olhar que me tira do sério, que me faz de boba todas as tardes, que diz tudo e ao mesmo tempo nada diz, que interfere o mais íntimo dos meus devaneios e que me torna incrivelmente feliz.
Que Setembro lhe Proporcione dias de risos , Tardes de Alegria,
sorte no Amor, Pessoas sinceras e que Deus me acompanhe aonde for .
Lembro das tardes, que tive com você..
E cada verdade que eu achei viver..
Eu estava certa em ter medo de tentar..
Posso não ser perfeita, mas não menti em te amar!
Lembro dos dias passando sem fim, seu sorriso dizia que me queria sim...
E as nossas brincadeiras, seu jeito bobo de me amar,
eu esperava ansiosa a sexta feira chegar..
De repente tudo mudou.
De repente você me magoou
De repente, não dá pra explicar.
Tão de repente.. Como foi te amar !
"Nas tardes chuvosas penso em você. Na verdade nem sei por que penso. Não sei a distinção entre o real e o irreal. Meus pensamentos entrelaçam os sentimentos como se fossem um só, porém, um grande emaranhado de confusão. E o que eu sinto por ti? Eu não sei, eu não sei. Na verdade até acho que sei, todavia nunca me permiti admitir que o que sinto por você vai além do tempo e é mais forte do que imagino.
O imaginário é tão doce para mim que prefiro sonhar deitada na sala de estar, enquanto o tempo corre. Não tenho vontade de me mexer, tão pouco agir para que algo de real possa acontecer. Então me dou conta que sonhar não machuca. Será isso medo das decepções? A psicologia poderia explicar melhor esse devaneio. Como nada sei nem procuro uma sessão de terapia, eu deito e eu mesma faço a minha própria reflexão. Na verdade acho que mal sei pensar.
Como posso saber o que é o amor? Amar é pensar em alguém num dia que chove? Amar é pensar até quando o sol está brilhando lá fora? Amar é quando ouço os pássaros cantarem e no mesmo instante eu gostaria que a pessoa estivesse ali do meu lado?
Como posso me consultar com pessoas que nem sequer sabem o que é amar? Será que isso pode ser ensinado nos livros? Será que podem mesmo dar conselhos e instruírem alguém sem nem sequer terem sentido o amor?
Começo a achar que sou a minha própria terapia. Que meus devaneios amadurecem a pessoa que existe dentro do meu ser. E quando olho para a rua na noite de natal, vejo casais com as mãos entrelaçadas, tenho vontade de estar com você. Será isso mesmo o amor? Ou é loucura da mente? Especialistas acham que sabem explicar o que quero desvendar em mim. Não, eles não sabem. Como podem saber? Só ousem opinar se vocês sentem algo assim, entenderam?
Vivo em constante estado febril de amor. Quando não amo, não vivo. Se não amo alguém, amo a idealização de um sentimento. Será isso fácil de ser compreendido? Ou será loucura como a de Friedrich Nietzsche?
Coração que ama é coração cheio de histórias intensas para contar. É coração que sabe como extrair sentimentos de momentos até insignificantes. Ainda acho que isso é mal de quem escreve ou mal de quem sente. Talvez uma síndrome já descoberta? Volto a dizer que a psicologia poderia explicar melhor tal devaneio. Mas será mesmo?
Sabe, estar feliz o tempo todo nem é tão legal assim. Sofrer de amor vez em quando faz bem para o coração, ensina a chegar mais perto do amor sublime. Ah, o amor... Sentimento que vem tirando o sono de milhares de pessoas todos os dias - e dos especialistas também."
Tardes de Sangue
“Sozinha no canto chora, tão só
Sem sumiço, sem alarde
Só no papo
Amanhece em pleno sol, sem dor
Fala de amor e de nós, mas sem rancor
Amiga do bem, até que o queime
Aquela tarde de sangue, que fervia
Ao coração partido, enrolado.
E no corpo dourado sentia
Sempre assim, machucado.”
REVOAR
Nas tardes, antes do por do sol,
os pássaros se satisfazem em algazarra pura.
É o anúncio da noite fim do voar,
para alguns, voo sem sentido!
O melhor mesmo é fazer como os pássaros
dormir cedo!
