Tarde
Aos finais de tarde!!! A vida me invadia de tal forma, que não sabia se encatava com teu sorriso, com o por do sol, com o canto dos pássaros, ou me reconhecia, que era partilha de tudo isso...
Pena que cheguei tarde! Desculpa destino? Não fui eu o culpado, eu segui apenas as regras que mandaram. Hoje ando cabisbaixo por ter feito a escolha certa! Acho cruel esse seu tempo. Mais enfim, não tenho nada a ver com as criações da coisas. Mas destino, aprenda a entender o que é o tempo dos humanos...
Trecho de um diário:
Era um dia chuvoso — e eu sempre amei a chuva. No final da tarde, preparei um chá, peguei um livro e me sentei no alpendre, nos fundos da minha casa. O livro era Meu Amor é Você, de Rebecca Winters, edição de 1993. Fazia parte da série Sabrina, tão querida por leitores jovens e adultos pelos seus enredos românticos e envolventes.
Folheei algumas páginas, mergulhei por instantes naquela leitura suave... então pensei: ele não vem hoje. Mas me enganei. Pouco depois, ouvi seus passos ao fundo do quintal. Ele se aproximou, e eu sorri instintivamente. Corri em sua direção e pulei em seu colo, enlaçando-o com os braços e as pernas — como fazia todas as vezes em que ele chegava.
Encostei meu rosto no dele, senti seu cheiro e distribuí pequenos beijos, enquanto ele me carregava para dentro de casa.
Alguns momentos são eternos. E esse, para mim, ainda vive aqui dentro do peito.
Era só um instante. Mas era tudo.
_Janete Galvão
Sob a Luz da Lamparina
Era fim de tarde no interior, e o céu tingia o horizonte com tons suaves de dourado. Sentada no velho alpendre dos fundos, ela segurava um livro fechado no colo e deixava os pensamentos correrem soltos como o vento que balançava levemente as folhas do limoeiro. A cadeira de macarrão rangia sob seu peso leve, como se quisesse conversar, contar histórias antigas.
Ela era uma garota simples, dessas que preferem o silêncio das páginas à euforia do mundo. Enquanto tantas meninas se encantavam com festas e vestidos, ela se perdia em histórias, viajando com os personagens, vivendo outras vidas. Lia à luz de lamparinas, por gosto, a luz amarelada da lamparina deixava aquele luga com cheiro de vilarejo antigo. A claridade suave tornava as palavras ainda mais íntimas, e o ambiente mais romântico. Sempre havia uma xícara de chá de hortelã com limão ao seu lado, perfume da infância e do quintal da mãe.
A saudade apertava o peito naquele dia. O pai havia decidido vender a casa. Uma notícia que lhe roubava o chão. Aquele pedaço de mundo era mais que tijolos e madeira: era o cenário das suas lembranças mais doces, dos risos em família, da presença da mãe que partira cedo demais. Ainda era possível sentir o cheiro dela em alguns cantos, principalmente ali, quando o silêncio se tornava mais profundo.
Se sua mãe estivesse ali, estariam preparando o jantar juntas — talvez galinha ou peixe, os pratos preferidos dela. A comida da mãe tinha sabor de abraço. Mas agora tudo era memória. E lágrima. Chorava com frequência, mas não deixava que a dor apagasse o que havia sido belo.
Mas havia um consolo naquela tarde: o amor. Ele estava para chegar. Tinha ido até a cidade comprar um livro para ela — um gesto simples, mas carregado de significado. Eram assim, cúmplices de uma ternura serena, apaixonados por coisas pequenas. O relógio marcava 18 horas e o coração dela batia mais forte, naquela expectativa bonita que só o amor verdadeiro sabe despertar.
Ouviu passos. Levantou-se devagar. Sorriu, mesmo com os olhos marejados. Ele vinha vindo… e com ele, a promessa de um abraço que acolheria tudo.
Ela correu ao encontrou dele. E ali, sob a luz da lamparina, o tempo voltou a ser doce [...]
Janete Galvão
Daqueles momentos, a dois:
Amor, vou de sandália ou de tênis?
Esfriará pela tarde, vai de tênis.
Mas está calor agora!
Tá calor, então vá de sandália!
Mas a minha amiga pode me emprestar uma sandália...
Então vai de tênis!
Mas agora está calor!
Então vá com os dois!
Amor, não quer me ajudar a escolher?
Eu andei no jardim dos meus pensamentos no domingo a tarde e encontrei você, sentada no meu coração.
E você veio como vento no final de uma tarde quente, revigorando a alma e purificando o ar.
E de ti enchi os pulmões.
Surgiu inesperado como primavera depois do outono, recolhendo as folhas e flores ressecadas e as moldando em uma copa perfeita. E por ti voltei a vida.
Apareceu como aquele dinheiro no bolso do casaco, que ninguém espera, mas aparece sempre na melhor hora.
E você foi minha sorte.
Atravessou a porta e seus 7 cadeados sem dificuldade alguma, sem quebrar a madeira, sem arrombar as fechaduras. E aqui sentiu-se seguro. E me fez sorrir; sem preço algum, com um efeito muito maior e em uma dose perfeita; E até os sorrisos dos destilados mais caros, se tornaram estreitos.
"O desgaste mental devora-me aos poucos quando você percebe vai ser tarde de mais não chore e por favor não me coloque num caixão queime-me como uma Fênix e me jogue no ar e deixe-me viver a morte mais perfeita da minha vida."
Você partiu, sorriu...
E "tentou" me convencer
Que era tarde demais
Para estarmos juntos outra vez...
Voando no Mundo Azul
Ainda lembro as nossas conversas
Tão tarde da noite assim
Eu te chamava dizendo seu nome
Você ficava assim
Com aquele sorriso
Aquele olhar
Tão linda quanto a madrugada
E um sorriso escapando de mim
Eu não queria mais nada
A gente no mundo azul
Voando no mundo azul
Ainda lembro aquele fim de tarde
Tão perto do pôr do sol
Eu conhecia a menina mais linda
Você era assim
Tudo o que eu
Sempre imaginei
Tão linda quanto o fim da tarde
Naquele dia junto as escadas
Eu não queria mais nada
A gente no mundo azul
Voando no mundo azul
De valor para as coisas quando você as tem, depois que perde ou se afasta delas, é tarde demais para perceber como TUDO ERA BOM e você nao soube aproveitar!
"Mais cedo ou mais tarde, a vida nos oferece momentos oportunos para lavarmos a alma, então lavemo-nos 'da cabeça aos pés'!"
Quais seus pensamentos neste final de tarde...
O céu laranja vê o partir dos pássaros,
E o vento já sopra meus cabelos em direção ao oceano...
A brisa do mar é pura.
Você também vê o pôr do sol,
Enquanto a areia cobre parte de seus dedos?
Ligados pelo horizonte...
É como o final feliz de um filme,
Em que podemos voar à deriva...
Como aquele pássaro azul.
costumo me olhar no espelho com frequência
Manhã
Tarde
Noite
Só para não esquecer
Quem eu sou...
Vivo esquecendo
Infelizmente, porém antes tarde que nunca, ainda que à guisa de força, a humanidade, aos poucos, está começando a entender, da pior forma, que a avaliação de valores por raça, condição financeira, beleza, cor, status social, formação acadêmica etc, são predicativos sem quase nenhum valor, ou radicalmente falando, sem nenhum valor mesmo, diante de catástrofes iminentes. Pois impotente é tudo isso, diante de circunstâncias que estão acima de sua própria capacidade. Aliás o que são mesmo esses padrões, diante de uma sociedade cujo valor essencial é dúbio e fraco? Quando não, na maioria das vezes, espúrio?
É mesmo com brilhantismo que C.S Lewis se expressou, com sua beleza peculiar Filosófico-Poética, da seguinte maneira, quando disse que "O sofrimento é o megafone de Deus, para um mundo ensurdecido"; e que, quando a humanidade se recusa a ouvir Sua voz, "então Ele gira o botão do amplificador (intensificando o sofrimento, aumentando o volume). Aí então ouvimos o ribombar de Sua voz". E muito antes dele, o habilidoso Sêneca, ao perguntar e responder o que seria o homem, na sua Consolação à Márcia, dizendo que é ..."um vaso que pode quebrar-se ao menor abalo, e ao menor movimento"...
Enquanto o Homem ( a humanidade) não entender esse princípio Universal de forma total, ao que parece, o botão desse amplificador Divino, continuará girando...
Às 08h40 in 08.10.2023
