Tarde
Asas de borboletas pretas numa tarde de domingo,
Dinah Washington perfumando os ouvidos bem baixinho,
Risos molhados e paladar com gosto de camafeu numa longa noite,
Imagem na parede que fala como gente,
PÁSSAROS
"..os pássaros da praça cantaram
na tarde de sol. Levaram o seu canto
às folhas das árvores. E os galhos
abertos sorriram de amor.."
TARDE DE INVERNO
Na mesa o silêncio
Pela janela a torre da igreja
O sol que se vai
Ao fundo de uma nuvem esparsa
Sobras de um céu que insiste em ser azul
O resto do dia não caberá na próxima linha
Mas a tinta no papel lembrará desta tarde de inverno
Provavelmente eu me esqueça
SETEMBRO
Do pôr do sol neste horizonte rubente
Eu perco-me, é tarde cálida no cerrado
O pensamento ao vento e tão passado
Numa contemplação remota e ausente
A sensação se encole, e o vazio espora
Ergue ao longe uma solidão perturbada
E da saudade se ouve uma voz chorada
Sussurrando ao ouvido agrura que cora
Num segundo o céu tornou-se agreste
E as minhas sofreguidões tão sozinhas
Se espalhando por todo canto celeste
Setembro. Sua rima nas prosas minhas
É! ... falam de amor, como se me deste
De novo a flor, que pro amor avinhas...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2021, setembro, 11, 18’27” – Araguari, MG
Meu mundo ou meus pensamento se perderam em alguma tarde de domingo, tarde essa que guarda a sete chaves o meu ser puro e genuíno.
A falácia é como um castelo de cartas
bonito em sua estrutura
e cheio de graça
mas, cedo ou tarde o vento passa
e tudo o que um dia foi lindo
se desfaz com o sopro da verdade.
12/09/2021
Te desejo tudo de bom ....
Sorrisos sem motivo pela manhã ...
Abraços a tarde , porque sim ...
Que possa sonhar , mas também realizar
Pra poder sonhar então um pouco mais além
Que seja feliz, mas não seja boba
Saiba que nem sempre as coisas são boas. Mas nunca , também, elas são de todo ruins.
Eu morro...eu morro
A leve brisa já não mae arranca um sorriso
A fresca tarde já não me doura a descorada face
Que gélida se encovan.
Evitar o luto é colocar à venda o amor numa feira livre – forma de evitação que cedo ou tarde cobrará seu preço.
“As pessoas que pensam ou que procuram pensar, cedo ou tarde, descobrem que o amor ao dinheiro é que é a raiz de todo mal; e não a riqueza...” (in: Zoroaster: o sábio milionário benfeitor)
Eu dormia
Era tarde da noite
Então destruíram meu mundo
Naquela noite
Acordei sem saber o que acontecia
Então me chamaram em um canto
E me diceram ele se foi
Não fique triste
Agora ele descansará
Refrão
Me diz o que eu faço agora sem você
Eu não tenho mais meu anjo
Pra m proteger
Eu fiquei sem chão
Eu fiquei sem chão
Me diz agora o que faço sem você
O que faço sem você.
Eu tinha sete anos
Meu mundo desabou sobre mim
Minha fortaleza perdeu a batalha , árdua
Eu eu fiquei sozinha aqui
Queria voltar no tempo
Pra te ver
Por um breve momento
E te dizer,
O quanto amo você
Mais não tive tempo
Você se foi.
Refrao...
Me diz o que eu faço agora sem você
Eu não tenho mais meu anjo
Pra me proteger
Eu fiquei sem chão
Eu fiquei sem chão
Me diz o que eu faço agora sem você
O que eu faço sem você.
Então enquanto eu caminhava
Na escuridão da meia noite
A tristeza me consumia
Eu não virei mais
Seu lindo sorriso
Eu na terei mais seu ombro amigo
Eu tinha sete anos
E em uma noite escura perdi você
Tento achar a resposta do porque
Mais dizem é a vida
Mais eu nunca vou entender
Joyce Souza
15/12/2020
