Talvez
Sobre você
Eu queria escrever sobre você
Já me disseram que não sou boa com as palavras
Talvez seja a minha ironia que desmantela a minha escrita
Escrever sobre você é demasiado complexo
É como arrancar da cartola um coelho
zombar e criar ilusões com o nada
Com essa mágica, a mim, devem respeito
Descrever as partes físicas, as mãos pequenas
nariz pontiagudo, corpo roliço
andar da preguiça
algum encanto sempre fica
As palavras que sussurradas, saídas dos finos lábios
têm leve doçura, mesmo embaladas pela língua ferina
Os olhos não se fixam, sempre olhando de menesgueio
com certo galanteio
buscando solicitude de alguém por perto
não do meio
Em você todo o brilho do físico se perde
perante o seu interior, a civilidade, o zelo
O carisma como se doa e comunga socialmente
amparando, franqueando os necessitados
sem "cobiçar", como se estivesse em Calcutá
voluntário do bem com posses alheias
Um perfeito filho, sonho de toda mãe, homem com "H"
garanhão de pasto
Com as noras, não deixa água aos sedentos, faltar
Relutante às datas comemorativas
mas não falta pro jantar.
A ordem do silêncio
Talvez seja tarde para ficar pensando
Escrever e, cair em sufrágio o leitor.
Então indago na proposição o silêncio
A não procura da hipótese verdadeira.
Predestinado ao nada fica alguém
Quando o silêncio comanda a minha intuição.
Em conflito eu entraria neste momento,
E provaria do meu rancor.
Essa repugnância logo lhe diria
A montante o seu valor.
Não! Não tenha então esse direito suposto
Que de nada irá adiantar o seu esforço
Sua vaidade não terá razão.
O meu sentimento abortado
Deixou o espaço ao meu lado desbotado
Sem guardião para a minha base.
O que faço agora neste cair da tarde?
Abro a guarda à ocupação.
À Hanna
Hanna possui milhares de "amigos"
tem a Tina, a Lene,
talvez a Celine, Dora e Deusa também
é interminável a lista, impossível falar de mais alguém
Hanna política, artista
toca flauta transversal erudita
em perfeita melodia
mas, somente quando lhe convém
Conheço Hanna de touca
com sorriso cativante e olhar meigo
não é lá boa boca
Hanna é bem do tipo
não é do ambiente boa bisca
joga cartas com o amigo do amigo
e tira proveitos disso
Hanna necessita de estar em evidência
como não tem lá muita inteligência
só faz pacto com a demência.
Deixe ir
vai passar ,
talvez não agora,
não instantaneamente,
talvez demore uns dias, messes ou um ano,
mas vai passar.
Helena, Helena, Helena
Talvez queira dar a mão
Talvez tão tarde, até em vão
Quem saiba eu tenha um rumo à vista ou quem sabe eu nem exista
Ofereço este meu canto a qualquer preço, a qualquer pranto
Não quero amor, não se discute
Eu procuro quem me escute
RISADAS...
Talvez eu seja mesmo um louco sonhador...mas eu existo, grito e sinto dor!
Sou diferente de muitos que vegetam, ficam em silencioso e mascaram suas dores com falsos sorrisos, e como heróis covardes não sabem o que é o verdadeiro amor, amor pelo próximo, e não amar somente os próximos que estão a lhe falsamente servir...
Nene Policia
Engraçado Algumas pessoas continuam te seguindo somente para observarem. Talvez, para conferirem a próxima verdade ou em outro conceitos visionários tidos como besteira que a gente possa postar. Pessoas que são com certeza confrontadas pelo que eu sou e escrevo tendem a ler meus posts, mas não curtem e nem comentam, por motivos óbvios.
Ou são meus inimigos, espioes ou covardes que não tem coragem de enfrentar as adversidades desta vida, implantadas por pessoas más, corruptas ou meticulosas; preferem então calar-se covardemente até mesmo quando faço um post sobre o nosso criador e amado Deus todo poderoso. Mas tudo bem, a reflexão final sempre será minha, e a consciência espetada será daqueles que abraçam o provável algoz e vivem de mentiras...
nene policia
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Hoje percebo a derrota e seus efeitos colaterais daqueles que ganharam mas continuam perdendo, quase ganhando mas o que tomou conta fora as decepções... foram apenas sonhos de euforia daqueles que sonhavam ou queriam vingança..quem quase morreu está vivo, quem pensávamos que havia perdido ganhou. As oportunidades sempre aparecem mas escapam pelos dedos, uma cidade mórbida, a cura somente nas chances que se perdem por medo, pelo egoísmo, nas idéias e promessas que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de vivermos sempre no outono e na incerteza que massacra a nossa coragem...
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida de submissão e cheio de incertezas; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu já sei de cór, está estampada na frieza dos nossos interesses pessoais, em nosso egoísmo besta, nos sorrisos falsos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Gente que vive de temores e receios, e sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. Se houvesse união entre as pessoas, a virtude estaria ao menos no meio termo, e o mar não teria ondas, os dias não seriam nublados e o arco-íris não teria tons de cinza. O egoísmo e a desunião não nos leva a nada e não ilumina, não inspira, aflige e nunca acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si e a vontade de ver as coisas mudarem, mas vontade apenas não basta, é preciso coragem...Não há resistência para o mal que assola e corrompe, se fortalece sempre alimentando-se das nossas fraquezas, egoísmos e medos, e se espalha como um verme sobre a fétida terra estagnada...
Não é que fé não mova montanhas, ou que todas as estrelas estejam fora de alcance, para as coisas que não podem ser mudadas hoje, resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota previamente novamente à dúvida da vitória, é desperdiçar a oportunidade de merecer uma vida melhor. Pros erros há perdão; pros fracassos reviravolta e luta,; paras coisas que parecem impossíveis, o tempo. De nada adianta cercar a lógica com um coração vazio ou economizar a alma. Uma vontade cujo fim é instantâneo ou indolor pela falta de coragem e de luta, não é e nem nunca será uma mudança. Não deixe que a fraqueza e o egoísmo nós sufoque novamente, que a rotina acomode, que o medo nos impeça de tentar. Ora já estamos cansados, que tal desconfiarmos do destino que sempre é nos imposto e acreditarmos em nós mesmos e em uma verdadeira mudança. Gastemos mais horas realizando que sonhando ou esperando que as coisas caiam do céu pelas mãos do algoz, parar com essa mania de que alguém faça por você aquilo que você diz não ter coragem para fazê-lo... vamos a luta fazendo e buscando novas formas, do que vivermos apenas planejando e esperando por coisas impossíveis, ´é necessário combatermos nossas fraquezas fortalecermos nossas vontades, mesmo muitas vezes sabendo que embora quem quase já morreu esteja vivo, quem quase vive sem sonhos e coragem... já morreu.
nenepolicia
Parem de dizer que Deus tirou algo de vocês, a verdade é que talvez ele nem tenha te dado. Para de reclamar e Agradeça!
Apesar de tudo, eu nunca desisti, talvez tenha me ferido um pouco, acontece, a gente se decepciona, mas, veja bem, se parar pra perceber, mesmo ferida, eu estava lá, eu tinha que estar lá, não sei o porquê, talvez, por causa de tudo.
🧩 Não te arrependas, Talvez o que fizeste de melhor foi ter deixado o porco ir rebolar na lama, cuida do jardim pra as borboletas 🖤🦋💛
Poema Nascimentos
Lembro-me do último dia em que nasci,
e de outros nascimentos.
Talvez tenha sido servo de Nefertiti,
Cônsul dileto da Imperatriz.
Togado professor no Kansas.
Eremita numa caverna desabitada no Sul.
Quantas vezes me viveu, este jeito de existir?
Fui conselheiro de Napoleão.
Astrônomo inglês a velejar no céu.
Ou será que sou apenas,
quem te encontrou vestida de ramos,
numa manjedoura em Belém.
Não me sei bem as idades.
Vivo de sentir memória.
Vivo de viver no que cabe.
Lembro quando corrias atrás do Tiranossauro.
Quando pisaram na Lua e viram teu rosto estampado.
Assim nos fundamos de uns outros em nós.
Nos cingimos de tantas vozes que coabitam.
Como não ter me impregnando daquilo que pressenti,
Quando lia o livro da vida que um dia passou por mim.
Carlos Daniel Dojja
Meu coração
Não tenho palavras. Ou talvez as tenha, mas elas se perderam em algum abismo silencioso. Não tenho sentimentos. Ou será que os enterrei tão fundo que já não os reconheço? Não consigo me expressar, não consigo me mover. Estou paralisado, preso em um limbo onde o tempo não flui, mas se despedaça.
Estou em uma viagem psicodélica interminável, onde o futuro me puxa para frente enquanto o passado me arrasta para trás. Sou um viajante sem destino, flutuando entre memórias que doem e sonhos que nunca se realizam. Me falta fôlego, me falta ar. Me faltam sentimentos para olhar para ti, para enxergar a beleza do mundo que insiste em brilhar, mesmo quando tudo dentro de mim é escuridão.
Estou perdido em um mar de pensamentos, um oceano turbulento onde cada onda carrega dúvidas, medos e angústias. E nessas águas, estou me afogando. Sem rumo, sem bússola, sou engolido pela correnteza dos meus próprios devaneios. Aos poucos, sou arrastado para o fundo, para um lugar onde já não me reconheço, onde já não existo.
O que faço para parar? Como encontro paz em meio a essa tempestade que habita minha mente? Como silenciar os ecos do passado e os sussurros do futuro?
Hoje é um sábado qualquer. Ou não.
Talvez, para quem passa os olhos por essas palavras, seja só mais um sábado entre tantos.
Mas para mim, é o sábado em que eu reconheci — de forma lúcida, amorosa e irrevogável — o meu valor.
Entendi o meu tamanho. Entendi a minha mente. Entendi a mulher que habita em mim — inteira, complexa, vibrante.
Fui ensinada, como tantas de nós, a caber. A suavizar. A calar.
Mas hoje, com a alma limpa e o coração desperto, eu não aceito mais diminuir o que é grande por natureza.
Por muito tempo fui a melhor da sala, da turma, do curso.
E ainda assim permiti, por insegurança emocional ou por tentativas de pertencimento, que outros editassem minhas regras internas.
Hoje, essas regras são minhas novamente. E me pertencem com doçura e firmeza.
Não estou falando de beleza estética — isso o tempo leva.
Estou falando do que fica: da mente construída com livros, da psique forjada entre estudos e experiências, da emoção que pulsa com consistência e entrega.
Meu valor está no que vibra quando eu entro em um lugar. Está na minha consciência afetiva, na minha capacidade de sentir e de pensar ao mesmo tempo.
Porque sou o tipo de mulher que não finge não ver.
Sou o tipo de mulher que sente. Que pressente. Que interpreta o silêncio, o subtexto, os olhares que dizem o que a boca não teve coragem.
Que entende o comportamento afetivo de quem valida com gestos ou afasta com ausências.
E mais do que isso — sou o tipo de mulher que, mesmo quando ama, escolhe a si mesma.
A minha paixão é pelo que me expande.
A minha conexão é com o que vibra na mesma frequência: sensorial, intelectual, emocional.
A minha alma não cabe em caixinhas, nem aceita lugares em que precise se diminuir para ser aceita.
E é por isso que digo a você, mulher:
Se olhe. Se perceba. Se escute.
Entenda que ninguém é obrigado a te amar.
Mas você é, sim, responsável por se amar todos os dias.
Ninguém é obrigado a gostar do que você faz.
Mas você é, sim, responsável por reconhecer o poder do que faz nascer de você.
Escolha estar onde você é bem-vinda.
Escolha ficar onde há afeto verdadeiro, validação mútua, presença sincera.
E se precisar ir — vá com ternura, mas vá inteira.
Porque o mundo só muda quando nós, mulheres, paramos de nos moldar a ele…
E passamos a moldá-lo com o que somos.
Autoria: Diane Leite
A Mulher Que Se Refaz Sozinha
por Diane Leite
Talvez a gente nunca saiba.
Porque pra saber, teria que sentar. Olhar no olho. Aguentar o espelho.
E nem todo mundo aguenta se ver refletido numa mulher inteira.
Numa mulher que sente, que fala, que explode e não se esconde.
Porque mulher inteira assusta.
Dá trabalho.
Desmonta os outros.
O que destrói uma mulher não é a dor.
É a repetição.
É a indiferença.
É a tentativa de calar quem nasceu pra dizer.
De diminuir quem nasceu pra expandir.
De conter uma alma que sempre foi grande demais pra caber no pouco que oferecem.
Mas o que mais assusta...
Não é ver uma mulher quebrada.
É ver ela voltando.
Mais forte. Mais lúcida. Mais dela.
Uma mulher que se refaz com os próprios cacos, sem pedir ajuda.
Sem plateia.
Só com coragem.
Uma das coisas mais fodas que eu fiz na vida foi me olhar.
Despedaçada.
Sozinha.
Com sangue na boca e lágrima no queixo.
E mesmo assim, não menti pra mim.
E sabe o que aconteceu?
Deu certo.
Porque eu me conheci.
E quem se conhece...
não se abandona nunca mais.
“Pensar sobre o outro para além de si mesmo talvez seja o caminho (se não o melhor) para um mundo melhor.”
Penso por mim mesma. Talvez isso crie problemas com pessoas que gostam de manipulação ou de encontrar parecer igual. É aquela filosofia: Penso, logo existo (Descartes).
