Talvez

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Me sinto como uma flor. Um girassol talvez?
Não tão bonito quanto as rosas vermelhas, que despertam paixões, mas há os que apreciem.
Talvez ele seja o meu sol, mas vivo em uma cidade, onde há vários postes de luz que me enganam, se passando por um sol. Talvez ele também seja um deles, e o meu sol ainda não raiou. Mas vou saber quando ele chegar...
Vai brilhar mais que todos, vai aquecer os meus dias, vou me sentir a flor mais bonita do jardim. E quando esse dia chegar, vou fazer o meu papel de girassol, seguir meu sol e amar como minha única razão de viver.

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. (...)

Sarah Westphal

Nota: Trecho do poema "Quase", muitas vezes atribuído erroneamente a Luis Fernando Veríssimo.

Quando me afasto de você, sem nenhuma explicação
É para me proteger, ou talvez, que sintas minha falta.
Ando tão assustada com esse mar de sentimentos.
Tomando posse da alma e dos meus pensamentos.
Pois o que era só uma amizade, virou uma imensidão.
Um amor, que eu só conhecia em contos de fadas.
Ou, nas poesias mais belas que falam coisas do coração...

Que é mesmo a minha neutralidade senão a maneira cômoda, talvez, mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar a injustiça? Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele.

Talvez eu te faça um rap, uma serenata. Te faço um começo sem data pro fim, te faço umas rima chapado com umas garrafas de litrão do nosso lado e com um maço de Marlboro sendo queimado.
Te faço sentir a brisa do mar sem sair do vosso lar, te faço uma composição no violão, te transformo em mil canções de apartamentos na calada da noite, te faço minha sina, minha mina... Mas, só talvez.

Em vez de ficar sonhando com o seu próximo destino de férias, talvez você devesse criar uma vida a qual você não precise fugir.

Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi.

Ignorância é uma dádiva, talvez seja mais saudável viver no mundo das ilusões e futilidades cotidianas, não tendo acesso a reflexões profundas, mas fazer o que, é inerente ao ser caminhar ao desejo, infelizmente eu gosto da realidade, triste, libertadora e odiável realidade pela qual me apaixonei.

Sou um ser solitário e sonhador. E talvez por sentir medo pareça as vezes tão frio e cruel.

Basta dizer que não estou amando. Talvez eu seja ‘indomável’ demais para casos de amor prolongados. O que mais preciso é do mundo. Nunca seria capaz de dizer, nos braços de uma mulher, o mesmo que um herói de Wagner: ‘Deixe-me morrer!’. Quero viver… e ver mais do mundo, & Deus sabe por que, e o amor de uma mulher é um dos muitos amores indomáveis. Uma coisa é certa: a paixão goetheana não é a minha. Há irritação, agitação, ‘loucura’ demais em mim para esse estado de languidez. Preciso correr, sempre. Só dois tipos de mulher servem para mim: uma louca Edie que iguala minha própria impaciência e loucura e horror, até a exaustão de um de nós, ou uma garota simples (parecida com a minha mãe) que absorve e compreende e aceita isso tudo. Ontem mesmo uma mulher em San Francisco sufocou seu bebê até a morte porque ela ‘não queria que qualquer outra pessoa o tocasse’. De fato, sim, ‘deixe-me morrer’ em uma paixão wagneriana… vou acreditar no que Leon Robinson diz em ‘Viagem ao fim da noite’ — ‘estou bastante ocupado tentando me manter vivo’. E junte a isso… ‘e me divertindo loucamente’ com isso. Isso começa a indicar a falta de amor peculiar de minha posição nos últimos 3 anos, talvez nos últimos 26 anos… e nunca gostei tanto de uma ideia sobre mim mesmo, sério, e acho que isso também significa algo: espontaneidade é a palavra que mais me agrada… Por Deus, não é todo dia que se encontra um álibi perfeito para si mesmo, e o mais impressionante é que é tão brutalmente verdadeiro!

Naquele breve momento eu me senti viva, muito mais do que durante todo o ano anterior. Talvez durante toda a minha vida.

CLARA

Não sabes, Clara, que pena
Eu teria se - morena
Tu fosses em vez de clara!
Talvez... Quem sabe?... não digo...
Mas refletindo comigo
Talvez nem tanto te amara!

A tua cor é mimosa,
Brilha mais da face a rosa,
Tem mais graça a boca breve.
O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
És clara da cor da neve!

A morena é predileta,
mas a clara é do poeta:
Assim se pintam arcanjos.
Qualquer, encantos encerra,
Mas a morena é da terra
Enquanto a clara é dos anjos!

Mulher morena é ardente:
Prende o amante demente
Nos fios do seu cabelo;
- A clara é sempre mais fria,
Mas dá-me licença um dia
Que eu vou arder no teu gelo!

A cor morena é bonita,
Mas nada, nada te imita
Nem mesmo sequer de leve.
- O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
És clara da cor da neve!

Eu queria que nossa amizade voltasse a ser como era antes, mas você se afastou e talvez meu coração não aguente tanta dor. Você era uma das minhas pessoas favoritas no mundo. Os sorrisos eram inúmeros ao seu lado, mas você se foi sem explicação. Doeu a distância. Doeu não saber os "porquês". Você hoje voltou, se explicou, até entendi os motivos, mas de certa forma ainda convivo com o fato de ter sido esquecida por alguém que eu tanto amo.

(...)Talvez seja a dúvida entre manter a solidão ou arriscar a vida de outra maneira.

Talvez os humanos sejam as coisas mais próximas dos demônios.
(Shinichi Izumi)

O Carnaval não é invenção do Diabo, como dizem algumas religiões. Talvez seja invenção de algumas religiões, como dizem os carnavalescos!

Talvez a felicidade esteja em seguir em frente.

Será, talvez, pelo fato de nada do que existe sem Ti, que todas as coisas te contêm?

Talvez eu não seja ninguém. É verdade que tenho um corpo e não posso escapar dele. Eu gostaria de sair da minha cabeça, mas isso está fora de questão.

Surpreendente como a vida nos mostra situações das quais jamais imaginamos vivenciar. Talvez vivenciamos, mais não lembramos de tudo exatamente ao certo. Temos opiniões bem formadas a respeito de tudo. Temos mente aberta, ao menos a minha é, Querendo sempre quebrar tabus impostos pela sociedade. Na vida lidamos com tudo. A vida nos lida , nos ensina e aprendemos cada dia um pouco de tudo. Uma vida é muito pouco para viver tudo que desejamos e sonhamos. Mas temos somente essa chance pra fazer dessa vida, uma , duas, três ou até mais vidas. O mais incrível disso tudo é que temos que fazer tudo em uma. Não teria graça voltar e fazer tudo denovo. A graça está em lembrar do que foi feito, de como foi feito e quem ajudou pra que seja feito. Somos um espelho, nele retrata defeitos, qualidades e impressões que causam admiração e espanto. Mas não podemos deixar que o espanto tome conta da gente. A vida é boa demais pra se preocupar com coisas fúteis. Liberdade? É muito pouco perto do que quero. Medo de viver? Jamais. Apenas sede e ansiedade pra que cada dia seja melhor do que daquele que terminou. Apenas ser livre. E há algo errado nisso? Ser livre consiste em ter felicidade, mesmo que momentânena, mas se tem. E poder desfrutar dela é ótimo. Mesmo com minhas idéias e ideais as vezes condenados por poucos e admirados por muitos, vou seguindo a vida da maneira que for. Estou certo de que nessa estrada que sigo, a rodovia está certa. No caminho se encontram amigos, inimigos, lugares. Tudo se guarda na bagagem da vida. Pra que quando aberta, eu possa dizer: Valeu a pena ter carregado isso. A vida é algo que nunca será descoberto. Ainda sim, temos que fazer dela uma verdadeira incógnita, para que nunca seja descoberto o verdadeiro segredo de como viver. Pensando bem, o segredo está dentro da gente. Basta querer enchergar. E segredo a gente conta só pra quem confia. Apenas contamos pra aquelas pessoas dos quais sabemos que estão na bagagem da vida. As pessoas de confiança e fé. Quando enfim, fomos embora dessa vida, dela não levaremos nada. Mas mesmo que pouco notado ou lembrado, levaremos o coração, junto dele os sentimentos, que até o último instante irá existir. Não seremos mais do que fotos lembradas e admiradas por alguns que realmente nos amam. Logo após décadas, não seremos mais nada. Nem fotos, nem lembranças. Mas enquanto estamos aqui, devemos fazer com que amanhã seja lembrado ontem. E que seja muito bem lembrado. Devemos viver sem medo. A vida é boa demais e nós somos melhores ainda. Viva aqui, faça o que tem que ser feito. Pois um dia irá ser lembrado e depois esquecido. Mesmo assim foi inesquecível. Uma boa vida pra você.!