Talvez
Rouge
Estamos em um ano de festa,
Em plena Moulin Rouge talvez.
Iremos nos divertir e não vamos nos importar com amanhã.
Afinal, é o fim do mundo certo?
Tudo começa a ficar escuro, para que a vergonha não seja vista
Á, todos são ótimos convivas no escuro, lá não se vê a alma, pois a alma é clara e sensata.
E quando não á alma, tudo fica mais fácil de dar errado, e o errado, é divertido para a maioria.
Suas intenções são apenas ilusões de amor,
Cantamos frases sem sentido a pessoas sensatas
Mas não há sensatez, não há nada...
A vida é um circo...
Com suas malicias saudáveis...
As crianças são obrigadas a viver isso, afinal, a liberdade não existe...
Se existe não teria opiniões,
Teria ações,
Teria amores fiéis...
E Não ilusões
Um simples pássaro demonstraria o sentimento.
Não haveria rancor...
Mas isso existe,
E é onde nós vivemos. O Moulin Rouge terrestre.
É uma crise apenas e vai passar, talvez amanhã, talvez mês que vem, mas vai passar. Crise existencial não era o que você dizia? Crise de identidade? Mas hoje sei que não é crise existencial o que eu tenho é a crise de não mais existir, hoje sei que não é crise de identidade o que me afeta, e sim crise de quem não tem mais no espelho familiaridade, crise de quem não se reconhece. Hoje cheguei em casa e mesmo um caco eu não queria está ali mais, eu não queria olhar aquelas paredes, eu não queria estar naquele quarto frio, seco, isolado de mim, eu não queria sentir sono, eu não queria sentir nada... talvez andar por aí sem rumo, reconhecer em algo simples um motivo, um motivo sequer pra seguir nessa montanha russa que é a vida, sem vomitar diante de tanta hipocrisia. Sentir, nada mais ridículo que sentir, a gente não poderia apenas viver? Acordar cedo, trabalhar, faculdade, um cineminha quem sabe, levar os filhos a escola, atender o telefone e pronto. Porque diabos a gente precisa sentir? Quantas vezes critiquei pessoas vazias, ocas sem saber que só é feliz quem finge, só é feliz quem não vê com esses olhos de alma que poucos parecem ter. Hoje me sinto como uma criança que se acha estranha de todas por ter medo do papai Noel que todos dizem que é o bom velhinho, hoje me sinto como uma adolescente que se descobriu grávida sem nem saber que era mulher, hoje eu sou como um relógio quebrado que sempre marca o mesmo ponto e nunca sai do mesmo lugar, que insiste em um tempo que não volta mais. Hoje eu queria o colo de alguém que não me afetasse, hoje eu queria falar pra alguém que apenas ouvisse mas não me escutasse, hoje eu queria uma condenação que me desse um prazo, uma sentença qualquer que eu pudesse vislumbrar algo de digno no fim que pudesse me libertar de mim.
Se eu seguir um caminho e encontrar o fim, talvez eu mude, mude minha direção, por que pra mim o fim não existe!
Talvez as perguntas me movam; talvez as respostas.
Gosto de explicações que condizem com minhas expectativas.
Gosto de questionamentos que não encontro as respostas.
Gosto de saber e, às vezes, gosto de não saber.
Por vezes, as respostas não me preenchem, então, finjo não tê-las ouvido.
Por vezes, as perguntas são tão amplas e relativas que nem busco respostas.
Incontestável: Ser humano não nasceu (ainda bem) pra viver sem alguém, e a costela de Adão talvez seja a melhor prova disso. Mas a ausência de todo o resto de repente, em um dia que o mundo não quis ser gentil como você queria que fosse, parece ser a solução para quem precisa se achar. Surpreendentemente, alguns detalhes farão sentido para reescrever com caligrafia nova um de seus extraordinários rascunhos sobre a maneira singular que encontrou para viver. Afinal, já diria Marcelo Camelo: "Se você ficar sozinho, pega a solidão e dança".
Quando cometo erros, analiso e me preparo para o futuro... Quando acerto, não percebo... Talvez faça errado na proxima vez....
Talvez nunca tivessemos iniciado um começo, sempre estivemos na página em branco do livro em que apenas eu estava tentando escrever. Infelismente essa é minha verdade e não a sua.
Não sei se passou ou acabou, não sei se era uma paixão ou queda. Ou talvez... Amor. Só sei que antes de dormir, todos os dias, fecho os olhos e lembro de você. E sempre acabo sorrindo no final. Te imagino, vindo me ver – improvável, haha. Lembro de você e das nossas poucas conversas. Poucas, mas perfeitas. Cada abraço que foi dado, cada olhar, repito inúmeras vezes na minha cabeça. Porque aqui pelo menos, você pode ser meu. Sinto sua falta. Podia passar dias conversando com você, pra mim já seria o bastante. Tu faz falta, e a saudade machuca... Não sei como te explicar, nem como te demonstrar isso, porque talvez seja só mais uma paixão incerta. Mas ao mesmo tempo sinto que isso é algo forte, verdadeiro e que vale a pena. Tolice. Minha tolice. Mas continuo sentindo isso por você. Isso de lembrar das brincadeiras bobas que você fazia e logo sorrir, isso de lembrar de você a cada vez que dizem seu nome, isso de me importar com você e como você está. Isso de querer achar que é algo mais forte que paixão e dará certo. Sei que nunca irá pra frente e que isso não passa de uma fase. Mas não consigo me desapegar tão fácil dessa “coisa”. Sei lá, acho que eu te amo. Talvez eu seja pouco pra você, talvez não. Talvez e mais talvez. Só complicando ainda mais. Preciso seguir em frente e esquecer essa minha nostalgia boba. O que eu quero te dizer é que... Foi bom. Obrigada pelos momentos. Sinto sua falta.
Um aperto, sem motivo talvez? Quem me dera... Há algo! O que? Alguém? Qual? Não sei, só sei que há! Na vida sempre o ser que se intitula humano sentirá vazios... vazios passados, vazios presentes, vazios futuros e também vazios presentes refletidos de vazios futuros ou passados... mas há algo que pode preenche-lo? Há! Mas cada um deve descobrir a fonte de sua plenitude, ser pleno não é ter tudo, é simplesmente preencher o distinto vazio que habita cada um dos seres individuais e gananciosos que sempre procuram ter aquilo que não podem ter... mas não com o que não podem ter, mas sim com o que todos têm e não conseguem ver... Tanto aqueles que estão na sombra ou na penumbra da insatisfação casual, são guiados pelas rédias do desconhecido... Crescei-vos, pois, a vida é curta para se perder almejando o que não se tem, quando a felicidade de cada um sempre esteve consigo mesmo...
A real felicidade que conhecemos talvez não seja esta de anda no mesmo sentido da sociedade, muitos menos no caminho do dinheiro..
E no fundo, talvez eu mereça mesmo todo esse sofrimento. Talvez eu tenha nascido para derramar lágrimas e viver sozinha. Talvez seja apenas meu triste destino, viver para amar e nunca receber nada em troca.
