Talvez

Cerca de 17998 frases e pensamentos: Talvez

Quando você para para pensar, talvez descubra que a maior liberdade sempre esteve dentro da sua própria mente

Diminuta.

Eu sustenido,
Você bemol.
Encontremo-nos em um tom,
Seja Lá ou cá,
Talvez em Sol.

Eu maior,
Você menor.
Será minha terça?
Procuro-lhe nas escalas
Por favor, apareça!

Eu grave,
Você aguda.
Nota que eu não encontro.
Talvez diminuta
Ou nota muda?

Talvez eu prefira mesmo o silêncio, a quietude.

Calma,
O poeta está dormindo.
Fale com ele amanhã,
Ou talvez num outro dia.

Talvez ninguém nem irá me ouvir, mas um eu te amo, ajuda.

Talvez eu tenha feito tudo errado; até poeta eu virei.

Talvez eu tenha te sufocado muito. Talvez o meu excesso de cuidado tenha tirado você de mim e te distanciado. Talvez, na tentativa de te proteger, eu tenha gasto todo o ar que nos cabia.

Surreal e estranhamente único.

Logo vou te conquistar, talvez até seduzir. De vampiro tenho muito. Sinto grande necessidade em servir. Me alimento da sua atenção. Mas não coleciono amizades nem paixões. Como faço isso? Livro aberto é convite para ser lido. Aprendo rápido muitas coisas sobre você. Percebo no ar os pensamentos de quem tenho afinidade. Não, não sou nem um pouco manipulador. Só gosto de fazer diferença pra pessoas que me considero amigo. Não costumo passar em branco. Sempre deixo minha semente no seu coração.

Só sei ser eu mesmo. Não uso máscaras, nem conseguiria. Meu maior defeito é tentar ser perfeito. Sempre exijo muito de mim mesmo. Faço isso seguindo minha natureza. Sempre dou o melhor de mim. Costumo ser obcecado por minhas paixões. Mas nunca levo tudo 100% a sério. A vida fica bem menos complicada com senso de humor e flexibilidade. Dedico um bom tempo tentando me encontrar. As vezes dentro de mim, as vezes em outras pessoas.

Sou escravo do coração. Quando me apaixono por algo me entrego de cabeça sem medo. Quando me apaixono por alguém preciso de segurança pra fazer o mesmo. Mas acho estou aprendendo a não dar corda pro coração quando a razão mostra que não devo avançar. Meu maior hobby é me dedicar a você. Gosto de cuidar dos meus amigos e amores. Acho que não conseguiria viver sozinho, apesar de gostar da solidão. Me insiro fácil em novas rodas de amizade.

Não tenho medo do que os outros vão pensar. Não costumo me relacionar com pessoas que ainda não conheça. Não acredito que seja por falta de vontade. Talvez necessidade de segurança, alguma coisa bloqueia minha atitude. Não tenho amigos sem conteúdo. Nem costumo me afinizar com pessoas vazias ou que levem a vida no “piloto automático”. Não me incomodo em ficar sozinho por conta disso. Eu sei que na hora certa a pesssoa certa aparece. Não sou bom com relacionamentos superficiais. Comigo duraram pouco, os poucos que tive.

Gosto de ser o que sinto. Digo o que vivo e não minto. Definitivamente não sou bom com mentiras. E por isso acredito no que os que tenho como amigos dizem e não temo ou duvido disso. Acerdito na bondade das pessoas, no brilho do olhar de uma criança e nas rugas de experiência de um idoso. Estou em constante revolução interna. Não mudo meus valores, mas sempre estou lapidando minha essência.

Sou analista de mim mesmo. Pinto minha própria tela e toco a minha sinfonia. Conheci você pra te absorver, e tirar dessa amizade o melhor exemplo pra mim. E pra plantar no seu coração minha semente. Sou um pouco de cada um e cada um é um pouco por mim. Com você eu sou mais eu. Em você eu vejo eu. Então é assim! Se você não entendeu é porque ainda não me conheceu. Neste me descrevo sem pudor e sem temor. Este sou eu.

Surreal e estranhamente único.

Se sua primeira mensagem pelo WhatsApp já tem preço, talvez você tenha pulado a parte mais importante da venda: entender o cliente.

Talvez amadurecer também seja desaprender a suportar o que nos endurece e ter coragem de escolher o que nos acolhe.

Se decepção matasse
Talvez eu não estaria aqui mais.

A PESSOA POR TRÁS DAS PALAVRAS


Talvez você nunca tenha percebido...


mas tudo o que escrevo acaba falando um pouco sobre mim.


Eu sou assim.


Reparo no que quase ninguém percebe.
Guardo palavras, olhares, silêncios, horários e pequenos gestos.


Transformo momentos em lembranças
e lembranças em versos.


Eu gosto do que tem significado escondido.


Um lírio pode ser mais do que uma flor.
4:47 pode ser mais do que uma hora.
Marte pode ser mais do que um planeta.
O escuro pode revelar mais do que a luz.


E o mar pode, quem sabe, aprender um nome.


Eu gosto de transformar coisas comuns em segredos.


Talvez essa seja uma das características mais bonitas —
e também mais perigosas — em mim: eu sinto os detalhes.


Tenho dentro de mim uma espécie de universo particular,
onde sentimentos ganham nomes,
perfumes ganham sabores,
pessoas viram constelações
e momentos pequenos demais para serem explicados
se tornam enormes dentro de uma página.


No fundo, acho que escrevo para não deixar certas coisas morrerem.


Para guardar aquilo que talvez o tempo tente apagar.


E se um dia alguém quiser realmente me conhecer,
talvez não precise me fazer tantas perguntas.


Talvez só precise ler aquilo que escrevi.


Porque entre um verso e outro,
entre o mar e Marte,
entre a maresia e o silêncio,
existe uma versão minha que quase ninguém conhece.


Uma versão que sente profundamente.
Que observa demais.
Que guarda demais.
Que ama as pequenas coisas.
Que encontra significado onde outros enxergam apenas acaso.


E talvez exista uma coisa que eu nunca tenha dito
com todas as letras.


Então vou dizer agora:


Eu te desafio a me amar.


Não pelo que eu sou.


Não pelo que você imagina que eu seja.


Não pelas palavras bonitas que escrevo.


Mas pelo que você sente quando está comigo.


Porque talvez seja aí que eu realmente esteja.


Não nos versos.


Não nas metáforas.


Não nas páginas.


Mas naquela sensação que fica quando estamos perto,
naquilo que você não consegue explicar,
mas também não consegue ignorar.


E se algum dia você conseguir descobrir quem sou
por trás de tudo aquilo que escrevo...


talvez entenda.


Eu não transformo qualquer coisa em poesia.


Quando algo — ou alguém — realmente importa...


eu não simplesmente passo por isso.


Eu transformo em poesia.

Talvez Apenas Para Sentir


Como eu queria
que você soubesse
tudo o que cabe aqui dentro de mim...
Tudo o que é intenso,
tudo o que me atravessa
e, ainda assim,
me faz continuar.


Queria que entendesse
que talvez
não seja assim
que o destino nos quis.
Que talvez
existam sentimentos
que não nasceram
para ser explicados,
apenas para serem sentidos.


Tenho medo
de perder
tudo o que há de belo
entre nós.


Às vezes me pergunto
se meu impulso
seria capaz
de mudar o caminho
que o destino
escolheu para nós.


Enquanto a resposta
não chega,
guardo o silêncio.


Porque alguns segredos
não pesam por serem escondidos,
mas por serem grandes demais
para caber em palavras.


E talvez
o mais bonito deles
seja justamente este:
sentir,
sem nunca precisar dizer.


Às vezes,
o silêncio também é uma forma de cuidar.


Há sentimentos
que se tornam mais bonitos
quando encontram abrigo
em vez de explicação.


Talvez um dia
o tempo revele
o que hoje escolho guardar.


Ou talvez não.


E tudo bem.


Porque nem todo destino
precisa ser compreendido,
assim como nem todo amor,
nem todo afeto,
nem toda intensidade
precisam de um nome.


Basta que existam.


E, existindo,
já mudam para sempre
quem os carrega no peito.

A Coragem do Talvez.


Talvez algumas conversas comecem como uma simples brincadeira e, sem que a gente perceba, acabem tocando em lugares que normalmente tentamos esconder até de nós mesmas.


Foi assim quando falamos sobre a razão e a vontade.


Porque algumas lembranças não ficam apenas na memória. Ficam na pele, na saudade, no peito e, principalmente, na vontade. E talvez seja justamente aí que more o conflito: quando a razão manda seguir em frente, mas alguma coisa dentro da gente continua puxando para o que sente.


Um conflito gostoso de enfrentar… ou perigoso.


Mas talvez, às vezes, o perigo sirva justamente para isso: para nos fazer viver algo que jamais imaginamos que um dia viveríamos.


Você disse que muita gente sente, mas poucos admitem.


Eu perguntei se você admitiria.


Você respondeu que seus desejos e suas vontades, sim.


Mas quando perguntei sobre sentimentos, veio aquela frase que ficou ecoando:


“Aí que mora o perigo.”


E talvez você tenha razão.


Porque admitir uma vontade pode ser simples. Admitir um sentimento é diferente. Sentimento traz consequências, muda certezas, bagunça aquilo que a razão passou tanto tempo tentando organizar.


E foi justamente aí que eu pensei: talvez o perigo não esteja em sentir. Talvez esteja em descobrir que aquilo que tentamos controlar já encontrou um lugar dentro da gente.


Você disse que prefere vivenciar a se fechar.


E eu acredito nisso também.


Porque às vezes só vivendo conseguimos entender aquilo que nenhuma explicação consegue traduzir. Só a experiência consegue responder perguntas que a razão insiste em fazer.


Você me perguntou se eu acreditava que valeria a pena.


E eu respondi que só vivenciando para entender tudo.


Mas, pensando bem, talvez já esteja valendo a pena.


Não necessariamente pelo resultado. Não por saber onde isso vai terminar. Mas pela coragem de não fingir que nada está acontecendo.


Você chamou isso de determinação.


Eu chamei de insistência.


Talvez sejam as duas coisas.


Porque, quando a gente quer alguma coisa e aquilo nos faz bem, por que simplesmente parar no caminho sem ao menos tentar?


Eu sou assim.


Prefiro tentar a passar a vida imaginando como teria sido.


E foi então que você disse algo que ficou comigo:


“Aqueles que conseguiram porque um dia tentaram e os que tentaram um dia conseguiram.”


Talvez seja isso.


Talvez algumas histórias só existam porque alguém teve coragem de dar o primeiro passo.


Talvez algumas vontades tenham aparecido para serem compreendidas, não escondidas.


E talvez alguns sentimentos cheguem justamente para nos ensinar que nem tudo na vida precisa ser explicado antes de ser vivido.


No fim, entre a razão e a vontade, existe sempre uma escolha.


E talvez o mais bonito — e também o mais perigoso — seja descobrir o que acontece quando, por um instante, a gente deixa o coração falar mais alto.


Porque algumas coisas passam.


Outras ficam na pele como tatuagem.


E existem aquelas que, mesmo sem saber o nome, a gente simplesmente sabe que valeu a pena sentir.


Então, vale o risco?


Você sabe que sim.


E sabe também que, desse risco, eu não estou correndo para longe.


Você perguntou sobre as consequências.


E eu pensei:


As consequências?


Que venham.


Porque só saberemos se serão boas ou ruins quando deixarmos, antes de tudo, aquilo que sentimos simplesmente existir.


Sem pressa para nomear.
Sem medo de compreender.
Sem tentar apagar antes mesmo de descobrir o que poderia ser.


Talvez o risco seja justamente esse:
dar espaço para aquilo que a razão tenta controlar,
mas que a vontade insiste em fazer florescer.


E, no fim, talvez não seja sobre saber onde isso vai chegar.


Talvez seja apenas sobre ter coragem de descobrir.

JÁ SOU TUA FÃ


Talvez a natureza, por um instante,
parasse só para contemplar
a beleza que você carrega
sem sequer perceber que sabe encantar.


Talvez qualquer olhar mais atento
encontrasse em você algo diferente,
mas eu tive a sorte de enxergar além:
a pessoa, a essência, a alma…
e foi aí que você me ganhou também.


Não vou negar:
teu corpo chama a minha atenção.
Seria impossível esconder
o que os olhos insistem em dizer
quando o coração começa a querer.


Mas a tua alma…
ah, essa é a minha parte favorita.


É nela que existe o mistério,
o encanto que não sei explicar,
aquilo que me faz querer conhecer
cada pedacinho seu
sem nenhuma pressa de chegar.


Então, se um dia você quiser,
deixa-me conhecer você por inteira.
Sem medo, sem roteiro,
sem precisar transformar sentimento em promessa.


Só deixa acontecer.


Deixa-me ficar por perto,
ser tua segunda a sexta-feira,
a conversa que chega sem motivo,
a companhia leve e verdadeira.


E, se aos finais de semana
você quiser dividir um pouco mais de você,
eu estarei por aqui também.


Não quero antecipar o destino,
nem escrever por nós duas o final.
Quero apenas descobrir, devagar,
se aquilo que parece tão bonito
pode ser ainda mais especial.


Eu quero ficar.
Quero permanecer,
mas sem pressa, sem cobrança,
sem pedir que você seja nada além
daquilo que já é.


Porque eu já sou tua fã.


E talvez o mais bonito de tudo
seja justamente isso:


eu não preciso saber onde vai dar
para gostar da vontade
de continuar.

TALVEZ SEJA VOCÊ


Deveria ser proibido um beijo que sabe se encaixar,
um olhar que demora demais antes de se desviar.
Um sorriso de canto, quase sem intenção,
e uma vontade perigosa de seguir aquela direção.


Perigoso é o beijo perdido no canto do lábio,
tão pequeno no gesto, tão imenso no cenário.
Um carinho tão íntimo, tão fácil de reconhecer,
que parece antigo mesmo antes de acontecer.


E então seu nariz encontrou o meu,
num segundo tão breve que o mundo desapareceu.
Foi um gesto tão simples, quase sem perceber,
mas fez meu coração desacelerar e o tempo esquecer.


Lá fora, a vida continuava a acontecer,
mas, perto de você, eu só queria permanecer.
Como se o mundo pudesse esperar lá fora,
enquanto alguma coisa em nós pedia demora.


Não sei se você sentiu o mesmo arrepio,
se também percebeu o silêncio ficando macio.
Não sei se o seu coração quis perguntar
por que certos encontros parecem feitos para ficar.


Talvez seja coincidência… talvez seja imaginação,
talvez sejam apenas duas pessoas confundindo o coração.
Mas, se foi só acaso, me diga então:
por que até o silêncio entre nós parece ter intenção?


E talvez o mais perigoso nem tenha sido o beijo,
mas aquilo que ficou depois, escondido no desejo.
Porque há coisas que a boca não consegue confessar,
mas que um simples olhar insiste em revelar.


Talvez você também tenha guardado aquele instante,
aquele pequeno segundo, tão breve e tão marcante.
Talvez tenha sentido o que eu senti,
ou talvez eu esteja inventando aquilo que não vi.


Mas se não significou nada, por que ainda está presente?
Por que aquela lembrança retorna tão silenciosamente?
Por que um momento tão pequeno, quase sem razão,
continua fazendo morada dentro do meu coração?


E talvez seja isso que me assuste em você:
não o que já aconteceu, mas o que pode acontecer.
Porque existem pessoas que chegam sem avisar
e, quando percebemos, já mudaram o nosso jeito de olhar.


Não sei se você é destino, acaso ou travessia,
se veio para ficar ou ser apenas poesia.
Só sei que, entre tantos caminhos que eu poderia escolher,
há alguma coisa em você que me faz querer permanecer.


Talvez você não seja perfeita — e talvez nem precise ser.
Talvez seja justamente o seu jeito que me faça querer te conhecer.
Talvez não exista resposta, promessa ou explicação,
apenas essa estranha certeza escondida na contramão.


E se existir, em algum lugar, uma pessoa certa para mim,
talvez ela não chegue com certezas, nem anuncie o fim.
Talvez venha assim: num olhar demorado, num sorriso qualquer,
num carinho inesperado que faz o coração dizer o que a boca não quer.


Então não me responda agora.
Deixe o mistério permanecer onde está.
Porque algumas perguntas ficam mais bonitas
quando ninguém tem coragem de respondê-las.


Só me diga uma coisa, antes de partir:


quando nossos olhos se encontraram daquele jeito,
você também sentiu o mundo diminuir por um instante?
Ou foi apenas o meu coração, em segredo,
que encontrou em você um lugar onde talvez pudesse descansar?


Porque, no fim, talvez o perigo nunca tenha sido gostar…


talvez o verdadeiro perigo
seja descobrir que, entre todas as pessoas que eu poderia encontrar,
talvez tenha sido você
a pessoa que eu estava procurando sem saber.

TALVEZ O VENTO JÁ SOUBESSE


Dizem que o dente-de-leão
guarda desejos que ninguém consegue dizer,
e quando o vento espalha suas sementes pelo chão,
leva consigo aquilo que se deseja viver.


Eu nunca fui de acreditar em sinais,
nem em destinos desenhados no céu;
sempre achei que encontros eram apenas acasos,
até você atravessar o caminho meu.


Você chegou sem aviso ou previsão,
sem promessa, sem hora, sem direção,
e, ainda assim, alguma estranha sensação
fez morada silenciosa no meu coração.


Foi só um olhar — talvez coincidência.
Foi só um sorriso — talvez distração.
Mas certas coisas desafiam a ciência
quando encontram a exata frequência do coração.


Porque existe alguma coisa em você
que eu não consigo simplesmente ignorar;
quanto mais tento não perceber,
mais meu pensamento encontra um jeito de voltar.


E talvez seja isso que me assusta:
não parece apenas vontade de querer.
Existe uma certeza quieta e justa
de que há algo entre nós para acontecer.


Talvez você não tenha percebido,
talvez ainda duvide do que pode ser;
mas há encontros que chegam despercebidos
e mudam tudo antes mesmo de a gente entender.


Eu poderia chamar de acaso,
culpar a lua, o tempo ou o luar;
mas seria covardia esconder o que sinto
atrás de palavras que tentam disfarçar.


Porque, se existe uma pergunta
que insiste em voltar para mim,
não é mais “será que pode dar certo?”,
é “por que não tentar até o fim?”


Não quero prometer um conto perfeito,
nem dizer que não haverá medo ou contramão;
quero apenas mostrar que, se houver um jeito,
eu escolho tentar com o coração.


Se você me der uma chance,
uma brecha pequena, um instante sequer,
eu não prometo saber o que o futuro alcança,
mas prometo descobrir com você o que ele quer.


Porque eu não preciso de certezas absolutas
para acreditar no que sinto por você;
algumas verdades nascem justamente das dúvidas,
e a minha já começou a florescer.


É estranho...


Eu não sei quando começou,
nem em que momento deixou de ser acaso;
só sei que, quando o teu olhar me encontrou,
alguma coisa mudou de lugar dentro do meu espaço.


E se isso for loucura,
que o vento carregue minha razão;
mas se for verdade, que nenhuma dúvida
seja maior que aquilo que diz o coração.


Então, quando encontrar um dente-de-leão
e suas sementes dançarem sem direção,
não pense que é somente o vento em vão —
talvez seja o universo testando uma intenção.


Porque eu já sei qual seria meu pedido
se pudesse escolher uma única coisa para acontecer:


que você me dê uma chance,
não a promessa de ficar,
apenas a coragem de tentar.


Tentar sem saber onde vamos chegar,
mas sabendo que existe algo para descobrir;
tentar sem medo de se entregar ao acaso,
mas com vontade suficiente para insistir.


E talvez, depois de algumas tentativas,
de alguns medos vencidos e noites sem fim,
a gente descubra que certas histórias bonitas
não começam com certeza —
começam com um simples “sim”.


Eu não sei se o destino escreveu teu nome,
nem se o vento já sabia onde te levar;
mas sei que, entre tantos caminhos possíveis,
você foi justamente quem veio me encontrar.


E hoje já não parece apenas desejo,
nem sonho que a manhã pode desfazer.
Há uma certeza escondida em cada ensejo:


eu sinto que é você.


Talvez você seja a pessoa certa,
não porque tudo será fácil ou perfeito,
mas porque, mesmo diante da incerteza,
meu coração ainda escolhe o teu jeito.


E se você também sentir, nem que seja um pouco,
se houver em você a mesma vontade de tentar,
talvez não seja preciso entender tudo agora —
talvez só seja preciso começar.


Deixar o medo para depois.
Deixar o destino respirar.
Dar uma chance para nós duas
e descobrir o que pode se revelar.


Porque talvez o amor não seja uma certeza
que chega pronta para a gente compreender;
talvez seja uma semente delicada
que só floresce quando alguém decide não correr.


Então eu deixo meu desejo voar,
como as sementes que o vento conduz.
Não para pedir que você venha me amar,
mas para pedir que descubra se existe luz.


E, se alguma delas pousar no teu caminho,
talvez você finalmente possa entender:


não era só o vento me trazendo até você.
Talvez fosse você
a pessoa certa
que o meu coração já sabia reconhecer.


E se você me der uma chance,
se permitir que a história comece a acontecer,
eu não prometo que o caminho será perfeito —
mas prometo que vale a pena tentar.


Porque, entre todos os desejos que o vento poderia levar,
existe apenas um que eu escolheria guardar:


você.


E talvez essa seja a única certeza
que eu não precise mais questionar.

O Que o Mar não Conta!


Talvez seja o mar que me faça lembrar,
talvez seja você que me ensine a sonhar.
Talvez seja a onda, talvez seja o luar,
ou talvez seja o meu peito querendo te encontrar.


Eu digo que é maresia,
que é o vento brincando em meu rosto,
mas quando penso em você,
há um incêndio escondido no meu gosto.


Finjo que é só poesia,
uma metáfora qualquer,
mas há oceanos inteiros
quando penso em você.


E o mar vai e volta,
como quem quer confessar
que certas vontades não sabem
nem nascer, nem terminar.


Há qualquer coisa nas ondas
que se parece com nós duas:
uma distância que provoca,
uma vontade que não recua.


E eu sigo fingindo
que é apenas admiração,
quando, na verdade, teu nome
já encontrou morada no meu coração.


Se alguém perguntar
por que eu olho tanto para o mar,
eu digo que gosto das ondas,
do silêncio, do azul, do luar.


Mas talvez o oceano saiba
aquilo que eu não digo a ninguém:
que quanto mais tento esconder,
mais fundo você vem.


Você é a maré que me alcança
sem sequer precisar chegar,
é o sal que fica nos lábios
depois que a onda vai embora do mar.


E talvez seja isso que assusta:
eu não precisei escolher.
Foi como o mar encontra a areia —
quando percebi, já era você.


Então deixo o oceano falar
o que minha boca não ousou:
se existe um segredo nessas águas,
é que meu coração se apaixonou.


Mas não conte a ninguém...
deixe o mar guardar também.
Porque se alguém perguntar,
eu vou dizer que é só poesia.


E se você entender...
bem, talvez seja só coincidência.
Ou talvez você descubra
que cada onda escrevia
o que eu não tive coragem de dizer.






Oceano - Djavan 🎶

Talvez o vinho não aqueça nada.


Talvez ele apenas revele
o que já estava quente por dentro.


E você fica especialmente bonita nessa cor —
como se tivesse sido escolhida
para carregar todos os tons que eu não sei dizer.


Minha camisa da SZA em você,
o preto quebrando o vinho,
e minha imaginação completando aquilo
que meus olhos nem sequer tiveram permissão para conhecer.


Mas existe algo ainda mais curioso…


São os teus olhos.


Castanhos, eu sei.
E, ainda assim, quando me veem, parecem mudar de cor.
Aquele brilho que antes parecia apenas razoável
se transforma em alguma coisa quase impossível de explicar.


Como uma esmeralda cintilante
quando encontra a luz certa.


E talvez eu esteja enganada…
talvez seja só a minha maneira de enxergar você.


Mas gosto da possibilidade
de que, quando seus olhos encontram os meus,
alguma coisa também mude aí dentro.


E existe a tua boca…


Não preciso dizer muito sobre ela.
Talvez seja justamente o silêncio que diga mais.


Só consigo imaginar aquele instante tranquilo,
quando o espaço entre nós diminuiria devagar,
como se até o tempo soubesse
que certas coisas não precisam de pressa.


Um beijo calmo,
daqueles que não pedem explicação,
apenas deixam uma pergunta no ar:


“E se a gente tivesse deixado acontecer?”


Curioso…


Será que você sente alguma coisa parecida
quando percebe que existe alguém
pensando demais em uma simples imagem sua?


Ou será que certas ideias
só ficam perigosas
quando existe a possibilidade
de serem compartilhadas?


Porque talvez o verdadeiro mistério
não seja aquilo que eu imagino sobre você.


Talvez seja descobrir
o que você imagina quando pensa em mim.


E é justamente nessa diferença
que mora a minha curiosidade:


entre aquilo que eu digo,
aquilo que você entende
e aquilo que nenhuma de nós
tem coragem de dizer.

" Talvez a maior demonstração de sabedoria não seja provar que estamos certos, mas tornar o mundo um pouco menos pesado para alguém. Essa é uma lição que não se aprende apenas nos livros, mas nas cicatrizes, nos encontros, nas despedidas e nos inúmeros capítulos da condição humana. "