Tag vento
Nossos ancestrais conheciam a sabedoria e a verdade que se expressam nas forças da Natureza.
Sabiam que:
O fluxo das marés nos revela que tudo na existência é cíclico, por isso, as nossas emoções vêm e vão, temos altos e baixos. Tudo o que um dia veio, um dia partirá!
O sol nos mostra que a nossa vida está ligada à força da luz e tudo é energia!
O vento nos recorda da leveza que nos habita e de nosso anseio por voar!
O céu que nos abriga, sob o qual tantas eras, acontecimentos, seres e povos passaram, nos remete que, diante de sua imensidão e grandeza, somos pequenos e precisamos conservar a humildade, pois a nossa existência, na face da Terra, é passageira e finita!
As estrelas sinalizam, com o seu brilho e numerosidade, que existe muita vida e muitos mistérios que não compreendemos e alcançamos!
Naquela noite ela não passou correndo pela passarela como sempre fazia, ao invés disso parou e pousou as mãos no guarda-corpo e olhou os carros que passavam por baixo e em alta velocidade enquanto o vento gelado chicoteava sua face.
Pela primeira vez ela entendeu o porquê não gostava de alturas. Não era medo de cair, era vontade. O tremor que sempre percorria seu corpo e as mãos suando frio, eram na verdade o resultado da briga interna de pular ou não.
Um “E se…” ecoava dentro de sua cabeça. Já era tarde e não havia quase ninguém por ali, não haveria quem tentasse fazer algo. Uma leve inclinada para frente, apenas para olhar melhor a distância que lhe separava do chão.
Tão súbito quanto havia sido sua parada, ela se foi. Soltou as mãos do guarda-corpo e retomou o caminho que a levaria até o ônibus que precisa tomar para casa. Cair era realmente tentador, mas não dessa vez
Queria
O Sol que raia pela manhã faz um lindo espetaculo sobre a sua pele;
Enaltece sua formosura e desperta sua doçura.
Ha filha da lua como eu quisera ser tua moradia,
para que seu primeiro suspiro do dia se torne minha melódia.
Quisera eu ser o vento para beijar tua face
Quisera eu deleitar nos encantos da sua sedução.
Ai como queria ser a chuva para acariciar tão formosura.
Quisera eu abraçar te como a noite.
Dividir um café e depois um cafuné;
Pois sou apesnas um poeta desconhecido onde só me resta a escrita.
Não espere o VENTO MUDAR. ..
Arrisque -se na VENTANIA. ..
Afinal as melhores conquista da VIDA está em APRENDER com o INESPERADO
Se fosse para ser alguém,
não queria ser ninguém.
Se fosse para ser ninguém,
gostaria de ser alguém.
Se tiveres que lutar, lute para ser feliz;
Se tiveres que amar, ame incondicionalmente;
Se tiveres que fugir, fuja dos medos;
Mas se não tiveres mais escolha, escolha apenas viver.
VOCÊ, VENTANIA DA MINHA ALMA
Este vento em mim sopra ao contrário
e eu não consigo abrir a janela da alma
para que esta chama finalmente se apague
e assim eu fique só, sem você, no meu escuro
Já não dá mais pra esconder o choro
e nem dizer que foi uma fumaça qualquer
que fez os meus olhos lacrimejarem
quando eu percebi a sua eterna ausência
E nem tão pouco posso dizer com certeza
que tudo foi um sopro disparado em vão
soprado insistentemente pelo destino
rumo ao deserto que me tornei
Você causou um susto inevitável à minha vida
fazendo o meu coração disparar no tempo
palpitando aos gritos no seu silêncio oculto
Dou-me conta de que realmente não vens
e decido-me abrir a janela docemente emperrada
para que a chama num só impulso se apague
Mas ao abri-la, vejo que sopras mais em mim
porque você é este vento que me incomoda
este vento que me detém, que me leva além
que carrega em revoada as minhas palavras
feito folhas mortas, secas e leves, sem rumo
E entras mais forte feito tempestade
e vais varrendo tudo, toda fantasia, todo sentimento
Remoendo tudo em mim e só a chama não apagas
talvez por medo do seu próprio escuro
Sempre que for possível a escolha,eu escolho o caminho do Vento,sem peso,flui nas Alturas,passeia sobre a terra em silêncio,muda a Rota,varre as Nuvens e limpa o céu.
Vazio
Não tive dedos suficientes pra contar
As dores vividas no calabouço
Da minha alma perdida entre mentiras
De que eu sabia que o meu cantar
Levaria com o vento
Para os amados, alento.
Eu nada aprendi dessa troca
De idéias e ideais
Não guardei um só instante
As memórias do aprendizado
Sobre o amor
Que eu vim buscar
Tive apenas ilusões arredias
E apostei em atitudes tresloucadas
Correndo atrás dos que me renegaram.
Acreditei que estes
Poderiam preencher o vazio despudorado
Da agonizante despedida
De quem parte solitária e oca
E solta.
Desprovida de alegria.
Vazia de vida.
Desnutrida e carente
Completa indigente.
Os anjos olham pra outro lado, pois entendem o meu estado. A dor me feriu pra me fazer escravo; já que somos como poeira no vento, sejamos bravos.
Ponho em versos o que sinto por você
Porque ao falar a sua memória poderá
as minhas declarações apagar.
Mas transformo meu amor em poesia,
pois nenhuma dessas palavras
nem o vento poderá levar.
Hoje eu queria apenas sair, sair por ai sem destino, e com o vento me encontrar, cara a cara e pedir: Me leve pra qualquer lugar... Onde eu possa me encontrar...
As poucas vezes que puder estar em uma praia senti sensações indizíveis. O lindo sol ardendo nos ombros, o vento no rosto, o bronzeado da pele, as ondas, o horizonte, a areia. Como me fez bem...
O tempo. Silencioso trabalha e desfaz nas faces a chama da mocidade que se perde feito pétalas jogadas ao vento.
O vento levou o cabelo e o relógio me trouxe algumas marcas, mas o meu eu cresceu. Alguns podem não confirmar a veracidade, isso deve-se, talvez, pela dureza da honestidade em minhas ações e comigo mesmo. O que importa é que um dia será uma mera passagem, estando certo ou errado.
E o vento que aqui soprou um dia, sopra hoje noutro lugar, e como tudo na vida que sopra passa, agora é outro vento, que está vindo soprar.
Nos braços do vento
Eu procuro sensação melhor que a do vento batendo no rosto... Seja o vento andarilho que passa por mim e me faz ter receio de sua proximidade, seja aquele que sai das narinas eu me afirma com a vida. Eu faço do toque dela o toque do vento, que me assusta e me faz vivo. Às vezes leve outras assombroso, daqueles que batem no seu rosto como se o mundo tivesse parado de girar sem avisar e pegasse todo mundo de surpresa. Nesse turbilhão que é um misto dos extremos, me joguei. Ele me puxou, me sacudiu e me deixou tonto... O bom é que, envolvido por tudo isso, eu encontro paz e a brisa que tanto gosto. Dentro desse funil de dos lados fui jogado para o alto, me encontro no vácuo que me deixa livre sem me libertar, que tem pressão quase que inexistente. No centro desse turbilhão tenho minhas armas e meu escudo, daqui não quero sair se não for para cair sobre seus braços, vento.
Um Anjo
Um dia conheci um anjo.
Um anjo peregrino
Que de tanto viajar, estava confuso.
Custei a entender.
Um demônio ou anjo?
Bom, para mim um anjo.
Como estava perdido, não conhecia o valor das asas.
Dei-lhe uma pequena asa.
O anjo começou a aprender a voar
Minha dúvida, será que o anjo sabe o caminho do vento?
O rumo.
Ou mesmo, um Norte?
Hoje, não sei. É não sei se terei tempo para descobrir.
Me aprás vê-lo voar.
Meu anjo, que você tenha uma brisa para plainar, se a força acabar.
Ivan Madeira
