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De acordo com a metáfora utilizada pelo apóstolo Paulo (2 Co 4.7), o cristão é comparado a alguém que conduz um tesouro em um vaso de barro. Portanto, todo cuidado é pouco!
Amor é antítese
Amo-te porque não sei bem porquê!
Talvez este não sei das quantas amor
Nos veja como quem não sei como vê
Em nós, um vaso a casar c’uma flor!
Amo-te sei lá de que maneira e como,
Se as noites em que te quero amante
São dias em que não sei se nos tomo
Por coisa sólida ou por alarmante!
Amo-te assim e não sei por que raio
Te quero desta invulgar maneira,
Em que não sei se do amor ensaio
O hastear d'alguma bandeira!
Amor é antítese. O amor é assim:
Ora diz que não! Ora diz que sim!
Um vaso só é um bom vaso quando não se quebra, porém se quebrar-se é bom que tenha em si um tesouro escondido
A verdadeira humildade, tem mais haver com a fragilidade do vaso, do que com a resistência do ferro, que cria ferrugem.
Esse corpo que por mais cuidado que receba, têm sim um tempo limite de utilização. Tempo este definido por uma complexidade tão grande quanto entender a palavra 'complexo'. É mesmo um vaso que utilizamos por empréstimo, e até que vaso não possa mais ser. Que nele cultivemos só o melhor, desgastando-o só com o que faz bem!
Mtas coisas mudaram, e mtas outras coisas já estão mudando, mas o vaso sanitário 🚽 continua porcelana.
Ao se sentir quebrado não se desespere lembre -se que és vaso na mão do oleiro, está sendo remoldado, para se tornar vaso de honra.
Sou eu um vaso. Retrato do que às vezes está cheio, derrama ou encontra-se vazio. De barro, frágil e nascido da terra.
"Vaso quebrado"
Ninguém quer, muitos se afastam, apenas o oleiro tem especialidade para lapidar, para modelar e fazer retorna-lo a seu estágio real, a sua essência. Logo volta a ter valor nas mãos daqueles que só pensam em usa-lo, e quando novamente se quebra? É jogado, é desprezado, fica de escanteio. Novamente o oleiro não deixa se quer um pedacinho de lado, suas mãos o modela e o deixa inteiro. Não seja meramente aproveitador de talentos, não olhe só para o dom e quando o pode servir, olhe para todos os ângulos.
VASO QUEBRADO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Vaso quebrado
Tornaram-se meus sonhos...
Cerâmica de vaidades...
Mas o que fazer?
Se só restaram os cacos de ilusão...
Impossível colar a frágil couraça existencial...
Tolo sonhador, pobre poeta...
Que tolice as juras de amor...
Tentar evitar a dor...
Consolar-se com o calor...
Tudo tornou-se vapor...
A vida é frágil, frágil demais
Como delicada porcelana contrabandeada
O vaso, gasta-se, quebra...
Importa o que contém o conteúdo...
Somos vasos cozidos, moldados e pintados
Cada um traz sua essência...
Viemos do pó, e ao pó retornaremos...
"primum vivere, deinde philosophari".
"memento, homo, quia pulvis est in
pulverem reverteris".
ISBN: 978-857893-519-1
Vaso ressecado não pode ser moldado pelo oleiro, pois, ao toque, se quebra, frágil e ligeiro. A arte exige vida, umidade e calor, para que a forma surja, com beleza e amor.
Quando se sentir um caco, tome cuidado!
Pois os seus cacos tendem a ferir
A quem te ama e te oferece ajuda!
Na busca pela cura interior,
Permita-se estar no silêncio e no recolhimento,
Tal como um vaso que aguarda com paciência
O agir do Oleiro!
(Do Livro: O Aleph, a poesia de José de Deus)
#ACASOS
Como a luz da manhã...
Nas vontades guardadas...
Ainda bate um coração manso...
Nos oceanos das minhas paixões...
Caminhando com o olhar no horizonte perdido...
Nas fantasias que crio ao amar...
Sempre em mim o sonho de menino...
Muito longe o porto onde quero chegar...
Com a saudade batendo-me à porta...
Querendo tudo que me é dado a sonhar...
Levo minhas mãos cheias de nada...
Meus olhos procuram, sem saber que procurar...
Em largas passadas...
Minha companhia, a vida lá fora...
Pode ser assim compreendida...
Uma aquarela de cores na primavera...
Linda... porém singela...
Sou água que procura o mar...sem demora...
Como é difícil de ser compreendida...
A alma em sua profundidade...
Não percebemos que o tempo passa em segundos...
Almejamos tanto a eternidade...
Se prestássemos mais atenção...
Nas coisas simples do coração...
Veríamos que apenas um detalhe...
Tudo pode mudar...
Diante tanta ilusão...
Não se nega o sabor dos encontros...
O amor está logo ali...
Há um pouco...
Despetaladas as flores no vaso...
Aprenda que não existe o acaso...
Talvez não possa ser percebido...
Existe sempre um significado...
Por detrás de cada pequeno ato.
Sandro Paschoal Nogueira
Nos caminhos dela
Enquanto ele seguia, ele a observava.
Não sabia ele se dela gostava ou se não gostava.
Mas uma atração forte a ela o atraía.
Então ele a seguia.
E quanto mais via o que via,
mais atrapalhado ele se sentia.
E o que sentia claramente não definia
de maneira nenhuma o que sentia.
Nos caminhos dela ele se perdia.
E ele insistia... e a seguia.
Segui-a de noite, segui-a de dia.
Devagar ele aprendia... bem o que não sabia... mas aprendia.
Só tinha um medo: o que no fundo aquele vaso de barro, que ele perdidamente seguia, escondia?
Será que só muito tarde... tarde demais saberia?
Não leve cinzas para dentro de sua vida, mas leve o perdão de seus pecados em Cristo Jesus para o mundo, testemunhando que Deus lhe fez um vaso novo.
Despojar-se do velho homem é recusar ouvir as palavras da impiedade, para que o seu vaso não se encha de infâmia, desprezo e tristezas.
Muitos cristãos poderiam transbordar como um vaso de bálsamos para as feridas dos corações, mas preferem comprar o status quo para suas almas vaidosas.
