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O respeito pelo outro não exclui a escolha pessoal. Ao contrário, a meu ver, ele é sua condição primeira.
Tolerância é a tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às adotadas por si mesmo é a condescendência aceitando algo impossível de se impedir. Temos a tolerância social que é comemorada em 16 de novembro, e é fundamental para a convivência harmoniosa entre os seres humanos, principalmente à termos a consciência de admitir que somos diferentes, com ideias, comportamentos, culturas, religiões e opiniões divergentes. Posso ser tolerante, mas isso não quer dizer que seja conivente. Há atitudes tomadas por outrem que a meu ver não são racionais, portanto não admito. Há ainda que se registrar a tolerância medicamentosa e alimentar que afeta muitas pessoas em seu cotidiano. Precisamos de medicamentos contínuos para cuidar de nosso organismo, mas que não reagem e pelo contrário nos impregnam, daí é necessário avaliar seu custo benefício. E temos testes que podem ser feitos, pois há alimentos que suas substâncias nos intoxicam, podemos citar a intolerância a lactose. Acredito que para atingir o sucesso necessitamos de uma pequena modéstia, um tom amigável, aprender a agregar e uma boa dose de tolerância, caso contrário é certo que o fracasso nos levará a sermos amargos, ruins e a excluir. Independente da tolerância ou intolerância que somos obrigados a conviver, o melhor a se fazer é medir os prós e os contras, sempre, antes de agir.
"Há tanta gente falando sobre honestidade, respeito, amor, tolerância e lealdade que, as vezes, o mundo até parece estar se tornando um lugar mais bonito. O problema é que, a maioria dessas mesmas pessoas, só colocam o que dizem em prática, quando o alvo é o próprio umbigo".
Quem tem a inclinação e o hábito de submeter secretamente a conduta dos outros e em geral também as suas ações e omissões a uma atenta e severa crítica, trabalha na verdade em prol da própria melhoria e do próprio aperfeiçoamento, pois possui o suficiente de justiça, ou de orgulho e vaidade, para evitar o que amiude censura com tanto vigor. Em relação aos tolerantes, vale o oposto, como diz Horácio: HANC VENIAM DAMUS PETIMUSQUE VICISSIM, quer dizer, "concedemos esta liberdade e a solicitamos igualmente. (218)
Quando você deixa de se importar com a resposta de alguém que te diminui para te atingir, você amadurece;
Quando você não dá evidência a opiniões que não te acrescentam nada, você cresce;
Quando você ignora reações que são manifestadas para te discriminar, você evolui;
Quando você aprende a absorver para si apenas o que é construtivo, você transforma-se em alguém melhor.
Entenda: É impossível ser um exemplo universal, agradar a todos, ser perfeito, nunca cometer erros, sorrir verdadeiramente para todos, conquistar a todos sem exceção... Jamais alguém conseguirá unanimidade em algo subjetivo. Vivemos em um mundo mistificado de opiniões e a maior arte que podemos realizar é a arte de respeitar e compreender o próximo, mesmo não sendo conivente com aquilo que abominamos. É preciso cautela, paciência e discernimento para viver em paz com aqueles que estão a nossa volta.
As democracias funcionam melhor – e sobrevivem mais tempo – onde as constituições são reforçadas por normas democráticas não escritas (...): a tolerância mútua, ou o entendimento de que partes concorrentes se aceitem umas às outras como rivais legítimas, e a contenção, ou a ideia de que os políticos devem ser comedidos ao fazerem uso de suas prerrogativas institucionais.
❄...E de repente já é dezembro novamente!
Que seja bem-vindo, chegando sorrindo com o brilho das luzes de suas festas. Isso nos avisa que o ano está chegando ao fim e o próximo está próximo. Nos possibilitando um momento de reflexão sobre nossas atitudes. É hora de revê-las e melhorar o que não foi tão bom, aprendendo com as experiências superadas. Assim, o novo ano terá um verdadeiro sentido. Nunca devemos esquecer dessas três palavras: perdão, compaixão e gratidão, tão importantes quanto seus significados quando praticadas de coração. Elas certamente guiam o respeito pela vida que nos é concedida, mantendo o espírito do Natal presente em nossas ações a cada novo dia.
"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"... Nossa Lei maior.
A PAZ E A TOLERÂNCIA
Todos queremos paz, mas somos intolerantes com nossos semelhantes. A paz só se realizará quando o respeito ao outro tiver em primeiro plano. Às vezes o que enxergarmos no outro é o nosso próprio espelho.
Élcio José Martins
A prática da tolerância ajuda-nos a controlar a mente temerosa e irada.
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A tempestade arranca a árvore solitária.
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As tarefas adiadas com alegria são por fim feitas com lágrimas.
Hoje, de repente, como num verdadeiro achado, minha tolerância para com os outros sobrou um pouco para mim também (por quanto tempo?). Aproveitei a crista da onda, para me pôr em dia com o perdão.
Se sua consciência for de uma pessoa tolerante, então suas ações no mundo físico refletirão essa tolerância.
"Ao passo que uma seita intolerante não possui pretexto para reclamar de intolerância, sua liberdade deve ser restringida somente quanto os tolerantes, sinceramente e com razão, acreditam que sua própria segurança, e daquelas instituições da liberdade, estão em perigo."
É preciso encontrar a fonte da energia que transforma, valoriza, entusiasma e nos dá alegria de viver.
A dúvida não é apenas mãe da tolerância. Ela é mãe da prudência, é mãe do medo e é mãe da sabedoria.
Aprender a conviver com as pessoas
É um grande desafio de tolerância
Pois nem todas se desenvolvem mentalmente
Nem espiritualmente...
Infelizmente!
Tenho observado um verdadeiro paradoxo na lutas das minorias da sociedade e de seus simpatizantes : usa-se da intolerância em defesa da tolerância às suas causas.
Sofro de baixa tolerância ao medo em geral
Esse sentimento é vivido na gratuidade, tenho medo de tudo, de não conseguir memorizar a fórmula, de deixar meu namorado à vontade e ele me deixar, de flores desabrochando num dia e morrendo no outro.
Tenho medo de segredos, de coisas escondidas, de esquecimentos, de perda da confiança entre o casal, de espírito não evoluído, de emoções insanas, de esforços não coroados e de duas pessoas que jamais se entrelaçarão.
Tenho medo de não qualificar o pensamento na plenitude, das influências, de deixar a oportunidade escapar pelos dedos, de tragédia alheia, do sofrimento, de pessoas olhando para mim de todas as direções.
Tenho medo dos sonhos da alma e dos conflitos com os instintos, da noção irreal da minha capacidade física, da falta de concentração, do cansaço constante, de quem valoriza muito as aparências.
Tenho medo de achar normal irmãos se socarem de vez em quando, de fazer das emoções sentimentos mesquinhos, de perder meu filho, de parar de refletir sobre tudo que me cerca, de assumir o papel de mulher submissa.
Tenho medo da dor mais aguda, da morte das pessoas que mais amamos, de comprar sem nenhum planejamento prévio, de não ver a diferença marcante no relacionamento abusivo, de casamento como uma convenção externa, por birra ou por farsa.
Tenho medo de amar simplesmente por amar, de desconfiar da felicidade, de me deixar levar, de ser a adulta insegura e queixosa, de vivenciar tristezas, de não dar o melhor de mim.
Tenho medo de histórias racistas, de ignorar quem sofre ao meu lado, de contribuir para a glamourização da vida perfeita que não existe, de ser marcada por falta de afetividade, de querer tudo agora.
Tenho medo de perder o desejo genuíno da simplicidade, de mostrar palavras e não atos, de querer me dar bem em quaisquer circunstâncias, em transformar-me numa pessoa pior, de perder a decisão sobre meus atos.
Tenho medo de macular as evidências essenciais e divertidas, de ser obrigada a me adequar, de relacionamentos tensos e perturbadores onde eu ainda luto acreditando ser a melhor coisa.
Tenho medo de mandar pessoas as favas e não lembre que eu preciso tolerar e viver as virtudes que não tenho.
Tudo passa. As razões são as mais diversas na dança da vida. Tire um bom proveito de cada situação e tente tolerar os acontecimentos adversos.
O mal da inteligência é tentar se convencer sobre a necessidade de tolerância com a burrice. Burros não querem tolerância, querem feno.
"Quando passamos a tolerar os defeitos alheios, as qualidades destes nos parecem a cada dia mais reluzentes."
