Tag talvez
Talvez você ache sufocante um insistente pedido de CUIDADO, mas se esquece o quanto um ALERTA é importante para o inofensivo roedor sob a relva, que não percebe um gavião à sua espreita sobre o pico de uma montanha.
Não sou amiga do “talvez”, pois ele não resulta em nenhuma ação concreta – não existe avanço nem descarte. Melhor calar.
Talvez
Talvez deveria ter sido mais afetuoso enquanto tivera tempo, não me lembro mais do nosso último aperto de mão. Um abraço, nem se fala, acredito que nunca houve, exceto quando entrava em desespero querendo algo, que não estava em seu alcance. Mas não há culpados, é a cultura de uma família sob domínio das entranhas viscerais da timidez, do medo e da insegurança. Acredite ! Nunca fora falta de amor.
Não me viu antes do seu último suspiro, como também não a vi. Não sei quais foram suas últimas palavras, porque o meu ofício , meu trabalho não deixara. Mas a convicção que tenho, é que se lá estivesse, também de nada saberia , porque de tanto a vê-la sofrer, o desespero seria tão avassalador, que de angústia morria.
A sensação que fica, é que os olhares trocados entre às pessoas que se amam deveriam ser sempre prolongados e afáveis. As frases ditas uns para com os outros deveriam serem encantadoras. Tudo deveria ser bem intenso como se fosse a última vez.
231222II
... já pensou que, talvez, você tenha se fechado tanto que não consegue perceber o altruísmo real do teu próximo?
Talvez um dia, a vida deixe a gente sorrir todos os dias, todos os segundos e não por momentos. Momentos esses que as vezes parece que diminui quanto mais a gente fica velho. Talvez um dia, a gente possa entender tudo e depois no final possa dar aquela boa gargalhada com tudo que passou e até por tudo que chorou na sua vida.
A vida tem sentido?
Não sei...
A chuva,
O gato,
As ondas na praia a quebrar,
Um quero-quero a querear?
Talvez.
Um sussurro.
Um murmúrio.
Um zunido.
Uma fala ao pé do ouvido?
Talvez.
Um ir e vir.
Um passear.
Um medo de amar.
Uma lágrima a rolar?
Talvez.
Talvez seja a vida só uma encenação
de uma mente maluca, excêntrica... vazia...
desesperadamente querendo preencher seus infinitos dias.
Talvez.
Talvez
Às vezes esqueço.
Me esqueço de nós.
Num momento do tempo parece que nunca houve nós.
Daí me lembro.
E nesse me lembrar a sensação é de que parece ter acabado de acontecer...
E olha que faz tempo que não há mais nós.
Parece que tudo foi ontem.
Que não mudaram estações sem nós.
Que não passaram Natais sem nós.
Quem não iniciaram Novos anos sem nós.
Daí me lembro.
Houve sim...
Houve tanto no mundo você sem mim.
Estranha sensação de andar pela metade nesta vida.
Procurando uma saída.
Uma saída pra nós dois... sermos nós outra vez.
Talvez... essa é a palavra que me tem dado força de andar pela metade.
Talvez haja nós... aí na frente... mais uma vez.
A convicção do não
faz você sofrer?
O não só mostra
o que você tem de deixar de querer.
A convicção do não
é bênção, não maldição.
A sua simples menção
faz doer seu coração?
E o sim...
Sempre tudo bem pro sim?
Nem sempre pra mim...
há sins que incomodam
se não no começo, no fim.
Talvez.... tudo isso
seja só o que você merece.
O segredo talvez
seja tentar
Tentar mais uma vez
Depois de falhar
Tentar uma última vez
Depois da última tentativa
Talvez
Substituíveis sim, esquecidos talvez nunca.
Entre o mínimo e o máximo a uma pessoa, a um coração, então cabe a cada um saber levar na balança do equilíbrio.
As vezes o que se revela concreto pode ter reflexo, pode ser de vidro.
A neve é bonita e fria, um coração quente não esquece nunca mais da sua alma gêmea, já um coração nevado esconde seus sentimentos e se demorar bastante talvez consiga até faze-los desaparecer.
Obstáculos, negações e dificuldades revalorizam duplamente nossas conquistas. Quem disse que seria fácil, omitiu.
