Tag soneto

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⁠Degustando as construções 

Ergueu o templo sob o astro 
tal e qual ficou a lua a olhar
feito bola em um mastro
e passarinhos puseram a voar!

Cidade de templos e torres
que mais que tudo quer ser
parace comida em sabores
sempre pôstos pra comer!

Pois comem - se as cidades
degustam suas construções 
rezam louros nos teus nomes 

caem em ti o pé das tentações 
morrem por ti e suas vaidades
e põe nome a fé em seus brasões!
 
Maria Lu T S Nishimura

Inserida por marialu_t_snishimura

⁠Cascata de pena 

Na ave toda calda abana 
feito leque no vento
abana assim o pensamento,
o que a verdade não engana!

Não há pena que seja peso,
não há pluma que esvoaça, 
se liberta o que está preso
dentro da própria couraça!

Pena leve voa,
pena pesada, não lamento:
- É pra gente atoa!

Ao pássaro toda pena vale...
na sua pena de cascata voa,
e meu encanto voa com ele!

Maria Lu T S Nishimura

Inserida por marialu_t_snishimura

⁠Meu conhecimento tácito 

No meu mundo me balanço 
Meu conhecimento é tácito,
mas quero saber o que faço 
para torná - lo explícito!

Fui buscar por curiosidade 
e descobri que é só socializar. 
Interagir que se bem da verdade, 
é um saber no outro para se encontrar!

O insight é como intuição 
cada um tem os seus.
Esse saber tem observação...

Quando vejo os meus
percebo às vezes, a emoção 
e às vezes, vejo Deus! 

Maria Lu T S Nishimura

Inserida por marialu_t_snishimura

⁠A escola virtual 

Tá na hora da transmissão 
a aula já vai começar,
liga logo a televisão 
eu quero estudar!

Matemática é na segunda-feira;
Terça é Língua Portuguesa 
Quarta tem história e geografia 
Quinta a Ciência vem ensinar. ..

Sexta-feira vem a Língua Inglesa;
A arte e a Educação física onde colocar?
No sábado e no domingo não dá!

Então dá um jeito nesta grade horária 
mesmo porque está escola virtual 
tem caráter emergencial e será temporaria!

Maria Lu T S Nishimura

Inserida por marialu_t_snishimura

⁠SONETO D’ALVA


Ao luzir d’Alva, vejo o céu do Triângulo Mineiro
Num raiar tingido, diverso, e cheio de feitiços
No entreabrir do cerrado em encantos noviços
Ai! que rico cenário! ai! que cenário faceiro!


Ao lusco fusco os pintalgados em reboliços
Na mangabeira, no ipê, no jatobá e coqueiro
Mesclando o espírito do sertão por inteiro
Ai que afáveis viços! ai! que afáveis viços!


Abarroto de encanto, olhos cheios d’água
Ai que diversa aurora! ai! diversa aurora!
Em suspiros, no fascínio dissipo a mágoa


O dia raiando, numa mais que perfeita hora
Raios de sol doirando e invadindo a purágua
Fulgindo a imaginação na madrugada sonora


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Sertão da Farinha Podre
Triângulo Mineiro, 09 de junho, 2020
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Algumas noites de amor

Seu olhar era como fogo
Acendia a minha paixão
Seu sorriso era flechas
Penetravam em meu coração

Seus beijos eram doces
Adoçavam meus dias
Eu te amava como uma criança
Que era feliz e não sabia

Foram muitas noites de amor
Mesmo com todo o nosso calor
A chama se apagou

No desvario meu
Nunca mais voltei a amar
Pois me rendi a viver de sonhar.

Inserida por danielbsouza18

⁠Salve o Dia dos namorados 

Nasce lindo e belo o dia
O beijo apaixonado caliente
O olhar sob o sol cerceia 
E o amor cochicha ardente!

O lençol embolado vê a lua, 
pois ainda há estrelas a piscar
mesmo que a janela mostre a rua,
e o dia venha me encontrar!

O namoro namora repleto de ora,
porque pode trocar o dia pela noite
e ver estrelas a qualquer hora!

Salve o Dia dos namorados 
mesmo que o Covid 19 boicote
Namorem amando e sendo amados!

Maria Lu T S Nishimura

Inserida por marialu_t_snishimura

Soneto mudo

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Inserida por marialu_t_snishimura

Soneto da gratidão

Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada!
Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada!

Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada!
Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada!

Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada!

Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada,
Muito obrigado, muito obrigada!

Inserida por marialu_t_snishimura

A união

Nos percalços que a vida tropeça
Queria eu recolher os obstáculos
Juntar somente os bons cálculos
Fazer matemática à boa sentença!

Contudo, minha ingênua vontade,
Não podereis pintar tudo de flores
Choraria eu os momentos de dores
Mas, posto ao centro pilastra forte,

Intercedestes, sobre mim o Pai eterno
Ensinando-me ver em tudo a gratidão
Pois, á vida pousa o verbo do destino!

Abraço, então, a vida, como uma lição
Porque não nos cabe viver em desatino
Deveis viver na paz, no amor e na união!

Inserida por marialu_t_snishimura

Cristais vazios

Sou escultora de silêncio
Onde teço as palavras,
Contemplando as letras
Nas veredas do ócio!

O murmúro de um grito
Rasga o verbo das asas
Infesta o sangue nas veias
Sepulta por dentro feito luto!

Libertas libélulas são células
Nos lábios que sentencio
A voz perco nas fagulhas...

Os olhos são fios de cílios
E na tez, brancas ressalvas
Diposto feito cristais vazios!

Inserida por marialu_t_snishimura

Afeto de gangue

A totalidade de alguma coisa é incrível
E a totalidade de gente, alguém viu?
Gente é tal diagnóstico do inevitável,
Há tipos do bem e típicos metal vil!

Humanos nem a si mesmo conhecem:
-Ora ali vai com'a onda da boa doçura,
Ora constróem o mal sem compostura
E a epidemia contaminando a cultura!

Pega pena a nódoa de nada na caixa,
Borra indireta direta na reta da fala,
Orêia bondade, que não se encaixa!

Há quem valorize o afeto de sangue,
Que se respeitam entre si e amparam,
Outros que preferem afeto de gangue!

Inserida por marialu_t_snishimura

Ciranda de celular

Se pá, acontece de pá se apaixonar
Não pinta de escuro o seu coração
A não ser que pá, cumpriu a missão
E pá, sucumbiu desmanchando no ar!

Sem um coração á pulsar na ilusão
Vai cor sem que possa impressionar
Um despedaçado pedaço de papelão
Colado no sentir do estrado de um lar!

Senão uma viela debaixo do viaduto,
Onde há vivos perambulando na rua,
Mortos pra quem passa ali resoluto:

- Mendigos, na afirmação que anda!
É caixote a feira mascote sob a lua,
Por certo pá, um celular vira ciranda!

Inserida por marialu_t_snishimura

O mito do vento

Tantas vezes a face estampada no reflexo,
Das águas, espelhos, telas e estampas...
Sabem lá inúmeras vezes escancaradas
Este enigmático ser humano sem nexo!

Ah! Existem aqueles a acusar o outro:
- Como és narcisista seu rosto á postar!
Entres flashes surgem as selfies no ar:
Rostos, caras e expressões, é o colostro!

Há quem desdenha dizendo assim:
- Vais ver quantas curtidas recebestes?
Naquele ar de quem não age por tal fim!

Daí, amplificando o mito, decifro o atrito:
-Todos, sem exceção, narcisistas rebeldes!
Pois, todos carregam sua imagem no vento!

Inserida por marialu_t_snishimura

Enlaço do abraço

Se fosse definir alguma coisa de sentir,
Iria contemplar o abraço surpreendente!
Aquele abraço que abraça de repente,
Que faz o coração pular e a alma sorrir!

Se olhamos pra nós envergonhados,
Com jeito de não misturado com sim,
O pulsar de seu coração junto a mim
Parecemos dois tolos desgovernados,

Sem saber que rumo deveríamos seguir!
Fingimos ser apenas um amigo qualquer,
Mesmo que fosse impossível conseguir!

Então sempre voltamos lá no abraço,
Sem nenhuma vontade de esquecer
Mas, com vontade de ficar no enlaço!

Inserida por marialu_t_snishimura

Labirinto de saudade

As tristezas de minhas perdas...
É um vácuo cravado no peito,
Daquela vontade de abraçar,
De sentar juntos pra conversar!

De tantos risos, tantas festas...
Um pouco de silêncio no jeito,
Na hora do almoço ou do jantar,
Ou se era aquele tempo de pensar!

Ah! Falta destes dissos e aquilos!
Saudades é um mar de labirintos
Das lembranças que trago comigo...

Não! Esquecer??? Eu não consigo!!!
Estarão na paz de Deus eternizados:
Pai, mãe, irmão estejais descansados!

Inserida por marialu_t_snishimura

Sem água, só o pó

Choro da Terra de onde brota a fonte,
Suor que escorre por entre os poros!
Águas vindas dos fios da chuva forte,
Gotas de orvalho onde ouço os coros!

Sinfonia do sereno doce do anoitecer,
Enleio da valsa triste de uma lágrima!
Germina a vida em cada amanhecer,
Ou seca a seca no sopro em lástima!

Sem água! Na sede da terra, sem nada,
Nem flor, nem folha, nem raiz, o pó, só!
A poeira na testa, veio de Terra rachada...

Lá onde a serra espanta a nuvem sem dó!
Por canto de jeito, um cacto e mais nada...
Em outro, outra serra a deixar cair só o pó!

Inserida por marialu_t_snishimura

Carrossel gigante

Sol, gigante de luz em movimento,
Círculo que, sem parar vai girando,
A cada volta que dá leva - me junto,
Carrega-me sem piedade do mundo!

Sei lá se este universo é início ou fim,
Por certo que, tudo acabará num raio.
Queimará o fogo num rastro sem fim,
Ou tropeçarão os planetas em um fio,

Ou alinham os anéis soltos lá no céu,
Ao girarem em torno do sol a queimar...
Nesta semelhança, gira um carrossel:

Roda gigante, a gente no mundo a girar...
Somos parte do giro deste imenso anel,
No giro, vai o mundo aprendendo a amar!

Inserida por marialu_t_snishimura

Ufa!!!

Pindorama, meu índio pescador;
Depois semeia sonhos de açúcar,
O português que aqui aportou
E o índio feito bicho se assustou!

Pajé não é mais curandeiro,
Agora o seu nome é Jesus,
A terra Ilha de Vera Cruz,
Não importa quem foi o primeiro!

Importa agora a Terra Nova,
Terras de Papagaios, renova:
- É minha Terra de Vera Cruz!

Bem melhor: Terra de Santa Cruz,
Ou, Terra de Santa Cruz do Brasil!
Não! Terra do Brasil; então: Brasil!

Ufa!!!

Inserida por marialu_t_snishimura

Oração das almas

Pai, a ti de coração puro venho
Trago minha alma transparente
Abençoa - me neste instante
Pois, o meu corpo já não tenho!

Suposto merecer o acento etéreo
Venho a teus pés humildemente
Perdoa - me se o dia fostes triste
Porque a vida ainda é um mistério!

Depois deste desterro, Senhor Deus
Mereça eu, ser luz sob sua proteção
Que sejais amparo á todos os meus!

Assenta a fé e a paz nalgum coração
Fazei de mim eterno nos braços teus
Faz - me rasto de luz em sua direção!

Inserida por marialu_t_snishimura

SONETO DA AUSÊNCIA

O cerrado já não mais é meu confidente
o pôr do sol não mais ouve o meu plangor
os cascalhos do segredo fazem amargor
e a saudade já não mais está condizente

Não mais estou melancólico no rancor
nem tão pouco sou aquele imprudente
e ao vento nada mais contei contente
deixo o tempo no tempo ao seu dispor

Até da recordação eu tenho medo, dor
o entardecer tornou-se inconcludente
e o olhar se perdeu nas ondas de calor

O poetar fez da madrugada noite ingente
carente nas buscas do tão sonhado amor

e hoje o meu eu no cerrado está ausente

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/06/2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DO VERBO POETAR

Da oração inspiração o verbo poetar
conjuga-se com amor, dor, ínclito
uma flexão enunciada do espírito
um evocar eclodindo de um versar

Vem primeiro o dito pelo não dito
pra no manuscrito ter ato de criar
o invisível em tangível no lapidar
e o sendo se ordenando em rito

Nesta norma gramatical vem amar
numa proposição avessa, um delito
também enumerado, sofrer, chorar

E assim, na conjugação do inédito
une-se sentimento e muito idear...
O verbo poetar vai além do infinito

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO SOLITÁRIO

Ó tu, que pelo fado, onde te encontrar?
pode se achegar, estou aqui sozinho
por aqui vais deparar com meu carinho
e no não ter amado, serás tu o meu amar?

O cerrado da solidão me fez um ninho
seus tortos galhos, cenário pra eu chorar
tuas folhas secas papel para eu poetar:
o silêncio, as agruras, a dor e o desalinho

Segredados a lua em tristes noites de luar
largando o meu árido peito num pelourinho
ali só, nu, macambúzio até o último sangrar

E se você chegar, já tenho a taça de vinho
pra brindarmos, e a ti vou então declamar
meus versos que pra te fiz no meu caminho

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
11/06/2016, 06'22"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

LAMENTOS NO CERRADO (soneto)

Só, me encontro no cerrado cinzento
e acumulo agruras bem guardadas
das utopias na aridez desmaiadas
dos sonhos perdidos além do tempo

Tal qual pequizeiro de flores delicadas
que brotam no sequioso pasto sedento
meu temor e saudade faz de rebento
como as floradas nas secas galhadas

Quanto vil doloroso gemido em mim
assim como folhas secas num jardim
no seu fado, voam ao vento turbulento

Eu aqui, descrente no cerrado, vivo assim,
poetando lamentos tão irreverentes, enfim,
o fato é que a vida é feita de revoadas...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12/06/2016, 06'06"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO SINGULAR

Não te amo desalinhado como se é o cerrado
tal folhas emurchecidas libertas na sequidão
te amo como o árido clama água, na exaustão
sequiosamente, entre o limite e o estar saciado

O meu amor por ti, está além de ser paixão
dentro de si, é a força do entardecer rubrado
do sertão, se pondo no horizonte enamorado
dando aroma a memória, e fogo na imaginação

Te amo como o vento pelo torto galhado
livre assovia nas forquilhas uma canção
te amo por te amar, pois é de meu agrado

Se não fosse assim, não teria outra forma não
pois, pra te faço este sulcado soneto versado
tão para ti, se tocá-lo, sentirás a vazão da emoção

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol