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A REALIZAÇÃO de um sonho, estará ligado a atitude de caminhar sobre uma ponte. A PONTE que existe entre o SONHO e a REALIZAÇÃO. LEMBRE-SE que solo desta ponte é a DISCIPLINA e o corre-mão a PERSEVERANÇA.
Ser poeta é aproximar-me mais de DEUS no instante em que decifro como uma lágrima a gota de orvalho que não encontrou conforto no coração de uma folha, e abandonada, escorre, na ilusão de ainda abrigar-se nos braços do solo que começa a se aquecer.
O nosso corpo alimenta-se de tudo que existe no solo porque fomos feito do solo:
Carboidratos: a primeira fonte de energia do corpo.
Proteínas: os alimentos construtores.
Lipídios: os nutrientes energéticos.
Minerais: o equilíbrio das funções vitais.
Vitaminas: o estímulo das funções químicas.
Água: essencial para a vida.
A preparação é o solo fértil onde a sorte floresce. Foque em se preparar hoje para que, quando a oportunidade surgir, você esteja pronto para transformá-la em sucesso
Hefesto
Um dia inteiro
para
em queda livre
beijar o solo.
No tempo mitológico
o dia é a vida.
Os filhos que ficam
grudados na mãe
passam toda a vida
caindo.
DIFERENÇA ENTRE TERRA, LITOSFERA, SOLO E CHÃO
Terra é o nome do Planeta em que vivemos!
Litosfera é uma das esferas ou partes que constituem a Terra!
Solo é a camada superficial da Litosfera!
Chão é a superfície onde se pode pôr os Pés e andar!
Portanto,
O que cerca um Mar não é terra,
mas,
O que cerca um Mar é Litosfera!
O Oceano não cobre a maior parte da superfície da terra,
mas,
O Oceano cobre a maior parte da superfície da Litosfera!
Qual é a relação e diferença entre Chão, Solo, Litosfera e Terra?
A relação e diferença é que:
O Chão faz parte do Solo!
O Solo faz parte da Litosfera!
A Litosfera faz parte da Terra!
Para Ela, que floresce mesmo em solo seco
Você chegou com olhos de quem já viu muito,
mas ainda assim acredita.
Com voz firme, ideias claras e o coração sempre pronto pra recomeçar.
Veio com planos, marcas, metas e vontades.
Mas, no meio do caminho, revelou algo ainda mais valioso:
a mulher que sente.
A mulher que pensa no pai, no irmão, nos colegas —
mas que, aos poucos, está começando a pensar mais em si.
Você se aproximou da sua própria essência,
da sua verdade, do seu silêncio.
E percebeu que não precisa mais se encaixar,
que pode ser intensa, calada, estratégica e doce —
tudo ao mesmo tempo.
Foi com a onça pintada que você despertou:
corajosa, intuitiva, linda por dentro e por fora.
E decidiu que não quer mais viver tentando agradar.
Você quer viver sendo inteira.
E assim, entre um “não” dito com firmeza
e um “sim” dito com amor,
vai desenhando sua história com mais liberdade.
Você não está apenas empreendendo.
Você está se construindo.
E isso, minha querida,
é uma das coisas mais bonitas que já vi acontecer.
Evolução zumbi
O homem e o solo,
o espelho e as descobertas,
na terra plantada o homem é a raiz da vida e do seu próprio toco cortado em meio a vários iguais,
das mãos que levantam paredes, aos pés que sobem escadas o conhecimento vazio sobra em sua dura escalada,
nas vestes de um paletó rasgado sobre o corpo de um esqueleto zumbi, jaz o poltergeist da alma,
e no quadro deixado em meio a destruição provocada um buraco aberto do homem sem coração é deixado no chão em meio aos escombros do que um dia foi terra.
Quando se tem fé verdadeira, o que chamamos de decepção no dicionário da fé é uma indicação do caminho de Deus para se chegar a vitória. Renunciar, acreditar verdadeiramente na misericórdia Divina, não é um processo fácil; se assim fosse o coração do ser humano não teria sido comparado a um solo fértil e cultivado, e a palavra de Deus, a um arado que prepara o solo para fecundar abundantemente. Deixemos que Deus seja a referência e a luz da nossa vida.
Profª Lourdes Duarte
A vida aqui nesta terra
é fera,
a gente nasce ou brota
como a folha de uma árvore,
e tão breve caí e seca,
e o solo devora como adubo.
***
🤔💭✍️
No caos sou o solo fértil.
Arrancando sensações,o poema parido
entre catarse e emoções.
Uma alma num berço ferido.
A morte do ego,
da personalidade que veste
e decora meu espírito sofrido.
Minha roupagem é essa carne,
que se rasga com facilidade
e jorra sangue morfético,versos,
canções num universo poético.
Um casamento de palavras,rimas,
poesias e aflições.
Ainda que se apresente bela, delicada e atrativa, não está em sua efêmera beleza a razão de sua permanência, mas sim, na profundidade de sua raíz.
ADÁGIO
Um carro verde avança o sinal vermelho
Um viaduto espera o suicida chegar
Trazendo no seu bolso um ás de espadas afiadas
O naipe é de metais e sustenta as notas no ar
É um adágio tenso e desgovernado
Seu riso de partida dilacera a cidade
Como um palhaço louco que há pouco incendiara seu circo
E agora a recompensa vale mais que o vilão
Agora um erro fez prevalecer a razão
Agora a sombra se faz aurora e senhora da luz
E aqui um desconhecido foi assassinado
por outro desconhecido.
LABIRINTO EM LINHA RETA
Estou perdido nesse imenso e insano poema sem fim
Nesse mar furioso, esse grande deserto, essa constelação
Sou um beduíno, um velho marujo, surfista dos céus
Navegando a esmo, buscando faróis, naufragando no cais
São teses, hipóteses, temas, teoremas
Conceitos, preconceitos, catedrais e cinemas
Homem x Vírus, Q.I. x poema, escalas de valores
Labirinto em linha reta
Eu viajo atento nessa rodovia de areia movediça
Sigo a canção do vento, caio junto com a chuva numa vila esquecida
Sou meu próprio risco, sou meu próprio templo , miragem de Deus
Com o coração em prantos, despedaçando meu colar de contas
São teses, hipóteses, temas, teoremas
Conceitos, preconceitos, catedrais e cinemas
Homem x vírus, Q.I. x poema, estou perdendo sangue
Labirinto em linha reta
Drive In
A noite brilha quando ela deixa seu habitat
Nada natural para quem vive em qualquer lugar
Está sozinha esta noite à meia noite num drive-in
Numa trip enluarada um beijo nunca tem fim
E a noite despe e deflora
Eu finjo estar indo embora
Espero em qualquer esquina
A tempestade
São princípios, precipícios, príncipes da sedução
São navalhas e estiletes a cortar um coração
São imagens que se movem, são memórias num museu
E mentiras absurdas num romance que ela leu.
E a noite despe e deflora
Eu finjo estar indo embora
Espero em qualquer esquina
A tempestade
Drive-in.
Kaspar Hauser
Quem é você e quem somos nós
Entre as dálias e os girassóis
Espera a praça com as nossas dores
Os chafarizes, as luzes e as flores
Um viajante nunca espera a noite chegar
Mas descansa o nobre descanso dos nômades
Ciganos
Vim te buscar, com sede e suor
Não chora Kaspar
Esse brilho frio de guilhotina suspensa em segredo no ar
Qual segredo estaria entre nós, cigano
E o que você esperava encontrar, campos verdes ao sol
Verdes mares ao sul,
Mas a paisagem mudou a paisagem, a paisagem mudou..
a paisagem
Aprendemos tecer nossas teias sem fim,
nossas celas escuras e os olhos assim, tão brilhantes
tão frios, vazios e ausentes
E o que eu vou enxergar e o que você vai ver
O que vou enxergar e o que você vai ver, lá fora
Arco-íris distante na tarde cinzenta e a sombra de um muro
Caindo bem devagar, cigano
Vim te buscar, com sede e suor
Não chora Kaspar
I´m lonesome boy
I´m lonesome boy in your city
ASFALTO
Hoje eu acordei com os pensamentos fora de ordem
Cruzei a rua com os braços cruzados e os olhos cansados
Entre vitrines confusas & coloridas
”Borboletas num caleidoscópio”
Um bêbado tropeça num tijolo invisível
Cheio de riso de dança e de dor
Gotas de luz caindo no meu rosto
Diluindo sombras
Inaugurando a manhã
Motores bocejam rosnando como cães
Desafiando a nudez dos semáforos
E eu voo Pégaso
Alado, em círculos,
Meus sapatos de ferro pisando o asfalto em flor.
Desconhecida é a tarde no parque
Estilhaçando poesia no ar
Embriagando o bronze das esculturas
Antecipando o que está por chegar
Hoje eu não quero envelhecer
Já calculei a idade do tempo
Hoje eu me recuso a envelhecer
Hoje eu tenho a idade do tempo
Eu vou regar os rios
Acender velas ao Sol
Soprar a rosa dos ventos que me diz: pétalas
Pra esquecer
Às vezes eu me lembro sinto falta
E até chamo teu nome
Acordo e tudo gira tão distante
Tão distante de tudo
Preciso esquecer que é madrugada
Estou em outra cidade
Às 03:15 e as horas ao meu lado passando alucinadas
São fotos, filmes, livros discos, cartas
Que não dizem mais nada
Vestígios espalhados como minas
Num campo de batalha
Há luz em toda parte
Janelas e cortinas fechadas
Valsas, violinos e casais
Dançando embriagados
Pra esquecer...
Sobre as capitais
Um louco vem, com seus olhos de cristal
Com seu pijama e suas meias de algodão
Trás sua lira e seu sorriso de mulher
E uma tragédia num recorte de jornal e diz:
“O céu já não é mais, dos anjos e dos pardais,
azul incinerado, e um trovoar pesado sobre as capitais”
Na praia no ar mora um velho pescador
Que tem escamas de mil peixes em suas mãos
Diz que conhece os mistérios das águas
Das mais profundas, às mais sagradas, olha o céu e me diz:
“São sereias e cartas navais, incensos, naves, carnavais,
e o sol se põe mais cedo filho e a noite já não é segredo sobre as capitais”
Vem o eclipse, um negro cego e trovador
Me diz que sabe tudo sobre essa noite, a morte e o amor
Diz que sonhou ser Sal Mineo em Hollywood
Que roubou beijos de Natalie Wood, o amigo de James Dean me diz:
“São filmes que não assisti, sorrisos que nunca sorri
Já me perdi de vista, seguindo a longa pista que me trouxe aqui”
Aves nas Antenas
Há um certo desespero
E você tenta disfarçar
E através da persiana
Do 20º andar
Eu sigo seus passos
Eu sigo seus passos
É uma fuga felina
Um desprezo que me fascina
Deslizando pelas calçadas
Sob a mira da retina
Dos meus olhos vermelhos
“O lago é negro, e a pele é branca
Como é estranho o lago negro
Como é frio o lago negro
Como é encantador o lago negro
Porque será que é tão sereno o lago negro
Será a libélula que pousa
A guardiã da serenidade do lago negro
Ou será que aquela rocha
É a rocha onde um dia meditou
Durante um século, um monge
E desfaleceu em êxtase
Te vejo em um campo de flores
Mas porque me esconde a mais perfeita
E imaculada flor?”
