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A impressão é que estamos sob o efeito colateral da "torre de Babel", mesmo com todas conexões possíveis. Há um constante desalinhamento das semânticas, um frequente desencontro de linguagens. Me perguntam por quê? Nos "acostumamos" a ter pressa.
Tornar-se iluminado ou iluminada, diz respeito à forma como tu usas a tua luz já reconhecida para iluminar não ao mundo exterior, mas ao fundo interno e íntimo da tua própria sacola das ações reprimidas.
"Há duas belezas na poesia:
a que todo mundo vê
e a que eu vejo.
Na primeira, o belo é a rima.
Na segunda, a minha sobrevivência".
A gente foge. Foge porque não suporta encarar o real. Não suporta porque suportar tem a ver sustentar, conviver com ele, e dar corpo ao que, antes, parecia não existir. As sombras que povoam o outro e a nós mesmos/as são presença constante. Não dá pra fugir delas. Só não vê quem não "quer". Cada um/a no seu tempo...
O problema não é enxergar a realidade, mas sustentar o "horror" que se percebe no encontro com ela...
"Em suma, mesmo divergindo em vários aspectos, o que é intrinseco à política, essa ainda é o que viabiliza o debate dialético no sistema democrático entre aqueles que pensam diferente"
O amor é para os que conseguem atravessar o deserto das incertezas, dos que conseguem enfrentar os demônios do medo, do ciúme e da ansiedade.
S.A.
Os maiores inimigos do amor, ao meu ver, são o medo, o orgulho e a pressa. Porém, considerando que amar é algo que se pode aprender, quem consegue ir superando essas barreiras, vai aprendendo a amar cada vez melhor.
S.A.
O melhor objetivo de um diálogo é (mutuamente) buscar entender o que o outro vê e como enxerga você, como ela se sente afetada (positiva ou negativamente) por você, seja em algo que você tenha falado, praticado, seja pelo contexto em que você se encontra... Um diálogo verdadeiro, profundo, honesto é uma troca de olhares, com o objetivo de se construir (mutuamente) uma visão da relação e o caminho de um amor maduro.
A análise deve ser realizada onde quer que haja amor, onde haja entrega e o desejo de ouvir e ser ouvido.
Coragem é atravessar abismos que nos assustam, com a certeza de que o outro lado é apenas o início.
Há um ponto em comum entre uma professora de educação infantil e um psicanalista: ambos tratam de crianças e buscam o desenvolvimento delas.
S.A.
Quando se convive com alguém por muito tempo, há uma tendência a igualá-la ao nosso tamanho, pois nossa lente torna-se paulatinamente manchada pela intimidade e pelo conhecimento mútuo. O afeto traz à tona os conteúdos do inconsciente, ofuscando até a luz mais intensa; medimos o outro pela nossa óptica, e não pela óptica do outro. [...] O espelho nos remete ao Outro, por definição, sempre assimétrico e incompleto. O corte do estádio do espelho nos direciona ao desejo de uma posição significante na lógica do ser ou ter, defronte ao reflexo do reflexo. Nunca alcançamos o Real, "tornamo-nos, ou acreditamos na busca". E, assim, o impossível nos angustia, ou se direciona à lógica fantasma projetada sempre a outrem, julgada inconscientemente "mais ser" do que eu.
Às vezes olhamos para as pessoas, mas nem sempre lembramos que elas são (seres humanos...)
Rubenita Simey
A vida não é um carrossel, é uma montanha russa...cheia de altos e baixos, curvas inesperadas e momentos de pura adrenalina; Mas também emocionante e valiosa!
Só nos cabe apertar o cinto, confiar, agradecer e aproveitar...
