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Infelizmente notícia de prisão de assaltantes já não conforta quem passou por situações de agonia nas mãos de criminosos, porque sabe-se que pequeno percentual dessas prisões os mantem por muito tempo em regime fechado, servem sim, para envergonhar a "Justiça Brasileira", para nos dar a leve e falsa sensação de segurança, para arriscar a vida de nossos policiais (pais de família), e amedrontar a população que denuncia, quando se sente ameaçada, por saber que logo quem oferece riscos a sociedade estará livre para praticar novos crimes.
Se Policiais Civis e Militares fossem ceramista, estariam perdendo seu tempo fazendo um lindo POTE, bem planejado, bem acabado, fruto de preparação e dedicação a profissão, para mais a frente ser doado a "FESTA DE QUEBRA POTE" realizada pelos juristas, com as regras de jogo criadas pelo poder legislativo, os quais parecem não entender o sentido das regras.
...E depois ainda pensava na existência,
mas podaram nossa liberdade
e castraram nossos sonhos.
Tola rebeldia (livre passagem a desordem)
que nos submete à longínqua cena de carências
adquirida em um túnel de mentiras.
Começamos a andar em círculos,
e então, nossos inúteis braços criaram asas,
e voamos, como pássaros,
em direção ao sol, até morrermos queimados.
(Rumo ao Sol)
É preciso ter um espírito indignado, aberto à comiseração. Eu escrevi aqui na prisão tudo o que aprendi, senão lembraria mais alguma coisa. E Cristo? Cristo respondia à realidade chorando, sorrindo, entristecendo-se ficando furioso e até angustiando-se; não foi com um sorriso que Ele caminhou ao encontro dos sofrimentos e não desprezou a morte, mas rezou no Jardim de Getsemani, pedindo para evitar o cálice: 'Meu Pai, se é possível, afasta de mim esse cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como Tu queres.' (Matheus, XXVI, 39)
XY é livre, não sofreu determinadas pesadíssimas lavagens cerebrais e, assim, não utiliza o seu espaço tempo para revertê-las. É como um passarinho sem eufemismos... Come, bebe (também água), reproduz (literalmente ainda vive tentando) e se diverte no seu vôo, sem receio das paragens do horizonte e das supostas (im)possibilidades do amanhã. Morrerá sem ter se libertado ou aprisionado através das profundidades pesarosas sobre as pressões abissais dos oceanos; morrerá e levará consigo mesmo, se não a possibilidade de compreender o todo, um divisar captado ao mais longe que (se) foi... Não foi jogado às prisões erguidas pelos temores sociais predominantes e que domam os infirmes ou pulverizam os "inservíveis" e " não curváveis"; não pode compreender a angústia que permeia até o próprio se libertar delas. Penso nele e me embato sobre a amplitude e os nuances do significado de viver e/ou existir.
eis a morte
ela eu aceito
nâo é injusta
é a mais castigada de todas as leis
feitas pela mãe, natureza
o que eu em singela fala não compreendo
é apreciarmos o mesmo céu,
usufruirmos da mesma água,
estarmos presos na mesma esfera
e termos que nos separar
por conta de consciências passadas
todos estamos presos.
então porque não nos algemamos?
e não seremos aprisionados em outra condição:
pior que o ciclo, a solidão.
vamos nos aprisionar na nossa prisão
porque viver sozinho
é viver em vão.
Seria a felicidade, algo a ser preso, a química, carinho, cafuné, paixão, colo, cumplicidade, compreensão, abraços, beijos e tudo o mais que ela, a felicidade, costuma se incorporar???
Passarinho que vive em gaiola, nunca vai saber o real "sabor" da liberdade. Mas ele não sabe disso pelo simples fato de ter sido acostumado a viver em uma gaiola.
E você passarinho?
Onde vive?
Eu era feito para a biblioteca, não para a sala de aula. A sala de aula era uma prisão, para os interesses de outras pessoas. A biblioteca era aberta, sem fim, livre.
Tenho um pensamento rápido
Para transmitir
Antes que me peguem aqui
No expediente
Escrevendo poesia
Que já passou de hábito
Eles podem me demitir
Alegando que não cumpri
Com um sistema exigente.
Quem diria.
Eu aqui escrevendo com medo de ser pego
Pego pelo vigia do patrão
Ou pego pela minha decisão de sumir daqui
Como se eu tivesse cometendo um crime
Por não caber no regime de escravidão.
Tudo bem, vim voluntariamente
Mas a gente sempre cai nessa de estabilidade.
Quero a vida como é
Além do mercado.
Nem mesmo as grades mais reforçadas de uma prisão poderão tirar a liberdade de quem for verdadeiramente livre.
Nossa confissão nos aprisionará ou nos libertará. Ela é o resultado de nossa crença, e nossa crença é o resultado de nosso pensamento certo ou errado.
A gratidão é a capacidade de experimentar a vida como um presente. Ela nos liberta da prisão da autopreocupação.
