Tag prazer
Aquele beijo
No encontro casual
nos teus lábios oferecidos
percebera as intenções
e devolvera meu recado:
desfechara o meu sorriso
e praticara meu pecado...
Oh beijo!
"Prazer-deleite" cobiçado;
foras gáudio e gozo desejado
enfeite puro e profícuo
ato cúmplice delicado
do amor por nós trocado!
Uma das constatações neurocientíficas mais extraordinárias do século passado é que o cérebro processa prazer e sofrimento no mesmo lugar. Ou seja, o prazer e o sofrimento funcionam como dois lados de uma balança.
Houve tempo em que se dava prazer em ler, ouvir e ver algum noticiário. Hoje sofremos de fastio e mesmo nojo do noticiário brasileiro. Com raras exceções, a imprensa brasileira hoje provoca náuseas nos leitores, ouvintes e telespectadores.
Meu bem, meu amor, meu amorzinho.
Quero ao seu lado ficar agarradinho.
Amar você é tudo que mais quero.
Porque o nosso amor é sincero.
Mais um dia, mais um mês e ano.
A vida com você é um encanto.
Maravilha de vida é sentir esse prazer.
Que ao seu lado todo dia quero amanhecer.
Amar é um êxtase que sinto quando a beijo.
E quanto mais eu a beijo mais sinto desejo.
Se não tivesse a encontrado pagaria por isso.
Sempre quero mais olhar, beijar e até acariciar.
Não paro de te admirar, pois amo a sua beleza.
E jamais irei fazer, porque só saberia te amar.
Oh! Mulher! Me perdi em você. A sua beleza é algo raro difícil de descrever deixa-me até sem palavras para dizer, você causa-me delírios de prazer.
Eis minha percepção.
É o singelo e disfarçado aperto de mãos em forma peculiar formal rotineira, um habitual cógnitivo de convencimento!
CANTEIROS DE PAZ
Brotou uma rosa no lixo.
Seu aroma perfumou a podridão.
E no coração de homens cansados,
Nasceu a paz de uma nova canção.
Brotaram espinhos na rosa
Para que o mundo não sofra tanto
Quando ver a triste visão
De irmão odiando irmão.
Brotou esperança nos espinhos,
Pois a dor purifica o coração.
E as dores que sangram nosso peito,
Dão vida a esta nova canção.
Brotou paz na falta de paz.
E todos sorriram sem se conter.
Pois o lixo que havia no mundo
Hoje é um buquê de paz e prazer.
1986.
Me sinto imensamente grato em conseguir me deleitar com a felícia do próximo. Alvitro que assim o faça.
Constantemente somos bombardeados por prazeres deste mundo, afim de que não venhamos refletir sobre o final de nossas vidas, a morte, ela vem como um vento sem direção, e de um segundo para o outro já não fazemos mais parte desse mundo, reflita todos os dias da sua vida, ame a Cristo com o fim de que sua morte se torne sua vida !
Na Competição do prazer, da vaidade de conquistar até o que não se pode carregar...
Atropela os humildes com o prazer da maldade e o sorriso de debochar da sua dor.
Adriana C. Benedito
Em, 27.12.2021
Passagem aberta
Uma passagem foi aberta,
do outro lado da ponte vejo uma fogueira implorando mais uma companhia,
a noite cai, a lua ilumina as estrelas da cidade, ilumina os nossos olhos tão próximos,
a neve é a dona do terreno, o mar é o artista principal apreciado do alto da montanha gélida,
vale a pena deixar os sentimentos flutuarem nas enormes ondas da imaginação,
logo atrás, na casa com o teto coberto de neve a luz está acesa me convidando para entrar,
na montanha russa dos sentimentos encontrei um espaço em aberto, então tirei minha armadura e relaxei no templo do prazer, no tempo dela.
o Cavaleiro é mandado pra derrotar o dragão,ao chegar vê que ele é um simples filhote,com "bondade no coração" o cRia e alimenta e lhe dá o melhor do melhor,um dia ele cresceu e devorou sem piedade o cavaleiro,e no fim volta ao estágio inicial e o paradigma continua infinitamente, cabe a cada cavaleiro saber usar sua espada e seu escudo com sabedoria e sem baixar a guarda e já os duvidosos acabam provando desse prazer temporário que sempre acaba em dor.
Quem tem olhos para os céus
afim de apreciar a beleza da lua
e o encantamento do universo,
bem como, tem o prazer de cuidar da natureza,
não abre o coração para as maldades do mundo terrestre.
Masturbação tem lado positivo e negativo, dependendo do que a aciona e do quanto seu acionante é senhor ou escravo dela.
É duro um homem desistir de todos os seus prazeres, mesmo quando eles não lhe dão mais nenhum prazer.
O TEMPO
Maldito tempo que passa numa velocidade incrível;
Na mente, as lembranças da orla da fantasia;
Nos olhos, a beleza que encanta e deixa saudades;
Nos lábios, o gosto do prazer que extasia;
No coração, as marcas do Príncipe que eterniza;
Na marca do prazer, os quadrantes de plena loucura;
No caminhar do tempo, a beleza encantadora das manhãs de primavera;
No calor do meu ataúde, a eternidade que consola minha alma;
Na reencarnação, a possibilidade de se repetir a lembrança da minha mente.
A beleza dos meus olhos, o prazer de princesa, lhaneza do tempo que esvaiu na atmosfera
O caminhar fugaz, em tempo primaveril, de chuva fina na Lagoa da Pampulha
O frenético valor do meu sepulcro e o reencontro em tempos de Paraíso.
Minimundo de prazer
Todo dia há sempre uma celebração de uma festa renovada; regada de luzes, raios, brilhos, enfeites, músicas, entretenimento, vida, alegria, danças, sorrisos francos, lhaneza na face, vivo com intensidade da lâmpada porque a incógnita do amanhã me faz viver assim; quero dizer a meus amigos o quo são importantes, cultuar a fidelidade, amar a Júlia Botelho a cada segundo, respirar, contentar o horizonte, apreciar o toque de cada aurora, a folha seca caída ao chão, as correntezas dos rios, o barulho das ondas do mar, apreciar a beleza da praia de Boa Viagem, a beleza exuberante de Gramado, a Salamanca surreal, a prazerosa Governador Valadares, da Ilha dos Araújos, das águas líricas do Rio Doce, o encanto de Contagem, da Praça da Jabuticaba, a simplicidade de Mucuri, o chilreio dos pássaros, ouvir o barulho do vento, o lirismo da música, a beleza das cores do céu, quero ignorar a hipocrisia de muitos, quero perdoar os idiotas, quero não me irritar com o sistema de injustiças, quero perdoar os semideuses da Justiça, sanguessugas sociais, chacais desalmados, vírus de ocasião, quero sim, abominar a corrupção, os genocidas de reputações, repudiar os falsos professores, comerciantes de fumaça, mercadores de bazófia, aqueles que ensinam o vazio, o abstrato, a subversão, a invasão de templos sagrados, a ruptura dos valores, lentes que veneram o ópio da desavença, quero não entender a arrogância de alguns, quero viver a simplesmente e desprezar a luxúria, ignorar as ideologias destruidoras, respeitar as diferenças, amar o humanismo, ouvir o silêncio, falar das minhas hipérboles, anacoluto, preterição, eufemismos, metáforas, hiato, sinestesia, zeugma, metonímia, prosopopeia, quero brincar de viver, apreciar o brilho do arrebol, a incandescência lunar, a riqueza do sol, quero andar contando os passos, sair na chuva, correr com os pingos d’águas no rosto, admirar a clorofila da natureza, viver a inocência dos animais, quero acordar ouvindo músicas, exaltando dias melhores, amar a doce Elisabeth com todas as minhas forças, enfim, quero agradecer a Deus por estar escrevendo esse texto, extravasando minha sabedoria de brincar com o léxico, criando neologismos, expondo meu vernáculo com a riqueza de alguém que nasceu no Mucuri, Teófilo Otoni dos meus sonhos efusivos, berço da liberdade, um Menino que conheceu o mundo para dizer ao mundo todo o seu amor pela vida. Por último, quero agradecer a todos que ladeiam o ataúde da partida, trajeto calmo e sereno para o inimaginável espaço cósmico das incertezas.
