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SONETO CINZA

Como no cerrado, o torto é vestuário
Desenhando no vento árida textura
Rajando o céu em escarlate mistura
O coração na paixão, tem imaginário
Eu, na solidão, de imperfeita bravura
Vejo a desdita germinar no itinerário
E o amor em tal solene rito arbitrário
Frustrado pela própria azeda ternura

Fico então no conforto do contrário
Do que no peito me anuncia a tortura
Implorando amor com um destinatário
Mais, que o viver possa ter procura
E a vontade de ter amor, seja vário
No afeto, o amor no fado, é ventura

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de maio de 2016 – Cerrado goiano

   

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUISERA SER DIFERENTE

Cá a imaginar um soneto diferente
Leve como a inspiração no abstrato
Pode ser engalanado ou com recato
Porém, com sentimento incipiente
Que suas rimas transborde o prato
Da inspiração e, no amor suficiente
Com quimera radiante e presente
Onde do autêntico seja fiel retrato

E nesta de dar vida paralelamente
Ao belo e o agrado, que o translato
Seja reluzente, tal o sol no poente
Pois, o quero na imaginação exato
No coração contagiante e ingente
Que não caiba num "post" barato

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, 2016 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VELHA PORTEIRA

Pela velha porteira da estrada
Passou o passo, passo a passo
De afã, sonho, pressa, cansaço
Todos com sua singular toada
Por ela a vida passa, meada
Passo crasso, leve e pedaço
De ser, em um tal compasso
De sensação, sem ter parada

Ó velha porteira no vai e vem
As secas, invernadas, ir além
Vendo a história, fase, tolice
Afinal, no tempo está contido
O que divisa o destino vivido
E hoje passo por ti na velhice...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 janeiro, 2022, 15’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A caneta.

O grito mais alto do mundo.
Plangente de solidão,
algente de tão profundo⁠
que tolda o coração.
Adágio de uma canção,
prelúdio sabotador
nas mãos do compositor.

Inserida por brunocmedeiros

⁠INQUIETAS SAUDADES

Elas chegam como à flor pendida
Mirrando o peito, agasta sensação
Ou como a dor a cutucar sentida
No desejo, no espírito, no coração
Elas chegam tal senhora da vida
Doída. E o agrado clama em vão
Numa fereza e ousadia incontida
Arrancando o sossego da razão

Inquietas saudades, até quando?
Está lágrima a me rolar chorando
Gastando, tão de aflição demais
Desvanecido resta o sentimento
Sussurrando a todo o momento...
Ufanas, elas tragam mais e mais

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01/02/2021, 19’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONHOS DO MUCURI.

O infinito abissal habita a fonte do prazer investigativo que afaga e nos reduz.
Sonhos do Fonte Grande, da Lagoa da Pampulha, do belo horizonte.
Rasga meu âmago para jorrar o sangue do meu elemento anímico.
O tilintar do relógio anuncia o surgimento de mais um dia, uma aurora anunciada com os raios solares. 
O silencio se interrompe pela mensagem que movimenta meu terno pensamento.
Paro na avenida principal da urbe, palpita meu coração de loucuras das reminiscências. 
Um encanto a mais, uma saudade que corrompe minha epiderme
O dia chega ao seu fim, mas logo o clarão desperta-nos para a vida, deixando para trás um melancólico e saudoso passado.
O ontem me roubou a rotina com suas centelhas de saudade e assaz sofrimento.
O poeta se reflete no silêncio da saudade e se realiza na calmaria das estrelas incandescentes. 
Nas frestas das janelas, o sol reduz o símbolo da primavera.
Não nos enganemos, o amanhecer, com seu colorido primaveril nos convida para a vida. 
Pensou ser poeta, nasceu a inspiração na fonte inesgotável do Mucuri.

⁠QUIMERAS DE OUTRORA.

As luzes, o crepúsculo, as edificações
O tempo ficou na mente do jovem pensador.
O tempo apagou as agruras de outrora, restando impregnado as reminiscências pueris, 
O poeta lírico um dia sonhou esses momentos de êxtase.

Efervescência de estrelas reluzentes
Hoje, duas décadas depois, meu mundo verdejante
A luminosidade da fonte da praça a jorrar para o infinito
A beleza, o luxo, a autoafirmação, honrada e altaneira

Nascendo no poeta sua pureza de espírito e alma elevada. 
A quimera me surpreende com a mansidão da majestosa e amada cidade
Um belo horizonte a encantar meus olhos umedecidos pela saudade do amor que um dia esvaiu na atmosfera do tempo...

⁠O lirismo épico do poeta 

Um belo céu azul se forma no infinito
As folhagens das árvores a balançar, fazendo cair ao chão 
Pequenas folhas-filhas
O sol ardente expõe a claridade do dia 
O vento forte sacode a frondosa árvore na minha frente
O ronco do motor do carro que desce
Desvairado, o declive do Iracema
Nem cisma em ofuscar 
O belo dia de sexta-feira
O conflito das lagartixas na parece
Do muro, saltando em largo voo
Rumo ao jardim ainda em formação
Belas Mensagens bíblicas ecoam
Do Corcovado
A rede se coloca na minha 
Companhia, solitário 
E faminto de tudo, de imaginações
Líricas ao perceber o colibri riscando os céus 
O chilrear sincronizado dos bem-te-vis 
A descida lenta e calma 
Das aves, colorindo o firmamento 
Combinando beleza rara
Fazendo nascer do âmago do poeta
A exuberante raridade, reluzente 
Mágica e extasiante suavidade do prazer 
Fazendo florescer irradiante
Da mais excitante reminiscência
Fértil e louca 
Que o presente é incapaz 
De retratar em versos épicos 
O sangue quente e exuberante 
Que há de jorrar do meu 
Peito rasgado 
Palpitante e suavizado 
Em razão da ternura que paira 
Num momento de rara felicidade
No recanto belo e aconchegante
À espera do meu anjo 
Que perambula nas vielas do Amor 
Fraterno.

⁠Tempo de Primavera

Hoje, amanheceu diferente
Tudo era diferente, mesmo!
A brisa tocava em meu rosto 
Uma suavidade inexplicável
O vento assoprava mais forte 
Imponente
As folhas das árvores frondosas 
Estilhaçavam e se espalhavam 
No firmamento belo e encantador 
No Alto do calmo Iracema
Mais parecia a pasárgada dos meus sonhos pueris 
E logo percebi que algo tocava, exuberante e transcendente 
Minha visão e espírito de poeta 
Afinal...
Algo me despertou que é tempo de 
Primavera.

⁠DE LEMBRANÇA EM LEMBRANÇA

Recordo os versos de amor versados
Aqueles melados nas odes de paixão
Os belos versos, no tempo, passados
Tudo quanto de bom numa inspiração
A minha poética dos poemas alados
As tive, outrora, e agora a sensação
De evocação dos sonhos sonhados
Que ainda velo cá dentro do coração

E o realce passa, e tudo caminhando
Ao bardo o sentimento, assim, sendo
Suspirando, tal a velha prosa rimando
De lembrança em lembrança trovando
E, de saudade em saudade, querendo
Por aonde Deus permitir, até quando!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02/02/2021, 05’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Poetas

Poetas tem uma arma
das escritas amargas
às mais doces
as palavras mais gordas
às mais magras

Poetas trazem aos seus amores
algumas flores
e um poema rico de fascínio
que preenchem suas dores
e os enchem de carinho

Inserida por rezeduardaautora

⁠DONDE

Cá, um poema incógnito e moroso
Fatigante, melancólico e sem vida
Que corta o verso no sentir caloso
Tal e qual uma sensação repartida
Penetra silente num sonho umbroso
Da imaginação, tal uma negra ferida
Fazendo do prosar pravo e doloroso
Numa poética carente e tão sofrida

Assim, nas margens do seu fadário
O trovador se vê inquieto e solitário
Em que a tal sofrência nele esconde
Ah, infortunado versar dorido e duro
De um desalento, latente, tão escuro
Que a gente sente, sem saber donde!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 fevereiro, 2021, 10’53” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Quando olho para ti de forma unica e doce, sinto o mundo apaixonado e louco pelo que vê, quando sinto o teu bater do teu corpo e coração simplesmente diz, acima de tudo adoro a perspectiva de mudança e de novas conquistas e vitórias e glórias, porque és uma Duquesa indomável e simplesmente fascinante e unica minha duquesa.

Inserida por richard_felix

⁠Os teus lábios doces e vaginais pelos os meus lábios doces, os meus dedos entrelaçados nos teus dedos pelos bosques de Bragança e do Gerês, os nossos cheiros ardentes pelas estrelas e luas do sistema solar.
Es como o mar, unica como o amor. 
Gostosa como a vida. 
Especial e encantadora como o jardim de jasmin. Doce como o vinho, gostosa como o bourbon e Musica  a tocar pelos violinos 

Inserida por richard_felix

⁠Poema do, o teu aroma adocicado como as planícies de galiza, o teu cheiro gostoso como o mel, o teu coração puro como o universo, o teu toque poético como uma poesia pelos nossos corpos húmidos e ardentes.
Tu és a minha realeza. 
Eu não preciso de titulos reais.
Mas sim tu és o meu maior titulo minha duquesa. Eu vivo de amor e paz e não de titulos e glórias. Tu és a minha maior glória.

Inserida por richard_felix

⁠Talvez quando eu completar 30 anos não estarei aqui, mas até lá serei anjo na vida de muita gente.

Inserida por samuelthorn

⁠MEU ARAGUARI

Serra do cerrado! Onde a perdiz pia
Chão cascalhado de iguaria caseira
Onde a cada canto é canto e poesia
Gente certa duma alma hospitaleira
Terra diversa! De roçado e de vacaria
Duma prosa ao pé da cansada aroeira
Das maritacas e a boa água que sacia
Onde tal saudade, assim, faz fronteira

Serras azuis, do ipê e da quaresmeira
Encanto que encanta a beleza inteira
Dignifica a quem tem o suspiro daqui
Cá, onde o cair do sol é bela sensação
Em um delírio de agrado e de emoção
Ó singelo portento és o meu Araguari!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 fevereiro, 2022, 13’37” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO EM PROSA DE AMOR

Relato com zelo, o soneto que faço
Numa prosa de amor, que encanta
Pois, colhe-se poética quem planta
Afeto, apreço e sentimental passo
Então, nele tem o apaixonado laço
Para descativar do nó da garganta
Que, assim, é uma alegria e tanta
Ter na melodia o doce compasso

A paixão a sussurrar e aprazendo
Em sentimentos que vão dizendo
Na poesia que a sedução conduz
Ah soneto, o poema para ser feito
De amor, amor tem que ser eleito
Em mimo que nos nomeia e seduz

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 fevereiro, 2022, 11’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NOBRE CERRADO

Nobres as flores de pequi perfumadas
das caliandras, dos ipês e das lobeiras
das quaresmeiras, orquídeas delicadas
tortos galhos, folhas grossas, palmeiras
Nobre cerrado, de sensações diferentes
de encantos e agrados a não esquecer
concentrados no âmago, contundentes
o seu chão, como é fecundo o seu viver

Venta o vento no seu chão cascalhado
dançando no seu singular agigantado
em sussurros e gemidos de melancolia
E, dos caboclos poesia, és uma poesia
fascínio, contemplação e farta ousadia
pois, quem lhe conhece fica admirado

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 fevereiro, 2022, 09’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CÂNTICO PARTIDO

Meu poema busca a poética cantada
Do coração, a tal sensação em glória
Traçando o rumo sedutor na história
Pra não se deter na rima amargurada
Meu sonho clama pela mesma vitória
Que já estravou em prosas já passada
Quando a poesia vivia só apaixonada
Em lágrimas e dores em sua oratória

E o amor, ah como é abrigo o seu zelo
Quero-lhe versejar em delírios e o tê-lo
Na alma, no sentido e doces emoções
Essa procura é um verso amordaçado
Angustiado no estro e no canto calado
Por ter errado demais nas inspirações...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 fevereiro, 2022, 15’50” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CORPO E ALMA DA POESIA

Bendita a prosa que segue o rumo
De um coração, quase que despido
Das vaidades, na poética o prumo
Do corpo e alma no canto esculpido
Bendita o verso de uma rima pura
Onde figura a sensação da gente
Com trovas tantas, sem censura
Que a ritmo da imaginação sente

E, um afago na atenção do bardo
De um ardor a vibrar tão felizardo
Faz o jeito de trovar mais afinado
É arte e ato certeiro, prosa gigante
Terna e peregrina, o verso amante
Deixando o sentimento aflorado! ...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 fevereiro, 2022, 10’59” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POETA  NILO  DEYSON  MONTEIRO 

" Estive tanto tempo à te procurar e te achei,
Óbvio que seria lindo terminar essa novela sendo contigo feliz para sempre; pena que não é novela, pena que não é sempre e para sempre estarei tanto por não poder ainda...à ida...partida...

⁠TU POESIA

Diversas entre as demais e tão desiguais
prosas sussurradas do lenho do meu eu
mostrando que o seu aroma é todo meu
da alma, do coração e de emoções mais
Suspiros distintos em meio a vendavais
imensidões que sempre nos pertenceu
quando ausentes, sofridas, como doeu
dói, cada verso, dessoante, passionais

Ah tu, poética, base e essencial harmonia
sensação de que na métrica a autonomia
da razão do sentimento do possível acaso
Bendita cada trova ao ledor uma magia
ao poeta inspiração, que não é quantia
sim, a aptidão de um inspirado parnaso...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12 fevereiro, 2022, 11’19” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TRIBUTO

Eu acato cada verso de uma poesia
Com gosto de ventura e de passado
Onde cada ritmo é um elevo sagrado
De dourado sonho e sentimental via
Bendigo o vocabulário em sintonia
A ousadia duma inspiração, ao lado
A poética que faz do bardo fadado
Ao tom intenso que d’alma contagia

Os versos são eternos, com riqueza
Da mente que tem saudade, tristeza
Também, de ser emotivo, ser amado
Sensação que torna vez em quando
A imaginação no imaginário voando
Para se tornar no aplauso venerado

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13 fevereiro, 2022, 15’25” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A felicidade eterna é ser poeta. O resto não tem importância, nem sequer a morte. 

Inserida por apatiatropical