Tag poeta
Eu quero viver em direção ao arco-iris, viver infinitos sonhos de amor, e pular de peito em um mundo sem dor.
Tudo se Repete
Percebi que era uma pessoa boa
Quando me estendeu a mão
E não pediu nada em troca
Não a conhecia
Mas veio me levantar
Fez-me enxergar
Disse-me palavras bonitas
E me deu um abraço forte
Para que eu parasse de chorar
E foi o início da nossa estória
Não imaginava que chegaríamos até aqui
Mas sabia que você era especial
Desde a primeira vez que olhei em seus olhos
Não sabia que ficaríamos juntos
Mas sentia uma vibração
Mas o dia que nos conhecemos esta se repetindo
Mas agora estou chorando por você
E sei que você nunca mais ira me estender às mãos.
Minha Flor
Flor do meu jardim
Teu cheiro me trás lembranças
Teu olhar me da esperanças
E quando olha para tua boca
Me trás de volta todas as lembranças
Aquelas lembranças dos dia de primavera
Que nos deitávamos de baixo da árvore
Para ouvir os pássaros cantar
E quando te vejo passando
Eu vejo aquelas imagens se apagando
Pois eu sei que você nunca ira voltar.
Amor inventado
Amor, eu aprendi tantas coisas ao seu lado
Vivi tantos dias maravilhosos
Você me ensinou que amar não é difícil
Me ensinou que amar é como respirar
Meu amor, sei que não estamos nos melhores dias
Sei que posso ser meio imbecil as vezes
Mais saiba que te amo,meu amor
Te amo para sempre
Pois foi você que me ensinou
Que o amor faz tudo ser perdoado
Mas a única coisa que não quero que me perdoa
É de um dia ter te amado.
PELOS SONHOS ANÔNIMOS
Clamo hoje pelos sonhos esquecidos
Os mais desejados e sempre dilema
Os que no ter não foram pertencidos
Nem citados ao menos num poema
Pouco lembrados e incompreendidos
Solitários que até nos causam pena
Nos fazendo chorar nos fados vividos
Falidos entre o prazer e a dor suprema
Assim perdidos nos traços da história
Desistidos e tão poucos na memória
Criando ilusões do tempo já passados
Clamo que revividos possam ter vitória
Que assim possam ter e ser divisória
Hoje, no fazer, para serem realizados
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
POETA REI
Até que ponto cheguei,
Qual remo tocarei
Em qual bar me farei
O mais nobre e poeta rei.
Até aonde pude ir
Por que em escuro rio ousei remar
Me afoguei dolorosamente
Restou o endereço, o lugar.
Nesta beira, findou a mocidade
A quimera que tanto amou
Como às águas que vem e vão
E sob elas, meu sonho banhou.
E entre as linhas de uma a outra
Essas palavras se perderam a tentar
Ser o poeta, o poeta rei
Das breves vontades, que partiram sem par.
Willas Gavronsk 07.09.16
POETA REI
Até que ponto cheguei,
Qual remo tocarei
Em qual bar me farei
O mais nobre e poeta rei.
Até aonde pude ir
Por que em escuro rio ousei remar
Me afoguei dolorosamente
Restou o endereço, o lugar.
Nesta beira, findou a mocidade
A quimera que tanto amou
Como às águas que vem e vão
E sob elas, meu sonho banhou.
E entre as linhas de uma a outra
Essas palavras se perderam a tentar
Ser o poeta, o poeta rei
Das breves vontades, que partiram sem par.
Willas Gavronsk 07.09.16
A HORA
Morrer, Senhor, de súbito, eu quero!
Morrer, como quem vai em sua glória
Despedir-se do mundo em ato mero
De repente! Na bagagem só memória
Morrer sem saber, estou sendo sincero
Rogo, por assim ser, a minha tal hora
Morrer simples, sem qualquer exagero
Onde o olhar de Deus a minha vitória
Morrer, sem precisar ser feito severo
Das estórias que fique boa história
Fulminando sem lágrimas e lero lero
Assim espero, digno desta rogatória
Morrer fruto do merecimento vero
De ser ligeiro, cerrando a trajetória
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Paráfrase Augusto Frederico Schmidt
Minhas esperanças definham, como a flor arrancada de um jardim que será transformado em canteiro de obras...
As máquinas loucas aceleram, nem prestam atenção nas despedidas agonizantes das pétalas...
É o progresso desordenado dos corações...
SONETO AO ACASO
Estou atrasado para nova direção
Dar ao destino uma nova fantasia
E ao espírito possa ter novo guia
Além dos afligir que fere o coração
Agora é tarde, entardeceu o dia
A alma está enrugada de emoção
Sonho entrajou-se de recordação
E o querer já não mais me alumia
Tenho ido empós do bom ideal
Nem sei qual será este tal final
Deste declínio que me barbaria
Afinal, pouca sorte foi meu ritual
Já o amor, o preservei bem jovial
Pra na lápide tê-lo como honraria...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Não procure uma princesa, transforme sua namorada em uma, pois vocês dois juntos poderão construir um castelo.
CORAÇÃO DE POETA
Marcial Salaverry
Coração de poeta
é feito de amor e poesia...
Com amor escreve a poesia,
com poesia faz o amor...
Uma borboleta colorida,
já traz poesia para sua vida...
Vislumbra-a para sua amada voando,
para dizer-lhe que a está amando...
Marcial Salaverry
Poeta preto é rapper. Escritor preto é rapper. MC não lança livro, não vende igual Mc Donalds. Machado de Assis não era branco, era rapper.
Se a literatura não der certo, eu viro dizimista da Igreja Universal. Dou até testemunho na Rede Record.
À ALMA DE MINHA MÃE
Partiu-se o cordão do amor absoluto
No meu desditoso fado então trincado
E as preces no rosário assim de luto
Rezam tristuras no chão do cerrado
Lacrimoso eu, debalde na dor soluto
Soluça a baixa deste relicário delicado
Minha mãe, tão jovem em seu atributo
Pôs suspiros no meu peito instigado
Tal um ramo que seca sem dar fruto
Em um outono tão frio e desfolhado
Assim, o meu afeto se faz convoluto
E na continha de saudade, ao lado
Das lembranças dum amor resoluto
À alma de minha mãe, louvor ofertado!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
SÚPLICA
Se tudo acaba e tudo passa
A dor chegada tem a partida
A vida sua vitalidade vencida
Se tudo ao vento é fumaça
Se a firmeza tem sua recaída
O fado dia de caçador e caça
Fato alegre, outro sem graça
Se há subida, também descida
Se a alma não leva a carcaça
E a bondade nos é prometida
Na lei de Deus, sem ameaça
Se nem tudo é dor desmedida
Se tudo cai, Senhor, que negaça
Está má sorte na realidade parida?
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Paráfrase Auta de Souza
